Família em Movimento

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domingo, 11 de setembro de 2016

Meter Deus em tudo

Lemos em casal mais um capítulo do livro As mãos de Deus, de António Vazquez.

A leitura aludia à unidade de vida do cristão. 

Tal como disse São Josemaria Escrivá, o cristão não deve ser um esquizofrénico. 

Então, meter Deus em tudo é a solução.


O principal é a oração. Iniciamos com uma breve jaculatória (no meu telemóvel tenho uma lista de jaculatórias e escolho uma consoante a dedicação do dia). Depois evoluímos para a oração, que mais não é que uma conversa espontânea entre nós e Ele. E essa conversa vai sendo feita hoje, amanhã, depois... uma vez, duas vezes, três vezes.... vamos sentindo a presença de Deus na nossa vida com suavidade e exigência. Detesto as figuras delicodoces do Senhor porque Ele não é assim. Amou-nos até à morte e morte de cruz. Como tal, exige-nos. 

Retomando, essa conduta terá como consequência a necessidade dos Sacramentos. Por outro lado, assumimos de tal maneira um compromisso com o Senhor que o nosso coração deixa de ser igual. Leva o seu tempo, mas Deus transforma-nos.

O oferecimento do nosso trabalho (bem feito, bem feito...) é igual e cumulativo caminho de santificação. Essa santificação leva-nos a depender do Senhor e a entregar-lhe tudo. O tudo é uma totalidade que abarca o bom e o menos bom, na certeza de que nunca estamos sós.

Depois... é ter Deus connosco em todas as circunstâncias porque o Senhor faz-Se presente em todos os ambientes. 

Nessa vivência, façamos pequenas renúncias. O Senhor aprecia.

Vou dar um pequeno exemplo ocorrido ontem. Quando vou a futebol com o mais velho trago sempre pães com chouriço para a família. Agradecem sempre a lembrança!
Onde deixamos o carro estacionado há sempre um vendedor. Dizer que eu e ele comemos os nossos pães ali mesmo, pois a fome é sempre muita e ainda temos o caminho de regresso a casa por fazer. 
Curiosamente, ontem deixámos o carro estacionado num outro ponto que não o habitual. 
Os derradeiros 10 minutos de jogo foram consumidos pela ideia de que me esperava um pão quente, coberto de farinha e com chouriço no interior para devorar à saída do estádio. Com o bom resultado da equipa ía que nem ginjas... Mas à saída do estádio pensei... compro apenas quatro. Abdico de comer o meu. O mais novo come o seu e levo os outros três para casa.
Queria mesmo aquele pão. Queria-o verdadeiramente. Mas estava decidido a oferecer o sacrifício ao Senhor. Infelizmente, não vimos nenhum vendedor ao longo daquele novo e pontual trajecto. Logo, não me mortifiquei. Mas tive a firme decisão de o fazer.

Há mais exemplos. Beber o café sem açúcar. Esperar um minuto antes de beber água quando temos sede e o copo repleto de água fresca à nossa frente. Comer mais do que gostamos menos e menos do que gostamos mais. Há muito para oferecer.

O que pretendo escrever é que o objectivo de meter Deus em tudo passa igualmente por Lhe oferecer pequenos presentes, pequenas renúncias. Vivê-las em conjunto com a prática sacramental e com a oração reiterada, é um bom caminho rumo à unidade de vida.

Não devemos esquecer a necessidade de sermos acompanhados por um sacerdote. Eu tenho a dita de ter dois directores que me orientam.

Cada caminhante siga o seu caminho. Nós encontrámos o nosso.

FEM

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