Família em Movimento

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domingo, 3 de maio de 2015

Em Família, uma só Alma e um só Coração para Deus

Loca do Cabeço, 1 de Maio de 2015. Peregrinávamos.

Ouvimos a língua espanhola oriunda de uma família. A esposa estava sentada e cantava umas canções que o telemóvel utilmente lhe proporcionava para a ocasião. O pai e os filhos estavam mais perto da imagem do Anjo de Portugal e dos Pastorinhos. Um casal e três filhos. Ah! A senhora estava de esperanças (da Miriam).

Observámos que cada membro da família tinha uma cruz igual ao peito, com um fio rústico.


- Olá. Posso fazer uma pergunta? Reparo que todos têm uma cruz. Que significa?

- É a cruz de Santo Agostinho. Ao meio, um coração recortado. Significa "Uma só alma e um só coração para Deus".


E dialogámos. 

Hoje, antes do regresso, vimo-los no Santuário. Cumprimentámo-nos e despedimo-nos, não sem antes lhes mostrar algo: a cruz. E que risos!
- Sim, uma só alma e um só coração para Deus. Estaremos unidos.

Regressemos atrás. Quando ouvimos aquele casal espanhol falar no significado que a cruz assumia neles, percebemos que ali havia uma identidade. Mas... porque não acreditamos em coincidências, olhámo-nos e dissemos um ao outro: "Estamos a pensar a mesma coisa?..."

Corremos Fátima. Visitámos dezenas e dezenas de lojas. Por fim... ali estava a loja mais escondida e a única que tinha a cruz de Santo Agostinho. Comprámos em igual número dos membros da nossa família. Na missa das 18:30H, na Capela da Morte de Jesus, a benção dos objectos. Perfeito.

Quis Deus que ocorresse aquele encontro e aquela partilha. E quis Deus que nesta peregrinação trouxessemos uma identidade comum. Tudo foi assim providenciado. Nada foi acaso.

No diálogo que mentivemos com a família espanhola, percebemos a sua ligação, enquanto leigos, à ordem de Santo Agostinho. Não é o nosso caso. Mas a importância da mensagem, a importância do significado, do conteúdo, a importância da unidade, essa foi-nos dada, pedida.

O lema de Santo Agostinho foi um pouco alterado. Acrescentámos "Em Família" para que a plenitude da nossa vocação esteja agora ainda mais vincada.

Temos a certeza que nunca mais veremos aquela família. Nem trocámos e-mail ou qualquer contacto. Quis a providência que assim fosse. Naquele dia 1 de Maio, naquele momento exacto, as nossas famílias cruzaram-se na Loca do Cabeço. Apenas as duas famílias ali estavam naquele momento. E dali brotou algo mais: uma identidade, uma meta, um desafio permanente para nós. 

Esta cruz que agora todos temos ao peito recorda-nos o lema: 

"Em Família, uma só Alma e um só Coração para Deus

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