Família em Movimento

Família em Movimento

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Leitura recomendada

"Um amor escrito no céu" de Giulia Nicola e Attilio Danese foi o livro recomendado no Carmelo nesta visita. 

Versa sobre os pais de Santa Teresa de Lisieux, recentemente canonizados.

Já o temos e partilhamos com os amigos que frequentemente nos visitam no blogue.

Na net encontrámos o seguinte texto sobre Luís e Maria Zélia. 
Uma preocupação do Papa são João Paulo II era a canonização de casais santos que muitas vezes não são notados. O Papa falava em mostrar aos casais que o casamento é uma via fértil de santidade dos esposos. Então, ele queria beatificar e canonizar casais que fossem para os esposos exemplos de vida santa e intercessores no céu. A luta dos casais católicos para se manterem fiéis um ao outro por toda a vida, educando os filhos na fé do Cristo e da Igreja, torna-se uma “escola de santidade”, como foi com o casal Luis Martín e Maria Zélia,pais de Santa Teresinha.
São Paulo disse que a mulher santa, santifica seu esposo, e comparou o matrimónio com a união de Cristo e a Igreja. “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou  por ela” (Ef 5,25). É esse amor de um pelo outro, que vai até à entrega da própria vida, que santifica o casal.
No dia 18 de Outubro de 2015 o Papa Francisco canonizou os pais de Santa Teresinha.
Foi a primeira vez que um Papa canonizou ao mesmo tempo um marido e sua esposa. Outros casais já foram canonizados, mas em datas diferentes.
Disse o Papa Francisco na homilia de canonização deles que : “Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na protecção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”.
Outros casais já foram canonizados, como: Santos Aurélio e Natália; Feliz e Liliosa; Santa Margarida e Malcolm Camore, reis da Escócia; São Luiz IX, rei da França e sua esposa Margarida de Proença; São Tomás More e Santa Jane Colt; Santa Francisca Romana e Lourenço de Ponziani e outros beatos e veneráveis.
Luís e Zélia Martin casaram-se em 1858. Ambos haviam aspirado entrar para a vida religiosa. De carácter contemplativo, mais silencioso, Luís, nascido em Bordéus, França, em 22 de Agosto de 1823 sonhara em ser monge cartuxo. Não foi aceite por não saber latim. Voltou a Alençon, onde residia com os pais, e aí montou uma relojoaria. Zélia tentou ser religiosa visitandina, mas a Superiora logo intuiu que a jovem não era chamada à vida religiosa. Ambos foram levados a desistir da vocação religiosa. Após o casamento, permaneceram convivendo como se fossem monges. Um confessor convenceu-os a ter filhos e, assim preparar almas para o céu.
Alençon é a capital da confecção de rendas; Zélia havia realizado um curso de rendeiras e, aos 22 anos, estabelecera-se por conta própria. Ao casar, havia cinco anos que fabricava rendas. O seu negócio prosperava. O negócio de Luís era algo mais do que estagnante. Não demora em desistir da relojoaria e pôr-se ao serviço da esposa. Como tantas mulheres modernas, em toda sua vida Zélia acumulara as tarefas de mulher, de mãe e de trabalhadora.
Tiveram nove filhos: sete meninas e dois meninos. Zélia intercedia por eles: “Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a ti”. Oração atendida integralmente, pois cinco filhas seriam religiosas!
Não havia nada de extraordinário na vida deste casal cristão. A sua vida era simples, decididamente voltada para Deus, que está no centro: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos de igreja… o amor entre eles era profundo. “Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís” – escreve Zélia durante uma viagem. “Eu amo-te com todo o meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela experiência da privação de tua presença.” 
Eles completavam-se. Tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes.
Os dois têm um grande desejo de ser sant
os. Para isso, vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos.
Experimentam a provação de perderem dois filhos e duas filhas ainda criancinhas. 
Desde 1864, Zélia começou a sentir os primeiros sintomas do cancro de mama que a levará para Deus em 1877. “Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!”. Zélia morre com 46 anos em 28 de agosto de 1877. Teresa tem 4 anos e meio.
Depois de sua morte, Luís muda-se para Lisieux, para casa Buissonnets. Vendeu todos os negócios e dedicou-se inteiramente à educação de suas cinco filhas. 
Luís Martin tem consciência de todas as graças que recebeu do Senhor. Contou às suas filhas ter feito a seguinte oração: “Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por Vós…”. Ofereceu-se. Pouco tempo depois experimentou a terrível humilhação da doença mental.
Em 29 de Julho de 1894, Luís Martin morreu tranquilamente.

domingo, 22 de maio de 2016

"Eu estarei sempre convosco"


Foi com enorme entusiasmo que no Carmelo nos contaram a novidade: novo milagre eucarístico, agora na Polónia.

Depois de ouvirmos no locutório toda a história misteriosa deste milagre - tão espantoso - vivemos de forma ainda mais intensa a Santa Missa.
Não sabíamos. Vamos partilhar convosco citando a fonte: gaudiumpress.org 


O Bispo de Legnica, Polónia, Dom Zbigniew Kiernikowski, certificou no dia 17 de Abril que um facto registado no Santuário de San Jacek em Legnica "tem as características distintivas de um milagre eucarístico". 

Depois de uma rigorosa investigação, o prelado afirma o caráter sobrenatural do facto que comunica novamente a doutrina da Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada no Sacramento da Eucaristia.


Tecido de coração humano

O milagre ocorreu no Natal de 2013, quando uma das Hóstias que se distribuía na comunhão caiu no chão e foi depositada num recipiente com água para que se desfizesse naturalmente (um dos procedimentos habituais recomendados para esses casos). A Hóstia, ao invés de diluir-se, exibiu uma mancha vermelha com uma textura estranha, o que motivou a investigação do Bispo, que estabeleceu uma comissão para determinar a natureza do facto.

Em Fevereiro de 2014 levou-se um fragmento da Hóstia a várias avaliações forenses, chegando-se à conclusão de que "na imagem histopatológica se encontrou que os fragmentos contêm partes fragmentadas do músculo estriado transversal, similar ao músculo do coração", segundo informou Religión en Libertad. Os especialistas determinaram que o tecido analisado era humano e correspondia a uma pessoa submetida a um alto grau de tensão e sofrimento.

O caso ainda foi submetido a uma consulta realizada pelo Bispo à Congregação para a Doutrina da Fé na Santa Sé, instituição que estabeleceu a idoneidade da veneração pública do milagre com a exposição dos factos ligados ao acontecimento. Após receber este parecer, o pároco do Santuário foi autorizado a expôr a Hóstia numa Capela, junto à descrição do facto sobrenatural.


O Bispo pediu que se ofereça aos assistentes ao lugar "informação pertinente" e uma "catequese sistemática que forme adequadamente a consciência dos fiéis no culto eucarístico". O Santo Padroeiro do Santuário, São Jacek, justamente foi um notável pregador da Eucaristia, pelo qual se representa com o Sacramento em suas mãos. "Espero que tudo isto sirva para aprofundar no culto da Eucaristia e tenha um inconfundível impacto na vida das pessoas que se aproximam da relíquia. Uma expressão particular da bondade e do amor de Deus", afirmou o prelado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Até quando?



ADOPÇÃO GAY    ABORTO    PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA    PROSTITUIÇÃO

                    EUTANÁSIA               MUDANÇA DE SEXO      BARRIGAS DE ALUGUER

Ontem escrevemos um texto que trouxe confusão. Hoje, confusão trazemos. 
Qual a relação das duas publicações? Alguma.

Quando nas comunidades se "vai andando", é mau. O Senhor merece mais que "ir andando", já o escrevemos. Enquanto uns "vão andando" outros há muito vão "trabalhando". E devagarinho, pé ante pé, chegaram ao objectivo inicial. Essa é a diferença.

Costumamos dizer que devemos ser um misto de Martas e Marias. Nem totalmente contemplativos nem o inverso. E, ainda que saibamos qual é a melhor parte da escolha, não devemos baixar os braços em profunda tibieza que em si mesma mais não é que uma silenciosa cumplicidade com o status quo.

Nem mais. A esquerda trouxe para a agenda política todos os temas fracturantes e, um a um, vão sendo aprovados para gáudio das galerias em simultâneo com sucessivos murros no estômago nos cristãos.
Mas se é verdade que a esquerda os traz, não é menos verdade que alguma direita os consente. Vide quem aprovou as barrigas de aluguer.

Mas ao fim e ao cabo parece que ninguém nota. Os católicos observam da bancada, não se manifestam. Os sacerdotes evitam falar nos temas. Faz de conta que os temas em causa não existem. Mas faça-se de conta porque na verdade eles estão aí. Um silêncio ensurdecedor que incomoda.

Queridos amigos, não podemos ter o melhor de dois mundos mas será estranho que nos mostremos amorfos, pálidos, doentes, com manifesta falta de vigor.

Há muitos modos de ser-se operativo. Os católicos devem intrometer-se na política, na sociedade, em tudo. Onde há vida, um católico. Onde há tema, um católico. Onde se ouve respirar, um católico.

Católicos convictos e cientes da doutrina, dos valores cristãos. Católicos íntegros e com unidade de vida. Católicos sem respeitos humanos. Católicos que o sejam em qualquer circunstância, assumindo a sua condição independentemente do ambiente. Católicos que protestem contra as injustiças. Católicos que se mobilizem. Católicos que saiam para a rua quando necessário como os outros fazem. Católicos que escrevam. Católicos que discursem. Católicos que testemunhem. Católicos que defendam a Família. 

Entendamos que a grande diferença - além da doutrinária - dos que "vão andando" dos que "trabalham" é essa: os segundos foram e são operativos e contam com a resignação dos primeiros que até aqui têm sido bons rapazes. 
Até quando?

terça-feira, 17 de maio de 2016

Os suspeitos do costume

Os suspeitos do costume, por mais que tentem, não furam.

Ainda que ouçam promessas de abertura e lhes seja sugerido maior participação na vida activa, os suspeitos do costume encontram blindagem. E é uma pena.

Disse António Vitorino que «não há festa nem festança onde não esteja a Dona Constança». É verdade.

E também é verdade que não há comunidade que não tenha as suas Constanças, o seu núcleo duro, impenetrável.

Sim, "os mesmos de sempre". Estão em todas. Opinam sobre tudo. Vetam e promulgam. Decidem ou inclinam à decisão.

Dir-se-á que a orquestra tem sempre o mesmo ritmo porque o maestro não muda. E assim se caminha rumo a um horizonte fechado que paradoxalmente se diz aberto.

Mas note-se que os suspeitos do costume não o são de mãos vazias. Procuram abrir, quiçá furar. Propõem. Contudo, as dinâmicas que pretendem são outras e implicam, muitas vezes, que muitos se desinstalem. E por via disso, esbarram na aludida blindagem.

sábado, 14 de maio de 2016

Paulo, um apóstolo moderno

Escreve São Josemaria sobre o tema "estudo" no Ponto 335 do livro Caminho que para um apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração.


O mesmo Santo no livro Via Sacra, XIª estação, escreve o seguinte: «Antes de começares a trabalhar põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando lança-lhe um olhar... Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho.»


São Josemaria tinha sempre na sua mesa de trabalho o crucifixo.


Um jovem com formação cristã estudava ao meu lado. Eu de volta de uma conferência e ele, presumo, de volta das matemáticas. A determinado momento lancei um olhar sobre a sua mesa. Uma folha de papel com um lápis, um computador, um estojo e... o crucifixo. 

Sorri. Perguntei o nome e pedi para dar testemunho dele próprio sem que, no entanto, revelasse o nome e o local onde com ele estivera. Acedeu.

Paulo, nome fictício. O Paulo estuda como um apóstolo moderno. Concentrado. É dos alunos que ao Sábado e Domingo é tão responsável ou mais quanto nos dias de semana e não descura o estudo. É o seu trabalho.

Mas o mais precioso é que este apóstolo moderno tem notoriamente uma vida interior que se toca. Que grande exemplo me deu; a mim que na secretária tinha um código, um computador e apontamentos. Eu não tinha um crucifixo. E isso fez-me pensar. Uma lição de um miúdo que trabalha e pensa como gente grande.

O Paulo mostrou-me que faz o que deve e está no que faz; mostrou igualmente ser um apóstolo moderno e, por fim, que quer ter Jesus perto dele.

Lembrar-se de Deus no trabalho nem sempre é fácil. O crucifixo sobre a mesa pode ajudar a dirigir o pensamento ao Senhor enquanto continuamos as nossas tarefas. Assim fazia São Josemaria. Assim podemos fazer nós.

Ao Paulo o meu agradecimento pelo testemunho dado e igualmente por me permitir escrever este texto que será lido por muitas pessoas que, não duvido, irão meditá-lo. Por ora, foi tema de conversa na nossa família durante o jantar.

Last but not least, uma palavra de apreço aos pais pela educação cristã.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cuidados no casamento

Nota prévia: O texto vai ser escrito como se fosse direccionado ao homem como marido. Faça-se uma interpretação extensiva. 

A relação familiar tem de ser cuidada, cultivada.
E quer no homem, quer na mulher, os alertas devem estar sempre presentes.

Vamos envelhecendo. Nada há que impeça esse facto. Não somos mais os jovens de outrora. 

Mas sempre se diria que os leitores mais novos devem igualmente adaptar este texto à sua condição.

À nossa volta existem e existirão sempre mulheres. Lidamos com elas no trabalho, nos eventos sociais, nos ginásios e em tantas outras circunstâncias. Mulheres fantásticas, bonitas, jovens, sem rugas, sem celulite e sem cabelo branco. Mulheres bonitas e atraentes. 

Mas cuidado! Muito cuidado com as intimidades. Muito cuidado com as ocasiões. 

Entendemos que os "beijinhos" devem ficar reservados para o casal. O cumprimento com a mão parece sensato e suficiente. Hoje todos se cumprimentam com um ósculo. Parece algo corriqueiro, trivial, banal. Mas se pensarmos um pouco é um gesto a reservar para quem é manifestamente especial.

Também é fundamental termos sempre colocada a nossa aliança. Ela é sinal para dentro e para fora. Pensemos o que ela significa e pensemos na aliança que firmámos com a nossa mulher. 
A aliança não deve ser adorno ou memorial. Seja sinal vivo e presente da nossa aliança com alguém. 

O nosso coração sempre guardado para a nossa mulher.

Outro ponto de luta é o guardar da vista. Deve estar sempre presente e erradicar imaginações que disso não passam mas que firmam desejos.

Alerta-se igualmente para as virtudes da fortaleza e prudência. Não fiquemos em risco.
Por exemplo, em determinadas circunstâncias e se necessário, devemos mudar de sala, de local, de ambiente.
Não demos relevância ao que a consciência nos vai dizer: «Irão levar a mal. Irão falar. Irão comentar.» 
Paciência. Se for preciso, explicamos. Essa "ética" não pode ser uma oportunidade para nos colocar em causa. 

A este propósito e com muito respeito pelos inúmeros exemplos respeitosos existentes, também os há aqueles que terminam de outra forma. 

Cuidado com as situações que nos colocam em perigo. Notemos com clarividência que situações menos próprias não acontecem apenas aos outros, porque os outros são como nós. Estamos todos sujeitos.

Lembremos sempre aqueles casos académicos (sempre académicos) de um serão após outro que conduz a um jantar e neste um bom vinho. Findo e por mera cortesia o levar a casa o outro que, também por extraordinária cortesia, nos convida a subir. Perante o convite ditam as regras de cortesia aceder ao mesmo. Ponto. Ficamos por aqui.

A idade traz-nos algumas coisas mas nos traz castidade. Que sempre impere o amor, sensatez e unidade de vida. O nosso coração guardado para a nossa mulher.

Mas não basta o exercício daquelas virtudes. Há comportamentos a ter que ajudarão e muito a que olhemos sempre a nossa mulher com agrado. 
Alguns exemplos. Não devemos abandalhar o ambiente familiar. Quer ao nível da linguagem como ao nível da indumentária. Em relação à linguagem, saibamos ter classe. Em relação à indumentária e ressalvando todo o respeito por quem o faça, não é agradável à vista andar em casa de chinelos, pantufas ou calças de fato de treino. Não é agradável à vista as mulheres não se cuidarem, não colocarem uma pintura e não colocar o cabelo arranjado. E muito menos o perfume que lhes oferecemos. Sim, o tal.

Cuidar de nós para captar a atenção do outro. Esse é o truque. E se temos o outro "preso" ao nosso encanto, não irá certamente procurar "amizades" fora de casa.

Resumindo. Muito cuidado com os ambientes. Não nos coloquemos a jeito.
Por outro lado, charme e encanto.

Este foi um texto diferente. Poder-se-ia ter ido mais além. Ou quiçá aquém.
É um assunto realista e alvo de meditação em vários fóruns. Que edifique.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

“Voam pratos”, diz o Papa. Por vezes voam. Faz parte.



É cada vez mais assumida a relação comportamental dos pais com o sucesso académico dos filhos. Ela não se baseia em estudos profundos ou dissertações maravilhosamente escritas.

Essa relação baseia-se em experiências familiares concretas. Nomes concretos. Pessoas concretas.




“Voam pratos”, diz o Papa. Por vezes voam. Faz parte.
Todavia, muitos pratos a voar já não faz parte.

Por outro lado, o estilhaçar da louça – quando ocorre – não deve ser ouvida pelos filhotes que tudo absorvem. A Exortação Apostólica do Santo Padre é absolutamente fantástica e promove descobertas. Recomendamos a sua leitura.

Assuma-se por favor que muito do insucesso escolar tem origem na instabilidade familiar. Muitas discussões e quiçá reiteradas promovem uma instabilidade enorme. Os divórcios e separações de facto promovem uma enorme instabilidade emocional nas crianças.

Resumamos: tudo o que afecte os pais afecta os filhos por via do amor que estes sentem àqueles. O clima de guerrilha afecta-os. Cuidado!

A cegueira de muitas guerrilhas é prova absoluta do egoísmo e da ausência de valores e virtudes. É imperativo ler o Capítulo IV da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e absorver devagarinho (mastigar lentamente) o que nos é dito pessoalmente pelo Papa. Escrevemos «pessoalmente» com um propósito.

Não somos pessoas fantásticas. Somos pessoas. Apenas pessoas. Todas com virtudes. Todas com defeitos.

Mas há algo que sabemos: todos somos dotados de inteligência Aprendamos a viver o amor, a descobrir o amor, a redescobrir o amor. O amor não é sentir. Não é e nunca foi.
Adolescência? Não era amor. Essa paixão de outrora derivou para algo profundo que chamamos «amor».

Saibamos amar e ver no outro o alvo mais apetecido para fazê-lo. E se o fizermos o outro sentir-se-á amado e feliz. Ah! Os outros (os filhos) sentir-se-ão estáveis e essa estabilidade ficará espelhada na pauta de notas. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As crianças na Missa

Há uns dias a Família Power publicou no seu blogue Uma Família Católica um texto muito giro e muito pertinente sobre a presença das crianças na Missa.

Não vamos acrescentar nada. O texto deve ser lido.

Todavia, sempre faríamos duas considerações.


A primeira. Mal de nós se não acolhermos as crianças na Missa.
Mal de nós se não abraçamos as crianças na Missa.

Elas são o testemunho vivo do amor dos seus pais. 
Elas testemunham igualmente a existência da Família tradicional. 
De que nos vale criticar a mentalidade dominante se depois ficamos incomodados se uma criança perturba a Missa?

Sim, por vezes gostaríamos de ter silêncio e não podemos ter porque alguma criança faz barulho. Pois, é normal. São crianças...  Demos graças a Deus por elas e ofereçamos ao Senhor esse momento.

Vamos escrever - e como segunda consideração - o que verdadeiramente nos perturba na Missa.

Perturba-nos quem está na Missa de perna traçada como se estivesse no café.
Exmas. e Exmos. das nossas comunidades, acaso estariam assim diante de um Chefe de Estado? E de um Rei? 
Então porque estais assim diante do Rei dos Reis?
Sabe bem a perna traçada... a nós também. Eis uma boa mortificação: pernas direitinhas na Missa.

Perturba-nos quem durante a Missa lê apps noticiosas no telemóvel ou lê/escreve na rede social Facebook. 
Diz São Josemaria: «Faz o que deves e está no que fazes». Saber estar na Missa é fundamental. E a renovação do sacrifício de Jesus pede mais que redes sociais ou notícias de Domingo. 
Caramba, não faltará tempo para colocarmos a nossa cultura mais enriquecida e a nossa mega rede cheia de likes.
Devemos dar mais de nós sob pena de sermos medíocres até na celebração da Eucaristia.

Perturba-nos  quem está na Missa em plena converseta. Reiteramos aqui o que escrevemos no parágrafo anterior.
Mas o rídiculo atinge o seu expoente máximo quando interrompem a converseta para dizer (não escrevemos rezar) a oração que por acaso (só por acaso...) é dita naquele momento. Finda a oração retomam a converseta. 
Ok, é um mini break inoportuno, sabemos. A oração vem sempre em má hora... que aborrecido.

Perturba-nos quem não desliga o telemóvel (perturbando os outros) e atende-o quando toca. 
Na Missa? Sim, na Missa.  
Uns dizem: "Estou na Missa, agora não posso falar". Se não podem falar por que atendem?
Um absurdo.
Outros deixam o telemóvel tocar e saem em passo de corrida. Até chegarem à porta o telemóvel não cessa de tocar. Isto é perturbador.

Perturbam os grupos organizados que estão "obrigados" (nunca compreendemos esta regra da rapaziada se apresentar uma vez por mês para animar a Eucaristia e depois desaparecerem por três semanas) a uma Missa mensal e comungam sempre sem que ninguém lhes ensine estarem em pecado mortal. É uma pena não saberm o mais básico da doutrina. Estamos perante matéria grave que carece de confissão. Ou não... já não sabemos. Modernices.

Por último, perturba quem na fila para a comunhão cumprimenta quem encontra. Há quem aproveite o momento para perguntar se o outro está bem. Outros fazem uma mini converseta que por regra é uma graçola, a ver pelos sorrisos que a mesma gera. Perguntamo-nos se sabem onde estão, o que fazem e ao que vão. 

Perante isto... alguém ousa criticar as crianças na Missa?

Crianças na Missa SEMPRE! Muitas! 
Encham os bancos com as famílias pois assim testemunham o amor.
Fica o desejo: cada vez mais famílias numerosas nas igrejas e na celebração da Santa Eucaristia. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Amoris Laetitia

No Sábado passado o Expresso, na Revista, publicou um texto sobre o Papa.

Li-o com sentido crítico e não concordo com a totalidade do teor da crónica. Percebi claramente o texto. Ponto.

Muito se escreveu e muito se escreverá sobre a Exortação Apostólica Amoris Laetitia. E porque a Exortação menciona alguns temas concretos eis que a interpretação extensiva veio a terreiro.

Lembro o dia em que se soube da publicação e os alertas que o meu telemóvel recebeu das app noticiosas. A sensação - e passo o exagero - de "open space" foi total. Qual a relação com a realidade? Pouca ou nenhuma.

Também reparei que se gosta muito de extraír uma frase e isolá-la e dela se partir para uma construção. Errado. 


A frase faz sentido quando enquadrada no seu próprio contexto. Tudo o mais que se faça é, entendo, abusivo.

Concluindo, o texto deve ser lido e não contado. E deve ser lido com critério. E deve igualmente ser lido com a necessária humildade de nos questionarmos sobre algum ponto. Ser juiz em causa própria é mau conselho.

Por outro lado, o texto deve ser lido devagar. Muito devagar. E depois de ler, reler.
É preciso mastigar a Exortação. Quem a lê em passo de corrida não a compreende e dela pouco ou nada reterá.

Depois, usar um critério de leitura. Nós por cá alternamos os aspectos teóricos com os aspectos práticos. Por exemplo, lemos o Capítulo I e o IV alternadamente. E seguiremos esta linha.

Por falar no Capítulo IV, extraímos muito dele. Parece que o Santo Padre nos fala directamente. Parece que foi tudo escrito para nós. Parece? Não, foi .

Impressiona como os temas são actuais e como se enquadram nas nossas vidas. 
Seria suposto? Claro que sim. Os pratos voam em qualquer família.

Exortamos à leitura de Amoris Laetitia a todas as famílias. São muito bons os ensinamentos e a vida conjugal e familiar pode sair beneficiada. Aliás, esta Exortação pode mudar vidas. Leiam e depois pensem um pouco e verão que nada exageramos com esta afirmação.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Bíblia é para folhear

A Bíblia é para folhear. Aliás, a Bíblia deve ser o livro mais folheado de todos os livros.
A Bíblia tem a palavra viva e sempre actual de Deus. Está tão actual como há dois mil anos atrás.

É verdade que praticamente todos os católicos a têm; mas têm-na muito arrumadinha na estante. 


Outras vezes está no suporte próprio e aberta. Mas se hoje está na página 125 não é menos verdade que daqui a uma, duas e três semanas ainda estará na dita página 125. Está em exposição como se fosse mais um elemento decorativo da casa.

Na nossa opinião a Bíblia deve estar exposta sim porque dá testemunho para dentro e para quem entra de que a nossa casa é um lar cristão.

Mas deve ser folheada, até "gasta". Quiçá anotada por nós. Os livros que mais gostamos de reler são os anotados pelos nossos punhos pois têm sempre algo que um dia entendemos muito importante e quisemos perpetuar essa indicação. Pois a Bíblia deve ser lida muitas vezes, folheada e quiçá anotada.

Não é menos verdade que os pais ao fazerem-no educam os filhos. Agora vêem e guardam o ensinamento. Mais à frente serão eles a fazê-lo e mais tarde a ensinar.

Mas mais que folhear, a Bíblia deve ser lida em voz alta para que a palavra viva seja acolhida e meditada por todos.

Outro cuidado que deve haver é procurar que a Bíblia esteja sempre aberta no Evangelho do dia. Deverá haver o supremo cuidado de o saber por via a preparar a palavra na véspera antes de dormir ou mesmo no dia, de manhã cedinho.

Colocamos novamente uma fotografia que havíamos colocado numa publicação antiga. É a nossa Bíblia exposta no suporte próprio. Não está na página 125.

domingo, 1 de maio de 2016

Dia da Mãe

A nossa Missa de Domingo foi numa Paróquia que não é a nossa. Um Sacerdote com idade avançada que se revelou enormemente jovem. 
Fez uma homilia que tocou questionando-nos individualmente como vivemos a comunhão.
Pensámos com o Sacerdote. Qual o nosso sentido de comunidade? Ficamos felizes cada vez que entramos na nossa Paróquia e vemos os nossos irmãos ou olhamos para eles com olhar indiferente?
E ficamos felizes quando vemos aquele irmão que por motivos alheios à sua vontade ou doença volta ao convívio comunitário?
Somos pessoas de paz e por ela transmitimos a quem nos rodeia a pacificação que vivemos? 


E em casa, revelamos na família essa paz?
Ser pessoa de paz não significa pessoa de pasmaceira. A paz é comunicada com atitude. Se não a tivermos na nossa casa e no nosso coração não conseguiremos nada de brilhante para fora. Melhor será parar, meditar e operar uma conversão que necessariamente urge.

Outro pormenor que notámos foi uma irmã nossa que na altura do ofertório a cada oferta agradecia como se a mesma fosse para si. Tocou-nos aquela sensibilidade. A senhora teria os seus 70 anos. E sim, agradecia como se fosse para ela porque com toda a certeza qualquer oferta para a sua igreja era para si. Eis o sentido de comunhão colocado em prática.

Porque falamos desta senhora? Porque por regra não vemos esta sensibilidade. Vemos por regra pessoas que prestam o serviço com o mesmo semblante, sem sorrir ou sem emitir uma palavra. Algo impessoal de quem não sente a igreja como sua, algo de si, uma casa que também é sua, um serviço que deve ser vivido. Se não encontramos Deus nas coisas mais pequenas não o encontraremos nunca. É no pequeno que nos santificamos.

Se nós reparámos nesta senhora imagine-se quão reparada é por Deus...

Sejam muito agradecidos estes paroquianos pois além de uma igreja muito bela têm um pastor com uma enorme dimensão espiritual.

Dia da Mãe neste primeiro Domingo de Maio. Um olhar terno à Mãe de todas as mães e uma acção de graças pelas nossas mães e por cada mãe de família. Acção de graças de igual modo pelo nosso querido Padre Gonçalo Portocarrero que hoje celebra mais um aniversário.

Noite no CCB

Uma noite diferente. Tal como antes escrevemos, é importante (permitam, fundamental) existirem momentos para o casal.
Os casais precisam ter momentos a sós. E se os ocuparem devidamente, tanto melhor.


Os filhos ficam nos avós e ficam muito bem, além destes muito agradecerem. E os casais que promovam uma saída a dois por mês afastam essa coisa chamada "rotina" que é uma espécie de bicho invisível que faz o seu trabalho destrutivo paulatina e silenciosamente.


Esta noite fomos ao CCB assistir à apresentação de "Ensemble", o novo disco do Maestro Rui Massena. E que espectáculo! Muito bom. Maravilhoso!
O Grande Auditório esteve cheio para ouvir e aplaudir o Maestro e a Orquestra que o acompanhou. 
Uma noite diferente, fantástica.

sábado, 30 de abril de 2016

Confiar e esperar

Os sintomas mantinham-se. E em rigor mantêm-se. O primeiro médico diz não se tratar do que pensava e parecia lógico e deixa o recado:"Se mantiver faça uma TAC à cabeça". Não relevei.


Os sintomas continuam e procuro o segundo médico que me segue há anos. Era dia do aniversário da filhota. Após algumas perguntas e alguns exercícios, determina duas TAC sendo que uma é precisamente à cabeça. Saio da consulta preocupado com a palavra "compressão". 
É uma possibilidade apenas. 
Mas era dia de aniversário e teria de mudar o semblante. Agir como se nada fosse. 
Nada poderia perturbar o dia de festa.


No dia da TAC a tensão aumenta. Recebo um SMS com uma mensagem encorajadora: «Estás nas mãos de São José e não esqueças que um filho nunca diz "não" a um pedido do Pai».

Quantas vezes obedeceu Jesus a São José... imensas.
Não recorri somente a São José mas foi o foco das intenções.
A caminho do Hospital onde a TAC estava marcada para as 18:15H a mão direita segura e aperta a dezena enquanto as petições são feitas.

Pedi antes da TAC para me dizerem algo antes do relatório para não perpetuar a ignorância.
- Pode abrir os olhos, ouço.
Sinto estar a sair do "donut" e abro os olhos. Vejo duas pessoas à espera que o trajecto da máquina cesse.
- Já estás! - pensei.
Uma delas sorri. Era o médico.O sorriso altera o meu pensamento momentâneo.
- Não tem nada no crânio. A outra ainda terei de ver melhor as imagens - disse-me.
Sorri, agradeci.

Depois agradeci a São José. E a Maria. E a São Josemaria.
Sair do hospital era uma dúvida inicial pelo que, no regresso, rezei um Terço em acção de graças.

Entrei em casa e vi os meus. Que alegria genuína.

Já antes escrevera que o melhor antídoto para valorar os nossos era o pensamento da morte.
Este episódio veio reforçar o seguinte:
O dia de ontem passou. O de amanhã ninguém o viu e não sabemos se o veremos. É hoje que temos de viver e com qualidade.
Extraí esta convicção: viver todos os minutos com quem amamos com imensa qualidade e não deixar que nada condicione esses minutos, esses momentos únicos e irrepetíveis.

Ainda que mantenha os sintomas e não saiba a causa; ainda que não saiba o resultado da segunda TAC; ainda que nada saiba, sei que nada tenho na cabeça.
Se tivesse, entregaria nas mãos de Deus. Mas não minto: a tensão baixou.

Lembro de ter pensado muitas vezes e isso ter ajudado que não me deveria preocupar e confiar.
Porque Deus não nos "manda" nada de mal, tudo o que permite acontecer, tira maior proveito. Penso que a unidade de vida, a vida interior e a relação com a família sairam muito beneficiadas.

Agora é esperar que se descubra a causa. Até lá, viver com qualidade e aproveitar com qualidade todos os momentos que Deus me concede. Além deste propósito a noção muito clara de que devemos ser muito agradecidos por todas as bençãos que a nossa família tem recebido.

«Sim, percebi ainda mais o quanto vos amo»

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ser Santo até parece fácil!

Ontem publicámos aqui um vídeo sobre o exemplo de vida de Dora del Hoyo, que através das suas ocupações diárias com o cuidado do lar conseguiu chegar perto de Deus, ter convivência diária com Ele, fazendo da sua vida a vida de Cristo na aceitação da vontade do Pai em todas as horas.

Pois bem, todos nós temos este desejo de santidade. Contudo, por vezes achamos ser uma coisa extremamente difícil  e depressa abandonamos os nossos bons propósitos.
Todavia, a vida dos Santos mostra que qualquer um pode alcançar a santidade basta QUERER.

E para nosso espanto, no dia de ontem 28 de Abril o Papa declarou Montse Grases venerável. 

Montse Grases


Uma rapariga (1941-1959) do Opus Dei, que «correspondeu desde muito jovem ao amor de Deus no meio do mundo e procurou ser piedosa, trabalhar bem, aproveitando as suas qualidades, com desejo de servir, com uma disposição permanente de atender com generosidade aos outros, esquecendo-se de si mesma. Seguiu fielmente ao Senhor quando começou a fazer parte do Opus Dei e procurou caminhar muito unida a Ele, através de uma vida igual à de muitas outras mulheres. 




Também quando padeceu um câncer que lhe causava dores muito intensas e trouxe a sua morte.Tentou terminar com delicadeza sobrenatural as suas ocupações diárias, por amor a Deus e aos outros, e procurou aproximar de Jesus suas amizades.» (D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei)

Estes dois bons exemplos fazem-nos pensar que é possível. Felizmente são publicitados. Não foram super homens ou mulheres. Não. Foram como todos nós. Mas viveram intensamente as virtudes e a relação íntima com o Senhor, uma vida interior que contagiou, uma vida interior que foi como que o catalisador das acções de cada dia.

Quantas mulheres cumprem os seus deveres diários como mães  e esposas de família?
Não o fazem com amor aos seus?
E amando os seus não estão a amar a  Deus?

Penso que a santidade passa por ter consciência desse amor. Ser agradecida pela família que Deus me deu. Tratar os meus com amor é meu dever, porque é sobre estes que Deus Pai me deu como família que me pedirá contas no fim.
É aqui que tenho de me esmerar, superar e doar.

Fazer uma cama bem feita, tratar da roupa o melhor que sabemos, limpar a casa com esmero e cuidado, fazer refeições saborosas e agradáveis, ter paciência com os nossos...e depois voar para fora e cada vez mais alto. Não como os pássaros que voam baixinho mas como os outros que sobrevoam as montanhas e tocam mais perto o Céu.

Visto assim: ser Santo até parece fácil!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Um exemplo no lar cujo nome é Dora del Hoyo

Este documentário conta quem foi Dora e como o seu exemplo de vida pode-nos ajudar nos dias de hoje.
Dora del Hoyo nasceu a 11 de Janeiro de 1914 em Boca de Huérgano (Espanha).
Os seus pais, cristãos exemplares, educaram-na a ser boa filha de Deus.


Em 1940 foi para Madrid trabalhar como empregada doméstica e chegou a um elevado nível de competência profissional.
Em Bilbau, no dia 14 de Março de 1946, pediu admissão ao Opus Dei.
Soube corresponder com fidelidade à chamada divina. Destacava-se nela a devoção eucarística sendo a Santa Missa o centro e raiz da sua vida interior, um enorme amor a Nossa Senhora e São José e o recurso confiado ao seu Anjo da Guarda.
Em 27 de Dezembro de 1946 foi viver para Roma - a convite de São Josemaria - onde viveu até ao fim dos seus dias.
Soube descobrir o significado santificador e apostólico que se esconde por trás de cada acção aparentemente trivial, conjugando o espírito de serviço e a competência profissional.
Em Roma colaborou na formação de mulheres de todo o mundo.
Faleceu em 10 de Janeiro de 2004.

Estudo científico sobre a vida de Dora em "Studia et Documenta"

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Curtas



«Quem diz "não tenho pecados" deve entrar no confessionário pela porta das urgências! 
Tem - pelo menos - dois! 
- A mentira e a soberba.»

Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

terça-feira, 26 de abril de 2016

Comunhão de joelhos

Este Domingo tomámos uma decisão: ser coerentes na Santa Missa. Se noutros lugares comungamos de joelhos por que comungar de outro modo na nossa própria paróquia? 
Por respeitos humanos?


Em vários locais são colocados genuflexórios havendo um convite tácito à comunhão de joelhos. E aqui por regra os crentes comungam de joelhos. A excepção é quem não comunga desta forma.

Na nossa paróquia - por ora - não existem genuflexórios para o acto da comunhão. Mas quiçá com o nosso gesto outros paroquianos procurem compreender a dignidade e a razão pela qual o fazemos e imitem. Hoje duas pessoas. Amanhã, não sabemos. Que o Espírito Santo nos trabalhe a todos.

Estaremos sujeitos ao riso, ao comentário fácil e quiçá à crítica. Mas estaremos sujeitos de igual modo à compreensão e procura, por parte dos irmãos, das razão que subjaz ao acto.

Nos Retiros comungamos de joelhos. Noutros locais também o fazemos. Por que não fazer o mesmo na nossa paróquia? É ali que damos testemunho cristão quando em família frequentamos os Sacramentos, onde somos presença assídua, onde os filhos frequentam a catequese. Então também é ali o local para dizermos que comungamos de joelhos.
Curiosamente os nossos filhos que comungaram depois de nós e encontravam-se atrás, nada disseram. Não comentaram. A razão? Simples. Comungar de joelhos é natural em nós. Não é uma novidade. Logo, não estranharam. Provavelmente e doravante irão também eles comungar de joelhos, assim o queiram.

Da nossa parte acabaram os respeitos humanos. Estamos convencidos que o nosso pároco não nos chamará à atenção. Se o fizer, saberemos acolher. Por outro lado, não obstando, aqui fica o convite para que os genuflexórios sejam colocados na Santa Missa para a comunhão podendo a comunidade, querendo, receber Jesus de joelhos. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

«A outra carta» - Um vídeo SEMPRE ACTUAL

«A outra carta» é um vídeo que data do Natal de 2014 mas assume uma actualidade extraordinária. 
No nosso entendimento deve ser visto e lembrado muitas vezes como sinal de alerta.
Ficámos agradavelmente espantados por ter sido produzido pelo IKEA. Não esperávamos. Foram enormes pela mensagem que passaram e continuam a passar.


sábado, 23 de abril de 2016

Na relação familiar...

Há dia prometemos escrever uma publicação curta mas incisiva.

Resulta da aprendizagem que fazemos, das leituras, das conversas com os Sacerdotes e da própria condição de sermos uma família católica.
Se é o nosso caminho por que não partilhar? Assim faremos.

Advertência prévia: não é fácil a sua implementação mas é o caminho que nos parece sensato, coerente e próprio de uma unidade de vida.

Feitas as considerações, seremos sucintos e esperamos que o método seja adequado.

Na relação familiar…

Qual a prioridade?
A nossa prioridade é a Família.

Dentro da prioridade o que reveste carácter de prioridade das prioridades?
O nosso cônjuge. Ponto. Não é discutível. A prioridade da mulher é o marido e vice-versa.



Que trato devemos dar ao nosso cônjuge?
O melhor. Que a nossa conduta passe por amar, mimar, elogiar, pedir desculpa quando e sempre que necessário, desculpar, agradecer e cuidar.
Definamos prioridade: fazer o outro feliz. A nossa prioridade é fazer o marido ou a mulher feliz. E Deus pedirá contas sobre isto, não tenhamos dúvidas.



Um exemplo prático na definição da prioridade?
Por exemplo o chegar a casa. Quando o marido chega a casa, ainda que os filhos corram todos para os seus braços à procura do beijo, a primeira pessoa a ser cumprimentada é a mulher. Só depois os filhos. E eles irão aperceber-se que a prioridade do pai é a mãe e a prioridade da mãe é o pai. Eles são o bom fruto do amor entre o casal. Mas o casal precede-os. E isso tem de ficar muito claro.

Não discutem?
Sim. Quem não discute? Mas evitem os pais (por favor) fazê-lo diante dos filhos. Que eles saibam que os pais vivem em harmonia. E a discussão a acontecer não deve ser reactiva. Deve-se deixar o pó assentar e depois, de forma pouco apaixonada, discutir. Mas no fim da discussão um abraço e o pedido de desculpa. É difícil porque somos seres humanos com emoções. Exige treino. Mas chega-se lá. 

Nessa harmonia há alguma dica?
Sim, várias. 
- Nunca contradizer o outro. Se algo foi menos claro ou gera desacordo deve ser debatido em privado e, se necessário, emendar. Os filhos apreciarão a coerência.
- Cá em casa a pasta das finanças está entregue à esposa. As relações com o exterior é uma pasta do marido. 
- Uma única conta bancária.
- Não há assuntos ocultos.
- Todos trabalham e não há uns a ler o jornal enquanto outros trabalham.
- Santificar tudo quanto se faz; até fazer a cama. Como? Façamo-la com brio e que fique impecavelmente feita. Ofereça-se a Deus esse pouco que é muito.

O casamento não cai em rotina?
Cai se não formos operativos. As rotinas quebram-se. 
Por exemplo e já o escrevemos: todos os meses há um fim de semana do casal. 
Os filhos podem ficar nos avós (que muito agradecem) e aquele Sábado e Domingo é nosso. 
Haja lugar ao passeio, ao restaurante, ao cinema, ao teatro, ao concerto no CCB... 
Antecipe-se esse fim de semana e programe-se para ser difereciado. Haja cuidado com ele por via a trazer para dentro do casal o que o casal dele espera. Deste modo muitas forças se recuperam e o casal vive debaixo da intensidade do amor que os une. O casamento não entra em rotina porque não há espaço para ela. 

E na educação dos filhos?
Nunca educar pelo medo. Consigamos (exige treino) que eles queiram fazer o bem. Essa é a educação. Que os filhos sejam educados a querer o bem (que é diferente de não fazer o mal) pelo exemplo e não por decreto.
Mais. Isso deve acontecer para que possamos, paulatinamente, sair. E se assim for, nessa data, eles irão fazer – por si mesmos – o bem que será consequência da nossa educação feita com amor.

Devemos viver para os filhos?
Não. Devemos viver em harmonia sabendo o lugar destacadíssimo que cada um ocupa. Mas nunca viver em função dos filhos e para os filhos. Porquê? Porque viver nesse cenário até à natural saída deles de casa implicaria duas situações: A primeira uma angústia incontrolável pela não presença deles na nossa vida. A segunda, o viver com um estranho. Sim, seria isso que aconteceria se vivêssemos em função dos filhos. Quando saíssem perguntaríamos ao nosso marido ou mulher: «Quem és tu?» 
Pois é! Que duro é reencontrar o nosso cônjuge 20 anos depois. Vamos falar de?!? … pois.

E o trabalho profissional?
Se daqui a 20 anos formos uns grandes profissionais, reputados, estimados e quiçá ricos mas estivermos divorciados e considerados pelos filhos maus pais e mães, seremos uns infelizes. 
A felicidade vem pela família.
Logo, que as actividades profissionais não afectem negativamente a célula familiar que é a nossa prioridade. 
Haja ordem.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Educar na Fé

Há dias dei comigo a pensar o que é isso de “educar na fé”?

Educar segundo a Wikipédia é a transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.


Pois para mim, Educar é um acto de amor. Numa família todos educam pais, avós, irmãos…todos sem excepção. 

Porque ao conviver entre si, a família transmite valores, formas de pensar, amor e  também a Fé. Através dos gestos, das expressões, da maneira de ser, da forma de pensar entre tantas outras coisas.
Em Educação diz-se que os filhos são sempre o espelho dos pais. É verdade.



Numa família católica a vivência e experiência de educar é igual a todas as outras famílias que o não são ou que ainda não fizeram a experiência da Fé.
Portanto, educar na fé não é nenhum “bicho de sete cabeças” que nos exige muito tempo ou aulas intensas de catequese. Nada disso, educar na fé apenas nos exige ser quem somos. Neste caso, católicos.

Simplificando:
Comemos todos os dias, pois temos de dar graças a Deus por termos comida na mesa. Como tal, rezamos antes das refeições. É um hábito que os nossos filhos já têm tão enraizado que mesmo sem estarem connosco (por exemplo na escola) rezam antes de comer. Para eles é uma coisa natural. E é de facto.

Quando algum membro da família está doente vamos ao médico. Pois também, se algum de nós precisa de se confessar vamos à confissão. Por exemplo, a mãe vai à confissão e a restante família acompanha-a e por vezes acabam por se confessar também. Porque diante do Santíssimo percebem que também estão necessitados desse sacramento. Nada é imposto.

O pai e a mãe rezam o terço todos os dias, as crianças participam na oração porque querem. A benjamim nem sempre colabora, mas está presente a brincar. E como não é uma imposição, acreditamos que um dia rezará o terço todos os dias porque quer.

Quando as crianças completam 6 anos inscrevêmo-las na escola. Porque não inscrevê-las na catequese? Não nos comprometemos a educá-las na fé no dia do seu Baptismo? Então, como pais temos a obrigação de as inscrever na catequese, porque esta é a nossa Fé. Por aqui, a pequenina já pergunta muitas vezes quando será ela a ir para a catequese, e mostra-se ansiosa com essa nova fase assim como no seu ingresso no ensino básico. É natural, faz parte da idade.

Pela manhã e antes de sairmos de casa benzemo-nos com Água Benta. E as meninas lembram-se uma à outra e por vezes até a nós pais para não nos esquecermos.

Estes são apenas alguns exemplos, do que vamos fazendo para educar os nossos filhos na fé. São actos naturais, porque a educação não pode ser uma imposição. Tem de ser um acto de amor.

Como casal transmitimos aos nossos filhos o que somos naturalmente.
Se como casal amamos a Deus e queremos amá-Lo verdadeiramente, isso transmite-se de forma simples. Porque como criaturas não nos conseguimos dissociar do nosso Criador.

Educar é querer ensinar que os filhos queiram, saibam e desejem fazer o bem. 
Não que não façam o mal; antes, façam o bem.
Se assim for, quando saírem da alçada dos pais (é inevitável), terão asas para voar.