Família em Movimento

Família em Movimento

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Lázaro...

Decorria a transmissão televisiva da canonização da Madre Teresa quando gritámos:

- Meninos, venham todos!

Eles subiram a escada e encontraram-nos com os olhos vermelhos. Nada disseram mas perceberam que as lágrimas haviam visitado os pais ainda que tivéssemos procurado conter.

Puxámos a transmissão para trás e ouvimos novamente a história que o comentador da RTP  contava de forma eloquente.
Reza que nas ruas de Calcutá a Madre Teresa encontrou uma Senhora (permitam que coloquemos propositadamente maiúscula em Senhora) muito idosa, moribunda e prestes a partir para o Céu.

A Madre carregou-a até casa. Deu-lhe um banho de água morna, tratou as feridas e as pernas corroídas das ratazanas e deitou-a numa caminha.

Disse-lhe a Senhora: «Madre, é a primeira vez que este corpo se deita entre lençóis. Vivi toda a vida como um animal mas morro como um ser humano».

Disse-lhe tal frase com um sorriso e partiu.

Sim, era imperativo que esta história fosse partilhada, sentida e chorada. 
O choro é um dos sorrisos da alma limpa.

sábado, 3 de setembro de 2016

Sorrir

- Tens dores?
- Não. Obrigado por perguntares.

A resposta é sempre negativa à pergunta dos meninos e sempre dada com um sorriso. As dores nunca existem quando a pergunta me é feita. Nego a evidência para que não haja preocupação dos meus filhos. Só o mais velho não se deixa enganar.

É assim que tenho vivido estes dois meses, com um sorriso.

Pensei nada escrever porque podia ser mal interpretado mas entendi ser dever e testemunho para fora.

De que valeria fazer de coitadinho e lamechas? Para obter pena ou consolo?

Bah! Não é essa a massa de que sou feito. Nem eu nem os cristãos. 
Temos arcaboiço para muito mais. Venham elas!

Por outro lado e muito importante, por que não devo sorrir se tenho uma família assim? Quem tem família não pode ter razões para não sorrir mesmo que a vida, por instantes, seja mais difícil. 

É tão bom sentir a genuína preocupação dos miúdos e a genuína vontade de lhes fazer dissipar qualquer preocupação. Eis o amor.

Simultaneamente é tão gostoso sentirmos o amor, a preocupação e a enorme dedicação do nosso amado cônjuge. Uma família assim é um porto de abrigo assente em rochas firmes que não nos permitem vacilar ou ser medíocres quando algo não corre tão bem quanto gostaríamos.

O problema terá de ser solucionado e resolvido. Até lá, devo aproveitar todos os "ais" e fazer deles um significado. Como? Oferecendo. 

A debilidade momentânea pode, deve e é aproveitada por algo maior. Três são as intenções que ficam à guarda destas benditas dores. Sem elas, teria mais dificuldade em encontrar uma mortificação "como deve ser" para oferecer. Assim, Deus facilita-me a vida.

Tenho a confiança de acreditar cegamente de que se passo o que passo é porque Deus o permite e pretende que daqui brotem coisas bonitas.

Há uns anos atrás ofereci uma cirurgia pela cura de um amigo. Nunca lhe disse ou se disse ele não terá ligado patavina, porque não entende estas coisas que nós, cristãos, entendemos. Está curado. Tenho certeza que a minha cirurgia terá dado algo (ainda que pouco) ao Sérgio. Deus saberá o quanto.

Nesta situação actual, quando as dores começaram ser mais fortes e menos toleradas, pedi a intervenção de Montse Grases. Todos as causas têm uma causa. Como tal, dei-lhe o meu problema. Passaram alguns meses e a situação agravou. A nossa queridíssima, a Venerável Montse, não quis agarrar a minha cura. Provavelmente Deus terá para ela algo que valha a pena, algures por aí, no tempo que entender oportuno.

Perante a ausência da Montse - confesso que quis muito ser o seu caso rumo à beatificação - procurei humildemente compreender que Deus me queria dar algo diferente. Neste trajecto deu-me a amizade de um médico que me tem ajudado tanto que lhe dedico algumas mortificações (ele não sabe...) para ser um grande santo. E vai sê-lo. O que por mim tem feito não tem preço e o Senhor sabe-o.

No Carmelo de Fátima, encontro igualmente uma enorme rectaguarda. É a minha tropa de choque que não deixa que nada de mal me aconteça e aos meus amigos, quando por eles peço orações. Sempre foi assim. Amo-as muito.

Outros amigos, irmãos em Cristo, telefonam e preocupam-se. Com as suas orações têm sido uma grande ajuda.

Também alguns familiares têm estado comigo quando se manifestam preocupados. É muito bom sentir esse calor. 

Deus não me deu a Montse, mas deu-me muitas e muitos futuros "montses" que me têm aquecido o coração com as suas preocupações e orações.

Findo. Não tenho nada de especial (é super corriqueiro) mas acaba por ser aborrecido e traz-me dores e dificuldades motoras. O segredo de viver bem o momento é sorrir e ter bom humor e para sorrir há que viver a situação sobrenaturalmente. E é isso que quero testemunhar para fora. Saber viver os problemas é o caminho. Nunca foi um caminho.

“Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas. Amén. Amén." - Josemaria Escriva.

P.S. - acabo de escrever o texto e o meu amor trouxe-me um café e um bolo. Como seria possível não sorrir com uma família assim?

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A preocupação da benjamim tem o seu quê...





As crianças da casa estão empenhadas na tarefa de educar o Verdi.

A nossa benjamim que por vezes faz analogias muito engraçadas que nos levam às gargalhadas, perguntou:

- Mãe, estamos a ensinar o Verdi não é?

- Sim.

- Também temos que ensiná-lo a rezar o terço? - finalizou a pequenina.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ser Finito e Ser Eterno

«Quanto mais amiúdo reflito em alguns acontecimentos da minha vida, mais viva se torna em mim a convicção de fé de que não existe o azar - visto desde Deus -, que toda a minha vida, nos seus mais pequenos detalhes está prevista no plano da providência divina e que ela é, diante dos olhos de Deus que tudo vê, uma coerência inteligível perfeita.» 

Santa Teresa Benedita da Cruz| Edith Stein, 
Ser Finito e Ser Eterno
Santos para brincar
  Santa Teresa Benedita da Cruz

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Beata Teresa de Calcutá

Hoje dia 29 de Agosto começa uma Novena à Beata Teresa de Calcutá, que terminará no dia da sua festa a 5 de Setembro. No penúltimo dia, 4 de Setembro, o Papa Francisco celebrará em Roma a cerimónia de canonização da nossa querida Madre Teresa de Calcutá.

Para quem quiser juntar-se a esta novena aqui fica a Oração:

Beata Teresa de Calcutá,
tu permitiste ao sedento amor de Jesus na Cruz
tornar-se uma chama viva dentro de ti.
Chegaste a ser luz do Seu amor para todos.
Obtém do coração de Jesus (faça aqui o seu pedido).
Ensina-me a deixar Jesus penetrar e 
possuir todo o meu ser, tão completamente, que a minha vida também possa irradiar a Sua luz e amor para os outros.
Amén.

domingo, 28 de agosto de 2016

Os nossos valores

Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram, lemos em Romanos 12:15.

No decorrer da tarde de ontem visitámos amigos e família, pessoas que amamos e que a correria do dia a dia parece querer afastar das nossas vidas. 
Nunca há tempo, caramba. Nunca há tempo... 
Mas o tempo é demasiado curto para se amar. Demasiado curto e finito. Deus pode chamar a Si sem que tenhamos amado bastante. 

Foi comovente e confortante. Que bom foi levar alegria. Que bom foi levar-nos a nós mesmos. 

Aqueles abraços iniciais e finais, os diálogos ocorridos, as memórias recuperadas que trouxeram gargalhadas e o sentimento de agradecimento a Deus por nos permitir fazer parte da vida destas pessoas valeram tudo. Que bom é Deus que nos dá tantos e bons para fazermos este caminho peregrino com mais sorrisos e alegria.

Foram e são os nossos companheiros de viagem. Eles que tanto deram nada nos exigem. Alegram-se em nos ver. É a sua alegria maior. Nada mais que a presença física de amigos e familiares para alegrar um coração puro e genuíno.

Queridos amigos, nunca se esqueçam dos vossos. São vossos. 

Por outro lado, foi um ensinamento aos nossos filhos. Consignaram a sua tarde a estarem próximos. Não houve televisão, jogos, brincadeiras. Houve lugar para enriquecer a alma, humanizar e colocar em prática os valores cristãos. 

No regresso a casa falámos com os nossos filhos sobre aquela tarde. Estar com os nossos, alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram foi uma pequena obra de misericórdia e Jesus ficou muito contente connosco, dissemos-lhes. Os meninos perceberam e ficaram felizes com uma tarde diferente e tão carregada de amor.

Um dia num Hospital, um médico, depois de dar alta a uma senhora, quis falar com a filha que nunca a visitara.
- Minha senhora, a sua mãe teve alta. Mas reparei que nestes dias em que esteve internada nunca recebeu visitas, nomeadamente a sua.
A filha respondeu:
- Sabe, Senhor Doutor, o mal da minha mãe é não ter família.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Amigo Verdi

No dia de ontem fomos em família buscar o novo amigo de quatro patas. 
Os nossos filhotes passaram o dia ansiosos, pois já haviamos feito uma visita no dia anterior e o desejo de ter o cachorrinho era enorme.

As meninas venceram o medo de cães inexplicável que as assombrava desde sempre, embora nunca nenhum lhes tenha feito mal.
O mais velho, ao contrário, há muito sonhava em ter um amigo de quatro patas.

O sonho realizou-se.

Fizemos uma lista de nomes e todos juntos decidimos o seu nome: VERDI.

O nome foi escolhido porque por cá, o pai e a mãe gostam de ópera e, por outro lado, a família é sportinguista. Assim, o nome assentou-lhe que nem uma luva.

Preparámos tudo a preceito. Comprámos uma caminha, tigelas, brinquedos e comida.


As meninas, durante a tarde, fizeram desenhos para receber o amigo Verdi.
O mano mais velho tratou de lavar as tigelas, de tirar as etiquetas aos brinquedos e de arranjar uma caixa com um resguardo para transportar o amigo até casa.

Na hora de ir buscar o nosso Verdi, o entusiasmo era crescente e no caminho para a casa do criador rezámos o terço o que ajudou a acalmar a ansiedade da criançada.


Ao chegarmos ao destino já o Verdi nos esperava. 

Entretanto, o criador preparou-o para o entregar cortando-lhe as unhas e perfumando-o.

Trouxemo-lo não sem que antes o senhor que cuidou dele desde que nasceu se despedisse. Este é o seu trabalho, mas confessou afeiçoar-se aos animais e sente sempre a partida.

O Verdi chegou a casa e a excitação foi total. Todos, sem excepção, ficámos atentos a todos os movimentos. Acarinhámo-lo muito e registámos as primeiras horas tirando-lhe fotografias.

A hora de deitar foi tardia, pois as crianças não queriam largar o amigo.


Fomos todos dormir e deixámo-lo na sua caminha a dormir na cozinha. 
O nosso Verdi portou-se muito bem durante a noite e de manhã quando nos viu entrar pela porta da cozinha mostrou a sua satisfação por nos ver.

A esta hora faz as delícias das crianças da casa, que brincam com ele no quintal.

Sê bem-vindo à família, Verdi!



domingo, 21 de agosto de 2016

Seria como ter sede e não beber o copo de água fresca ao nosso lado

Bom dia, caros amigos. 
Na Festa da Assunção de Nossa Senhora ouvimos uma homilia que nos comoveu. Nada é novo e tudo se assume como novidade, eis o paradoxo de Deus.

O Padre Fernando Belo falou-nos há quase uma semana numa invocação muito pessoal que tem. Entre as muitas invocações de Nossa Senhora há uma que não consta "na lista" mas que tem particular devoção deste sacerdote: Nossa Senhora da Contradição.

Na verdade, tudo foi contradição na vida da nossa Mãe. Em traços gerais que não dispensam meditação, Maria estava noiva e virgem quando um Anjo lhe comunicou um milagre, ser Mãe de Deus. 
Foi a primeira contradição na vida da Senhora. 

Depois, o que se dizer e acima de tudo como se dizer ao pobre noivo, José, que se está... de esperanças? Ele, muito santo, sem ferir de morte Maria, afastou-se. Mas o Senhor veio ao seu encontro trazendo a paz. O Senhor vem sempre em auxílio dos seus.

Todas as mães gostam de ter os filhos nas melhores condições. Hoje em dia até escolhemos o hospital particular onde queremos que os filhos nasçam, se tivermos essa possibilidade. Ali, há dois mil anos atrás, mais uma contradição. Foi no lugar mais pobre e sem condições que Deus nasceu. Nem uma estalagem. Nada. 

E se pensarmos bem, deu-se nova contradição quando Maria e José tiveram necessidade de fugir para o Egipto. Fugiram há dois mil anos atrás como tantos irmãos nossos hoje em dia. 

Nova contradição quando Jesus desapareceu três e dias e noites. O sofrimento daqueles pais...

Na vida pública de Jesus, inúmeras contradições. Imaginemos, pais e mães, o que seria se ouvíssemos uma multidão gritar "Matem-no, crucifiquem-no!" aos nossos filhos. Cegávamos, não? Imaginem Maria... 

Lembremos o caminho para o Calvário, outra contradição muito dura na vida de Maria.

Ao fim e ao cabo, o Padre Belo tem razão. A vida de Nossa Senhora foi uma contradição.

Não era suposto o filho de Deus ter nascido num local cheio de luxo e criados a servirem-nO? 
Não era suposto os pais terem tido uma vida regalada, sem preocupação alguma, terem comido e bebido enquanto Jesus realizava milagres tamanhos potenciando ainda mais uma vida de luxo e regalo àquele casal escolhido e protegido por Deus Pai ou, de outro modo, àquela que achou graça entre milhões e milhões de mulheres?

Mas não, tudo foi uma enorme contradição. Logo, não era suposto.

Na segunda leitura de hoje (Carta aos Hebreus 12,5-7.11-13), Paulo diz-nos que Deus nos mima imenso porque nos ama. Mas mima-nos com dores e sofrimentos. 

São Paulo pede-nos para não desprezar-mos as correcções nem para nos desanimarmos com elas «porque o Senhor corrige aquele que ama e reconhece como filho».

Porquê estas contradições nas nossas vidas?
Porque - escreve São Paulo - mais tarde dará àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e justiça.

Deus sabe sempre mais. Se nos corrige assim porque nos ama devemos saber aceitar com imensa alegria.

Há uns meses atrás lemos na net algo como isto: num hospital em Espanha alguns doentes visitados pelo Prelado do Opus Dei entregavam as suas dores e sofrimentos pela fidelidade dos membros da Obra. Que grande sentido deram à doença.

Na nossa vida vivemos igualmente inúmeras contradições, verdade? Actualmente, aqui em casa, passamos por uma. Mas nela, devemos ser sinal e testemunho cristão. 

Um santo dos nossos tempos sofreu muito na vida mas fazia sempre cara bonita. Nunca fez cara feia nem caretas de garotos, nem usou nunca daquela tendencial vitimização que nada serve pelo que deve ser repelida. Assim, mostrou uma enorme heroicidade.

Procuremos essa heroicidade e sejamos sinal para quem nos rodeia.

Aproveitemos todos os mimos e todas as contradições.  Tenhamos sempre a noção de que não cai um cabelo nosso ao chão sem que Deus o permita para assim saber agradecer e oferecer o sofrimento moral ou físico que Deus nos permite ter para algo mais, para algo maior, muito maior, os frutos que São Paulo nos falou.

Aqui, nesta pequenina e insignificante tribulação, temos presente três intenções. Que Deus nos ensine a viver bem, com cara alegre e muito sentido de humor os mimos.

Se assim não for, caros amigos, seria como ter sede e não beber o copo de água fresca ao nosso lado.       

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ouvir com o coração

Conversa de irmãs ao almoço:

- Sabes que as pessoas más também têm coisas boas no coração? - pergunta a mais pequenina à mana mais velha.



- Se são más como têm coisas boas no coração? - ripostou a mana grande.

- Elas têm coisas boas, sim. Só não conseguem ouvir o que Jesus lhes diz no coração!
Também não percebes nada! - finalizou a benjamim.

E não é que a pequenina tem toda a razão.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Água fria da ribeira que o sol não aqueceu

Queridos amigos, muito boa tarde.
Iniciamos com um pedido de desculpas por não termos escrito um simples até já antes de rumarmos de férias. Estamos de volta!

Foram quinze dias magníficos numa aldeia portuguesa rodeada de arvoredo. Não pensem que ficámos sem sol e água. As praias fluviais não são a mesma coisa mas suprem lindamente a tradicional praia. Água fria da ribeira que o sol não aqueceu. Verdade! 

As meninas foram as mais afoitas, nomeadamente a benjamim. Enquantos a maioria das pessoas entravam dentro de água pé ante pé, a benjamim molhava os pés e em segundos lançava-se à água fria sem qualquer reclamação ou observação. 



Todos os dias fomos à vila.
A ida ao supermercado e à pastelaria era imperativa.

Nesta, além do café, havia da nossa parte uma encomenda de bolos. Eram eram muito bons. Os bom bocado, fabulosos. A simpatia das pessoas inigulável.

Fomos muito bem recebidos e fizemos relação. Podemos dizer que no fim das férias distribuímos os cartões da FEM na pastelaria com o fito do prolongamento da relação ora iniciada.

As noites foram quentes mas lindas. O som dos grilos, da ribeira e quando havia um pouco de vento, das folhas das árvores, eram uma melodia. As estrelas do céu eram algo de extraordinário. Pai e filho mais velho divertiram-se em contemplá-las com a app Sky Map.


Foi igualmente positivo termos regado as pequenas árvores de fruto e a roseira. Nestes quinze dias com a rega diária tivémos uma despedida tremenda com pequenos frutos e rebentos nas árvores.
A água gera vida e foi muito bom observarmos a evolução.

Fomos à Missa dominical na vila. Nas duas Missas, vários baptizados.


Pensamos serem emigrantes que aproveitam o Agosto para baptizar os seus filhos em Portugal. Temos essa noção, ignorando se correcta.

Não faltou o Terço. Neste dia em que Nossa Senhora adormeceu terminamos este nosso texto com esta identidade tão portuguesa: não faltou o Terço nos dias em que estivemos de férias. Não podia faltar.

Foram férias. Ocorreram contrariedades, é verdade. Mas ainda com elas, o propósito foi conseguido. Não estivemos ociosos, fomentámos a nossa relação familiar e mantivemos a unidade cristã.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Quem conduz

No Domingo a caminho da Eucaristia, a benjamim perguntou ao pai:

- Pai, quem é que está a conduzir o carro? És tu ou Jesus?

O pai que foi surpreendido com a pergunta respondeu:

-Sou eu, filha. Porquê?

A pequenina explanou o seu pensamento:

- Na canção "O Peregrino", cantamos que Jesus é que conduz!

Soltámos todos uma gargalhada.

Continuou:

- Então, como vi o pai a conduzir e na canção diz que quem conduz é Jesus, eu perguntei! - Exclamou a benjamim com cara de "caso", pois não achou graça nenhuma à nossa gargalhada.


O pai tomou a palavra e explicou-lhe:
- Quem nos conduz na vida é Jesus. Ou seja, quando somos simpáticos e amigos uns dos outros, quando fazemos o que os pais nos pedem e não guerreamos com os nossos irmãos e amigos estamos a ser conduzidos por Jesus. Estamos a fazer o que Jesus quer que façamos. Percebes?



- Percebo. - declarou a princezinha.

O pai continuou:
- Quem está a conduzir o carro é o pai. Mas repara, o pai está a conduzir o carro para levar a nossa família à Missa. E nós vamos à Missa porque amamos Jesus e porque Ele nos pede para o fazermos. Jesus está a "conduzir" os nossos corações à Missa e o pai está a conduzir o carro para nos levar até à Igreja.

-AH!!- exclamou esclarecida a pequena.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

17º Aniversário do nosso casamento




«Parabéns por mais um ano e pela família linda que construiram. Um beijo grande. Amo-vos muito.»





Foi assim que fomos brindados esta manhã. Um SMS muito simpático, muito bonito de alguém muito próximo.

São 17 anos de histórias. São 17 anos de alegrias, sorrisos, gargalhadas, lágrimas, dissabores, doenças, mortes, tristezas. Ao fim e ao cabo são 17 anos de casamento e um casamento é perfeito porquanto tem tudo - o bom e o menos bom - para que sejamos muito agradecidos pelo todo.

São 17 anos de construção de uma família rumo a uma maturidade que se alcança paulatinamente.

Mantemos os nossos braços de ferro com Deus. Sempre os houve. Há um que teima permanecer e parece que Deus pretende vencê-lo pelo nosso desgaste. É provável que tal aconteça mas não para já pois os modelos sairam com defeito e a teimosia é uma realidade com que Deus terá de contar deste lado.

Esperamos transmitir neste blogue quem somos e o que somos. 

Que este testemunho seja edificante para quem nos lê.

As mais belas rosas têm espinhos. São perfeitas apesar dos espinhos. E emanam um cheiro magnífico.

Assim são os casamentos. Perfeitos na imperfeição. E cheios de bom odor quando a união revela um todo que está consubstanciado na família.  

Estamos juntos!

FEM

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Há sempre lugar para mais um hipócrita

Havia uma piada que diz algo que reproduzimos neste texto. 
Num café de uma cidade, uma senhora que diz alto: 

- A Igreja está cheia de hipócritas! 
Ao que um senhor lhe responde igualmente alto
- É verdade e há lugar para mais uma.


É bem verdade que os católicos são acusados (e bem acusados) de serem isto e aquilo, porque o são. Mas quem acusa não o é menos, sejamos claros.

Sim, somos efectivamente tudo e mais um par de botas. 

Ontem meditámos se devemos ir à Missa quando comentemos tropelias, quando pecamos, quando faltamos à caridade... ou se aumentamos a hipócrisia que nos é tão (bem) conotada.

Por vezes - isto acontece a todos - há uma tentação de pensarmos não sermos dignos de estar na Santa Missa porque nos pesa a consciência. Nós mesmos meditamos numa hipotética hipocrisia.
Fiz o que fiz ou disse o que disse e vou à Missa? Estou a enganar quem? A mim? Os outros?

É uma pergunta gira e tem uma resposta fácil. É que se não fossemos à Missa após termos pecado aumentaríamos ainda mais a lista de pecados - o que em si seria mau - mas agora com um pecado mortal!

Logo, continuemos na boca dos justíssimos (porque os justos, esses, pecam 7 vezes ao dia) como hipócritas, desde que não faltemos à Missa por existirem pecados. É normal que existam. Esta é a nossa condição humana e o Senhor conta com isso. Ou alguém pensa que o Senhor se escandaliza com o que fazemos e dizemos? Ele conta com isso. 

Mas conta connosco de igual modo para perdoar. Está sempre à nossa espera no Sacramento da Alegria (Sacramento da Reconciliação). É com isso que Ele conta. Que sejamos muito honestos na nossa miséria e que nos disponhamos a receber o perdão.

No mais, nós hipócritas continuaremos a encher as Igrejas. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O desejo do Céu

A nossa mais pequenina veio ter comigo e perguntou:

- Mãe, quando fores para o céu vais continuar a ser minha mãe?

Respondi-lhe:
- Claro, serei tua mãe para sempre!

Mais tarde, voltou a questionar-me:

-Mãe, quando eu for para o céu vou conhecer os meus avós?

- Sim, vais. - Respondi

-Boa!!- Exclamou a benjamim.

Fiquei a pensar neste desejo do céu da nossa princesinha que afirma com toda a naturalidade que quer ser santa.

Lembrei ainda o nosso estimado Padre Barbosa que um dia nos ensinou que "temos de viver na terra com os olhos postos no céu."

Tudo é tão simples quando nos deixamos amar por Deus.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fernando Santos e a questão de Deus

Fernando Santos é o treinador do momento. Fez de Portugal o campeão europeu de futebol e colocou um país de queixo erguido como há muito não se via.

Na conferência de imprensa o primeiro agradecimento foi para... Deus Pai. Quanta nobreza e quanta humildade em reconhecer o mérito de Deus quando  tudo lhe era apontado. 

O sucesso de Fernando foi agradecido a Deus perante milhões de pessoas, diante de inúmeras câmeras de televisão. Fernando não teve peias, não teve respeitos humanos. 

Foi descarado. Foi descaradíssimo e fez o que muitos se envergonham de fazer nas suas vidas: dizer e assumir quem são.

Fernando fala de Deus com imensa naturalidade e é isso qu eo torna especial. Poderia fazer recurso de fórmulas ou teorias, quiçá rebuscadas... Mas não, é naturalíssimo.

E é isso que encanta neste Engenheiro Fernando Santos, a naturalidade com que dialoga com Deus, com que revela ir diariamente à Santa Missa, com que revela rezar preferencialmente diante do Sacrário, com que revela não dormir sem rezar, com que revela que a primeira coisa que faz é rezar, com que revela fazer a via sacra, com que revela o amor e devoção a São Paulo e até como é revelada a sua vocação. Tudo ali é natural. Não há pechisbeque.


E por não haver pechisbeque já recomendámos a visualização deste vídeo a algumas pessoas, convertidas e não convertidas, pois o texto é um testemunho tão forte que deve ser ouvido e reflectido.

Os mais cépticos identificar-se-ão com Fernando Santos e essa identidade pode ser o click.
Os católicos têm igualmente uma oportunidade para compreender quão belo é o testemunho de anunciarmos quem somos e sermos para fora outros Fernandos Santos que falam do seu catolicismo com um gosto tremendo e com uma naturalidade própria de quem fala alegremente de Quem ama.

Publicamos novamente o vídeo com a entrevista de Fernando Santos.
The Champ is Here!


domingo, 10 de julho de 2016

«Gosto muito de os ver comungar de joelhos»


Depois da celebração da Santa Missa fomos, como habitualmente, ao café que fica perto da igreja. 

É um ritual dominical que materializa uma espécie de acordo tácito que temos com a nossa filha mais nova em que a pirralha porta-se bem no decorrer da Missa e tem como recompensa um pastel de nata. Parece-nos justo.

Os irmãos também fazem jus ao ritual e os pais bebem o seu café. Faz parte.

Hoje, uma senhora paroquiana que também foi ao café à mesma hora que nós abeirou-se do pai.


 Depois de se aproximar e sorrir, interpelou:

- Não se importa que lhe diga uma coisa?
- Não, claro que não.
- Gosto muito de ver os senhores comungarem de joelhos.
- Ah! Sim, comungamos de joelhos, é verdade.
- Mas reparo que nem sempre o fizeram.
- Também é outra verdade. O que em si era contraditório pois em Lisboa fazemo-lo sempre. Logo, aqui não poderia ser diferente. De um certo dia para cá comungamos sempre de joelhos.
- Hoje não o vi.
- Não. Hoje estive mais à frente e comunguei da mão do sacerdote. Mas de joelhos...
- Desculpe ter tomado o seu tempo. Mas queria dizer-lhe algo que gosto muito de ver.
- Não incomodou. Foi um gosto.

E foi mesmo um gosto.

Neste diálogo foi explicado a razão do comungar de joelhos e onde, em Lisboa, o fazemos sempre.
Uma coisa é certa: nós não temos a noção do que passamos para fora. Pensamos que os nossos gestos, a nossa conduta não é reparada? Púro engano. É reparada.

Pese embora já tenhamos pedido duas vezes ao sacerdote a colocação de genuflexórios para haver um convite tácito à comunhão de joelhos, a verdade é que tal (ainda) não aconteceu. Nós continuamos. Damos o nosso testemunho assim. Batemos com os joelhos no chão e comungamos. 

Pelos vistos o nosso gesto para com o Senhor também é apreciado pelos irmãos e isso deixa-nos muito felizes. Ao fim e ao cabo, devagar, vamos mostrando a nossa unidade e relação e isso é apreendido. Quem sabe em breve não teremos outros irmãos a comungar de joelhos...

sábado, 9 de julho de 2016

Seis meses


Foram 25 anos a fumar e seis curtos meses de paragem.

Sim, desde 9 de Janeiro que não fumo um cigarro. 

A data foi uma dádiva na minha vida, patrocinada por São Josemaria que nesse dia do ano de 1902 nascia em Barbastro (Aragão).


Faz hoje seis meses que fiz um curto (mesmo muito curto) tratamento em Beja onde me foi dado um pequeno choque na orelha. Fui com a família porque estas coisas só ganham força se for em família. A famíla faz a força, verdade? Faz, absolutamente.

São seis meses de ausência de fumo nos meus pulmões, seis meses de ausência de fumo na minha casa, ausência de fumo a ser respirado pela minha família. Essa ausência de fumo também me impediu de gastar 288,00 €.

Se tenho tido tentações? Tenho. Por vezes desejo um cigarro. Mas sempre disse NÃO com a violência própria de quem quer controla o que faz.

Na velha estória do monge que monta o cavalo e a quem é perguntado para onde vai e este responde - não sei, perguntem ao cavalo -, eu quero ser o outro lado da estória, o lado não contado, o lado em que o monge sabe para onde vai e não cede um milímetro no trajecto traçado. 

Espero ser bem sucedido nos próximos seis meses. E cada dia é uma conquista. Em frente!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Chamem-me o que quiserem

Há dias estive num hospital particular de Lisboa e aguardava um exame relacionado com a vista. 

Havia na altura uma suspeita de uma coisa com um nome muito estranho que se confirmou e que por se ter confirmado terei de fazer mais coisas estranhas sobre as quais recomendaram que não realizasse pesquisa no "doctor Google". Ficámos conversados.

Enquanto esperava que no visor aparecesse o meu número 0111 para realizar o exame senti-me perturbado. São muitas coisas ao longo destes anos mais recentes. 


Por ora, não mataram. Mas diz o povo e muito bem, moem. Este moer pode ser a dor, a indisponibilidade, a cirurgia e o tempo de recuperação, etc. Moem... 
Nesta perturbação que não era bem uma revolta mas um estado de tristeza que me tomou tive uma súbita vontade de agarrar o livro Lições do burro" do Padre Hugo de Azevedo. E li assim:

«O burrico confia no dono (...) O dono é amigo. Nunca o defraudou.»

O meu dono é o Senhor. Não tenho outro. Estas palavras assumiram uma dimensão gigante. 

Primeiro, a palavra de que devo confiar. Confiar como um filho confia no pai. Pensei nos meus e sei que confiam em mim. Assumi igual confiança. 

Em segundo, o meu Senhor é Amigo e nunca me defraudou. Tudo é por bem. Aconteça o que acontecer muitos frutos são gerados pela dor.  Lembro a este propósito um texto que escrevemos aqui no blogue sofre alguns irmãos nossos em Espanha que ofereciam a dor e o sofrimento diário à nossa fidelidade. 
Então, quantos frutos gerarei se tiver de sofrer um pouco? Muitos. E nessa cruz, este burrico pedirá ao seu dono que o auxilie a levá-la. 

Uns poderão pensar que a leitura daquela página concreta terá sido um acaso. Outros dirão que quem escreve deste lado está louco e a precisar de internamento compulsivo. Chamem-me o que quiserem. Para mim - assumo! - foi o meu dono que me falou quando me viu vacilar. Serviu-se do livro. Serve-se sempre de algo.  

terça-feira, 5 de julho de 2016

Uma pulseira que nos "liga" ao Céu

Ontem fui surpreendida por um pedido inesperado da nossa benjamim:

- Mãe, eu quero uma pulseira com Jesus, Nossa Senhora, José, Santa Teresinha, a Jacinta, o Francisco...

Ouvi atentamente e comecei a pensar como haveria de fazer a dita pulseira. No entanto, fui interrompida nos meus pensamentos e projectos de possíveis pulseiras que a pudessem satisfazer:

- Mas mãe, não é uma pulseira como as outras!

- Não? - perguntei.

-Não! É uma pulseira que se põe aqui (no pulso) e tem uns botões com a cara deles (de Jesus, Maria, José, Santa Teresinha, Jacinta, Francisco...). E depois quando eu quiser posso carregar nos botões e falar com eles que estão no céu. Sabes quais são?

Primeiro fiquei surpreendida com o pedido e depois mais surpreendida fiquei com a tecnologia com que a princesa queria a sua pulseira. Resolvi perguntar-lhe:

- Tu já vistes essas pulseiras?

-Já!- respondeu prontamente a pequenina.

- Onde?

- Então, na televisão. Num desenho animado que dá na televisão, os meninos têm essas pulseiras para chamar os super-heróis e falam com eles. E eu pensei que podia ter uma para falar com Jesus, e Nossa Senhora, e José, e com a minha Santa Teresinha, e com a Jacinta, e com o Francisco.

Pedi-lhe então que me mostrasse os desenhos animados para eu poder ver a pulseira de que falava.

Após ver o que a pirralha me queria mostrar, percebi que a pulseira de que falava tinha de facto uns botões com a cara de cada super-herói e ao carregar num deles, a criança era surpreendida por um holograma desse super-herói com quem esta falava e pedia ajuda.

Na cabeça da nossa princesinha e fazendo uma analogia perfeita, ela também queria uma pulseira dessas para falar directamente com Jesus, Maria, José e os Seus Santos, porque estes são os seus verdadeiros Super-Heróis.


O pedido da benjamim era difícil de concretizar. E depois de pensar um bocadinho lembrei-me de uma pulseira que a Associação Custódios de Maria nos enviou generosamente pelo correio, com imagens impressas de Jesus, Maria, José e de alguns Santos.

Chamei a pequenina e disse-lhe:

- Tenho aqui uma pulseira como tu querias. Estás a ver as imagens? Podes carregar e falar com cada um Deles.

Os olhos da princezinha encheram-se de luz:

-É mesmo verdade! Posso falar com Eles? E Eles aparecem?

- É mesmo verdade que Eles te ouvem, meu amor. E podes falar-lhes sempre que quiseres. Mas para Os veres tens de esperar chegar ao céu. - disse-lhe.


-É tão linda mãe! Até tem a Nossa Senhora de Fátima! Obrigada!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Devo ler este livro?

Já nos aconteceu estar numa livraria e não sabermos se o conteúdo de determinado livro era ou não recomendável.
Na altura socorremo-nos de um sms e o destinatário respondeu-nos prontamente: não recomendável.

Sem prejuízo das boas indicações dos nossos directores, há um site que nos ajuda a saber o que devemos ou não ler. 

O site DeLibris é uma preciosa ajuda. 

Realizamos a pesquisa por obra ou por autor e temos a classificação.

Sim, nem todos os livros à venda em livrarias  onde predominantemente são vendidos livros de autores católicos são propícios ou recomendáveis. Ter critério é o primeiro passo. Desse critério resulta uma maior e melhor identidade e harmonia entre nós e a doutrina da igreja católica.

Boa leituras!

domingo, 3 de julho de 2016

Não são coincidências



Não são coincidências. Os três bancos da frente da igreja estavam vazios. Não havia uma criança sentada. Na Missa estavam as crianças (poucas) cujos pais têm vida assumidamente cristã. 

Acredito que a nossa família e outras poucas presentes com os filhos sejam motivo de alegria para a comunidade, mais não seja pela constância. Faça chuva ou sol estamos presentes. É a nossa vocação. 



E assim educamos os nossos filhos. 

Esta ausência não nos espanta pois quando acabam os períodos de catequese as crianças da paróquia "evaporam-se" regressando mais tarde no recomeço dos trabalhos. 

Não, não há coincidências. As crianças não se encontram todas de férias com os pais. Sucede que muitos pais - a maioria - estão permanentemente de férias ao culto pelo que, quando acaba a "obrigação de levar os meninos e meninas à catequese", estes últimos deixam simplesmente de estar presentes na Missa.

Sim, noventa ou mais por cento dos pais "deixam" os meninos com os catequistas e não ficam na Missa. Muitas vezes esta já se encontra a decorrer quando as crianças irrompem para junto dos catequistas. Os pais ficam à porta da igreja até confirmarem que os seus filhos estão a salvo junto do adulto que os educa na religião católica. Deixam as crianças na igreja e vão à sua vida que, seguramente, não é esta.

O mais estranho é que estes pais se permitem que os filhos estejam na catequese são efectivamente susceptíveis de integração. Se fossem hostis nunca permitiriam que os seus educandos ali estivessem. 

Assim, há necessidade de serem envolvidos. Se não há envolvimento não ficam e dentro de pouco tempo nem pais nem filhos.
Aliás, dita a regra que findo o sacramento almejado (maioritariamente a Primeira Comunhão), as crianças abandonam a catequese e a Missa.

Também os escuteiros não estão muitas vezes, na nossa paróquia. Para a semana estarão, pois um caminheiro fará a sua promessa. Mas... estes escuteiros que cantam e professam frases lindas de amor nas missas que animam fazem-no para católico ver? Sim, preferimos deixar aqui os inglês de fora no seu Brexit. Então no pasa nada? Este fenómeno não é tido em consideração pelas pessoas responsáveis da comunidade?

É uma pena que as férias da catequese ou nos escuteiros três vezes por mês potencie férias de Deus. 
Deus espera-nos sempre. 
O envolver dos pais pela comunidade, pelo pároco, pode trazê-los para dentro e pode ter como consequência uma vida cristã regular dos filhos. Se os pais vão, os filhos acompanham.
Os escuteiros também devem estar presentes sempre pois não são um grupo de animação casuística.

Deus espera sempre mais de nós. E espera-nos sempre na Sua casa. E espera de nós que O amemos com mais actos que palavras.

sábado, 2 de julho de 2016

A "pica"

O dia hoje amanheceu cedo para a criançada da casa. As vacinas dos dez anos esperam a filha do meio.
A princesa está ansiosa e um pouco nervosa. Levar vacinas apesar de necessário não é de todo agradável.

Mas ao seu lado tem uma irmã mais nova que cheia de coragem lhe diz:

- Não tenhas medo. Eu vou segurar-te na mão para não doer tanto!

Antes de rumar para o suplício das vacinas, a princesa colocou um coração no copo dos pequenos actos de amor junto da cruz de Jesus e ofereceu-Lhe antecipadamente a sua dor.

Durante o caminho e já no Centro de Saúde a pequena/grande não disse uma única palavra.

A enfermeira chamou e lá entrámos na sala de vacinação. Para descomprimir a senhora enfermeira foi conversando com as meninas e anotando o boletim.

Entretanto, chegou a hora de sentar na temida cadeira. A nossa filhota sentou-se corajosamente em silêncio.

A benjamim a fazer de assistente de enfermaria segura  o penso, que será colocado no braço da irmã, ao mesmo tempo que lhe segura a mão e lhe diz:

- Está quase, não vai doer nada!

Sem se mexer e continuando em silêncio a princesa corajosa toma duas vacinas (uma em cada braço), não profere palavra ou som algum, mas as lágrimas caiem-lhe no rosto. Aperto-a nos meus braços e digo-lhe:

- Já passou. És uma valente!

Ela olhou-me e sorriu com os olhos enxarcados em lágrimas.

Por sua vez a mana mais nova, depois de desempenhar o seu papel de assistente na perfeição, diz:

- Estás a ver já passou! Não doeu muito pois não? Eu estava a segurar a tua mão!

A mana grande soltou uma gargalhada dizendo:

- Não doeu mesmo nada, porque tu me seguraste a mão. Obrigada Mana!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Quem (não) conhece os nossos trabalhos manuais?

Visitem o nosso outro blogue Pequenos Pormenores com Amor e vejam os nossos Santos para Brincar já registados no INPI.

São meios magníficos para os mais pequenos, desde tenra idade, brincarem e identificarem-se com os Santos.

Irmã Lúcia