Família em Movimento

Família em Movimento

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Boas ofertas de Natal!



 Porque o Natal está a chegar 
e gostamos de ofertar presentes que nos transmitam 
o verdadeiro sentido cristão desta quadra.

Para os mais pequenos "Santos para brincar"


Ofereçamos às crianças presentes que as ajudem a ter ligação com os nossos verdadeiros heróis: os Santos do Céu!







Os Santos para brincar surgiram da necessidade de evangelizar e transmitir a fé aos nossos filhos. Todavia, estão agora ao alcance de todos.

 Fazemos qualquer Santo, basta entrar em contacto connosco através de e-mail
familiamovimento@gmail.com

Bem-hajam
Família Cavaco

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ioga na escola? Não, obrigada!

Na passada sexta-feira a nossa benjamim chegou a casa com a novidade. Tivera uma aula de ioga no âmbito da  Actividade Física e Desportiva (Actividade Extra Curricular), na escola.

No início do ano inscrevemos a pequenina nas Actividades Extra Curriculares (Música, Inglês e Actividade Física e Desportiva) à semelhança do ano anterior.

Todavia, este ano a Associação de Pais da escola propôs a introdução de aulas de ioga nas AEC's. Importa frisar que as AEC's são de cariz facultativo e não têm um plano de avaliação.

À hora do jantar, tivémos connosco o nosso Querido Padre Pedro, e a princesinha contou a novidade à mesa. O Padre alertou-nos para a espiritualidade que está por trás do ioga, e para termos atenção.

No dia seguinte, já só com as meninas em casa, perguntei à benjamim o que fizera no ioga. Ao que me respondeu que fizera um jogo, e explicou-me o mesmo. 
Um jogo simples e lúdico. 

No entanto, a pequenina mostrou-me como cumprimenta a professora de ioga ao entrar e sair da aula.



-É assim, mãe:  juntamos as mãos como se estivéssemos a rezar  inclinamos a cabeça e dizemos "mamastê".

Perguntei-lhe:
- E tu sabes o que isso quer dizer?

Respondeu-me que não.

Terminei a conversa por ali e fui procurar saber mais sobre esse cumprimento.




Descobri que:
"Como saudação, namastê pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax e com uma ligeira curvatura, para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, e no caso de reverência a um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça."

Mais tarde, sentei a princesinha no meu colo e disse-lhe:

- Amor, gostava de falar contigo sobre as aulas de ioga. 
Nós amamos Jesus. E quando entramos na Igreja ajoelhamo-nos e curvamo-nos diante do Sacrário onde está Jesus, porque Ele é o nosso Deus. 
Respeito, devemos ter por todas as pessoas, mas curvarmo-nos só diante de Jesus. 
Querida, a mãe e o pai não concordam que vás às aulas de ioga porque aquilo que irias aprender é contrário à Fé em que acreditamos.
Tu compreendes o que te digo?

- Sim. - Respondeu.

A mana mais crescida que estivera a ouvir a conversa interveio:

- ...inha, nós somos amigas de Jesus. O ioga não te ensina coisas sobre Jesus.

No final da conversa disse-lhe:
- Filha, irei escrever um recado na caderneta à professora a dizer da nossa decisão, e à sexta-feira virás mais cedo para casa. Eu prometo que fazemos algo juntas, só nós duas. Os manos estão na escola e a mãe irá preparar uma actividade para fazermos as duas. 

A pequenita ficou empolgada com a ideia de poder ter a mãe só para ela por um bocadinho. E com alegria disse:

-E o que vamos fazer, mãe?

- Ainda não sei, vou pensar. Pensa tu também... Posso contar-te uma história num dia, noutro fazemos um desenho juntas... Há muitas coisas que poderemos fazer!

Talvez muitos dos que nos lêem achem que estamos a ser fundamentalistas. Não. Estamos simplesmente a educar os nossos filhos na Fé que professamos. Temos de ser coerentes com aquilo em que acreditamos. Perdoarão, não podemos ser católicos de Domingo sem repercussões no dia a dia, na vida ordinária. Não é isso que queremos transmitir aos nossos filhos.

Estas modas podem parecer inofensivas e lúdicas, mas importa saber o que têm por trás.

sábado, 21 de outubro de 2017

Sábados diferentes

Gosto imenso destes Sábados. De manhã, mantemos a rotina. Saímos pelas oito horas em ponto para beber o café e trazemos pastéis de nata para as meninas e uma delícia/palmier/russo para o mais velho. 

Depois vamos comprar o Expresso.

Mas de quando em quando o Sábado diferencia-se porque saio com o filho mais velho pelo meio da manhã e rumamos ao escritório. Eu trabalho e ele estuda. 



Pela hora do almoço vamos a um restaurante que gostamos particularmente e falamos de tudo. É importante que nesta idade de adolescência o pai (e a mãe) seja(m) uma referência positiva. Eu aprecio e ele aprecia. Falamos, rimos, comentamos, ouvimos... tudo nestes benditos Sábados. Só nós os dois.

Hoje, ele quis provar o moscatel de Favaios que pedi para acompanhar o café. Achei giro. Faz parte. Prefiro assim que ter um filho a esconder-me coisas.

Disse-lhe o que penso. Imagino-o (e às irmãs) um dia mais tarde a ganharem asas porque faz parte. Mas levam com eles uma mochila cheia do que  lhes demos em duas décadas para enfrentar a vida. Uma mochila cheia de tudo para que tenham critério, sejam bons católicos, sejam pessoas com envergadura.

Depois do almoço disse-lhe que gostava muito de estar a sós com ele e ele devolveu a elegância. É importante comunicarmos o que sentimos. Ele tem de sentir o que sinto porque o que sinto é demasiado grande para conter cá dentro, só para mim.

Mais tarde, ele rumou ao Xénon e eu regressei ao escritório (onde escrevo este texto) até à noite para depois, ao final do dia, rumarmos a casa e encontrarmos a família que nos espera para aquele abraço bem bom.

Findo. Se um dia o tivermos conseguido, já terá valido a pena. Apontamos-lhes o Caminho. Que voem...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A Vida Toda

Eu partilhei com ela um vídeo e a respectiva letra de A Vida Toda, da Carolina Deslandes.
É qualquer coisa...
Ela fez um vídeo com as fotografias que nos trazem as memórias de uma vida. Ficou uma delícia.
À noite vimos em família.

domingo, 8 de outubro de 2017

Oração após a celebração da Missa


Aprendemos. Compreendemos. E transmitimos...

Muitas vezes questionamos que frutos demos. Poucos, muito poucos. 

E quando tudo parece ruir, olhamos os nossos filhos e pensamos que, aconteça o que acontecer, eles têm as bases. 

E quiçá são elas os nossos (poucos) frutos.



É comum que, após a celebração, após a benção final, o povo de Deus se dirija para a porta da saída para, muitas vezes, falar no átrio da igreja. E isso faz parte, é muito saudável e assim se faz comunidade. 

Mas não é menos verdade que devemos agradecer a Missa. Jesus, aqui e ali, ensinou que devemos ser muito agradecidos. Lembremos, por mero exemplo, a cura dos dez leprosos. Apenas um regressou para agradecer e Jesus fez-lhe o reparo: "(...) e os outros, não vieram agradecer?".

Nesse sentido, e porque nos ensinaram, após a celebração, após a benção, permanecemos mais um pouco em recolhimento. Nem sempre é fácil por causa da converseta que se ouve dentro e fora da igreja mas, se esperarmos um pouco mais e nos focarmos no Sacrário, a coisa compõem-se. 

Assim, temos mantido esse recolhimento. Agradecemos ao Senhor a Missa, a renovação do Santo Sacrifício e depois, após esse agradecimento, rezamos o Cântico dos Três Jovens na fornalha ardente. E no fim, terminamos com uma jaculatória: Santa Maria, Esperança Nossa, Sede de Sabedoria... Rogai por nós.

Damos o nosso testemunho para que quem nos lê, nele reflicta.
O Senhor gosta particularmente que sejamos muito agradecidos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Hábitos que devem permanecer

Há muito tempo atrás só pai e mãe comungavam de joelhos. Mas porque é tão verdade que somos sempre exemplo para fora mas acima de tudo para dentro e porque também é verdade que os filhos são o espelho do que nós, pais, somos, foi com curiosidade e agrado que constatámos que o filho mais velho começou a comungar, de igual modo, de joelhos.

Mas não passou muito tempo até que a filha do meio adoptasse o mesmo comportamento, por imitação aos pais e irmão. Talvez tenha ficado mais solta na decisão quando viu que o irmão comungava como os pais. "E se ele faz eu também posso (devo) fazer."


Assim, a nossa família comunga agora de joelhos. A benjamim ainda não fez a sua primeira comunhão. Mas conhecendo-a como conhecemos... não ficará atrás quando chegar o seu momento.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Canonização da Irmã Lúcia pela Benjamim

Santos para brincar
Irmã Lúcia de Jesus

A caminho da escola voltámos ao hábito de rezar uma Avé-Maria, a oração do Anjo da Guarda, uma jaculatória ao Espírito Santo e pedimos a intercessão de Santa Teresinha e dos Santos Francisco e Jacinta Marto para o nosso dia.

Depois desta pequena oração a pequenina pergunta à irmã:

- Sabes como é que a irmã Lúcia vai ser santa?

- Não, diz lá. - respondeu a mana.

- É fácil. Eu aleijo-me, peço à Irmã Lúcia para pedir a Jesus que me cure, Ele cura-me e já está, o Papa diz que ela é Santa. 

Visto assim até parece simples.





Ver Santos para brincar no blogue Pequenos Pormenores por Amor

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Uma Carmelita pequena

Na nossa ida a Fátima fomos visitar as nossas muito queridas Irmãs Carmelitas, que como sempre nos recebem com sorrisos rasgados e muito amor.

As meninas ofereceram às Irmãs os desenhos e os mimos que haviam feito.

Estivemos à conversa. E vimos sempre com o coração cheio quando saímos do Carmelo.


Ao almoço a nossa benjamim disse repentinamente:

-Mãe, vou ser Carmelita. Mas tens de me prometer uma coisa!

- O quê?- perguntei

- Tens de ir sempre lá à Missa, para eu te ver e tu a mim!

- Está prometido! - respondi.

Quem sabe se daqui a uns anos pai e mãe não passarão a ir à Missa ao Domingo ao Carmelo de Fátima? 😊

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Flores para a Mãe

Nestas férias fomos passar um dia com a Mãe do Céu em Fátima.

Quando anunciámos às crianças que iriamos a Fátima a alegria foi geral, e as duas princesas apressaram-se a fazer desenhos e mimos para darem às Irmãs Carmelitas. Mas houve um pedido especial da benjamim:



- Podiamos levar flores a Nossa Senhora!

Achei boa ideia. E tratámos disso imediatamente. Tinhamos um ramo de flores que haviamos comprado no mercado. Tirámos as flores necessárias para fazer um ramo bonito e depois com a ajuda das meninas fizemos um cartão com uma dedicatória à Mãe do Céu.

A pequena ao caminhar em direcção ao Santuário olhava orgulhosamente para as flores que iria entregar em nome da nossa Família a Nossa Senhora.

Entrámos no Santuário, dirigimo-nos à Capelinha, rezámos uma Avé-Maria em Família e como se estava a celebrar Missa a pequenita teve de esperar para entregar as flores.





Antes do regresso a casa tivemos a oportunidade de colocar o ramo na Capelinha. Que felicidade expressa no olhar de toda a Família por aquele pequeno gesto.

Temos a certeza que a Mãe também gostou, por isso colocou esta felicidade transbordante nos nossos corações.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A oração

Ainda que este blogue não seja um espaço para pública confissão, faço-o convencido que é por bem.

Esta semana tive Círculo e, desde que me levantei, tive a sensação de que não me apetecia absolutamente nada ao fim do dia, debaixo de calor, percorrer kms e kms até ao Centro.

A meio da tarde tive a ténue esperança que não houvesse. Comuniquei pelo WhatsApp e ouvi a inevitável notícia: havia Círculo.

Ok, era hora de assumir que as mortificações conferem disciplina. Fui.

Apanhei calor, filas e kms de estrada. 

Quando cheguei ao Centro visitei Nosso Senhor e disse-Lhe com toda a verdade: vim por Tua causa. Não me apetecia nada. Mas sabia que ficarias contente...

O mais surpreendente foi o tema do Círculo: a oração.

E como me sensibilizou...

Percebi claramente que há muito tempo andava a balões de soro, isto é, sem a necessária vida interior que se adquire pela oração, a tempos fixos, para mortificar e conferir eficácia, como ensina São Josemaria.

Sem oração... fazemos coisa avulso. E sem oração, fazemos as coisas mal. Não que façamos o mal, mas fazemos mal as coisas porque não há uma linha de ligação. Fazemos avulso... sem conexão, sem intimidade, sem vida interior. Fazemos mal.

E curiosamente, tocou-me tanto que no regresso comecei a pensar que havia de fazer para mudar a minha vida, a minha rotina, os meus horários para poder fazer, de manhã e à tarde, a meditação. 

No dia seguinte mudei tudo com a concordância e conivência da minha mulher. Levantei-me, fui tomar banho, vesti-me, desci para tomar o pequeno almoço e depois comecei a fazer o meu tempo de oração. Li o Evangelho e depois a meditação do livro Falar com Deus. 

Antes das 8 horas saí de casa para o trabalho e antes das 8:30H tinha também, o terço rezado. E assim tenho permanecido. Que Deus me ajude a manter o ritmo. 

É verdade que me deito tarde e que de manhã tenho sono, imenso sono. Mas também é verdade que Deus me tem enchido de alegria por estar mais perto e por conseguir vencer-me por causa d´Ele.

Ao fim e ao cabo, escreve São Josemaria no Ponto 450 do livro Sulco:
- Um costume eficaz para conseguir presença de Deus: todos os dias, a primeira audiência é com Jesus Cristo.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Coisas de Meninas

Cá por casa, as meninas fazem coisas de meninas e amam o cor-de-rosa , o violeta e os brilhos!

E hoje foi dia de aprender a bordar.


Era um desejo das princesas há já algum tempo, e a mãe hoje tomou a decisão de o fazer, com uma grande dose de paciência.





A benjamim aprendeu a bordar com o pano no aro um ponto reto simples. E fê-lo muito bem e direitinho!





A princesa mais velha aprendeu a fazer ponto cruz. Primeiro preparámos um gráfico simples, depois foi tempo de perceber como lê-lo para colocar no pano e por fim passar à acção.


Começámos por um coração simples.
E neste momento, a mana crescida já se aventurou a bordar um pato. Está toda entusiasmada e perplexa com o resultado do trabalho das suas mãos.




E assim se passa uma tarde bem ocupada e sem televisão. 
A fazer coisas de MENINAS!

domingo, 20 de agosto de 2017

A pequenita já quer participar na Missa



A nossa benjamin fez 7 aninhos esta semana e agradecemos muito a Deus o dom da sua vida.

Curiosamente e ao contrário do que fazia até aqui, a pequena (que já de diz grande), pediu para começar a levar o Missal (O meu pequeno Missal) para a Missa. 


Fê-lo no Domingo passado e hoje também.
A pequenita, que aprendeu a ler, tem gosto não só de estar na Santa Missa mas também dela participar.
Queixa-se - e muito bem - que os adultos rezam muito depressa e que não nos consegue acompanhar. E tem toda a razão. Mas todos sabemos que no início é sempre assim. Depressa apanhará o comboio. O mais importante, para nós pais, é que tenha ganho o gosto de estar mais presente e participar (e não apenas estar) na Santa Missa.

domingo, 6 de agosto de 2017

Maior que o sol, maior que a lua, maior que uma aparição.

Todos os meses de Maio – graças a Deus – milhares e milhares de portugueses e estrangeiros rumam, como peregrinos, a Fátima. 

Visitam a Mãe.

Muitos, num bom número, nunca visitam o Filho, uma vez que seja, num ano inteiro.


A Mãe fica felicíssima quando recebe os filhos no Altar do Mundo. Mas ficaria ainda mais, imensamente mais, se os seus filhos além de a visitar, visitassem O Filho.

Porque - e perdoem a ousadia - se assim não for… Fátima será capricho de muitos munidos de uma fé que se mais se assemelha a uma fezada.

E repara nesta verdade absoluta. Em cada Eucaristia ocorre um milagre maior, infinitamente maior que a aparição de Nossa Senhora na Azinheira em Fátima ou um qualquer milagre de um sol a bailar.

A transubstanciação é infinitamente maior que o que ocorreu em Fátima há 100 anos. E ainda assim… 

Haverá coisa mais extraordinária? Haverá milagre mais absoluto?

Com muita seriedade diríamos o seguinte: quem quer presenciar e viver um milagre grandiosos vá a uma Missa. Transformar o pão e vinho no Corpo e Sangue do Senhor, o transformar a substância... não é absolutamente extraordinário? 

Pois bem, devemos todos pensar um pouco e com um enorme caridade e sentido cristão fazer compreender a quem vai ao Maio e somente ao Maio que algo maior ocorre diariamente, mês após mês, ano após ano, numa igreja perto de qualquer um de nós. Maior que o sol, maior que a lua, maior que uma aparição. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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Na Santa Missa de perna traçada?

A renovação por parte do Senhor do Sacrifício da Cruz merece só isso de ti?

Guarda isso para o café ou esplanada onde nada acontece e se acontecer não merece de ti maior solenidade.

domingo, 30 de julho de 2017

O Anjo de Portugal ensinou a comungar de... joelhos.


Fátima devia ter feito escola sobre o aspecto eucarístico. Há pouco mais de cem anos e como bem recordou Dom Athanasius Schneider a Aura Miguel na RR, o Anjo de Portugal mostrou e ensinou o mundo como comungar: de joelhos.

Hoje em dia, pelo mundo fora, nas nossas igrejas, é comum os católicos comungarem na mão com imensos fenómenos de banalidade, citamos. O anjo mostrou como se deve receber a comunhão. Ele deu a comunhão às crianças ajoelhadas. Ele próprio ajoelhou tendo feito uma inclinação profunda, reiterou O Bispo Auxiliar.

Na nossa família comungámos muitos anos na mão. Justificávamos por uma questão de higiene. Mas na verdade, em rigor, nenhum ministro da comunhão toca os seus dedos dedos nas nossas línguas, pelo que aquela razão não colhe.



Há largos meses a esta parte que procuramos comungar de joelhos. Os meninos, não. Por ora, comungam de pé. Mas não na mão. Há dias fomos à Missa a uma terra que não a nossa. Na Igreja da Atalaia, o Padre Miguel Aguiar tem o supremo cuidado de ter genuflexórios (modernos, amplos e bonitos) para os seus paroquianos comungarem. O facto de os ter é, por si, um enorme convite a que os fiéis comunguem de joelhos.

Findamos. Exortamos a que ouçam a entrevista de Athanasius Schneider. Além de um tremendo testemunho (absolutamente fantástico), faz esta reflexão sobre a comunhão de joelhos nos derradeiros 3/4 minutos da entrevista.

Infra, deixamos a descrição da aparição do Anjo e damos a sugestão a todos os que nos lêem para uma maior reflexão sobre o acto de comungar podendo, quiçá, colocar a questão aos párocos aludindo inclusive, por que não, sobre a possibilidade da existência de genuflexórios no decorrer da Santa Missa. Nós procurámos fazê-lo junto do actual pároco da nossa paróquia, sem sucesso. Razão pela qual comungamos de joelhos no chão. Mas… pode ser que tenhais mais sorte.

A terceira Aparição – Outono de 1916

A terceira e última aparição do Anjo teve lugar no Outono, quando as crianças guardavam os seus rebanhos no olival pequeno. Ajoelharam-se, com a testa a tocar no chão, e rezavam a oração do Anjo quando uma luz extraordinária brilhou sobre eles.

«Vemos o Anjo, tendo em a mão esquerda um Cálix, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do Cálix.

«O Anjo deixa suspenso no ar (a Hóstia e) o Cálix, ajoelha junto de nós, e faz-nos repetir três vezes:

«Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.»


Lúcia continua: «Depois levanta-se, toma em suas mãos o Cálix e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim e o Sangue do Cálix divide-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo: «Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. «E prostrando-se de novo em terra, repetiu connosco outras três vezes a mesma oração e desapareceu.»

domingo, 23 de julho de 2017

Ensinamentos do livro "Viver a Missa" – V


Os ritos iniciais

Desde os primeiros séculos que o facto de os cristãos se reunirem no mesmo local, a uma hora determinada, tem enorme significado. É Ele, Cristo, que preside invisivelmente a toda a celebração eucarística. É portanto lógico que nos esforcemos por chegar pontualmente ao Santo Sacrifício, por chegar mesmo uns minutos antes, como fazem as pessoas bem-educadas, sobretudo se o encontro foi marcado por uma personalidade de relevo. E não há personalidade tão relevante como Nosso Senhor, nem reunião tão sagrada como a Santa Missa.

Por conseguinte, sempre que nos seja possível, cultivemos o hábito de nos recolhermos em oração imediatamente antes de participarmos na celebração da Eucaristia. Haverá circunstâncias em que teremos dificuldade em fazê-lo, devidos às nossas circunstâncias profissionais, familiares, etc.; pois é precisamente nessas alturas que devemos empenhar-nos mais nesse sentidos, fazendo os sacrifícios pessoais necessários para o efeito.

Uma participação plena, consciente e activa no santo rito que se celebra no altar, cada um à sua maneira: os sacerdotes, que representam Cristo-Cabeça e actuam em seu nome e na sua Pessoa, apurando o mais possível a sua identificação com o Sumo-Sacerdote; e os leigos, que receberam o sacerdócio real no Baptismo, procurando unir-se intimamente ao Redentor e oferecendo-se, com Ele e n´Ele, por meio do sacerdote.

Participar activamente na Santa Missa não consiste necessariamente em realizar acções exteriores; trata-se essencialmente de uma atitude interior, que nasce da fé e da consideração amorosa daquilo que se realiza no Mistério Eucarístico. Procuremos, pois, esmerar-nos na leitura dos textos ou em ouvi-los com piedade sincera e com atenção; afastemos as pressas e precipitações, concentrando-nos naquilo que se diz e naquilo que se faz; procuremos aplicar as palavras e as acções litúrgicas à nossa vida de todos os dias. Com efeito, de cada vez que celebramos  ou assistimos à Santa Missa, a liturgia abre-nos um campo imenso de aperfeiçoamento espiritual.

Para que a celebração em que estivemos presentes se prolongue pelo nosso dia fora, torna-se imprescindível «viver» todos e cada um dos momentos da Missa, de modo a que seja a cruz de Cristo e a sua oblação redentora a fecundar e a servir de coluna vertebral à nossa jornada.  


FEM partilha breves trechos salteados (ipsis verbis ou adaptados por nós das partes que entendemos mais importantes), do livro Viver a Missa de Mons. Javier Echevarría, resultante da necessidade de compreender o itinerário espiritual que se segue de perto o desenrolar dos ritos litúrgicos, permitindo conhecer, por um lado e meditar, por outro. Em Portugal a edição do livro pertence à Lucerna.

sábado, 22 de julho de 2017

10 Ideias para o Verão em Família

1. Flexibilidade dentro de uma ordem: Embora estejamos de férias, é importante não perder de todo os hábitos adquiridos durante o inverno. Para isso, estabelecer um horário, mas com flexibilidade e margem; estamos numa nova situação, noutro contexto.

2. Fazer actividades em família: Embora cada um tenha os seus gostos e os seus planos, é importante encontrar tempo para fazer coisas juntos: cozinhar, passear, andar de bicicleta, fazer excursões, visitar a nossa cidade…

3. Gratidão: o ambiente relaxado do verão é perfeito para impulsionar o agradecimento, que às vezes, com as pressas, fica um pouco no esquecimento. Saber agradecer aos outros pelos pormenores, pelos planos ou por se terem divertido juntos.

4. Desfrutar de pequenas coisas: O plano perfeito não tem porque ser caro ou extravagante. É preciso ensinar, desde tenra idade, a desfrutar com as coisas pequenas como, por exemplo, ver um pôr-do-sol, comer um gelado, etc.

5. Abrir-se aos outros: Estarmos todo o dia nós com nós mesmos pode ser pouco enriquecedor. O verão é a época perfeita para nos abrirmos aos outros; tomar a iniciativa de convidar os amigos para nossa casa e ensinar os filhos a fazerem o mesmo.

6. Actividades culturais: Educar o gosto dos mais pequenos não tem por que ser aborrecido se se escolhe e se prepara bem; estudar as possibilidades culturais da zona e visitar alguns museus, monumentos ou exposições.

7. Tempo para ler: A leitura é uma viagem grátis que alimenta os neurónios de grandes e pequenos: livros de aventuras, biografias, contos… Procurar uma biblioteca nas proximidades e toca a escolher!

8. Visitar familiares e pessoas necessitadas: Durante o ano, quer por falta de tempo quer pelas distâncias, às vezes é difícil visitar a família: avós, primos, tios… Além disso, também se podem fazer visitas a pessoas doentes ou mais necessitadas.

9. Idiomas: Deixa de lado os formatos mais académicos e acostuma toda a família a ver séries ou filmes na versão original, para ver quem percebe primeiro!

10. Dar graças a Deus por se divertirem e estarem juntos.


in site Opus Dei

domingo, 16 de julho de 2017

Que terreno somos nós? E que fazer para melhorar?



É um exercício muito pessoal que pode e deve ser partilhado, após meditação, com o director espiritual.

Deixamos a súmula do Evangelho de hoje




Saiu o semeador a semear. 

Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. 
Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. 

Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. 
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. 

Outras caíram entre espinhos, e os espinhos cresceram e afogaram-nas. 
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. 

Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. 
E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ser crescida ou não ser, eis a questão

As férias são acima de tudo momentos de convívio familiar, em que estreitamos relações, nos aproximamos uns dos outros e em que nós pais, nos damos conta de como os nossos filhos estão crescidos.

Numa manhã em que o Sol teimou em não aparecer e as nuvens cobriam as montanhas, o pai diz para a benjamim:

- Olha ali as nuvens nas montanhas. Acho que naquelas montanhas vivem a Heidi, o avô, o Marco e o cão Bell. Não achas?

- Claro que não! A Heidi, o Marco e esses só vivem no mundo da fantasia! Eu sou crescida e já não acredito nisso. - respondeu de imediato a pequenina.


O pai ficou incrédulo. A princesa pequenina está crescida e já não acredita que o imaginário vive no mundo real. E tentou mais uma vez:

-Então, e os Smurfs? Nós vimos as casas deles (cogumelos) no outro dia quando fomos apanhar pinhas, não viste?

- Oh vi, mas aquelas não eram as casas deles. Aquelas não tinham as pintinhas brancas. Isso só existe no mundo da fantasia!

A mana do meio interveio e perguntou-lhe:

- E onde é que é o Mundo da Fantasia?

- Sei lá... É lá muito longe!! - respondeu prontamente a benjamim.

A gargalhada foi geral.😄  

segunda-feira, 10 de julho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

domingo, 18 de junho de 2017

A noite em que Deus dormiu



Há vinte anos atrás o Padre Pedro, então nosso pároco, fez uma homilia dominical fazendo frente a um título de jornal que intitulava A noite em que Deus dormiu.


Pensamos que na altura havia caído um avião. Passaram muitos anos e não temos, em rigor, essa certeza.


Ontem acompanhámos com preocupação o desenvolvimento das notícias sobre o fogo que havia deflagrado em Pedrógão Grande e concelhos limítrofes. Temos pessoas amigas e muito afecto pelas zonas afectadas que, nos últimos tempos, temos visitado regularmente.

As zonas fotografadas são zonas que passamos algumas vezes por ano. Tudo isto nos toca, tudo isto nos comove, tudo nos fragiliza.


Ontem pela meia noite fizemos um telefonema ao Zé e perguntámos como estava. Disse-nos que via fogo lá ao fundo mas que a aldeia estava, por ora, segura.

Hoje de manhã ligámos a televisão e a aldeia já não estava segura. Ligámos ao Zé e ele disse-nos que o fogo descia devagarinho e que o esperava



"Seja o que Deus quiser." - disse-nos.

Quando lhe perguntámos se os bombeiros estavam pela zona, respondeu que sim, que os via passar no IC8 da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. 

Nesse momento pensámos: e não param?

Disse-nos que, coitados, estavam cheios de trabalho e que o fogo a combater era muito disperso.

Disse-nos também que não tinham electricidade. Então respondemos que devíamos desligar a chamada pois se estava a gastar bateria connosco e não tinha electricidade para carregar o telefone mais tarde, mais valia guardar bateria para uma eventual necessidade.

Aquilo de nos dizer que o fogo descia paulatinamente fez-nos lembrar a chegada do pior cenário em lume brando.

Ligámos então para os bombeiros de Figueiró dos Vinhos. A chamada não se fez. As linhas estavam cortadas.


Não vencidos, ligámos para a Protecção Civil e aí passaram a nossa chamada para Leiria.  O pai falou então com o comando de Leiria e transmitiu que a aldeia do Zé corria perigo, que os bombeiros passavam e não paravam e que deviam anotar essa aldeia como ponto de intervenção. 



Indicámos o nome da aldeia e onde ficava situada.

A senhora dos bombeiros de Leiria foi muito gentil e disse que iria passar a informação a quem estava no posto de comando ao incêndio. 

Desculpa-nos Zé, mas não podíamos deixar que esperasses sozinho o fogo. Se era "o que Deus quisesse", talvez Deus nos tenha indicado que o caminho era aquela chamada telefónica. 
Não sabemos. Pergunta-Lhe.

Uma hora mais tarde soubemos por familiar que haviam evacuado a zona da aldeia. 

Até ao momento morreram mais de sessenta pessoas. Não sabemos e não devemos emitir juízos de valor sobre como foi acautelada e enfrentada a situação. Não podemos falar do que não sabemos e não dominamos. Sabemos que existem muitos mortos, muitos feridos, muita destruição.

Há um ano atrás estávamos naquela zona quando ocorreram fogos muito grandes em todo o país e aquela zona foi, também ela, afectada. Lembram o incêndio em Castanheira de Pêra?
Passou um ano. Não sabemos o que foi feito neste ano que passou, se é que alguma coisa foi feita. 



Este ano uma trovoada seca ditou a ignição do incêndio. Os raios desceram ao solo. A PJ encontrou a árvore onde a ignição começou. Acresceram altas temperaturas, ausência de humidade e vento forte.
Sabemos que os soldados da paz fazem muito e estão exaustos. Sabemos que muitas famílias estão destruídas. Sabemos que morreram crianças. 


Sabemos que quando escrevemos este texto ainda há muito por fazer. Sabemos que espanhóis e franceses se mobilizaram com portugueses e isso é francamente positivo.

Sabemos que estão distritos em alerta vermelho sem saber o muito bem o que isso significa. Será que nos avisam que está muito calor? Isso saberíamos sem necessidade de um alerta vermelho.

O que gostaríamos é que a situação concreta fosse prevista e tivessem sido poupadas vidas humanas. Se tal era ou não possível, não sabemos.

Seria importante perceber o que aconteceu ontem. Às duas da tarde havia um incêndio deflagrado e só às dez da noite as sirenes tocaram no sentido de que todos os meios fossem para aquela zona. Mas há um espaço muito longo entre as duas da tarde e as dez da noite. O que aconteceu de muito grave? Não sabemos. 

Tal como não sabemos do Zé. Ele não não responde aos SMS, mas não ousamos provocar mais desgaste da bateria do seu telemóvel, se ainda a tiver, Julgamo-lo evacuado. Mas não sabemos se a casa onde mora está a salvo ou consumida pelas chamas.

Estamos todos muito tristes e solidários com estas pessoas que muito queremos. Conhecemos a zona e conhecemos algumas pessoas. Pessoas essas que sempre nos receberam bem. Gostamos muito desta zona. Estamos francamente tristes. Os meninos estão em baixo.

No meio disto, o pai lembrou a homilia de há vinte anos atrás. Citou A noite em que Deus dormiu. Depois calou-se. Mais tarde, após reflexão, perguntou em alta voz onde estariam os Anjos da Guarda das vítimas. Perguntou por que não interveio Deus.

Não temos respostas.

Custa-nos muito esta tragédia. E questionamos humildemente o Senhor porque não impediu a mesma; por que não choveu, por exemplo, e por que não impediu o cenário de morte. Nada sabemos.

Rezámos também a Nossa Senhora. O Terço e a Santa Missa de hoje foram oferecidas pelas vítimas mas também com o pedido de que tudo terminasse. Parece-nos tudo em vão cada vez que ligamos a televisão. A situação parece piorar. 

Oh Deus, por que o permitis?

Não sabemos responder. Somos criaturas que colocamos questões ao Criador com toda a liberdade que Ele nos concede. Ele não dormiu. Ele não dorme. Também não está distraído. Mas não nos responde. 

Mais não resta que rezar e interceder para que a paz regresse àquelas populações e que os soldados da paz dominem o fogo.



Lembramos os rostos do Zé e das pessoas que costumam privar connosco. Lembramos os rostos de quem está em sofrimento neste momento. E pedimos a Deus que chame a Si todas as almas dos nossos irmãos que perderam a vida e que, por tudo, não permita mais morte, mais destruição.  




Gostaríamos muito que os governantes levassem a sério este flagelo anual que teima persistir ano após ano mesmo com mortes.

a) Prevenção;
b) Combate a incêndios;  
c) Disponibilidade de meios;
d) Ataque inicial.

Isto sem esquecer o ordenamento florestal e limpeza. Mas de que nos vale falar disso agora quando passaram 12 meses sem saber o que foi feito? Têm de chegar os incêndios para o tema ser assunto?

Agora na TV dizem que a forma como o fogo se propagou podia ter-se evitado se tivesse havido limpeza das matas, se houvesse cuidado e ordenamento, em concreto nos eucaliptais. Outros dizem que o cenário era previsível e que ocorreu uma falha total da nossa protecção civil. Mas... não ocorre que ouvimos estas boas teorias anualmente?

Enfim, os entendidos que emitam pareceres e operacionalizem acções que evitem estas tragédias.
Agora, assim não brincamos Basta!

As nossas orações por quem perdeu a vida.
As nossas orações com as famílias das vítimas.
As nossas orações com as populações de Pedrógão Grande, Avelar, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.
As nossa orações para com oa bombeiros, heróis deste país ano após ano.

Zé... até já.

Nota: Fotos do Expresso

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Rezemos 10 Avé-Maria pelas dezenas de vítimas mortais em Pedrógão Grande e concelhos limítrofes bem como por todos os soldados da paz que combatem este fogo.