Família em Movimento

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domingo, 30 de julho de 2017

O Anjo de Portugal ensinou a comungar de... joelhos.


Fátima devia ter feito escola sobre o aspecto eucarístico. Há pouco mais de cem anos e como bem recordou Dom Athanasius Schneider a Aura Miguel na RR, o Anjo de Portugal mostrou e ensinou o mundo como comungar: de joelhos.

Hoje em dia, pelo mundo fora, nas nossas igrejas, é comum os católicos comungarem na mão com imensos fenómenos de banalidade, citamos. O anjo mostrou como se deve receber a comunhão. Ele deu a comunhão às crianças ajoelhadas. Ele próprio ajoelhou tendo feito uma inclinação profunda, reiterou O Bispo Auxiliar.

Na nossa família comungámos muitos anos na mão. Justificávamos por uma questão de higiene. Mas na verdade, em rigor, nenhum ministro da comunhão toca os seus dedos dedos nas nossas línguas, pelo que aquela razão não colhe.



Há largos meses a esta parte que procuramos comungar de joelhos. Os meninos, não. Por ora, comungam de pé. Mas não na mão. Há dias fomos à Missa a uma terra que não a nossa. Na Igreja da Atalaia, o Padre Miguel Aguiar tem o supremo cuidado de ter genuflexórios (modernos, amplos e bonitos) para os seus paroquianos comungarem. O facto de os ter é, por si, um enorme convite a que os fiéis comunguem de joelhos.

Findamos. Exortamos a que ouçam a entrevista de Athanasius Schneider. Além de um tremendo testemunho (absolutamente fantástico), faz esta reflexão sobre a comunhão de joelhos nos derradeiros 3/4 minutos da entrevista.

Infra, deixamos a descrição da aparição do Anjo e damos a sugestão a todos os que nos lêem para uma maior reflexão sobre o acto de comungar podendo, quiçá, colocar a questão aos párocos aludindo inclusive, por que não, sobre a possibilidade da existência de genuflexórios no decorrer da Santa Missa. Nós procurámos fazê-lo junto do actual pároco da nossa paróquia, sem sucesso. Razão pela qual comungamos de joelhos no chão. Mas… pode ser que tenhais mais sorte.

A terceira Aparição – Outono de 1916

A terceira e última aparição do Anjo teve lugar no Outono, quando as crianças guardavam os seus rebanhos no olival pequeno. Ajoelharam-se, com a testa a tocar no chão, e rezavam a oração do Anjo quando uma luz extraordinária brilhou sobre eles.

«Vemos o Anjo, tendo em a mão esquerda um Cálix, sobre o qual está suspensa uma Hóstia, da qual caem algumas gotas de Sangue dentro do Cálix.

«O Anjo deixa suspenso no ar (a Hóstia e) o Cálix, ajoelha junto de nós, e faz-nos repetir três vezes:

«Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.»


Lúcia continua: «Depois levanta-se, toma em suas mãos o Cálix e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim e o Sangue do Cálix divide-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo: «Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. «E prostrando-se de novo em terra, repetiu connosco outras três vezes a mesma oração e desapareceu.»

domingo, 23 de julho de 2017

Ensinamentos do livro "Viver a Missa" – V


Os ritos iniciais

Desde os primeiros séculos que o facto de os cristãos se reunirem no mesmo local, a uma hora determinada, tem enorme significado. É Ele, Cristo, que preside invisivelmente a toda a celebração eucarística. É portanto lógico que nos esforcemos por chegar pontualmente ao Santo Sacrifício, por chegar mesmo uns minutos antes, como fazem as pessoas bem-educadas, sobretudo se o encontro foi marcado por uma personalidade de relevo. E não há personalidade tão relevante como Nosso Senhor, nem reunião tão sagrada como a Santa Missa.

Por conseguinte, sempre que nos seja possível, cultivemos o hábito de nos recolhermos em oração imediatamente antes de participarmos na celebração da Eucaristia. Haverá circunstâncias em que teremos dificuldade em fazê-lo, devidos às nossas circunstâncias profissionais, familiares, etc.; pois é precisamente nessas alturas que devemos empenhar-nos mais nesse sentidos, fazendo os sacrifícios pessoais necessários para o efeito.

Uma participação plena, consciente e activa no santo rito que se celebra no altar, cada um à sua maneira: os sacerdotes, que representam Cristo-Cabeça e actuam em seu nome e na sua Pessoa, apurando o mais possível a sua identificação com o Sumo-Sacerdote; e os leigos, que receberam o sacerdócio real no Baptismo, procurando unir-se intimamente ao Redentor e oferecendo-se, com Ele e n´Ele, por meio do sacerdote.

Participar activamente na Santa Missa não consiste necessariamente em realizar acções exteriores; trata-se essencialmente de uma atitude interior, que nasce da fé e da consideração amorosa daquilo que se realiza no Mistério Eucarístico. Procuremos, pois, esmerar-nos na leitura dos textos ou em ouvi-los com piedade sincera e com atenção; afastemos as pressas e precipitações, concentrando-nos naquilo que se diz e naquilo que se faz; procuremos aplicar as palavras e as acções litúrgicas à nossa vida de todos os dias. Com efeito, de cada vez que celebramos  ou assistimos à Santa Missa, a liturgia abre-nos um campo imenso de aperfeiçoamento espiritual.

Para que a celebração em que estivemos presentes se prolongue pelo nosso dia fora, torna-se imprescindível «viver» todos e cada um dos momentos da Missa, de modo a que seja a cruz de Cristo e a sua oblação redentora a fecundar e a servir de coluna vertebral à nossa jornada.  


FEM partilha breves trechos salteados (ipsis verbis ou adaptados por nós das partes que entendemos mais importantes), do livro Viver a Missa de Mons. Javier Echevarría, resultante da necessidade de compreender o itinerário espiritual que se segue de perto o desenrolar dos ritos litúrgicos, permitindo conhecer, por um lado e meditar, por outro. Em Portugal a edição do livro pertence à Lucerna.

sábado, 22 de julho de 2017

10 Ideias para o Verão em Família

1. Flexibilidade dentro de uma ordem: Embora estejamos de férias, é importante não perder de todo os hábitos adquiridos durante o inverno. Para isso, estabelecer um horário, mas com flexibilidade e margem; estamos numa nova situação, noutro contexto.

2. Fazer actividades em família: Embora cada um tenha os seus gostos e os seus planos, é importante encontrar tempo para fazer coisas juntos: cozinhar, passear, andar de bicicleta, fazer excursões, visitar a nossa cidade…

3. Gratidão: o ambiente relaxado do verão é perfeito para impulsionar o agradecimento, que às vezes, com as pressas, fica um pouco no esquecimento. Saber agradecer aos outros pelos pormenores, pelos planos ou por se terem divertido juntos.

4. Desfrutar de pequenas coisas: O plano perfeito não tem porque ser caro ou extravagante. É preciso ensinar, desde tenra idade, a desfrutar com as coisas pequenas como, por exemplo, ver um pôr-do-sol, comer um gelado, etc.

5. Abrir-se aos outros: Estarmos todo o dia nós com nós mesmos pode ser pouco enriquecedor. O verão é a época perfeita para nos abrirmos aos outros; tomar a iniciativa de convidar os amigos para nossa casa e ensinar os filhos a fazerem o mesmo.

6. Actividades culturais: Educar o gosto dos mais pequenos não tem por que ser aborrecido se se escolhe e se prepara bem; estudar as possibilidades culturais da zona e visitar alguns museus, monumentos ou exposições.

7. Tempo para ler: A leitura é uma viagem grátis que alimenta os neurónios de grandes e pequenos: livros de aventuras, biografias, contos… Procurar uma biblioteca nas proximidades e toca a escolher!

8. Visitar familiares e pessoas necessitadas: Durante o ano, quer por falta de tempo quer pelas distâncias, às vezes é difícil visitar a família: avós, primos, tios… Além disso, também se podem fazer visitas a pessoas doentes ou mais necessitadas.

9. Idiomas: Deixa de lado os formatos mais académicos e acostuma toda a família a ver séries ou filmes na versão original, para ver quem percebe primeiro!

10. Dar graças a Deus por se divertirem e estarem juntos.


in site Opus Dei

domingo, 16 de julho de 2017

Que terreno somos nós? E que fazer para melhorar?



É um exercício muito pessoal que pode e deve ser partilhado, após meditação, com o director espiritual.

Deixamos a súmula do Evangelho de hoje




Saiu o semeador a semear. 

Quando semeava, caíram algumas sementes ao longo do caminho: vieram as aves e comeram-nas. 
Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. 

Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra, e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda; mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram, por não terem raiz. 
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. 

Outras caíram entre espinhos, e os espinhos cresceram e afogaram-nas. 
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. 

Outras caíram em boa terra e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um. 
E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um. 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ser crescida ou não ser, eis a questão

As férias são acima de tudo momentos de convívio familiar, em que estreitamos relações, nos aproximamos uns dos outros e em que nós pais, nos damos conta de como os nossos filhos estão crescidos.

Numa manhã em que o Sol teimou em não aparecer e as nuvens cobriam as montanhas, o pai diz para a benjamim:

- Olha ali as nuvens nas montanhas. Acho que naquelas montanhas vivem a Heidi, o avô, o Marco e o cão Bell. Não achas?

- Claro que não! A Heidi, o Marco e esses só vivem no mundo da fantasia! Eu sou crescida e já não acredito nisso. - respondeu de imediato a pequenina.


O pai ficou incrédulo. A princesa pequenina está crescida e já não acredita que o imaginário vive no mundo real. E tentou mais uma vez:

-Então, e os Smurfs? Nós vimos as casas deles (cogumelos) no outro dia quando fomos apanhar pinhas, não viste?

- Oh vi, mas aquelas não eram as casas deles. Aquelas não tinham as pintinhas brancas. Isso só existe no mundo da fantasia!

A mana do meio interveio e perguntou-lhe:

- E onde é que é o Mundo da Fantasia?

- Sei lá... É lá muito longe!! - respondeu prontamente a benjamim.

A gargalhada foi geral.😄  

segunda-feira, 10 de julho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

domingo, 18 de junho de 2017

A noite em que Deus dormiu



Há vinte anos atrás o Padre Pedro, então nosso pároco, fez uma homilia dominical fazendo frente a um título de jornal que intitulava A noite em que Deus dormiu.


Pensamos que na altura havia caído um avião. Passaram muitos anos e não temos, em rigor, essa certeza.


Ontem acompanhámos com preocupação o desenvolvimento das notícias sobre o fogo que havia deflagrado em Pedrógão Grande e concelhos limítrofes. Temos pessoas amigas e muito afecto pelas zonas afectadas que, nos últimos tempos, temos visitado regularmente.

As zonas fotografadas são zonas que passamos algumas vezes por ano. Tudo isto nos toca, tudo isto nos comove, tudo nos fragiliza.


Ontem pela meia noite fizemos um telefonema ao Zé e perguntámos como estava. Disse-nos que via fogo lá ao fundo mas que a aldeia estava, por ora, segura.

Hoje de manhã ligámos a televisão e a aldeia já não estava segura. Ligámos ao Zé e ele disse-nos que o fogo descia devagarinho e que o esperava



"Seja o que Deus quiser." - disse-nos.

Quando lhe perguntámos se os bombeiros estavam pela zona, respondeu que sim, que os via passar no IC8 da esquerda para a direita e da direita para a esquerda. 

Nesse momento pensámos: e não param?

Disse-nos que, coitados, estavam cheios de trabalho e que o fogo a combater era muito disperso.

Disse-nos também que não tinham electricidade. Então respondemos que devíamos desligar a chamada pois se estava a gastar bateria connosco e não tinha electricidade para carregar o telefone mais tarde, mais valia guardar bateria para uma eventual necessidade.

Aquilo de nos dizer que o fogo descia paulatinamente fez-nos lembrar a chegada do pior cenário em lume brando.

Ligámos então para os bombeiros de Figueiró dos Vinhos. A chamada não se fez. As linhas estavam cortadas.


Não vencidos, ligámos para a Protecção Civil e aí passaram a nossa chamada para Leiria.  O pai falou então com o comando de Leiria e transmitiu que a aldeia do Zé corria perigo, que os bombeiros passavam e não paravam e que deviam anotar essa aldeia como ponto de intervenção. 



Indicámos o nome da aldeia e onde ficava situada.

A senhora dos bombeiros de Leiria foi muito gentil e disse que iria passar a informação a quem estava no posto de comando ao incêndio. 

Desculpa-nos Zé, mas não podíamos deixar que esperasses sozinho o fogo. Se era "o que Deus quisesse", talvez Deus nos tenha indicado que o caminho era aquela chamada telefónica. 
Não sabemos. Pergunta-Lhe.

Uma hora mais tarde soubemos por familiar que haviam evacuado a zona da aldeia. 

Até ao momento morreram mais de sessenta pessoas. Não sabemos e não devemos emitir juízos de valor sobre como foi acautelada e enfrentada a situação. Não podemos falar do que não sabemos e não dominamos. Sabemos que existem muitos mortos, muitos feridos, muita destruição.

Há um ano atrás estávamos naquela zona quando ocorreram fogos muito grandes em todo o país e aquela zona foi, também ela, afectada. Lembram o incêndio em Castanheira de Pêra?
Passou um ano. Não sabemos o que foi feito neste ano que passou, se é que alguma coisa foi feita. 



Este ano uma trovoada seca ditou a ignição do incêndio. Os raios desceram ao solo. A PJ encontrou a árvore onde a ignição começou. Acresceram altas temperaturas, ausência de humidade e vento forte.
Sabemos que os soldados da paz fazem muito e estão exaustos. Sabemos que muitas famílias estão destruídas. Sabemos que morreram crianças. 


Sabemos que quando escrevemos este texto ainda há muito por fazer. Sabemos que espanhóis e franceses se mobilizaram com portugueses e isso é francamente positivo.

Sabemos que estão distritos em alerta vermelho sem saber o muito bem o que isso significa. Será que nos avisam que está muito calor? Isso saberíamos sem necessidade de um alerta vermelho.

O que gostaríamos é que a situação concreta fosse prevista e tivessem sido poupadas vidas humanas. Se tal era ou não possível, não sabemos.

Seria importante perceber o que aconteceu ontem. Às duas da tarde havia um incêndio deflagrado e só às dez da noite as sirenes tocaram no sentido de que todos os meios fossem para aquela zona. Mas há um espaço muito longo entre as duas da tarde e as dez da noite. O que aconteceu de muito grave? Não sabemos. 

Tal como não sabemos do Zé. Ele não não responde aos SMS, mas não ousamos provocar mais desgaste da bateria do seu telemóvel, se ainda a tiver, Julgamo-lo evacuado. Mas não sabemos se a casa onde mora está a salvo ou consumida pelas chamas.

Estamos todos muito tristes e solidários com estas pessoas que muito queremos. Conhecemos a zona e conhecemos algumas pessoas. Pessoas essas que sempre nos receberam bem. Gostamos muito desta zona. Estamos francamente tristes. Os meninos estão em baixo.

No meio disto, o pai lembrou a homilia de há vinte anos atrás. Citou A noite em que Deus dormiu. Depois calou-se. Mais tarde, após reflexão, perguntou em alta voz onde estariam os Anjos da Guarda das vítimas. Perguntou por que não interveio Deus.

Não temos respostas.

Custa-nos muito esta tragédia. E questionamos humildemente o Senhor porque não impediu a mesma; por que não choveu, por exemplo, e por que não impediu o cenário de morte. Nada sabemos.

Rezámos também a Nossa Senhora. O Terço e a Santa Missa de hoje foram oferecidas pelas vítimas mas também com o pedido de que tudo terminasse. Parece-nos tudo em vão cada vez que ligamos a televisão. A situação parece piorar. 

Oh Deus, por que o permitis?

Não sabemos responder. Somos criaturas que colocamos questões ao Criador com toda a liberdade que Ele nos concede. Ele não dormiu. Ele não dorme. Também não está distraído. Mas não nos responde. 

Mais não resta que rezar e interceder para que a paz regresse àquelas populações e que os soldados da paz dominem o fogo.



Lembramos os rostos do Zé e das pessoas que costumam privar connosco. Lembramos os rostos de quem está em sofrimento neste momento. E pedimos a Deus que chame a Si todas as almas dos nossos irmãos que perderam a vida e que, por tudo, não permita mais morte, mais destruição.  




Gostaríamos muito que os governantes levassem a sério este flagelo anual que teima persistir ano após ano mesmo com mortes.

a) Prevenção;
b) Combate a incêndios;  
c) Disponibilidade de meios;
d) Ataque inicial.

Isto sem esquecer o ordenamento florestal e limpeza. Mas de que nos vale falar disso agora quando passaram 12 meses sem saber o que foi feito? Têm de chegar os incêndios para o tema ser assunto?

Agora na TV dizem que a forma como o fogo se propagou podia ter-se evitado se tivesse havido limpeza das matas, se houvesse cuidado e ordenamento, em concreto nos eucaliptais. Outros dizem que o cenário era previsível e que ocorreu uma falha total da nossa protecção civil. Mas... não ocorre que ouvimos estas boas teorias anualmente?

Enfim, os entendidos que emitam pareceres e operacionalizem acções que evitem estas tragédias.
Agora, assim não brincamos Basta!

As nossas orações por quem perdeu a vida.
As nossas orações com as famílias das vítimas.
As nossas orações com as populações de Pedrógão Grande, Avelar, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.
As nossa orações para com oa bombeiros, heróis deste país ano após ano.

Zé... até já.

Nota: Fotos do Expresso

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Rezemos 10 Avé-Maria pelas dezenas de vítimas mortais em Pedrógão Grande e concelhos limítrofes bem como por todos os soldados da paz que combatem este fogo.

sábado, 17 de junho de 2017

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Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e irromperam contra aquela casa, mas ela não desabou porque estava fundada sobre rocha.


A rocha é Cristo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ensinamentos do livro "Viver a Missa" - IV

O paramento que é próprio dos sacerdotes – sejam presbíteros ou bispos – é a casula. Enquanto a veste o celebrante reza «Senhor, que dissestes: “O meu jugo é suave a minha carga é leve”, fazei com que o suporte de maneira a alcançar a Vossa graça.»

Carregar o jugo do Senhor significa aprender d´Ele, estar sempre dispostos a ir à sua escola. D´Ele devemos aprender a mansidão e humildade. Olhando-O, a Ele que tudo carregou, que em Si sentiu a obediência, a debilidade, o sofrimento, toda a escuridão, então as nossas lamentações dissipam-se. O seu jugo é o de amar com Ele.

Não devemos considerar supérfluo o emprego de bons tecidos e adornos esmerados na confecção das casulas.
Fomentemos diariamente no nosso coração, antes de celebrarmos e participarmos na Santa Missa, os actos de desagravo e de humildade com espontaneidade de coração e aos nossos lábios a necessidade de pedir perdão – sem desassossegos nem escrúpulos, que o Senhor não quer – conscientes de que nunca estaremos tão preparados como conveniente.

São Tomás de Aquino preparava assim a Santa Missa com esta oração: “Ó Deus Eterno e Todo-Poderoso, eis que me aproximo do Sacramento do Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do Céu e da Terra.”

Não é reverência deixar de comungar, se estás bem preparado. – Irreverência só é recebê-l´O indignamente.

Reze antes de se iniciar o Santo Sacrifício: “Ó Mãe de bondade e misericórdia, Santíssima Virgem Maria, eu, miserável e indigno pecador, a Vós recorro de todo o coração e com todo o amor, e vos suplico que, assim como vós estivestes de pé junto ao vosso Amabilíssimo Filho pendente da cruz, me assistais também a mim, mísero pecador, e a todos os sacerdotes que hoje na Santa Igreja oferecem o Santo Sacrifício. Auxiliados pela vossa graça, possamos nós apresentar à suprema e indivisível Trindade a Vítima verdadeiramente digna de Lhe ser oferecida. Ámen.


FEM partilha breves trechos salteados (ipsis verbis ou adaptados por nós das partes que entendemos mais importantes), do livro Viver a Missa de Mons. Javier Echevarría, resultante da necessidade de compreender o itinerário espiritual que se segue de perto o desenrolar dos ritos litúrgicos, permitindo conhecer, por um lado e meditar, por outro. Em Portugal a edição do livro pertence à Lucerna.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Um Canto de Oração Especial

A Família Almeida escolheu adornar o seu Canto de Oração com Santos para brincar.
Estamos muito gratos e felizes interiormente p'los Santos para brincar contribuirem para o crescimento espiritual desta Querida Família como nos disse a Mãe:
"Estão a ajudar-nos muito no momento de oração familiar, com a nossa filhota de 2 aninhos. Muito Obrigada!"

Bem-Hajam 😊
Canto de Oração da Família Almeida


Ver publicação em Pequenos Pormenores com Amor.

domingo, 11 de junho de 2017

Como explicar a morte aos pequeninos

Há alguns dias uma leitora do blogue escreveu-nos para nos perguntar como explicamos a morte aos nossos filhos. 

A crianças pequeninas, a melhor forma de lhes explicar seja o que fôr é através de histórias. Com as histórias, os pequeninos conseguem resolver os seus conflitos interiores e sanar as suas dúvidas sobre os temas que lhes suscitam interesse. Ou seja, a identificação com uma ou mais personagens da história permite às crianças esclarecer as suas questões, percebendo o que vão vivendo no dia-a-dia e o mundo que as rodeia.

Todavia, e atendendo à sua faixa etária, as crianças não entendem o mundo e o que as rodeia como nós adultos, isto é, não necessitam de saber tudo tal e qual como é. Apenas necessitam de saber o bastante para sanar as suas dúvidas de acordo com o seu entendimento da situação.

Como tal, e sem pretender de forma alguma "debitar receitas", escrevemos esta história que partilhamos, como uma possível ajuda para explicar o que é a morte e o céu, numa perspectiva cristã aos mais novos.


A Princesa Sofia, Jesus e o Céu 

Era uma vez uma Princesa de seu nome Sofia. Era uma Princesa muito bonita e amada no seu reino. 

O Rei e a Rainha amavam-na muito e protegiam-na de todos os perigos e de todas as coisas que a pudessem deixar triste. 

Certo dia, estando a brincar no jardim do castelo, a pequena Sofia apercebeu-se da tristeza dos seus pais. A pequenina não conseguia entender porque estavam tristes. 

Mais tarde, ao ouvir o Rei e a Rainha a conversar, percebeu que falavam da morte do avô José. 

A princesinha nunca tinha ouvido falar da morte. Mas, achava que devia ser um coisa muito triste, dada a tristeza dos seus pais. 


A pequenina pôs-se a pensar como fazer para descobrir o que é a morte. Começou então uma intensa investigação sobre o tema. 

Ao observar os seus pais e familiares ficou a saber  que a morte seria uma coisa triste e dolorosa, pois havia visto a mãe chorar. 
No meio desta sua procura, a Princesa Sofia descobriu que depois da morte havia o CÉU, pois ouvira um padre amigo da família a falar acerca deste assunto.  

Um dia, estando a passear no jardim do castelo viu um Menino a brincar no lago dos cisnes. 

Perguntou-lhe de imediato: 
-Quem és tu? E o que fazes aqui no castelo? 

O Menino olhou-a, sorriu e respondeu: 
-Sou teu Amigo. Não Me conheces? 

A pequenita ficou intrigada e continuou: 
-Como podes ser meu Amigo se eu não Te conheço? 

- Tens razão. Tu ainda não Me conheces, mas Eu conheço-te muito bem. E estou sempre contigo. Sei o que pensas, sei o que dizes, sei o que fazes… O Meu nome é Jesus. Já sabes quem Sou? - interrogou-a. 

- Eu já ouvi falar de Ti!- respondeu a princesinha. 
  
-Vim até aqui, porque sei que estás a procurar saber o que é a morte- - disse-lhe Jesus. 

-E Tu podes ajudar-me? Sabes o que é a morte? E já agora, sabes o que é o céu? - a Sofia tinha muitas perguntas para as quais não conseguia encontrar resposta. Mas tinha a certeza que Jesus ia ajudá-la a esclarecer todas as suas dúvidas. 

- Bom, uma coisa de cada vez. Primeiro: és Minha amiga? - questionou Jesus.
- Sou, claro que sim. - respondeu de imediato a princesa. 

- Se és minha amiga, a morte é apenas uma porta para o Céu. Todas as pessoas um dia morrerão, mas a sua alma... 
-Alma?
- A alma é aquilo que nos faz pensar, sentir, amar.. essa (alma) entrará no céu. Compreendes? 

A pequena ficou pensativa e por fim disse: 
-Acho que estou a perceber. E o que é o céu?- perguntou. 

Jesus sorriu e disse-lhe: 
-Estás a ver este jardim? É bonito não é? Pois Eu digo-te o Céu é muito mais bonito que este jardim! No Céu só existem coisas boas. Temos a Mãe do Céu que nos mima muito; lá estão todas aquelas pessoas da tua família e amigos que são muito minhas amigas e que já morreram; no Céu experimentamos uma alegria transbordante, que nos faz saltar o coração… No Céu não existe tristeza, só felicidade. E essa felicidade é para sempre... 

- Sério? Então não percebo por que os meus pais estão tristes! O Céu é uma coisa boa!- concluiu a princesa Sofia 
Jesus enterneceu-se: 
- Sabes o que é a saudade? Aquilo que sentimos quando não vemos um amigo durante muito tempo? 

- Acho que sei. Não vejo a minha prima Teresa há muito tempo e sinto isso: saudades dela. - respondeu a pequena. 

Jesus continuou: 
- Os teus pais sabem que durante muito tempo não verão o avô José, por isso estão tristes, sentem saudades.. Mas no seu coração têm a certeza que quando chegarem ao céu o verão. Percebes? 

- Não sei se eles sabem que um dia irão voltar a ver o avô José, acho que é melhor correr a avisá-los. Talvez não fiquem tão tristes!  

A Princesa apressou-se para o castelo. Mas antes de sair do jardim olhou para trás e gritou a Jesus: 

- GOSTO MUITO DE TI, JESUS. VOU SER SEMPRE TUA AMIGA! 
  
  
FIM

P.S.- As nossas Princesas gostaram muito desta pequena história.