Família em Movimento

Família em Movimento

domingo, 23 de abril de 2017

Uma experiência que se tornou rotina


Há algum tempo atrás pai e mãe tiveram a ideia de fazer a experiência de ler o Evangelho à hora do jantar e depois conversar sobre este em conjunto com toda a família.

A experiência foi feita e já lá vão alguns meses.

As crianças da casa aderiram de forma surpreendente. 



Todos participamos no "debate" após a leitura, e cada um diz o ou os aspectos que lhe chamaram mais a atenção.

Até a benjamim participa com as suas perguntas inocentes e sempre muito interessada.

No outro dia sentámo-nos à mesa para jantar, fizemos a oração e depois continuámos a conversar sobre o dia de cada um, pois já o estávamos a fazer antes de nos sentarmos.

A mais pequenina pôs o dedo no ar (como se estivesse na escola) para falar, o pai deu-lhe então a palavra:

-Diz filha, podes falar.

- O Evangelho? Hoje ainda não lemos o Evangelho! - retorquiu a princesa.

- Pois não, mas vamos já fazê-lo. - disse o pai.

É engraçado como uma experiência se tornou rotina. Nada foi imposto. 
Com naturalidade esta prática foi entrando no nosso dia-a-dia e quando falta é notada.

Educar um filho é uma experiência única.
E se queremos que adquiram determinados hábitos e valores, diz-nos a nossa pouca experiência, que nós pais temos de ter esses hábitos e valores enraizados.

Pois, mais do que dizer é preciso SER e FAZER.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A nossa Páscoa

Olá amigos, que esta Páscoa tenha sido bem vivida e muito feliz.

A nossa Páscoa foi muito boa, graças a Deus.

Fomos para fora cá dentro, isto é, fomos para o concelho de Figueiró dos Vinhos, numa Aldeia perto de Figueiró. Que bom que foi passar estes quase seis dias unidos, muito unidos.

Pese embora a existência da televisão, nunca por nunca parámos diante dela o que é óptimo sinal. Revela quão bem preenchidos os dias foram. Uma paisagem muitíssimo bela diante da qual as pirralhas pularam, brincaram, jogaram, correram, saltaram à corda.
O filho mais velho recolheu-se na leitura (um livro chatinho que a escola impôs), sem contudo deixar de brincar. Por ser mais velho afasta-se das brincadeiras das irmãs (tão natural e ao mesmo tempo a fazer com que pensemos como tudo passa rápido) e ajuda os pais ou brinca e trata do grande Verdi, que andou louco de alegria por ter tanto espaço para correr.


OS NOSSOS DIAS

Todas as manhãs fomos às compras ao hiper. No Sábado, ao invés, fomos ao Mercado e vimos, após tantos anos, a venda de coelhos, pintainhos, galinhas, flores, entre tantas outras coisas. Um mercado a sério!
No Domingo visitámos Vila Facaia mas não encontrámos quem quisemos encontrar, "a alemã" que vende pão de sementes e pão doce muito bons. Neste domingo de Páscoa não estavam e não trouxemos os bons pães para casa.
Depois das compras, um café e um bolo com preferêncoa para os "bom bocado", a "cornocópia" e a "trança" fabulosa com goiaba e queijo.

E claro, a par, vivemos intensamente o tríduo pascal.


A CELEBRAÇÃO DO TRÍDUO PASCAL

Fomos para cima na Terça-feira depois do almoço tendo chegado à Aldeia pelas 17:30H. Nada tínhamos para comer pelo que fomos comprar o jantar e o almoço de Quarta-feira e bebemos um belíssimo café no Renatos, onde compramos os famosos bolinhos.
Na Quinta-feira, pelas 20:30H, celebrámos a Última Ceia e Instituição da Eucaristia, numa celebração presidida pelo Padre José. Foi uma celebração bonita e "sem hora"! Por via disso a nossa filhota mais nova, adormeceu :))


Na Sexta-feira, pelas 15H, estávamos presentes para a Procissão que percorreu as ruas de Figueiró. Achámos interessante a primeira paragem diante da Igreja onde um sacerdote, de nome António, fez uma homilia durinha, chamado os bois pelos nomes. Estão a imaginar a abordagem aos temas fracturantes da sociedade portuguesa, sem peias? Pois assim foi.


Pelo que apurámos, o Padre António foi convidado a co-presidir com o Padre José (o pároco) às cerimónias e foram excelentes. O Padre António pertencia a uma congregação, não sabendo nós qual. Retomando, prosseguiu a Procissão sempre acompanhada por centenas de pessoas, a banda filarmónica, os bombeiros e civis, sendo que estes carregaram os dois andores (Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores). Foi uma excelente manifestação do povo de Deus.

A comunidade esteve sempre presente. A Igreja esteve sempre cheia o que nos encheu de alegria. As pessoas foram acolhedoras e atentas. Lembramos particularmente uma senhora que por saber que ali não pertencíamos, cuidou de nos dar informações e ajudar a integrar a comunidade.

Por  último, a Vigília Pascal, celebrada novamente pelos sacerdotes José e António. A Igreja estava muitíssimo bem composta, atendendo a que a celebração iniciou às 22 Horas e as pessoas têm sempre a possibilidade de ir à Missa no Domingo de Páscoa.
A nossa mais nova ficou a dormir na Aldeia com os avós. Nós irrompemos com Jesus naquela que foi a noite das noites... a noite ditosa em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus.  Eis um pequeno trecho do Exsultet que foi muito bem cantado (e muitíssimo sentido) pelo Padre António.

Uma palavra para a oração do Terço diário, sempre rezado, sempre rezado em família. 


O REGRESSO

Foram quase seis dias fabulosos, de grande amizade, de grande união, de família, de Deus.
Ontem, lemos um texto antes de jantar e vir embora, a olhar o imenso arvoredo que a Aldeia nos proporcionou.

- Que estás a pensar pai?
- Que amanhã, quando acordar, não irei ver este verde. Estou a despedir-me e a agradecer a Deus este presente.

Pelas 20:50 Horas deixámos a Aldeia e antes da meia noite estávamos em casa.

Glória a Deus por esta dádiva e a Nossa Senhora da Boa Viagem por nos ter guardado como tesouro seu. Saímos todos mais fortes, próximos. E sim, com melhor vida interior. Deus Se manifesta como quer, quando quer, da forma que quer e a quem quer. Se o Evangelho é causa de alegria e causa de mudança radical... que nos impede de o viver à séria e dar (pela Palavra, pelo exemplo, pela vivência, pela unidade familiar, pela abertura à vida, pela frequência aos Sacramentos, pela oração...), a quem ainda não teve a dita de O conhecer?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Está quase a chegar o Tríduo Pascal deste ano



Está quase a chegar o Tríduo Pascal deste ano. 

O seu início vai acontecer «na Missa da Ceia do Senhor» (tarde de Quinta-Feira santa). Mas o Tríduo propriamente dito será a Sexta-Feira Santa (dia da paixão, morte e sepultura de Jesus), o Sábado Santo (dia em que o corpo de Cristo repousou no sepulcro) e o Domingo (dia da ressurreição e das primeiras aparições de Jesus). 

O coração pulsante do grande Mistério é a «Vigília Pascal, mãe de todas as santas vigílias».

A todos, Santa Páscoa.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Olá Lisboa

Olá Lisboa!

Hoje foi dia de visitar Lisboa, nomeadamente a Rua Augusta.

Que bom perceber que somos quase estrangeiros naquela rua, sinal de que os outros povos nos apreciam muito. Que bom ver Lisboa repleta de turistas à beira do Tejo, no caminho cuidado entre o Cais do Sodré e o Terreiro do Paço.

Talvez não fosse pior termos, nós próprios, sentimento de pertença a Lisboa, visitá-la, fazer dela local aprazível de recurso recorrente para passar uma bela tarde de sol e aproveitar tudo quanto nos proporciona.

Que bom foi lanchar na Confeitaria Nacional, na Praça da Figueira, fundada em 1829, um clássico de Lisboa e um símbolo nacional.

Que bom é descer a Augusta e entrar na Casa Pereira da Conceição e escolher o café em grão e pedir para o moer para trazermos para casa. E que bom é aquele lote da casa, que cheirinho bom. Vamos sempre comprar café a esta casa, de propósito. Já faz parte.

Que bom é visitar a nossa capital com os nossos filhos, dar-lhes esta noção real de amar o que é nosso para que sintam Lisboa como deles e que compreendam a riqueza patrimonial e a sua intacta beleza. E eles vão sempre com imenso gosto, nomeadamente no Natal, altura em que a Baixa lisboeta se torna um local mágico.

Infra, um vídeo do eterno Ribas (falecido em 23/03/2014) com o Tim e que a nossa pequenita canta sempre com imenso gosto. Olá Lisboa!

sábado, 8 de abril de 2017

Férias da Páscoa


Férias são férias. E se o pai e mãe tiram férias nas férias dos filhos, as férias são ainda melhores! Temos assim toda a família de férias!

O primeiro dia foi fabulástico! A pequena nunca havia ido ao Jardim Zoológico e o pai há muito o prometera. Não foi tarde nem cedo: fomos todos ao Zoo de Lisboa

Um reparo para a inexistência de Bilhete de Família. É francamente pesado visitar o Zoo em família em que a partir dos 13 anos os bilhetes custam 20,50 € e o preço entre os 3 e os 12 anos é de 14,50 €. Pesadíssimo.

Reparo feito, foi um dia fantástico para todos. A pequena vibrou, entre outros, com os golfinhos. A visita terminou com uma viagem de teleférico e um gelado da Olá. Dia cheio !


No dia seguinte foi dia de cinema. Almoço no McDonald´s para alegria dos miúdos e depois o novo filme dos Smurf´s, A Aldeia Perdida.

Hoje, o pai apresentou uma Palestra sobre o Plano de Vida - Missa, Oração e Terço, num Retiro que decorre em Telheiras. Foi um trabalho que preparou ao longo de um mês e, com a graça de Deus, de acordo com o feedback recebido, correu bem. Glória a Deus!

Os dias têm sido bons, bem vividos com alegria e cumplicidade que se exige numa família cristã e se Deus quiser assim continuarão. E podem e devem ser bons sem nos afastarmos do tempo que estamos a viver. Procuramos simultâneamente viver bem e conscientemente estes dias que antecedem a Páscoa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Em Tua casa - Crónicas de uma família católica



Caros amigos, já está disponível online, e brevemente nas bancas, o livro Em Tua Casa da nossa Teresa Power.


O livro parte das histórias do blogue Uma Família Católica, mas não só! 


Também conta muitas histórias inéditas!

Quem gosta de ler os blogues sobre família tem aqui um excelente meio de edificação pessoal e familiar.

Lembram o nosso post recente sobre serões em família? Por que não a leitura deste livro?? 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

BOLO!! 2º Aniversário do Blogue

2º Aniversário

Depois de há um ano termos celebrado o primeiro aniversário do nosso blogue temos o gosto de voltar a anunciar a celebração de mais um aniversário deste projecto, com muitas publicações, muitas visitas e tudo em torno da FAMÍLIA.

Viva a Família e um enorme OBRIGADO A TODOS os que nos visitam e animam a prosseguir.



sábado, 1 de abril de 2017

Rezar com o Carmelo de Fátima


Queridos amigos, tínhamos de partilhar convosco esta novidade. Sabeis o nosso amor ao Carmelo de Fátima e às Carmelitas. Então, partilhamos este tesouro convosco. 



Doravante é possível rezar Laudes (08:30H) e Vésperas (18:15H) com as Irmãs Carmelitas Descalças de Fátima por via de um link: CLICAR AQUI.

Se era uma profunda riqueza e alegria conseguirmos, a qualquer momento, estar em directo com a Capelinha (com especial foco às 21H para a oração do Terço), imaginais o quão felizes ficámos ao saber hoje esta novidade de podermos rezar em directo com as Irmãs que tanto queremos e amamos. 

É uma enorme graça, um tesouro extraordinário que nunca poderíamos guardar para nós. 
Partilhamo-lo alegremente convosco.

Uma partilha mais. As Irmãs dizem que ao Sábado (hoje!!) é muito bonito, uma vez que cantam com o Padres Carmelitas e entoam o cântico Salvé Regina a Nossa Senhora.

Esperando que fiquem tão felizes quanto nós, um até breve da FEM

quarta-feira, 29 de março de 2017

Os tribunais eclesiásticos

Uma curtíssima reflexão sobre a constituição dos tribunais eclesiásticos nas dioceses. Salvo melhor opinião, entendemos que os advogados católicos que queriam ou estejam disponíveis para prestar serviço à comunidade por via da integração ou acreditação nos tribunais eclesiásticos deverão ter os estudos, a sua formação, paga pela própria diocese que beneficiará com o seu serviço. 

Isto porque, para se estar acreditado nos tribunais eclesiásticos, carece (e bem) de formação, isto é, implica uma pós-graduação em direito canónico.

 Até aqui, tudo dentro da normalidade. O estranho, segundo nos informámos, é que a pós-graduação, que é cara, corre a expensas dos causídicos, ou seja, os advogados que se disponibilizem para o efeito terão de suportar os custos da sua própria formação e servirão, à priori,  pro bono - que significa pelo bem público ou em benefício do público -, a comunidade no futuro. Não se afigura justo. 

Entendemos que, das duas uma: ou as dioceses assumem capacidade e formam (se tal for viável, situação que ignoramos), ou as dioceses suportam os custos da pós-graduação em causa aos advogados que seriam escolhidos/propostos pelas paróquias, de acordo com critérios adequados que visem o perfil para desempenhar a função. É uma sugestão que aqui deixamos.

Entendemos, por último, que não deverão os sacerdotes substituir esta função de ouvir e enquadrar juridicamente o caso concreto porque, salvo excepções, não são juristas e, aqui sem excepção, não são casados, situação que nos parece exigível para melhor compreensão e juízo. A função dos sacerdotes, salvo melhor opinião, que respeitamos, será o encaminhamento das pessoas aos advogados acreditados nos tribunais eclesiásticos.

domingo, 26 de março de 2017

Serão de leitura em família

O ideia que temos de um serão em família não é, certamente, uma família muda a olhar para a televisão enquanto passa a telenovela.

Um serão em família é algo diferente, mas necessário.
Há um sem número de propostas para as famílias, promovendo a unidade, identidade e edificação.

O serão enquadra-se perfeitamente porque congrega. Mas que propomos? O que nos propuseram: uma noite de leitura, uma noite de leitura por semana, com a família junta, unida e focada.

Temos, actualmente, dois livros adquiridos para este fim. Não podiam ser muito infantis nem com contexto fora da idade da filha mais nova. Com esta ideia definida, fomos à Bertrand. 

Temos tudo para o serão familiar que se repetirá muitas noites. Nós, o Verdi, a lareira (ou não) e o livro.

Acresce a magia que sai das páginas dos contos que, certamente, fará com que os miúdos aprendam a gostar da leitura.

Propomos a quem nos lê esta meta: desligar a televisão uma vez por semana e, reunida a família, agarrar num livro (os clássicos, por exemplo) e lê-lo. Saborear o momento que será, lá mais à frente, quando eles forem homens e mulheres, recordado e repetido. É uma certeza. 

A este bom hábito chama-se educar

sábado, 25 de março de 2017

Não emigrámos!

Queridos amigos,

Queremos pedir desculpa pela nossa ausência. Efectivamente temos publicado poucos textos sobre nós ou sobre temas que visam a família. Não é por falta de assunto, pois o que não faltam são assuntos. Todavia, estamos a frequentar um curso para casais, o pai prepara uma palestra e estivemos muito envolvidos numa conferência, razão pela qual não temos estado tão presentes.

Mas iremos estar, com toda a certeza. Ainda com pendências, mas procuraremos estar por aqui com mais assiduidade, como no passado.

Curiosamente também as visitas diárias decrescem. É uma consequência inevitável. As pessoas vêm uma e outra vez e verificam o mesmo texto e pensam que emigrámos. Não, estamos por cá.

Até já! 

domingo, 19 de março de 2017

Professor Fraústo Ferreira em Conferência


O Professor José Fraústo Ferreira estará esta Quinta-feira, 23 de Março, na Paróquia de Pinhal de Frades para uma conferência sobre Como Educar no Século XXI.


A conferência terá início pelas 21 Horas.

A não perder.

sábado, 18 de março de 2017

A história de João, o leiteiro


Há uma história maravilhosa sobre João, o leiteiro.

Passou-se no Patronato de Santa Isabel. 

Um tal de João repartia pelo bairro os seus cântaros de leite com um carro de mão. O Padre Josemaria Escrivá que naquela hora estava no confessionário, ouvia todos os dias um ruído que quebrava o silêncio da manhã. 

Era o ruído típico daqueles antigos cântaros de leite. Até que um dia saiu para ver de que se tratava e encontrou à porta da igreja o João com os seus cântaros de leite. 

Todos os dias, ali mesmo à entrada da porta, dizia: Jesus, aqui está o João, o leiteiro.


Nessa data, o Padre Josemaria passou o dia a dizer a seguinte jaculatória: Senhor, aqui está este desgraçado, este sacerdote desgraçado que não te sabe amar como João, o leiteiro.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Momentos de Qualidade



Mais importante que escrever, é fazer. Mais importante que idealizar, é concretizar.
Este fim de semana fomos à Ópera, no âmbito da temporada lírica 2016/17 do Teatro Nacional de São Carlos


Há muitos meses que os bilhetes de Tristan und Isolde, de Wagner, estavam comprados. Isto porque, segundo a máxima, os bons momentos preparam-se.

Assim foi. Com a cooperação da família os meninos ficaram muitíssimo bem entregues libertando os pais para cinco horas fantásticas de boa ópera num elenco onde destacamos, necessariamente, Elisabete Matos como Isolde.

É muito bom que os denominados momentos de qualidade façam parte da vida dos casais e estas saídas, ainda que preparadas com a devida antecedência, ocorram com regularidade. Não o fazer é deixar que aquele virus que costuma corroer silenciosamente os casais, a rotina, deles tome conta até um desgaste tal que por vezes, infelizmente, se torna irreversível. 

sábado, 11 de março de 2017

Vitamina L



Queres ser bom pai? 
Sê bom marido. Ama muito a tua mulher.

Queres ser boa mãe? 
Sê boa esposa. Ama muito o teu marido.

O primeiro modo de amar os filhos é cuidar de amar muito o nosso cônjuge.

sábado, 4 de março de 2017

Pequenos almoços de Sábado


Bom dia!

O ritual repete-se. Todos os Sábados têm um pequeno almoço diferenciado e diverso dos tomados na azáfama da semana.

A pirralha mais pequena levanta-se mais cedo e caminha para a porta do quarto dos pais e fica de vigia como quem diz "não deixo que adormeçam"


Concretizado o levantar é hora de prosseguir. A mãe leva o Verdi à rua e o pai veste-se e mete-se no carro para ir comprar o jornal Expresso, beber café e trazer os pastéis de nata para o pequeno almoço da família.

Quando chega a casa é a festa da pequenada, deserta por beber o "leite quentinho com um pastel de nata".

Bem sabemos que é coisa pequena. Mas a alegria nem sempre reside nas coisas grandes.

E tanto assim é que, enquanto eram escritas estas linhas, a filhota do meio veio dar um beijo com um sorriso e agradeceu o bolo. Respondemos que não tinha de agradecer pese embora gostemos de o ouvir pois educamo-los  a serem agradecidos até nas pequenas coisas. 

Reiteramos, a alegria não reside nas grandes coisas. Pequenos gestos de amor fazem bem mais. Estes pequenos almoços de Sábado são sempre prazerosos e o ritual é parte integrante. Até a espera pelo pai é gostosa. Pequenas coisas, grandes sorrisos. Tudo isto contribui para a harmonia da família. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Quaresma por aqui

Ontem começou o tempo da Quaresma e cá por casa decidimos mais uma vez ajudar Jesus a levar a cruz, com os nossos pequenos actos de amor.

Embora durante o resto do ano tenhamos continuado a fazer pequenos gestos de amor a Jesus, e tenhamos enchido e vazado várias vezes o nosso copinho, este tempo é mais propício.

No dia de ontem,  as refeições foram muito simples sem grandes condimentos. Conversámos sobre como poderíamos assinalar o dia de Quarta-feira de Cinzas. 

Então, o filho mais velho que no Clube Xénon teve uma catequese sobre o que é a Quaresma e como a viver santamente, explicou às irmãs (apenas a mais crescida percebeu!) a diferença entre jejum e abstinência e, sem publicitar o que iria fazer, percebemos que comeu menos às refeições e que não lanchou.

Já depois da hora do lanche veio até à cozinha e disse-me:
- Tenho um bocadinho de fome, mãe. Mas não queria comer. O que achas que devo fazer? 

- Bem, vamos pensar. Se tens fome podes sempre comer algo que não te apeteça tanto. O que gostarias de comer? - perguntei

- Talvez um iogurte.

- Porque não bebes um copo de leite? E comes pão com manteiga. - sugeri

O filho grande ficou pensativo e depois disse:

- Vou beber um copo de leite. Chega

Bebeu o leite e foi embora sem comer mais nada.

As manas decidiram não se deliciarem com as suas duas gomas que costumam comer depois do almoço e oferecer a Jesus.

A mais crescida fê-lo. 

A benjamim olhou para as gomas e disse:
- Em vez das duas gomas posso oferecer só uma a Jesus e como a outra?

- Podes. Isso é entre ti e Jesus, mais ninguém. - respondi.

E a pequenina fez o esforço de comer apenas uma goma. Que, para quem é gulosa, não é fácil!

Ao final da tarde, rumámos à Missa da imposição das cinzas numa paróquia vizinha e gostámos muito.

E para juntar ao Evangelho que lemos diariamente à hora do jantar, adquirimos após a Celebração da Eucaristia o livro "Rezar na Quaresma. 40 dias de caminho." das Edições Salesianas, que nos ajudará neste caminho em família até à Páscoa.


"Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos" 
(Joel 2,12-18)

"Quarenta dias de caminho até à Páscoa.
Quarenta dias para consertar a vida,
para purificar o coração,
para aprender a viver e a amar à maneira de Jesus."

(in Rezar na Quaresma, 1 de Março, 4ª feira de cinzas)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Fátima será sempre o nosso refúgio



Olá a todos!

Conforme escrevemos nas anteriores publicações fomos em família a Fátima. E desta vez o Verdi acompanhou-nos. Portou-se muito bem.


Fizemos o que tínhamos a fazer e isso é o mais importante. No fim de semana (completo), estivemos na Capelinha na Santa Missa como no Terço e Procissão das Velas. Estivemos junto do Senhor, na Capela do Santíssimo Sacramento. Missa dominical no Carmelo de Fátima onde ouvir os cânticos das Irmãs é um bálsamo para qualquer alma. Mas não só.


Fátima é cheiro. Fátima é oração. Fátima é conversão. Fátima é esperança. Fátima é sonho. Fátima é alegria na ida e tristeza enorme no regresso. Fátima é mergulho certo no Tu e Eu com Jesus, por Maria. Fátima é confiar à Senhora quem amamos porque Ela pode sempre mais. Fátima é sempre novidade. Fátima é proximidade com o Carmelo e com as Carmelitas que amamos.


 Enfim... Fátima é tanto e tanto que não adjectivamos como gostaríamos.


Se nos saísse um prémio no euromilhões, além de muitas obras que certamente concretizaríamos junto de pessoas e instituições, gostaríamos de ter um apartamento em Fátima perto do Santuário para estarmos mais vezes em terras de Santa Maria. Para uma família crescidinha como a nossa, um fim de semana é oneroso. Mas porque (todos) somos marianos e Fátima diz-nos tanto, de quando em quando rumamos até lá e isso faz-nos um bem enorme.  

E porque amamos a Família e a nossa missão de vida e em concreto neste Blogue é dela falar e procurar edificar todas as famílias que connosco privam, não esquecemos a Missa na Capelinha onde três casais celebraram com imensa alegria os 50 anos de união, as bodas de ouro. Foi um momento muito bonito que nos edificou e que nos animou a prosseguir este nosso caminho.

Fátima é e será sempre o nosso refúgio.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Uma Santa Teresinha

Na nossa visita a Fátima estivémos com as nossas muito queridas Irmãs Carmelitas, que são parte da nossa Família do Coração.

Nesse encontro a nossa benjamim esteve à conversa com a Irmã Ana de Santa Maria. No final, a Irmã sem que a pequenina se apercebesse deu-nos uns livrinhos para ela colorir com mensagens de Santa Teresinha*.


Já em casa entreguei-lhe os livros e disse-lhe que a Irmã Ana os tinha mandado para ela, ao que a pequenina perguntou:

- Quando é que a Irmã Ana te deu os livros que eu não vi?

Respondi-lhe:

- Quando foste à porta ver se chovia ou se estava alguém!

- Ah, enganaram-me! Era para fazer uma surpresa, não era?

- Sim, era. - respondi.

- A Irmã Ana é mesmo simpática e gosta mesmo de mim!

Depois esteve a ver e a folhear os livros. Quando chegou à contracapa viu a fotografia de Santa Teresinha com 8 anos, observou e disse-me:



- Olha a Santa Teresinha é mesmo parecida comigo... até tem caracóis aqui à frente (na testa) como eu! Eu também sou uma santa Teresinha, pois sou mãe?

- Se fores muito amiga de Jesus, também serás uma santa Teresinha!- disse-lhe

Respondeu prontamente a benjamim:

- Eu já sou amiga de Jesus, por isso sou uma Santa Teresinha!

E com esta resposta desarmou-me.

*Estes livrinhos "Rezar a pintar com Teresinha do Menino Jesus" estão disponíveis para venda no Carmelo de São José de Fátima. Importa frisar que os desenhos dos livros foram feitos por uma Irmã Carmelita do Carmelo de Fátima.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Um plus



O texto sobre a nossa ida a Fátima será escrito em breve. E desta vez o Verdi também foi.

Sem embargo, gostaríamos de partilhar uma curtíssima meditação que, mais do que palavras, deverá constituir uma meditação mais séria em cada um. É essa a proposta que lançamos.

Pois bem, Deus acrescenta-nos sempre algo. Meditámos no nosso consorte, o nosso marido ou a nossa mulher, e pensámos que para cada um de nós Deus havia preferido, entre tantos milhões, aquele ou aquela pessoa para connosco constituir família. 

Por isso se diz que Deus só sabe contar até um.



Depois os filhos. Cada filho é um plus nas nossa vidas. Quão triste seríamos se não existissem porque eles são a nossa própria história de amor.

Mas... quando não podemos ter filhos e tal impedimento não é gerado pelo egoísmo, é igualmente uma benção. Deus assim quer. Muito bem, assim seja. Ainda que não tenhamos os nossos filhos, Deus acrescentará valor. Algo virá porque Deus só sabe contar até um e olha-nos um a um.

Conhecemos um casal que nunca teve filhos e sempre o lamentaram. Mas Deus deu-lhes tantos afilhados que têm sempre crianças ao seu redor. 

Gostamos de pensar que somos marionetas nas mãos do Criador. E a sabedoria é deixar que Ele opere, sem resistirmos, sem resmungarmos, sem cair na tristeza que é aliada do inimigo.

Ser-se marioneta de Deus é de uma profundidade extraordinária.

Há dias atrás uma pessoa foi-nos encaminhada por um problema que aqui não importa mencionar. Mas esse problema não era o pior dos seus problemas. E nós ajudámos sobre o pior dos seus problemas que, se Deus assim o quiser, terá dentro de dias o seu fim. E se assim for os problemas desta pessoa cessarão. Deus geriu como quis. Encaminhou tudo até ser obtido um fim.
Benditas marionetas!

Que bom sermos instrumentos do Criador que em tudo acrescenta algo mais. Até da dor, da doença. Nada em Deus cai num saco roto. Tudo concorre para o bem.

Queridos amigos, pensemos bem quantas vezes o Criador nos deu um plus, quantas vezes acrescentou valor à nossa vida. Pensemos de igual modo quão gratos, gratíssimos!!, devemos ser. E ainda mais, como agradecer. Porque Deus é atento aos que lhe são gratos.

Quando Jesus curou dez leprosos e apenas um (samaritano) regressou para agradecer, Jesus disse:

«Não foram dez os que ficaram purificados? Onde estão os outros nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?...» 1

Caros amigos, agradeçamos a nossa família todos os dias da nossa vida e confiemos os nossos filhos a São Rafael Arcanjo e a São João, o jovem discípulo valente e sem medo que acompanhou o Mestre até ao fim, sem cedências.

1 Lucas 17 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A casa da Mãe

Já alguma vez pensámos em como é bom ir a casa da Mãe quando já somos crescidos e temos a nossa vida organizada?

A mãe mima-nos com a comida que mais gostamos, faz sobremesas maravilhosas e não nos deixa fazer nada, apenas quer estar na nossa companhia. É tão bom!

No dia-a-dia vamos falando com a mãe pelo telefone, via sms, whatsApp... mas a visita a casa da mãe é tão saborosa.

Fazendo a analogia, por aqui rezamos o terço todos os dias. Falamos com a Mãe várias vezes ao dia, nem que seja apenas para deitar um olhar a uma imagem Sua.


Mas ir à casa da Mãe é tão bom!

Temos o hábito de ir a Fátima algumas vezes no ano. 

Ficamos ansiosos com o momento da chegada, com o encontro na Capelinha, sentimos uma alegria enorme a transbordar no coração, temos a sensação de voltar a ser crianças com a Mãe por perto.


E é engraçado como transmitimos isto aos nossos filhos sem nada fazer para isso, eles apenas vêem como os pais amam a Mãe do Céu e têm um gosto tão grande em ir a Fátima.

Como tal, quando anunciamos uma ida à casa da Mãe é uma alegria enorme. Os pequenos contam os dias que faltam para partirmos e ficam ansiosos com a chegada a Fátima.

A benjamim pergunta sempre se "vamos às velas rezar o terço, para ver a Nossa Senhora a sair do quadrado?". E o que a pequena canta na procissão!

E nós pais ficamos enternecidos com o amor que os nossos filhos têm à Mãe do Céu.

O amor às coisas do céu não se ensina, vive-se, sente-se e acende-se.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O casal

Não devemos esquecer que uma família é composta pelo pai, pela mãe e, se Deus assim o tiver querido, pelos filhos.

Os filhos são sempre uma benção e deles falamos, escrevemos, partilhamos. Mas não esquecer nunca que pai e mãe existem para si.

Aristóteles disse que o amor é querer o bem do outro. É um conceito bonito e que nos ajuda a viver fora do nosso "eu" fazendo da nossa relação uma relação madura e melhor vivida.


O nosso texto de hoje é para o casal.

Há cinco crivos a ter em conta na relação a dois:

·         Concretizar momentos de diálogo
      É impossível conviver sem diálogo. E pensar que o outro adivinha é um erro tremendo. Há dicas para fazer um bom diálogo mas isso fica para outro post. Sem embargo, nos diálogos deve-se falar das coisas triviais como das coisas que importam. E que tal prever a semana que segue, ajustando horários para não constituir focos de tensão. A ordem e o planeamento são uma boa solução para as crises de stress que existem quando nada se planeia...

·        Prever saídas
   Todos os casais devem prever saídas e estas devem ser em família. Constituirão momentos de qualidade. Uma ida ao cinema, ao teatro. Um passeio à praia. Ir ver o mar. E o Domingo é tão bom para isso acontecer... 

·        Actividades a dois
    Os casais devem ter actividades a dois, algo que gere cumplicidade. Há quem goste de dança. Pois bem, eis uma solução. Há quem goste de correr. Há quem goste de caminhar. Colocar a inteligência a funcionar para perceber que actividade a dois potencia alegria e cumplicidade.

·        Haver, pelo menos, um fim de semana a dois em casal
      Um fim de semana por ano é pouco. Mas se não se conseguir melhor, pelo menos um. E nesse fim de semana sem os filhos aproveite-se para dialogar, rir, viver os denominados momentos de qualidade e namorar.

·        Repartição de tarefas mas numa base solidária e nunca matemática
     Nem ela fazer tudo nem ele nada fazer. As tarefas devem ser abordadas previamente num bom diálogo e depois de gizadas colocadas em prática. Uma nota importante é a distribuição ser de base solidária (sim, solidária) e nunca matemática. Nunca entre o casal surja a conta "Limpei o pó e fiz a refeição e ele nada. Querido marido, o lixo e as camas são para ti que já fiz duas coisas e tu nenhuma". Se as tarefas forem distribuídas assim ou se nem sequer divisão houver, não espantará que o casamento não funcione muito bem.