Família em Movimento

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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sou-vos muito agradecido

A cirurgia correu muito bem e menos de 24 horas depois de realizada tive alta médica.

Neurocirurgião, anestesista, demais médicos, enfermeiros e auxiliares foram excelentes profissionais. 

A Unção do doentes e a correspondência enorme por parte dos meus amigos sacerdotes, dos meus amigos católicos, da minha família católica, dos meus amigos não católicos que a meu pedido rezaram uma Avé-Maria por mim, a correspondência das minhas queridas Irmãs Carmelitas e inclusive a oração das pessoas que lêem o Blogue Família em Movimento tornaram tudo mais fácil.


A cirurgia foi oferecida por uma pessoa. Talvez agora compreenda a razão da Venerável Montse Grases não ter agarrado o meu caso, uma vez que tanto lhe pedi. Sempre disse ao meu Director Espiritual que todas as causas têm uma causa e eu queria ser a sua causa. E rezei por isso.
Contudo, a cirurgia tinha mesmo de ser realizada e oferecida por uma pessoa concreta. Era a vontade de Deus. O Senhor assim providenciou.

Um obrigado enorme a todos os que estiveram comigo. 
Um obrigado enorme à minha família. Incansáveis.
Um obrigado enorme às minhas outras duas famílias. Got it?
Um obrigado enorme aos que cuidaram de mim. 
Um obrigado enorme aos que por mim rezaram. 
Um obrigado enorme a quem deu apoio à minha família. 
Um obrigado enorme a quem me telefonou.
Um enorme obrigado a quem me escreveu.
Um obrigado enorme a quem me visitou. 
Um obrigado enorme ao senhor Jorge que me levou a comunhão ao quarto do hospital, 
Um obrigado enorme ao médico que me encaminhou para os médicos que me trataram. 
Por fim, um obrigado enorme a quem me operou.

Que Deus abençoe a todos.

Menos de 24 Horas após a realização da cirurgia tive alta médica tendo regressado a casa. Sei que o sucesso esteve relacionado com a categoria dos profissionais que me trataram mas igualmente pelas muitas orações feitas em missas, terços, mortificações, recolecções e orações várias. Tenho certeza que o Senhor esteve no bloco operatório auxiliando os médicos que fizeram tão bem o seu bom trabalho.

Obrigado a todos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

20.IX.2016

 Quero o que quereis, quero porque o quereis, quero como o quereis, quero enquanto quiserdes.


Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas. Amén.

Amigos, uma Avé-Maria por nós nesta data. Obrigado.

FEM

domingo, 18 de setembro de 2016

Contem-me histórias daquilo que eu não vi

Uma comunidade cristã...

Uma comunidade que não fosse mesquinha...

Uma comunidade onde não existissem quintais...

Uma comunidade preocupada com o seu semelhante...

Uma comunidade em que o Padre fosse Pastor...

Uma comunidade que não fosse - tantas vezes - feira de vaidades...

Uma comunidade orante...

Uma comunidade onde as pessoas soubessem o nome das outras...

Uma comunidade onde se rezasse por quem sofre...

Uma comunidade que lembrasse dos fiéis defuntos que um dia a integraram...

Uma comunidade sem ascendente de algumas pessoas...

Uma comunidade com multiplicidade de carismas...

Uma comunidade que fomentasse a integração das crianças na Santa Missa além da obrigatoriedade da catequese até conclusão do objectivo estipulado pelos progenitores dando-se posterior deserção...

Uma comunidade em que os escuteiros além de cantarem melodias delico-doces, assumissem a sua condição cristã todas as semanas...

Uma comunidade em que o Verão e férias escolares não trouxessem o deserto juvenil...

Uma comunidade onde os problemas de cada um fossem rezados...

Uma comunidade onde se fomentasse a prática da Santa Missa diária...

Uma comunidade que fomentasse a prática do sacramento da confissão...

Que raio... quem reza por mim? E por quem rezo eu?
Quem sabe o meu nome. E eu sei o nome de quem?
Ninguém tem problemas? Ninguém precisa das minhas mortificações?
Acaso ocorre à comunidade que eu preciso das suas  orações e mortificações?
Alguém me conhece? Quem conheço eu?
No pasa nada!

Ninguém de mim sabe. Nem o Padre. E eu não sei de ninguém. Mas adivinho existirem pessoas com problemas. E a comunidade não reza por elas. Ou será que reza e apenas eu não sei? Prefiro acreditar que sim. 

Não me valem e não lhes valho. É uma pena...
O que é uma comunidade estanque  em si mesma?
Ao fim e ao cabo... o que é uma comunidade se não o é efectivamente?

Contem-me histórias daquilo que eu não vi... 
Ou melhor, vi. Mas não aqui.

Unção dos enfermos é multivitamínico espiritual.

São Tiago na sua Epístola:
Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja e que estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. 
A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados (Tg 5, 14-15).

Assim o fiz no dia de ontem para preparar o que aí vem. Os meus agradecimentos ao Reverendo Padre João Luís.

Que perdoem a ousadia, mas diria que este sacramento é um multivitamínico espiritual
Mais forte e robusto... estou pronto! 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

The Voice

Conhecemos pessoalmente o Senhor Armando.

Gosta particularmente dos nossos Santos para Brincar.

Dizem dele ser um homem muito santo

Agora que escrevemos, lembramos o seu sorriso e o da tia quando, em Fátima, diante deles, nos afirmámos família numerosa. Logo a eles que têm familias verdadeiramente numerosas...


Penso que a partir dali derivámos para a sub-espécie de família numerosa de Lisboa, que - salvo as honrosas excepções - é mais curta no número de elementos.


No dia seguinte escrevemos um e-mail à família Mendes não apenas para elogiar a actuação da pequiena Filomena como também pelo enorme testemunho de família numerosa e unida que deram a um país inteiro. Recebemos prontamente a simpática resposta.

Voltando ao concurso, o jurado Anselmo Ralph disse «isto é que é uma família!».

Agora publicamente, escrevemos com muita satisfação que esta família está de parabéns pelo enorme testemunho de família cristã. Que maravilha.

Para quem os quiser conhecer, esta família gere o Solar da Marta, em Fátima.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Domingo passou de "Dia do Senhor" para "dia de relaxo"


Sempre me fez confusão ver alguns católicos vestidos de fato e gravata na Missa.

Provavelmente tanta quanto lhes faz verem-me de ganga e T-shirt.

De igual modo, no Oratório procuro ir de camisa para não chocar com os demais.

Mas esses demais vestem-se de fato e gravata ou mesmo um polo ou blazer. 

Nunca destoam e estão sempre bem.


Confesso nunca ter ligado verdadeiramente ao vestuário e inclusive passei uma vergonha quando num retiro auxiliei um sacerdote numa "Benção do Santíssimo" sem cuidar do dress code..

Sempre pensei serem coisas desta malta mais engravatada. Mas também sou desse rol devido à minha profissão.

Eis que o burrinho me ensinou mais uma coisa. Como sabem leio as "Lições do burro" escrito pelo Doutor Hugo de Azevedo. E reitero: comprem e leiam-no pois aprenderão muitíssimo.

No que concerne à vestimenta, ensina-nos o livro que a elegância é um valor, expressão indispensável da nossa dignidade. Ninguém tem obrigação de ser bonito mas todos devem ser elegantes.

São Josemaria dizia aos casados para nunca perderem a elegância. E em que consiste? Ser elegante consiste em vestir de tal modo que nos sintamos à vontade no ambiente em que estivermos, ensina-nos o burrito.

Prossegue o livro. Nos últimos anos os católicos vestem-se de passeio ou de desporto para assistir à Missa aos Domingos, reservando a "correcção" para o trabalho e os negócios.

Assim - escreve o Doutor Azevedo - só pode significar que o Domingo passou de "Dia do Senhor" para "dia de relaxo". Que se desleixe a elegância pessoal quando se participa do Santíssimo Sacrifício da Missa é lamentável.

Confesso que o burrico, essa enorme personagem deste livro, me ensinou algo e eu jamais poderia deixar de partilhar convosco.

Quando era miúdo dizia ao João Paulo (que é feito de ti, meu caro?) que, se nos vestimos a rigor para falar com o Presidente de uma Câmara, por que não termos cuidados acrescidos quando visitamos a casa do Pai para a celebração da Missa?

Depois com o tempo fui relaxando e até critiquei a postura nobre de alguns. Ao longo destes dez anos fui aceitando e convivendo a situação de alguns aqui citados sem assumir eu essa postura.

Eis que um capítulo de um livro me faz mudar o pensamento. Creio assim que já este Domingo terei todo o cuidado e apresentar-me-ei muito elegante junto do meu Senhor.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Os retiros dos jovens católicos

De quando em quando passamos por locais que nos lembram o passado, o início do namoro, o início da vida cristã.

Há dias comentávamos os nossos retiros e da sua importância. 

Comentávamos igualmente que na nossa paróquia não há um grupo de jovens pelo que os nossos filhos cresciam sem oportunidade de crescer em retiro.


Foi com elevada satisfação com que recebemos o contacto de um director do Clube Xénon a perguntar se o nosso mais velho não teria gosto em fazer um retiro de silêncio.

A decisão de filho e pais foi em sentido único: SIM!

No nosso grupo de jovens estavam muitos rapazes e raparigas. Nem todos aqueles jovens abraçam hoje Jesus Cristo. Mas para quem escreve este texto os retiros foram muito importantes. Aliás, foi num retiro que nós iniciámos um caminho lindo e fecundo até hoje. Foi num retiro que o pai leu pela primeira vez uns textos bíblicos que o tocaram rumo à conversão.

Este caminho que o Xénon proporciona tem sido fundamental. Ponto de encontro com Deus, ponto de crescimento pessoal e espiritual, ponto de convívio com outros rapazes católicos, ponto de meditação com directores, ponto de evolução como homem e ponto de harmonia com a família.

domingo, 11 de setembro de 2016

Meter Deus em tudo

Lemos em casal mais um capítulo do livro As mãos de Deus, de António Vazquez.

A leitura aludia à unidade de vida do cristão. 

Tal como disse São Josemaria Escrivá, o cristão não deve ser um esquizofrénico. 

Então, meter Deus em tudo é a solução.


O principal é a oração. Iniciamos com uma breve jaculatória (no meu telemóvel tenho uma lista de jaculatórias e escolho uma consoante a dedicação do dia). Depois evoluímos para a oração, que mais não é que uma conversa espontânea entre nós e Ele. E essa conversa vai sendo feita hoje, amanhã, depois... uma vez, duas vezes, três vezes.... vamos sentindo a presença de Deus na nossa vida com suavidade e exigência. Detesto as figuras delicodoces do Senhor porque Ele não é assim. Amou-nos até à morte e morte de cruz. Como tal, exige-nos. 

Retomando, essa conduta terá como consequência a necessidade dos Sacramentos. Por outro lado, assumimos de tal maneira um compromisso com o Senhor que o nosso coração deixa de ser igual. Leva o seu tempo, mas Deus transforma-nos.

O oferecimento do nosso trabalho (bem feito, bem feito...) é igual e cumulativo caminho de santificação. Essa santificação leva-nos a depender do Senhor e a entregar-lhe tudo. O tudo é uma totalidade que abarca o bom e o menos bom, na certeza de que nunca estamos sós.

Depois... é ter Deus connosco em todas as circunstâncias porque o Senhor faz-Se presente em todos os ambientes. 

Nessa vivência, façamos pequenas renúncias. O Senhor aprecia.

Vou dar um pequeno exemplo ocorrido ontem. Quando vou a futebol com o mais velho trago sempre pães com chouriço para a família. Agradecem sempre a lembrança!
Onde deixamos o carro estacionado há sempre um vendedor. Dizer que eu e ele comemos os nossos pães ali mesmo, pois a fome é sempre muita e ainda temos o caminho de regresso a casa por fazer. 
Curiosamente, ontem deixámos o carro estacionado num outro ponto que não o habitual. 
Os derradeiros 10 minutos de jogo foram consumidos pela ideia de que me esperava um pão quente, coberto de farinha e com chouriço no interior para devorar à saída do estádio. Com o bom resultado da equipa ía que nem ginjas... Mas à saída do estádio pensei... compro apenas quatro. Abdico de comer o meu. O mais novo come o seu e levo os outros três para casa.
Queria mesmo aquele pão. Queria-o verdadeiramente. Mas estava decidido a oferecer o sacrifício ao Senhor. Infelizmente, não vimos nenhum vendedor ao longo daquele novo e pontual trajecto. Logo, não me mortifiquei. Mas tive a firme decisão de o fazer.

Há mais exemplos. Beber o café sem açúcar. Esperar um minuto antes de beber água quando temos sede e o copo repleto de água fresca à nossa frente. Comer mais do que gostamos menos e menos do que gostamos mais. Há muito para oferecer.

O que pretendo escrever é que o objectivo de meter Deus em tudo passa igualmente por Lhe oferecer pequenos presentes, pequenas renúncias. Vivê-las em conjunto com a prática sacramental e com a oração reiterada, é um bom caminho rumo à unidade de vida.

Não devemos esquecer a necessidade de sermos acompanhados por um sacerdote. Eu tenho a dita de ter dois directores que me orientam.

Cada caminhante siga o seu caminho. Nós encontrámos o nosso.

FEM

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Pequeno Testemunho

Hoje foi dia de forrar os livros escolares bem como etiquetar todo o material. O entusiasmo neste início de ano lectivo é grande e o desejo de estrear o material enorme.

À semelhança do ano lectivo anterior juntámos todo o material que restou no final da escola e avaliámos o que seria realmente necessário comprar.

Preparámos tudo.

As meninas, depois das mochilas preparadas quiseram dar-lhe um toque pessoal.

A princesa mais velha foi buscar uma medalha de Nossa Senhora do Carmo que a querida Irmã Ana lhe ofereceu numa das nossas visitas ao Carmelo e que já a acompanhou no ano anterior na sua mochila.


A nossa menina confidenciou que costuma colocar a medalha em cima da secretária em dia de testes e que de vez em quando a olha para pedir à Mãe do Céu ajuda.

A benjamim que não quis ficar para trás, também quis colocar na sua mochila uma medalha.


Sem saber bem que medalha colocar, pus-me a pensar e lembrei-me de uma que a pequenina gosta particularmente: Santa Teresinha do Menino Jesus.

A pequena princesa ficou radiante com a ideia e enquanto colocava no fecho da mochila a medalha disse-me:

- Agora todos os meus amigos vão ver a minha Santa Teresinha! E ela vai comigo para a escola! Boa mãe!

Fiquei a pensar nestas duas medalhas tão pequenas que as meninas fizeram questão de colocar na mala da escola são um pequeno testemunho para fora do que somos.

As princesas da casa sentem a presença de Nossa Senhora e dos Santos nas suas vidas e têm-nos como amigos, companheiros. E são-no de verdade.

Não sentem vergonha ou constrangimento em mostrarem o que são: cristãs católicas.
Sentem alegria e essa alegria transborda para os outros.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Como o Pai Nosso nos compromete

No decorrer da tarde de hoje, estava a coser Santos para brincar e ao mesmo tempo ouvia a meditação da aplicação Passo a Rezar. O filho mais velho aproximou-se e perguntou-me:

- O que estás a ouvir, mãe?

- Estou a ouvir o Passo a Rezar de hoje. - respondi.

- Isso é uma meditação? - voltou a perguntar

- Sim é.

- No Xénon também temos meditações com o Padre. Lembro-me de uma meditação em particular  que de vez em quando me faz pensar.

Pus a meditação que estava a ouvir na pausa e questionei-o:



- Sobre o quê? 

- Sobre o Pai Nosso. O Padre fez-nos pensar em como nos comprometemos com Deus quando rezamos o Pai Nosso.

- Podes explicar-me? - pedi-lhe com o desejo que ele partilhasse comigo a sua reflexão.



- Quando rezamos o Pai Nosso dizemos Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido... Já alguma vez pensaste em como nos comprometemos com esta frase, mãe?

- Tens razão. O que te faz pensar esta frase? - perguntei pronta para ouvir a sua explicação.

- Eu peço a Deus que perdoe as minhas ofensas como eu perdoo a quem me ofende... significa que se quero que Deus me perdoe sempre as minhas ofensas, também devo perdoar sempre quem me ofende e isso nem sempre acontece. Faz-me pensar... 

- Ainda bem que te faz pensar, porque o céu de cada um de nós depende disso. Fico contente que penses e reflitas sobre as meditações que tens oportunidade de ouvir, que te ajudem a ter intimidade com Jesus.

Agradeci ao filho grande este momento de reflexão em conjunto. Agradeci também a Jesus por me ter dado a perceber através desta conversa a forma como vai "espicaçando" o nosso menino.

Confesso que experimentei um profundo sentimento de felicidade interior por saber que o nosso filho pensa, reflete e interioriza as coisas de Deus Pai.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Lázaro...

Decorria a transmissão televisiva da canonização da Madre Teresa quando gritámos:

- Meninos, venham todos!

Eles subiram a escada e encontraram-nos com os olhos vermelhos. Nada disseram mas perceberam que as lágrimas haviam visitado os pais ainda que tivéssemos procurado conter.

Puxámos a transmissão para trás e ouvimos novamente a história que o comentador da RTP  contava de forma eloquente.
Reza que nas ruas de Calcutá a Madre Teresa encontrou uma Senhora (permitam que coloquemos propositadamente maiúscula em Senhora) muito idosa, moribunda e prestes a partir para o Céu.

A Madre carregou-a até casa. Deu-lhe um banho de água morna, tratou as feridas e as pernas corroídas das ratazanas e deitou-a numa caminha.

Disse-lhe a Senhora: «Madre, é a primeira vez que este corpo se deita entre lençóis. Vivi toda a vida como um animal mas morro como um ser humano».

Disse-lhe tal frase com um sorriso e partiu.

Sim, era imperativo que esta história fosse partilhada, sentida e chorada. 
O choro é um dos sorrisos da alma limpa.

sábado, 3 de setembro de 2016

Sorrir

- Tens dores?
- Não. Obrigado por perguntares.

A resposta é sempre negativa à pergunta dos meninos e sempre dada com um sorriso. As dores nunca existem quando a pergunta me é feita. Nego a evidência para que não haja preocupação dos meus filhos. Só o mais velho não se deixa enganar.

É assim que tenho vivido estes dois meses, com um sorriso.

Pensei nada escrever porque podia ser mal interpretado mas entendi ser dever e testemunho para fora.

De que valeria fazer de coitadinho e lamechas? Para obter pena ou consolo?

Bah! Não é essa a massa de que sou feito. Nem eu nem os cristãos. 
Temos arcaboiço para muito mais. Venham elas!

Por outro lado e muito importante, por que não devo sorrir se tenho uma família assim? Quem tem família não pode ter razões para não sorrir mesmo que a vida, por instantes, seja mais difícil. 

É tão bom sentir a genuína preocupação dos miúdos e a genuína vontade de lhes fazer dissipar qualquer preocupação. Eis o amor.

Simultaneamente é tão gostoso sentirmos o amor, a preocupação e a enorme dedicação do nosso amado cônjuge. Uma família assim é um porto de abrigo assente em rochas firmes que não nos permitem vacilar ou ser medíocres quando algo não corre tão bem quanto gostaríamos.

O problema terá de ser solucionado e resolvido. Até lá, devo aproveitar todos os "ais" e fazer deles um significado. Como? Oferecendo. 

A debilidade momentânea pode, deve e é aproveitada por algo maior. Três são as intenções que ficam à guarda destas benditas dores. Sem elas, teria mais dificuldade em encontrar uma mortificação "como deve ser" para oferecer. Assim, Deus facilita-me a vida.

Tenho a confiança de acreditar cegamente de que se passo o que passo é porque Deus o permite e pretende que daqui brotem coisas bonitas.

Há uns anos atrás ofereci uma cirurgia pela cura de um amigo. Nunca lhe disse ou se disse ele não terá ligado patavina, porque não entende estas coisas que nós, cristãos, entendemos. Está curado. Tenho certeza que a minha cirurgia terá dado algo (ainda que pouco) ao Sérgio. Deus saberá o quanto.

Nesta situação actual, quando as dores começaram ser mais fortes e menos toleradas, pedi a intervenção de Montse Grases. Todos as causas têm uma causa. Como tal, dei-lhe o meu problema. Passaram alguns meses e a situação agravou. A nossa queridíssima, a Venerável Montse, não quis agarrar a minha cura. Provavelmente Deus terá para ela algo que valha a pena, algures por aí, no tempo que entender oportuno.

Perante a ausência da Montse - confesso que quis muito ser o seu caso rumo à beatificação - procurei humildemente compreender que Deus me queria dar algo diferente. Neste trajecto deu-me a amizade de um médico que me tem ajudado tanto que lhe dedico algumas mortificações (ele não sabe...) para ser um grande santo. E vai sê-lo. O que por mim tem feito não tem preço e o Senhor sabe-o.

No Carmelo de Fátima, encontro igualmente uma enorme rectaguarda. É a minha tropa de choque que não deixa que nada de mal me aconteça e aos meus amigos, quando por eles peço orações. Sempre foi assim. Amo-as muito.

Outros amigos, irmãos em Cristo, telefonam e preocupam-se. Com as suas orações têm sido uma grande ajuda.

Também alguns familiares têm estado comigo quando se manifestam preocupados. É muito bom sentir esse calor. 

Deus não me deu a Montse, mas deu-me muitas e muitos futuros "montses" que me têm aquecido o coração com as suas preocupações e orações.

Findo. Não tenho nada de especial (é super corriqueiro) mas acaba por ser aborrecido e traz-me dores e dificuldades motoras. O segredo de viver bem o momento é sorrir e ter bom humor e para sorrir há que viver a situação sobrenaturalmente. E é isso que quero testemunhar para fora. Saber viver os problemas é o caminho. Nunca foi um caminho.

“Faça-se, cumpra-se, seja louvada e eternamente glorificada a justíssima e amabilíssima Vontade de Deus sobre todas as coisas. Amén. Amén." - Josemaria Escriva.

P.S. - acabo de escrever o texto e o meu amor trouxe-me um café e um bolo. Como seria possível não sorrir com uma família assim?

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A preocupação da benjamim tem o seu quê...





As crianças da casa estão empenhadas na tarefa de educar o Verdi.

A nossa benjamim que por vezes faz analogias muito engraçadas que nos levam às gargalhadas, perguntou:

- Mãe, estamos a ensinar o Verdi não é?

- Sim.

- Também temos que ensiná-lo a rezar o terço? - finalizou a pequenina.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ser Finito e Ser Eterno

«Quanto mais amiúdo reflito em alguns acontecimentos da minha vida, mais viva se torna em mim a convicção de fé de que não existe o azar - visto desde Deus -, que toda a minha vida, nos seus mais pequenos detalhes está prevista no plano da providência divina e que ela é, diante dos olhos de Deus que tudo vê, uma coerência inteligível perfeita.» 

Santa Teresa Benedita da Cruz| Edith Stein, 
Ser Finito e Ser Eterno
Santos para brincar
  Santa Teresa Benedita da Cruz

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Beata Teresa de Calcutá

Hoje dia 29 de Agosto começa uma Novena à Beata Teresa de Calcutá, que terminará no dia da sua festa a 5 de Setembro. No penúltimo dia, 4 de Setembro, o Papa Francisco celebrará em Roma a cerimónia de canonização da nossa querida Madre Teresa de Calcutá.

Para quem quiser juntar-se a esta novena aqui fica a Oração:

Beata Teresa de Calcutá,
tu permitiste ao sedento amor de Jesus na Cruz
tornar-se uma chama viva dentro de ti.
Chegaste a ser luz do Seu amor para todos.
Obtém do coração de Jesus (faça aqui o seu pedido).
Ensina-me a deixar Jesus penetrar e 
possuir todo o meu ser, tão completamente, que a minha vida também possa irradiar a Sua luz e amor para os outros.
Amén.

domingo, 28 de agosto de 2016

Os nossos valores

Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram, lemos em Romanos 12:15.

No decorrer da tarde de ontem visitámos amigos e família, pessoas que amamos e que a correria do dia a dia parece querer afastar das nossas vidas. 
Nunca há tempo, caramba. Nunca há tempo... 
Mas o tempo é demasiado curto para se amar. Demasiado curto e finito. Deus pode chamar a Si sem que tenhamos amado bastante. 

Foi comovente e confortante. Que bom foi levar alegria. Que bom foi levar-nos a nós mesmos. 

Aqueles abraços iniciais e finais, os diálogos ocorridos, as memórias recuperadas que trouxeram gargalhadas e o sentimento de agradecimento a Deus por nos permitir fazer parte da vida destas pessoas valeram tudo. Que bom é Deus que nos dá tantos e bons para fazermos este caminho peregrino com mais sorrisos e alegria.

Foram e são os nossos companheiros de viagem. Eles que tanto deram nada nos exigem. Alegram-se em nos ver. É a sua alegria maior. Nada mais que a presença física de amigos e familiares para alegrar um coração puro e genuíno.

Queridos amigos, nunca se esqueçam dos vossos. São vossos. 

Por outro lado, foi um ensinamento aos nossos filhos. Consignaram a sua tarde a estarem próximos. Não houve televisão, jogos, brincadeiras. Houve lugar para enriquecer a alma, humanizar e colocar em prática os valores cristãos. 

No regresso a casa falámos com os nossos filhos sobre aquela tarde. Estar com os nossos, alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram foi uma pequena obra de misericórdia e Jesus ficou muito contente connosco, dissemos-lhes. Os meninos perceberam e ficaram felizes com uma tarde diferente e tão carregada de amor.

Um dia num Hospital, um médico, depois de dar alta a uma senhora, quis falar com a filha que nunca a visitara.
- Minha senhora, a sua mãe teve alta. Mas reparei que nestes dias em que esteve internada nunca recebeu visitas, nomeadamente a sua.
A filha respondeu:
- Sabe, Senhor Doutor, o mal da minha mãe é não ter família.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Amigo Verdi

No dia de ontem fomos em família buscar o novo amigo de quatro patas. 
Os nossos filhotes passaram o dia ansiosos, pois já haviamos feito uma visita no dia anterior e o desejo de ter o cachorrinho era enorme.

As meninas venceram o medo de cães inexplicável que as assombrava desde sempre, embora nunca nenhum lhes tenha feito mal.
O mais velho, ao contrário, há muito sonhava em ter um amigo de quatro patas.

O sonho realizou-se.

Fizemos uma lista de nomes e todos juntos decidimos o seu nome: VERDI.

O nome foi escolhido porque por cá, o pai e a mãe gostam de ópera e, por outro lado, a família é sportinguista. Assim, o nome assentou-lhe que nem uma luva.

Preparámos tudo a preceito. Comprámos uma caminha, tigelas, brinquedos e comida.


As meninas, durante a tarde, fizeram desenhos para receber o amigo Verdi.
O mano mais velho tratou de lavar as tigelas, de tirar as etiquetas aos brinquedos e de arranjar uma caixa com um resguardo para transportar o amigo até casa.

Na hora de ir buscar o nosso Verdi, o entusiasmo era crescente e no caminho para a casa do criador rezámos o terço o que ajudou a acalmar a ansiedade da criançada.


Ao chegarmos ao destino já o Verdi nos esperava. 

Entretanto, o criador preparou-o para o entregar cortando-lhe as unhas e perfumando-o.

Trouxemo-lo não sem que antes o senhor que cuidou dele desde que nasceu se despedisse. Este é o seu trabalho, mas confessou afeiçoar-se aos animais e sente sempre a partida.

O Verdi chegou a casa e a excitação foi total. Todos, sem excepção, ficámos atentos a todos os movimentos. Acarinhámo-lo muito e registámos as primeiras horas tirando-lhe fotografias.

A hora de deitar foi tardia, pois as crianças não queriam largar o amigo.


Fomos todos dormir e deixámo-lo na sua caminha a dormir na cozinha. 
O nosso Verdi portou-se muito bem durante a noite e de manhã quando nos viu entrar pela porta da cozinha mostrou a sua satisfação por nos ver.

A esta hora faz as delícias das crianças da casa, que brincam com ele no quintal.

Sê bem-vindo à família, Verdi!



domingo, 21 de agosto de 2016

Seria como ter sede e não beber o copo de água fresca ao nosso lado

Bom dia, caros amigos. 
Na Festa da Assunção de Nossa Senhora ouvimos uma homilia que nos comoveu. Nada é novo e tudo se assume como novidade, eis o paradoxo de Deus.

O Padre Fernando Belo falou-nos há quase uma semana numa invocação muito pessoal que tem. Entre as muitas invocações de Nossa Senhora há uma que não consta "na lista" mas que tem particular devoção deste sacerdote: Nossa Senhora da Contradição.

Na verdade, tudo foi contradição na vida da nossa Mãe. Em traços gerais que não dispensam meditação, Maria estava noiva e virgem quando um Anjo lhe comunicou um milagre, ser Mãe de Deus. 
Foi a primeira contradição na vida da Senhora. 

Depois, o que se dizer e acima de tudo como se dizer ao pobre noivo, José, que se está... de esperanças? Ele, muito santo, sem ferir de morte Maria, afastou-se. Mas o Senhor veio ao seu encontro trazendo a paz. O Senhor vem sempre em auxílio dos seus.

Todas as mães gostam de ter os filhos nas melhores condições. Hoje em dia até escolhemos o hospital particular onde queremos que os filhos nasçam, se tivermos essa possibilidade. Ali, há dois mil anos atrás, mais uma contradição. Foi no lugar mais pobre e sem condições que Deus nasceu. Nem uma estalagem. Nada. 

E se pensarmos bem, deu-se nova contradição quando Maria e José tiveram necessidade de fugir para o Egipto. Fugiram há dois mil anos atrás como tantos irmãos nossos hoje em dia. 

Nova contradição quando Jesus desapareceu três e dias e noites. O sofrimento daqueles pais...

Na vida pública de Jesus, inúmeras contradições. Imaginemos, pais e mães, o que seria se ouvíssemos uma multidão gritar "Matem-no, crucifiquem-no!" aos nossos filhos. Cegávamos, não? Imaginem Maria... 

Lembremos o caminho para o Calvário, outra contradição muito dura na vida de Maria.

Ao fim e ao cabo, o Padre Belo tem razão. A vida de Nossa Senhora foi uma contradição.

Não era suposto o filho de Deus ter nascido num local cheio de luxo e criados a servirem-nO? 
Não era suposto os pais terem tido uma vida regalada, sem preocupação alguma, terem comido e bebido enquanto Jesus realizava milagres tamanhos potenciando ainda mais uma vida de luxo e regalo àquele casal escolhido e protegido por Deus Pai ou, de outro modo, àquela que achou graça entre milhões e milhões de mulheres?

Mas não, tudo foi uma enorme contradição. Logo, não era suposto.

Na segunda leitura de hoje (Carta aos Hebreus 12,5-7.11-13), Paulo diz-nos que Deus nos mima imenso porque nos ama. Mas mima-nos com dores e sofrimentos. 

São Paulo pede-nos para não desprezar-mos as correcções nem para nos desanimarmos com elas «porque o Senhor corrige aquele que ama e reconhece como filho».

Porquê estas contradições nas nossas vidas?
Porque - escreve São Paulo - mais tarde dará àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e justiça.

Deus sabe sempre mais. Se nos corrige assim porque nos ama devemos saber aceitar com imensa alegria.

Há uns meses atrás lemos na net algo como isto: num hospital em Espanha alguns doentes visitados pelo Prelado do Opus Dei entregavam as suas dores e sofrimentos pela fidelidade dos membros da Obra. Que grande sentido deram à doença.

Na nossa vida vivemos igualmente inúmeras contradições, verdade? Actualmente, aqui em casa, passamos por uma. Mas nela, devemos ser sinal e testemunho cristão. 

Um santo dos nossos tempos sofreu muito na vida mas fazia sempre cara bonita. Nunca fez cara feia nem caretas de garotos, nem usou nunca daquela tendencial vitimização que nada serve pelo que deve ser repelida. Assim, mostrou uma enorme heroicidade.

Procuremos essa heroicidade e sejamos sinal para quem nos rodeia.

Aproveitemos todos os mimos e todas as contradições.  Tenhamos sempre a noção de que não cai um cabelo nosso ao chão sem que Deus o permita para assim saber agradecer e oferecer o sofrimento moral ou físico que Deus nos permite ter para algo mais, para algo maior, muito maior, os frutos que São Paulo nos falou.

Aqui, nesta pequenina e insignificante tribulação, temos presente três intenções. Que Deus nos ensine a viver bem, com cara alegre e muito sentido de humor os mimos.

Se assim não for, caros amigos, seria como ter sede e não beber o copo de água fresca ao nosso lado.       

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ouvir com o coração

Conversa de irmãs ao almoço:

- Sabes que as pessoas más também têm coisas boas no coração? - pergunta a mais pequenina à mana mais velha.



- Se são más como têm coisas boas no coração? - ripostou a mana grande.

- Elas têm coisas boas, sim. Só não conseguem ouvir o que Jesus lhes diz no coração!
Também não percebes nada! - finalizou a benjamim.

E não é que a pequenina tem toda a razão.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Água fria da ribeira que o sol não aqueceu

Queridos amigos, muito boa tarde.
Iniciamos com um pedido de desculpas por não termos escrito um simples até já antes de rumarmos de férias. Estamos de volta!

Foram quinze dias magníficos numa aldeia portuguesa rodeada de arvoredo. Não pensem que ficámos sem sol e água. As praias fluviais não são a mesma coisa mas suprem lindamente a tradicional praia. Água fria da ribeira que o sol não aqueceu. Verdade! 

As meninas foram as mais afoitas, nomeadamente a benjamim. Enquantos a maioria das pessoas entravam dentro de água pé ante pé, a benjamim molhava os pés e em segundos lançava-se à água fria sem qualquer reclamação ou observação. 



Todos os dias fomos à vila.
A ida ao supermercado e à pastelaria era imperativa.

Nesta, além do café, havia da nossa parte uma encomenda de bolos. Eram eram muito bons. Os bom bocado, fabulosos. A simpatia das pessoas inigulável.

Fomos muito bem recebidos e fizemos relação. Podemos dizer que no fim das férias distribuímos os cartões da FEM na pastelaria com o fito do prolongamento da relação ora iniciada.

As noites foram quentes mas lindas. O som dos grilos, da ribeira e quando havia um pouco de vento, das folhas das árvores, eram uma melodia. As estrelas do céu eram algo de extraordinário. Pai e filho mais velho divertiram-se em contemplá-las com a app Sky Map.


Foi igualmente positivo termos regado as pequenas árvores de fruto e a roseira. Nestes quinze dias com a rega diária tivémos uma despedida tremenda com pequenos frutos e rebentos nas árvores.
A água gera vida e foi muito bom observarmos a evolução.

Fomos à Missa dominical na vila. Nas duas Missas, vários baptizados.


Pensamos serem emigrantes que aproveitam o Agosto para baptizar os seus filhos em Portugal. Temos essa noção, ignorando se correcta.

Não faltou o Terço. Neste dia em que Nossa Senhora adormeceu terminamos este nosso texto com esta identidade tão portuguesa: não faltou o Terço nos dias em que estivemos de férias. Não podia faltar.

Foram férias. Ocorreram contrariedades, é verdade. Mas ainda com elas, o propósito foi conseguido. Não estivemos ociosos, fomentámos a nossa relação familiar e mantivemos a unidade cristã.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Quem conduz

No Domingo a caminho da Eucaristia, a benjamim perguntou ao pai:

- Pai, quem é que está a conduzir o carro? És tu ou Jesus?

O pai que foi surpreendido com a pergunta respondeu:

-Sou eu, filha. Porquê?

A pequenina explanou o seu pensamento:

- Na canção "O Peregrino", cantamos que Jesus é que conduz!

Soltámos todos uma gargalhada.

Continuou:

- Então, como vi o pai a conduzir e na canção diz que quem conduz é Jesus, eu perguntei! - Exclamou a benjamim com cara de "caso", pois não achou graça nenhuma à nossa gargalhada.


O pai tomou a palavra e explicou-lhe:
- Quem nos conduz na vida é Jesus. Ou seja, quando somos simpáticos e amigos uns dos outros, quando fazemos o que os pais nos pedem e não guerreamos com os nossos irmãos e amigos estamos a ser conduzidos por Jesus. Estamos a fazer o que Jesus quer que façamos. Percebes?



- Percebo. - declarou a princezinha.

O pai continuou:
- Quem está a conduzir o carro é o pai. Mas repara, o pai está a conduzir o carro para levar a nossa família à Missa. E nós vamos à Missa porque amamos Jesus e porque Ele nos pede para o fazermos. Jesus está a "conduzir" os nossos corações à Missa e o pai está a conduzir o carro para nos levar até à Igreja.

-AH!!- exclamou esclarecida a pequena.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

17º Aniversário do nosso casamento




«Parabéns por mais um ano e pela família linda que construiram. Um beijo grande. Amo-vos muito.»





Foi assim que fomos brindados esta manhã. Um SMS muito simpático, muito bonito de alguém muito próximo.

São 17 anos de histórias. São 17 anos de alegrias, sorrisos, gargalhadas, lágrimas, dissabores, doenças, mortes, tristezas. Ao fim e ao cabo são 17 anos de casamento e um casamento é perfeito porquanto tem tudo - o bom e o menos bom - para que sejamos muito agradecidos pelo todo.

São 17 anos de construção de uma família rumo a uma maturidade que se alcança paulatinamente.

Mantemos os nossos braços de ferro com Deus. Sempre os houve. Há um que teima permanecer e parece que Deus pretende vencê-lo pelo nosso desgaste. É provável que tal aconteça mas não para já pois os modelos sairam com defeito e a teimosia é uma realidade com que Deus terá de contar deste lado.

Esperamos transmitir neste blogue quem somos e o que somos. 

Que este testemunho seja edificante para quem nos lê.

As mais belas rosas têm espinhos. São perfeitas apesar dos espinhos. E emanam um cheiro magnífico.

Assim são os casamentos. Perfeitos na imperfeição. E cheios de bom odor quando a união revela um todo que está consubstanciado na família.  

Estamos juntos!

FEM

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Há sempre lugar para mais um hipócrita

Havia uma piada que diz algo que reproduzimos neste texto. 
Num café de uma cidade, uma senhora que diz alto: 

- A Igreja está cheia de hipócritas! 
Ao que um senhor lhe responde igualmente alto
- É verdade e há lugar para mais uma.


É bem verdade que os católicos são acusados (e bem acusados) de serem isto e aquilo, porque o são. Mas quem acusa não o é menos, sejamos claros.

Sim, somos efectivamente tudo e mais um par de botas. 

Ontem meditámos se devemos ir à Missa quando comentemos tropelias, quando pecamos, quando faltamos à caridade... ou se aumentamos a hipócrisia que nos é tão (bem) conotada.

Por vezes - isto acontece a todos - há uma tentação de pensarmos não sermos dignos de estar na Santa Missa porque nos pesa a consciência. Nós mesmos meditamos numa hipotética hipocrisia.
Fiz o que fiz ou disse o que disse e vou à Missa? Estou a enganar quem? A mim? Os outros?

É uma pergunta gira e tem uma resposta fácil. É que se não fossemos à Missa após termos pecado aumentaríamos ainda mais a lista de pecados - o que em si seria mau - mas agora com um pecado mortal!

Logo, continuemos na boca dos justíssimos (porque os justos, esses, pecam 7 vezes ao dia) como hipócritas, desde que não faltemos à Missa por existirem pecados. É normal que existam. Esta é a nossa condição humana e o Senhor conta com isso. Ou alguém pensa que o Senhor se escandaliza com o que fazemos e dizemos? Ele conta com isso. 

Mas conta connosco de igual modo para perdoar. Está sempre à nossa espera no Sacramento da Alegria (Sacramento da Reconciliação). É com isso que Ele conta. Que sejamos muito honestos na nossa miséria e que nos disponhamos a receber o perdão.

No mais, nós hipócritas continuaremos a encher as Igrejas.