Família em Movimento

Família em Movimento

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O "lobo" que alimentamos

Numa aldeia indígena, uma criança questiona o grande chefe após observar os aldeões:

- Grande chefe, por que é que as pessoas que fazem coisas boas às vezes também fazem coisas más?

O grande chefe na sua sabedoria respondeu:

- Todas as pessoas têm dentro de si um "lobo bom" e um "lobo mau", que lutam entre si para ficar com a supremacia do indivíduo.

A criança ficou um pouco pensativa e depois voltou a questionar o grande chefe:

- E qual é o "lobo" que ganha, grande chefe?

O patriarca sorriu e disse-lhe:

- O que tu alimentares!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Quando foi isso?

«Porque tive fome e deste-Me de comer; tive sede e deste-Me de beber (...)»

Quando foi isso?

«Sempre que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» 
(Mt 25, 35 e 40)

Insistimos... quando foi isso? 

Terá sido quando...



- Preparava a mesa e servia o marido e os filhos...?
- A Mim o fizeste.

- Quando explicava o caminho àquele homem desorientado...?
- A Mim o fizeste.

- Quando cuidei dos meus filhos doentes?
- A Mim o fizeste.

- Quando atendi com brio e diligência os Clientes no meu trabalho?
- A Mim o fizeste.

- Quando limpei a casa com amor mantendo-a o limpa e arrumada oferecendo-Te todos os pormenores?
- A Mim o fizeste.

- Quando fiz a cama com imenso carinho e sem reclamar naquela rotina diária que mantinha a ordem no meu lar?
- A Mim o fizeste. 

- Quando mimei os meus filhos com todo o amor?
- A Mim o fizeste.

- Quando os eduquei?
- A Mim o fizeste.

- Quando visitei a minha avó no lar?
- A Mim o fizeste.

- Quando visitei aquele amigo preso?
- A Mim o fizeste.

- Quando carreguei - com a tua ajuda - aquela cruz e nunca dela reclamei?
- A Mim o fizeste.

Poderíamos continuar nestas certezas vertidas na sexta Lição do burro.

A nota vai para o seguinte: tudo quanto se faz por amor é grande. Quando trabalhamos por amor nada é pequeno.

Ocorre que muitas vezes não darmos conta de que nos pequenos processos de cada dia, assim os façamos por amor, fazêmo-los ao Mestre, pois quando colocamos todo o amor e cuidado no que fazemos é por Ele e para Ele que fazemos e operamos.

Tudo se santifica. Tudo é d´Ele. Até as nossas inúmeras misérias.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Quem é Josemaria Escriva?


Uma cruz vazia?

«Quando vires uma pobre cruz de pau, só, desprezível e sem valor... e sem Crucificado, não esqueças que essa cruz é a tua Cruz: a de cada dia, a escondida, sem brilho e sem consolação... que está à espera do crucificado que lhe falta. E esse Crucificado tens de ser tu.» escreve São Josemaria no Ponto 178 do Caminho.

O mesmo santo escreve na Via Sacra, XIª estação, nº 5 o seguinte: «Antes de começar a trabalhar, põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando, lança-lhe um olhar...


Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho».

Que este crucifixo que temos junto de nós durante toda a jornada de trabalho nos ajude a sorrir e a entregar o nosso trabalho a Deus, tão perfeito quanto possível, porque ao Senhor só se entregam trabalhos bem realizados.

E mesmo que a Cruz nos pese saibamos sorrir e ser felizes, imitando São Josemaria. 
Como é isso possível? 
Pela via de dois caminhos. O primeiro, pela fé em Deus. O segundo, pela heroicidade humana.
Mesmo na dificuldade, saibamos sorrir no meio das tempestades e aguentar com garbo essa cruz que o Senhor nos deu porque... omnia in bonum! 

Nota pessoal: partilho o meu crucifixo convosco. É este o crucifixo que tenho no meu posto de trabalho. Por baixo, a bolsa feita pelas irmãs Carmelitas de Fátima.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Protecção do Anjo da Guarda

Há poucos dias atrás, pela manhã,  depois de duas semanas de preparação, fui levar o nosso filho mais velho à escola para realizar o seu exame de Português do 9ºano.

No caminho rezámos uma Avé-Maria e a oração do Anjo da Guarda pedindo a sua protecção.

Perguntei-lhe:
- Estás nervoso?

- Um bocadinho. - respondeu.

Disse-lhe para ter calma, que o estudo estava feito com verdade e seriedade, agora era hora de colocar os conhecimentos adquiridos em prática.

E depois de lhe ter dito isto acrescentei:
- Se durante o exame te sentires nervoso pede ao teu Anjo da Guarda que te inspire e te ajude a clarificar o que é pedido. Ele vai ajudar-te!

Já com o rapaz na escola regressei a casa e no caminho - confesso -  coloquei-o nas mãos de Nossa Senhora.


Entretanto chegou a hora de o ir buscar. Ao entrar no carro, o filho grande sorriu e disse:

- Correu bem! Sabes mãe, antes de entrar para a sala de exame estava tão nervoso. Até estava a tremer. Mas quando entrei e me sentei com a prova à frente inexplicavelmente fiquei calmo, em paz e a prova correu bem.

Perguntei-lhe:
-Inexplicavelmente? O teu Anjo da Guarda esteve sempre contigo.

Ele sorriu e disse:
- É verdade. Esteve mesmo.

Mais tarde, ao contar o sucedido ao pai, este lembrou a passagem do Livro do Êxodo do Antigo Testamento que ouvimos na Missa do dia do Anjo da Guarda de Portugal, no Oratório de S. Josemaria.

Partilhamos convosco essa passagem:

Êxodo 23, 20-23
«Eis que Eu envio um anjo diante de ti, para te guardar no caminho e para te fazer entrar no lugar que Eu preparei. Mantém-te atento na sua presença e escuta a sua voz. Não lhe causes amargura, porque ele não suportará a vossa transgressão, porque está nele a minha autoridade. Mas se escutares a sua voz e se fizeres tudo o que Eu falar, eu serei inimigo dos teus inimigos e serei adversário dos teus adversários, pois o meu anjo caminhará diante de ti e te fará entrar na terra do amorreu, do hitita, do perizeu, do cananeu, do heveu e do jebuseu, e Eu exterminá-lo-ei.»

domingo, 19 de junho de 2016

O Evangelho deste Domingo

Estimados amigos leitores, bom dia e Santo Domingo.


Hoje o Evangelho tocou por um pormenor e depois da Missa falámos entre todos. 

Lucas escreve o seguinte:

- «Um dia, Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos.»



Em treze pessoas apenas uma orava. E foi precisamente Jesus que tudo suportou e nunca negou a vontade do Pai. 

Podia ter desobedecido. 

Podia ter dito "assim também é demais". 

Podia ter pedido ao Pai para repensar o plano da salvação. 

Podia tudo. Jesus podia ter negado todo o sofrimento. Mas não. Firme como uma rocha.

E donde veio tão grande firmeza? Precisamente da oração que traz eficácia.

Ao contrário, os Apóstolos não rezavam. 
Três anos com o Mestre e não aprenderam. Jesus chama-os de dorminhocos. 

Por isso, sem essa força que a oração nos traz, não será de espantar que Pedro, por exemplo, tenha negado Jesus três vezes, como lemos em Marcos 14, Lucas 22 ou João 18. 

Mas pior, negou o Senhor inclusive a uma pobre criada quando esta afirmou que Pedro havia estado com Jesus. Não foi perante um homem musculado ou um guarda imponente. Foi perante uma criadita tonta que por ali passava. E Pedro foi medroso. Não havia oração que sustentasse aquele Apóstolo. Estava - e os demais - demasiado frágil, demasiado humano. Homens bons sim que abandonaram tudo para estar com o Senhor mas a quem faltava os alicerces para viver com heroicidade humana um momento menos fácil. Faltou eficácia àqueles homens cheios de boas intenções.

Contudo - ensina São Josemaria Escrivá - os Apóstolos, apesar de terem sido instruídos por Jesus durante três anos, fugiram espavoridos diante dos inimigos de Cristo. Todavia, depois do Pentecostes, deixaram-se vergastar e encarcerar, e acabaram dando a vida em testemunho da sua fé.

E todo este caminho nos leva à oração. Se somos cristãos devemos imitar Cristo. Foi assim que concluímos em família esta manhã. Rezar é algo tão natural como uma relação que se estabelece por amor. Foi assim que convergimos no seio familiar.

São Mateus diz-nos que o Senhor não gosta de orações longas e formais. Não, diz-nos que entremos no nosso quarto e rezemos com espontaneidade, que oremos com o coração.

Há uma oração que diz: «Tu não me terias procurado se antes não te tivesse encontrado.» 

Um dia, Alexandre Magno disse a um soldado que se chamava Alexandre:
- Se te chamas como eu, comporta-te como eu!

Sejamos almas grandes, almas de oração. É pela oração que obtemos eficácia. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

4ª Lição: A Austeridade

Devorava com gosto as Lições do Burro do Sacerdote Hugo de Azevedo e veio à minha cabeça uma estória recente de educação.

Vamos por partes. A 4ª Lição versa sobre a Austeridade.
Lê-se ensinamentos como as estórias dos miúdos ingénuos que pensam que o pai ou a mãe gostam mesmo de asas de frango ou de rabos de peixe. Não imaginam na sua infantil ingenuidade que os pais gostam mesmo dos filhos e que o sacrifício de comerem os rabos do peixe ou as asas da galinha é para que a melhor parte fique com os petizes. É o "gosto de dar gosto a quem ama".


Noutro exemplo, é verdade que gastamos muita água para poupar o gesto de fechar e reabrir a torneira quando muitos irmãos nossos guardam meio litro de água para o dia seguinte. Que grande Lição que o burrito nos deu.

Há poucos dias atrás a nossa filhota mais nova estava a roer (roer, não comer) um pêssego. Notava-se pouco ânimo. Às páginas tantas a mãe viu-a ir, pé ante pé, para o caixote do lixo e imediatamente a repreendeu pois adivinhou o gesto que se aproximava: deitar o pêssego no lixo.

Também o pai a repreendeu imediatamente e disse-lhe que aquele pêssego que pedira jamais poderia ser deitado ao lixo porque a comida nunca vai para o lixo. 

Depois em conjunto falámos alto para que a informação fosse ouvida (avivar a memória) dos irmãos. Há quem tenha fome e muito desejasse um pequeno alimento. Seria ofensivo, injurioso e revelador de falta de sensibilidade - além do desperdício - deitar comida fora.

O Senhor não nos dá os meios nem os bens para os desperdiçarmos.
É óbvio que os filhos não têm esta noção. Mas sabem que procedem mal. Se assim não fosse a nossa filhota não teria ido de mansinho, pé ante pé, ao caixote do lixo.

Sim, custa-nos quando as crianças agem e não são advertidas pelo que fazem negativamente. Não de forma abrupta. Antes de forma educada para que sejam, por via disso e como o nome indica, educadas.

Os pais nunca - mas nunca! - se devem demitir dessa função importantíssima e decisiva.

Continuaremos a ler as Lições de um burro muito sóbrio que nos alerta para as sensibilidades mais reais da vida. Recomendamos o livro.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

"Tenho tudo"

Há muito que estou para escrever este texto e hoje foi dia.
No passado mês de Abril a nossa filhota do meio fez 10 anos e nós como pais quisemos proporcionar-lhe um dia feliz. Antes, um dia mais feliz que os outros dias, já que no nosso papel de pais o objectivo é sempre fazer os filhos felizes.


Queriamos ofertar-lhe algo que ela sonhasse ou desejasse ter e para tal perguntámos-lhe:


-Filha, existe algum presente que gostasses de ter?

A resposta foi surpreendente e ao mesmo tempo uma grande lição para nós:

- Não. Não há nada que gostasse de ter. Eu já tenho tudo!

Pois é. Grande resposta.



A nossa princesa é feliz com o que tem. É feliz por ter a família que tem, que a faz sentir segura e confiante (ela sabe que o pai e a mãe a protegem e a cuidam); porque tem irmãos com quem brincar, partilhar e guerrear; tem o que comer todos os dias e acima de tudo é muito amada.

A nossa menina sente que não precisa de mais nada. Tem tudo. Sente-se grata. E isso deixa-nos felizes como pais.

Não somos a família perfeita mas somos a SUA FAMÍLIA a quem muito ama e por quem é muito amada.

E nós, por sua vez, estamos gratos a Deus por nos termos um ao outro (esposos),  por nos ter confiado estes filhos, por tantas graças que recebemos e acima de tudo por nos manter unidos no Seu Amor.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ele está à espera

- Hoje tenho Recolecção.
- Vens tarde...
- Sim.

Não, ao contrário do que este diálogo possa indiciar o ambiente fica sempre melhor. Repito, o ambiente fica sempre melhor.

Não vou para o jogo, para a rambóia, para o café ou para qualquer outra coisa.

Vou estar com Deus que me espera.


Quanto mais próximos de Deus, mais próximos da família.

Quanto mais proximidade com o Senhor mais amorosos e presentes na família.

Família que reza unida mantém-se unida. 

Deus espera-me e os meus pensamentos começaram desta forma: estarei com Ele esta noite mas tenho uma jornada de trabalho pela frente e irei santificá-la. Deus também me espera no posto de trabalho. Discretamente coloco o crucifixo na mesa para lhe deitar vários olhares diante do dia e lembrar-me que trabalho para Ele com a maior e melhor perfeição que consiga.
Mas sim, o meu foco está apontado para a noite e felizmente sinto ansiedade por esse momento.

O Inimigo já me disse que "está a chover" tentando desde já minar a vontade de sair à noite. Pois bem, continue porque não irá conseguir. Faça chuva ou faça sol, irei.

Também Nossa Senhora nos espera no terço e em cada dezena que rezamos. 

Não devemos defraudar quem nos espera. 
O Senhor espera-nos e devemos estar tão despertos quanto um sentinela no seu posto.

Nossa Senhora também nos espera diariamente naquele encontro único em que lhe dizemos repetidamente Avé Maria.

Por fim, o nosso cônjuge também nos espera. É uma maravilha e um desejo extraordinário regressar à nossa casa, ainda que cansados, onde somos esperados por quem tanto nos ama.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O relativismo

Tudo é relativo. Esta é a filosofia dominante.
O decoro  há muito ficou no diccionário.

Neste relativismo tudo se aceita e somos senhores de nós mesmos quando não são as filosofias e as mentalidades vazias cuja orientação é em tudo desorientada.


É pois normal que numa sociedade cujos valores estão centrados no relativismo e numa Europa cada vez menos identificada consigo própria e mergulhada em conceitos vários e tantas vezes vagos ou mesmo vazios, se assistam a comportamentos reprováveis que nada nos edificam.

Mas - perguntarão - reprováveis para quem? Tudo é relativo, não é?

Mas vamos relativizar tudo? Não será recomendável.

Bom, não vamos transformar esta publicação num muro de lamentos. Vamos pela positiva. 
A sociedade mostra-nos um lado que não gostamos e que queremos não influencie o crescimento dos nossos filhos. Só há um caminho: sermos verdadeiramente educadores.

Todas as circunstâncias são circunstâncias e como tal devemos trabalhar por identificar e educar. 

Educar contra a corrente que domina tendo critério. E qual o critério? 
O critério que resulta da unidade de vida.

O principal é o critério. E que os nossos filhos o tenham igualmente.

domingo, 12 de junho de 2016

Nabucco de Giuseppe Verdi no Teatro Nacional de São Carlos

Uma das mais famosas óperas de Verdi: Nabucco. 

Uma ópera magnífica que tivemos a dita de assistir no dia de ontem no São Carlos.

Magníficas interpretações de Angel Odena, Elisabete Matos, Carlos Cardoso, Simon Lim, Maria Luisa de Freitas, André Henriques, entre outros.

A Orquestra Sinfónica Portuguesa foi dirigida pelo Maestro Antonio Pirolli.


Magnífico coro do Teatro Nacional de São Carlos dirigido pelo Maestro Giovanni Andreoli.

Foto do Blogue Fanáticos da Ópera
Foto do Blogue Fanáticos da Ópera
Foi óptimo e edificante. Fica a promessa de estarmos atentos à próxima temporada lírica do TNSC.

Deixamos AQUI uma reportagem feita pela RTP dias antes da estreia.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Deus...

A Deus... é o título do penúltimo post dos Power no blogue Uma Família Católica.

Olá Teresa. Olá Família Power.

Não vos mentimos: não foi uma boa notícia.
Porquê? Porque faziam parte do nosso quotidiano e dele sairão e isso custa. Entendem?

Uma Família Católica foi (custa escrever "foi") um blogue que acima de tudo nos comunicou uma família com imensa identidade cristã. Família essa que tivemos o gosto de conhecer pessoalmente e com quem comunicámos por mail coisas nossas. Verdade Teresa? Perdoará a inconfidência, temos certeza.
Powers, sabem quando ligamos a um familiar e ele nos conta que a Maria namora, o Paulo foi para a faculdade, o José tem boas notas e o Joaquim tem um emprego novo? Pois convosco era mais intenso.
Estivemos convosco diariamente por via da partilha que fizeram de vós mesmos. Sim, saber dos Power era acompanhar a família como se estivéssemos convosco todos os dias. Fazia parte. É como estar em família.

Entendem o que escrevemos?

Sabemos que algo maior nascerá. Mas sabemos que a família Power não estará tão exposta e por via disso não estará connosco todos os dias.

Então, a única maneira de estarmos presentes em vós e vós em nós é pela via da oração. Vai um compromisso de nos lembrarmo-nos uns dos outros?

Powers, obrigado do fundo do coração pelas vossas partilhas enriquecedoras. Obrigado por se terem revelado ao mundo. Obrigado por nos acolherem.

Também vos damos os parabéns pelo trajecto. Dois anos e meio com um fim definido e concretizado em breve pelo Sr. Bispo é uma graça.

Sabem que nós ainda andamos pelas intenções e esse fim (que também temos) está longe de ser alcançado. 
Por isso, muitos parabéns e glória a Deus pelo vosso sucesso que é o sucesso de quem convosco faz partilha de vida.

Findamos. Temos muita pena que este blogue fique doravante sem escrita. Mas temos certeza que a decisão foi pensada e rezada e algo mais se aproxima.

Bem-hajam todos por tudo quanto deram.
Família bonita, mantenham-se unidos.

Família Cavaco

FEM

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Façam um favor a vós mesmos e adquiram "As lições do burro"


Caros amigos leitores, não encontramos melhor maneira de vos dizer o óbvio e que exprimimos no assunto da publicação.

Muitos são os ensinamentos que retiramos da leitura do livro. 

Fizemos questão de agradecer ao autor pois nem todos os livros nos dão coisas boas e edificantes e este dá.


BOAS LEITURAS !

FEM

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Curiosidades


Quando escrevemos "Oratório de São Josemaria" no Google o que nos aparece primeiro é o link das confissões
Estamos conversados.



segunda-feira, 6 de junho de 2016

"As mãos de Deus" apresentado na Feira do Livro em Lisboa



Publicado em português pela Principia, um livro de Antonio Vázquez que reúne ensinamentos de S. Josemaria sobre a família e o casamento.

Na 86ª Feira do Livro de Lisboa, no dia 28 de Maio, teve lugar o lançamento do livro “As mãos de Deus”

Esta é a versão portuguesa de uma obra que reúne alguns ensinamentos de S. Josemaria Escrivá sobre o casamento e a família. Editado pela Principia Editora na coleção Lucerna.
O Auditório da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), com uma lindíssima vista sobre o Tejo, encheu para ouvir os dois casais convidados para apresentar a obra da autoria de Antonio Vázquez.
Leonor e Nuno Castel-Branco, casados há menos de seis meses, focaram a obra no seu conjunto, salientando especialmente que se trata de um livro aconselhável a casais: tanto aos que se preparam para essa etapa da vida, como aos que, por já terem amadurecido o amor conjugal, querem manter a sua frescura, com empenho diariamente renovado. Nos ensinamentos de S. Josemaria não se encontram receitas, mas sim sugestões de fundo que ajudam a viver o casamento como um projeto a dois. Nele, ambos procuram complementar-se continuamente, valorizando as suas diferenças e, a partir delas, construir formas de revitalizar a sociedade. Salientaram a experiência pessoal de S. Josemaria, que cresceu numa família cristã sólida, em que a perda do pai, ainda novo, o deixou em presença de duas figuras femininas muito fortes: a mãe, e a irmã, Carmen Escrivá.
Ana Isabel e José Luís Vaz e Gala, pais de uma família numerosa, falaram da sua experiência na educação das virtudes em cada filho, respeitando a singularidade de cada um. Referiram também o que cada pai e mãe recebem, como retorno, no crescimento de cada um deles. Exemplificaram graficamente a ternura que cada filho mantém com os seus pais, através do hábito que S. Josemaria tinha de, no frio inverno de Aragão, meter as mãos no bolso do pai, para procurar as castanhas quentes, acabadas de comprar no regresso a casa.
No primeiro capítulo o autor explica que utilizou «a imagem “as mãos de Deus”, pela sua viva expressividade literária, mas de nenhum modo quis eclipsar uma realidade de muito maior alcance. Para S. Josemaria Escrivá cada cristão deve ser alter Christusipse Christus, presente entre os homens».

domingo, 5 de junho de 2016

A relação dos textos lidos hoje na Santa Missa


Relacionemos os textos lidos hoje na Santa Missa.

O primeiro, Livro de 1º Reis 17, 17-24.
O segundo, o Evangelho de São Lucas 7, 11-17.

Juntemos ainda um terceiro texto, narrado na
Paixão do Senhor.

Os três textos são distanciados no tempo e no lugar. Um texto do Antigo Testamento e dois do Novo Testamento.


Os primeiros dois indicam-nos a morte precoce de dois filhos de duas mulheres que eram, de igual modo, viúvas.

As pobres mulheres além dos maridos perderam os filhos. Não é apenas a dor da perda como a perda económica que estava em causa. Na altura, bem sabemos, não existiam "pensões".

Fora o contexto económico podemos dizer que em ambos os textos está presente, muito presente, a misericórdia de Deus. Ambos os filhos são ressuscitados e entregues às mães para sua enorme alegria e júbilo.

O terceiro texto que se mistura com estes dois é o texto da crucifixão de Jesus. Citemos:

«Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que ele amava, disse à mãe:"Mulher, eis o teu filho!". Depois disse ao discípulo: "Eis a tua mãe!". E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.»

Nos dois primeiros textos há um novo sopro de vida, uma vez que Deus ressuscita os mortos. No terceiro texto, como sabemos, há a ressurreição de Jesus. São diferentes. Os dois primeiros, voltaram a morrer. Jesus, não.

Mas simultâneamente ocorre um fenómeno extraordinário. Nos dois primeiros textos são novamente entregues os filhos às mães. Na morte de Jesus é entregue a humanidade inteira, representada por João, à Mãe. Mas não é menos verdade que a nossa Mãe também recebe o seu filho ressuscitado ao terceiro dia.

Findamos. Não é dito que Maria recebe João mas que João recebe Maria em sua casa, acolhendo-a. Logo, em João estamos nós. Saibamos receber e acolher Nossa Senhora nas nossas casas. 
É nas nossas casas e na nossa companhia que Maria se sente bem. 
Saibamos acolher a Mãe e estar com ela.

Obrigado Padre Lobato pela enorme homilia de hoje.

sábado, 4 de junho de 2016

Presente de final de ano lectivo

O nosso presente de final de ano lectivo ao nosso filho mais velho é a participação no Plano de Férias do Clube Xénon.


Os mais novos também têm um Plano de Férias, denominado Plano de Férias Xield.  

Serão - como sempre no Xénon - umas férias edificantes.

Para quem não sabe, o Clube Xénon é uma resposta à preocupação de alguns pais em relação aos filhos. É um centro educativo onde se procura ajudar cada sócio a trabalhar responsavelmente e a ocupar bem os seus tempos livres.

O Clube dispõe de um conjunto de actividades desenvolvidas ao longo do ano, incluindo fins-de- semana e épocas de férias.
Além dos tempos dedicados à formação bem como conversas pessoais com o Preceptor, que é monitor do Clube com o qual o rapaz e a sua família estabelecem laços de confiança.

Para quem desejar, o Clube tem actividades de formação cristã, confiadas à Prelatura do Opus Dei . No Clube Xénon está habitualmente o Capelão do Clube. Cada sócio tem assim um Preceptor e a oportunidade de falar com o Sacerdote.

O Clube Xénon organiza meios de formação espiritual quem deseja aprofundar a sua vida cristã. 

Tomás e Paquita Alvira: um matrimónio cristão


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Qual o valor de um pastel de nata?

8:00 horas da manhã. No café olho um pastel de nata. Devia estar delicioso. Peço um café e fico na tentação de pedir. 

Começo a pensar "aqui tens uma boa oportunidade para te mortificares".

Caramba, hoje nem era a questão da dieta. Essa seria ultrapassada com a célebre frase "é só hoje, não faz mal." 

Agora... uma mortificação sugerida "piou" de modo diferente.


Chegou o café. Era o momento da decisão. Pedir ou não pedir.
E estava queimadinho como eu tanto gosto...

- Dar morte! Venci. Não pedi o pastel de nata. 

Depois ofereci. Uma intenção e outra. 

- Duas intenções por um singelo pastel de nata?  Estás a esticar-te... - pensei.

Talvez não. No carro meditei sobre a dimensão das coisas e a dimensão de uma mortificação face ao propósito que se lhe acrescenta e concluí: 

Foi um singelo pastel de nata, igual aos outros que estavam expostos. Todavia, era o que mais queria naquele momento. A dimensão da mortificação ficou necessariamente amplificada por via do sacrifício, independentemente do tamanho ou facto.

Sim, terá valido as duas intenções e outras caberiam se assim quisesse. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia da Criança

Hoje o dia é das crianças! 
Penso que este dia é uma mera formalidade, já que todos os dias são dia da criança.

Por aqui o dia amanheceu com uma baixa, pois a benjamim acordou com febre ficando desse modo impedida de usufruir das actividades que a escola preparara.

Como tal, era necessário proporcionar-lhe um dia diferente pois a tristeza estava estampada no seu rosto após levar a irmã à escola.


Decidimos as duas ir à loja das sementes e comprar uma casinha para passarinhos. Depois de adquirir a casinha pusemos mãos à obra e pintámo-la cheia de cores vivas e apelativas cheias de esperança que os passarinhos a queiram habitar.


Foi uma manhã de trabalho!


Entretanto, o pai sugeriu uma lembrança para os três. E nada melhor para fazer feliz uma criança do que BOLINHAS DE SABÃO.

A felicidade estava quase completa, pois faltava ir buscar os manos à escola, colocar a casinha dos pássaros e o comedouro no pinheirinho, lanchar e brincar no quintal com as bolinhas de sabão.


Com todos os pequenos já em casa foi hora do lanche: bolo de iogurte, batido de morango e pipocas.

A seguir colocar a casinha dos passarinhos e o comedouro no pinheirinho e esperar pelos novos inquilinos.

Entretanto, as bolinhas de sabão fazem as delícias das meninas!




No final da tarde, a pequenina  exprimiu assim a sua felicidade: "Foi o melhor dia de sempre!"
É tão simples fazer uma criança feliz!

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Quarto

Há 30/40 anos atrás o quarto era tido pelo lugar mágico que era dado às crianças.

As brincadeiras de então eram passadas no castelo (o quarto) ou na rua. Hoje temos dificuldade em explicar o jogo do elástico, o jogo do prego, os carrinhos de rolamentos, os jogos de futebol no alcatrão da praceta, o jogo do pião, o jogo do mata, as corridas de caricas na berma do passeio, entre muitos outros jogos que preenchiam o imaginário das crianças.

Nesse imaginário surgia de igual modo o quarto onde o Playmobil preenchia parte dos armários ou mesmo a garagem com um pequeno elevador onde os carrinhos (os carrinhos... hoje são objectos de colecção) subiam e desciam para serem arrumados. As meninas preenchiam os quarto com bonecas.
Nos quartos faziam-se jogos e o imaginário era desenvolvido à custa de brincadeiras simples mas simultâneamente deliciosas.


Quarenta anos depois temos a noção ou a percepção que os miúdos não fazem
mais do quarto o seu castelo, o seu esconderijo, o seu mundo.

Focam-se muito nas tablets, nos telemóveis, na playstation. Usam o quarto para dormir e pouco mais fazendo a maior parte da vida na sala de estar onde a panóplia de aparelhos electrónicos os rodeia.


Ainda que tenham muitas coisas nos quartos - a vida hoje é diferente e os miúdos têm o que não tivemos tal como nós tivemos o que os nossos pais não tiveram - não lhes prestam a atenção que outrora era prestada.

Recordamos o chegar a casa da escola. Era o lanche e depois... quarto! Brincar era bom. Ou então, rua.

Por falar em rua, também aqui perdemos a liberdade. O mediatismo da insegurança domina-nos e deixar brincar as crianças na rua é um luxo. Isto é, em algumas zonas e locais é possível e viável. Noutras, proibitivo. Quiçá com um adulto a vigiar.

São sinais dos tempos. Mas somos sinceros, antes os outros. Nada elimina as memórias boas que ainda hoje são recordadas carinhosamente, como o fizemos ontem quando nos reunimos em família na sala. E sim, os miúdos estavam de boca aberta. Pudera... 

domingo, 29 de maio de 2016

A relação com Maria é em tudo igual à que tive com o meu amigo imaginário

Quando era pequeno tive um amigo imaginário. Era o Rui. Ficcionei ao longo de anos a presença de um amigo que fez as vezes de um irmão que nunca tive. Sim, na minha imaginação era o meu irmão, o meu companheiro de viagem.

Não sei se todas as pessoas têm um amigo imaginário ou se é próprio dos filhos mais tristes que são os que, como eu, não tiveram irmãos.

Escrevo o texto não para vos dizer que tive um amigo imaginário (quiçá corro o risco de internamento compulsivo) mas a relação que com ele tive. O Rui foi o meu confidente, a personagem com quem partilhava os momentos bons e os menos bons ou mesmo maus. 
O Rui estava sempre lá. Não me faltava.

O Rui foi o meu grande irmão, aquela personagem gentil e presente que fez as vezes de quem nunca existiu. Preferia que o Rui não tivesse existido pois seria sinal de que eu teria sido mais feliz na minha infância.

O Rui tudo ouvia. E também me aconselhava. O Rui existia em mim. Era o tal. Ainda hoje recordo essa ficção que me ajudou nos momentos mais solitários.

Li de São Josemaria que a relação mais conseguida com Maria é em tudo semelhante à que tive com o Rui. Isso foi tão bom de ler porque, por vezes, temos algumas dificuldades de nos relacionar com o Céu.
No caso em apreço e na relação com Nossa Senhora, quiçá rezemos as Avé-Maria a correr ou sem sentir cada saudação como uma declaração de amor; outras estamos apertados e recorremos à Mãe que é auxílio dos cristãos. Mas… é estanque a relação... é curta. Não tem encadeamento.

Vejamos alguns exemplos. A consagração de manhã; o ângelus; a oração saxum; o terço… e se estivermos atrapalhados eis que lançamos uma oração. Mas o que nunca havia percebido é que a relação que posso ter com Maria é em tudo igual à que tive com o Rui.

No fundo – diz São Josemaria – «conta-lhe tudo o que te acontece». É aqui que tudo se transforma.

Penso que os meus filhos não têm um amigo imaginário. Não precisam. Mas precisam de se relacionar com Maria.

Então, é por esta via brilhante e simples que provavelmente o conseguirão.
Sim, vou falar-lhes na leitura que fiz e que a seguir publico. Sim, vou falar-lhes do Rui. Rirão certamente. Fico feliz pois será sinal que não precisaram recorrer a expedientes do imaginário para se sentirem acompanhados. E desejo muito que agarrem Maria desta forma.

Escreveu São Josemaria:

«Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.»

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O Céu como um tribunal onde se acumulam petições sem despacho do Juiz

Hoje na Santa Missa, entre outras coisas, pedi para Maria me ajudar a ser mais próximo e comunicativo com Jesus. Sim, oração.

Por vezes na nossa vida tem de haver um plus.

O Santo Padre na quarta-feira disse-nos da importância da oração e como exemplo deu-nos Jesus. É factual. Ao lermos os Evangelhos são-nos dados imensos testemunhos da oração profunda de Jesus independentemente da situação. Há uma constância, uma unidade na vida do Senhor que nos interpela, que nos desafia.



O Santo Padre disse que a oração não é uma varinha mágica. E não é. Quantas pendências, Senhor. Tens tantos assuntos meus pendentes e parece que não lhes atribuis importância. 
Se a oração fosse varinha mágica há muito estariam resolvidos. Imagino o Céu como um tribunal onde se acumulam processos com imensas petições e o Juiz não promove os respectivos despachos.

Muitas vezes não compreendemos a vontade do Senhor porque parece não ser a mesma que pensamos adequada. Mas aceitemos isso e a maneira de convivermos harmoniosamente é por via da oração intensa. A oração ajuda a conservar a fé em Deus. 

«Não seja como eu quero mas como Tu queres.» Eis o plus. A partir daqui nada será como antes. O objecto da oração muda e o mais importante é a relação com o Pai.

Acresce outro facto. A unidade de vida entre a criatura e o Criador carece de uma relação tão intensa quanto a de um casal. 

Olhando para nós, há uma comunicação intensa diária. Mesmo não estando fisicamente perto, entre SMS vários e telefonemas, não passa hora em que não comuniquemos. E temos certeza ser assim entre os casais. Entre troca de informação necessária a simples mas sentidas declarações afectuosas, estabelece-se uma relação com base na comunicação. Comunicar é muito importante. Talvez por isso quando chegamos a casa os assuntos estão esbatidos e não constituem em si novidade.

Pois foi essa relação que peticionei a Maria, para que a Mãe promova e patrocine e quiçá anime essa relação. Quanto mais oração, mais proximidade. É pela oração que caminhamos firmes rumo à santidade.

São Josemaria escreveu em Caminho, 107:
- Santo sem oração?!... Não acredito nessa santidade.

Um católico sem oração assemelha-se a um soldado sem armas.
Porque o Santo não nasce. Faz-se.

terça-feira, 24 de maio de 2016

«Posso ajudar? Um tercinho para o carro?»

Sim, há produtos que só se vendem em Fátima.
Sim, quando vamos a Fátima temos em mente alguns géneros ou objectos que pretendemos adquirir. Nesta derradeira viagem trouxemos dois livros e três crucifixos para termos nas nossas secretárias enquanto trabalhamos.

Um dos livros já recomendámos ontem. O outro é próprio para os jovens. Trata-se de "A missão do Francisco".


Voltando ao texto, não há mal algum nos lojistas. Faz parte. E há coisas que somente em Fátima encontramos. Aliás, a "benção dos objectos religiosos" é sinal visível de que o próprio Santuário convive bem com esta realidade. Um aparte, dois dos crucifixos foram benzidos duas vezes. Uma vez na Santa Missa e outra no Terço na Capelinha, após a Procissão das Velas. Devem estar fortíssimos com as duas bençãos :))

O problema é o critério dos lojistas e de quem adquire os ditos objectos. 

In casu, uma lojista olhou-nos e terá pensado conseguir fazer negócio. Até aí, tudo normal. Primeiro perguntou se podia ajudar. Não podia - não estavámos compradores - mas a pergunta fez sentido.O pior foi quando nos propôs «um tercinho para o carro».

É verdade. O terço é tido para muitas pessoas como uma espécie de talismã. E para alguns condutores um talismã que "dá sorte" na condução. Há a convicção que com aquele "amuleto" não há acidente possível.

Em tempos usámos um terço no carro. Deixámos de o fazer quando percebemos que não havia nele um testemunho cristão mas a convicção de que quem o usa fazê-lo como "amuleto, talismã". Alimentar essa ideia estava fora de questão pelo que abdicámos de o ter no espelho retrovisor.

É uma pena que sejam propostos "tercinhos para o carro" por parte de quem, à priori, devia ter uma formação profissional que permitisse edificar os peregrinos. 
O carro não reza terços e o terço é para ser rezado.
Reiteramos. O carro não reza terços e o terço é para ser rezado.

Podemos escrever termos no carro e escondida uma dezena. E sim, é uma companheira permanente de viagem. Quantos terços rezados com ela...