Família em Movimento

Família em Movimento

domingo, 12 de junho de 2016

Nabucco de Giuseppe Verdi no Teatro Nacional de São Carlos

Uma das mais famosas óperas de Verdi: Nabucco. 

Uma ópera magnífica que tivemos a dita de assistir no dia de ontem no São Carlos.

Magníficas interpretações de Angel Odena, Elisabete Matos, Carlos Cardoso, Simon Lim, Maria Luisa de Freitas, André Henriques, entre outros.

A Orquestra Sinfónica Portuguesa foi dirigida pelo Maestro Antonio Pirolli.


Magnífico coro do Teatro Nacional de São Carlos dirigido pelo Maestro Giovanni Andreoli.

Foto do Blogue Fanáticos da Ópera
Foto do Blogue Fanáticos da Ópera
Foi óptimo e edificante. Fica a promessa de estarmos atentos à próxima temporada lírica do TNSC.

Deixamos AQUI uma reportagem feita pela RTP dias antes da estreia.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A Deus...

A Deus... é o título do penúltimo post dos Power no blogue Uma Família Católica.

Olá Teresa. Olá Família Power.

Não vos mentimos: não foi uma boa notícia.
Porquê? Porque faziam parte do nosso quotidiano e dele sairão e isso custa. Entendem?

Uma Família Católica foi (custa escrever "foi") um blogue que acima de tudo nos comunicou uma família com imensa identidade cristã. Família essa que tivemos o gosto de conhecer pessoalmente e com quem comunicámos por mail coisas nossas. Verdade Teresa? Perdoará a inconfidência, temos certeza.
Powers, sabem quando ligamos a um familiar e ele nos conta que a Maria namora, o Paulo foi para a faculdade, o José tem boas notas e o Joaquim tem um emprego novo? Pois convosco era mais intenso.
Estivemos convosco diariamente por via da partilha que fizeram de vós mesmos. Sim, saber dos Power era acompanhar a família como se estivéssemos convosco todos os dias. Fazia parte. É como estar em família.

Entendem o que escrevemos?

Sabemos que algo maior nascerá. Mas sabemos que a família Power não estará tão exposta e por via disso não estará connosco todos os dias.

Então, a única maneira de estarmos presentes em vós e vós em nós é pela via da oração. Vai um compromisso de nos lembrarmo-nos uns dos outros?

Powers, obrigado do fundo do coração pelas vossas partilhas enriquecedoras. Obrigado por se terem revelado ao mundo. Obrigado por nos acolherem.

Também vos damos os parabéns pelo trajecto. Dois anos e meio com um fim definido e concretizado em breve pelo Sr. Bispo é uma graça.

Sabem que nós ainda andamos pelas intenções e esse fim (que também temos) está longe de ser alcançado. 
Por isso, muitos parabéns e glória a Deus pelo vosso sucesso que é o sucesso de quem convosco faz partilha de vida.

Findamos. Temos muita pena que este blogue fique doravante sem escrita. Mas temos certeza que a decisão foi pensada e rezada e algo mais se aproxima.

Bem-hajam todos por tudo quanto deram.
Família bonita, mantenham-se unidos.

Família Cavaco

FEM

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Façam um favor a vós mesmos e adquiram "As lições do burro"


Caros amigos leitores, não encontramos melhor maneira de vos dizer o óbvio e que exprimimos no assunto da publicação.

Muitos são os ensinamentos que retiramos da leitura do livro. 

Fizemos questão de agradecer ao autor pois nem todos os livros nos dão coisas boas e edificantes e este dá.


BOAS LEITURAS !

FEM

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Curiosidades


Quando escrevemos "Oratório de São Josemaria" no Google o que nos aparece primeiro é o link das confissões
Estamos conversados.



segunda-feira, 6 de junho de 2016

"As mãos de Deus" apresentado na Feira do Livro em Lisboa



Publicado em português pela Principia, um livro de Antonio Vázquez que reúne ensinamentos de S. Josemaria sobre a família e o casamento.

Na 86ª Feira do Livro de Lisboa, no dia 28 de Maio, teve lugar o lançamento do livro “As mãos de Deus”

Esta é a versão portuguesa de uma obra que reúne alguns ensinamentos de S. Josemaria Escrivá sobre o casamento e a família. Editado pela Principia Editora na coleção Lucerna.
O Auditório da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), com uma lindíssima vista sobre o Tejo, encheu para ouvir os dois casais convidados para apresentar a obra da autoria de Antonio Vázquez.
Leonor e Nuno Castel-Branco, casados há menos de seis meses, focaram a obra no seu conjunto, salientando especialmente que se trata de um livro aconselhável a casais: tanto aos que se preparam para essa etapa da vida, como aos que, por já terem amadurecido o amor conjugal, querem manter a sua frescura, com empenho diariamente renovado. Nos ensinamentos de S. Josemaria não se encontram receitas, mas sim sugestões de fundo que ajudam a viver o casamento como um projeto a dois. Nele, ambos procuram complementar-se continuamente, valorizando as suas diferenças e, a partir delas, construir formas de revitalizar a sociedade. Salientaram a experiência pessoal de S. Josemaria, que cresceu numa família cristã sólida, em que a perda do pai, ainda novo, o deixou em presença de duas figuras femininas muito fortes: a mãe, e a irmã, Carmen Escrivá.
Ana Isabel e José Luís Vaz e Gala, pais de uma família numerosa, falaram da sua experiência na educação das virtudes em cada filho, respeitando a singularidade de cada um. Referiram também o que cada pai e mãe recebem, como retorno, no crescimento de cada um deles. Exemplificaram graficamente a ternura que cada filho mantém com os seus pais, através do hábito que S. Josemaria tinha de, no frio inverno de Aragão, meter as mãos no bolso do pai, para procurar as castanhas quentes, acabadas de comprar no regresso a casa.
No primeiro capítulo o autor explica que utilizou «a imagem “as mãos de Deus”, pela sua viva expressividade literária, mas de nenhum modo quis eclipsar uma realidade de muito maior alcance. Para S. Josemaria Escrivá cada cristão deve ser alter Christusipse Christus, presente entre os homens».

domingo, 5 de junho de 2016

A relação dos textos lidos hoje na Santa Missa


Relacionemos os textos lidos hoje na Santa Missa.

O primeiro, Livro de 1º Reis 17, 17-24.
O segundo, o Evangelho de São Lucas 7, 11-17.

Juntemos ainda um terceiro texto, narrado na
Paixão do Senhor.

Os três textos são distanciados no tempo e no lugar. Um texto do Antigo Testamento e dois do Novo Testamento.


Os primeiros dois indicam-nos a morte precoce de dois filhos de duas mulheres que eram, de igual modo, viúvas.

As pobres mulheres além dos maridos perderam os filhos. Não é apenas a dor da perda como a perda económica que estava em causa. Na altura, bem sabemos, não existiam "pensões".

Fora o contexto económico podemos dizer que em ambos os textos está presente, muito presente, a misericórdia de Deus. Ambos os filhos são ressuscitados e entregues às mães para sua enorme alegria e júbilo.

O terceiro texto que se mistura com estes dois é o texto da crucifixão de Jesus. Citemos:

«Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que ele amava, disse à mãe:"Mulher, eis o teu filho!". Depois disse ao discípulo: "Eis a tua mãe!". E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.»

Nos dois primeiros textos há um novo sopro de vida, uma vez que Deus ressuscita os mortos. No terceiro texto, como sabemos, há a ressurreição de Jesus. São diferentes. Os dois primeiros, voltaram a morrer. Jesus, não.

Mas simultâneamente ocorre um fenómeno extraordinário. Nos dois primeiros textos são novamente entregues os filhos às mães. Na morte de Jesus é entregue a humanidade inteira, representada por João, à Mãe. Mas não é menos verdade que a nossa Mãe também recebe o seu filho ressuscitado ao terceiro dia.

Findamos. Não é dito que Maria recebe João mas que João recebe Maria em sua casa, acolhendo-a. Logo, em João estamos nós. Saibamos receber e acolher Nossa Senhora nas nossas casas. 
É nas nossas casas e na nossa companhia que Maria se sente bem. 
Saibamos acolher a Mãe e estar com ela.

Obrigado Padre Lobato pela enorme homilia de hoje.

sábado, 4 de junho de 2016

Presente de final de ano lectivo

O nosso presente de final de ano lectivo ao nosso filho mais velho é a participação no Plano de Férias do Clube Xénon.


Os mais novos também têm um Plano de Férias, denominado Plano de Férias Xield.  

Serão - como sempre no Xénon - umas férias edificantes.

Para quem não sabe, o Clube Xénon é uma resposta à preocupação de alguns pais em relação aos filhos. É um centro educativo onde se procura ajudar cada sócio a trabalhar responsavelmente e a ocupar bem os seus tempos livres.

O Clube dispõe de um conjunto de actividades desenvolvidas ao longo do ano, incluindo fins-de- semana e épocas de férias.
Além dos tempos dedicados à formação bem como conversas pessoais com o Preceptor, que é monitor do Clube com o qual o rapaz e a sua família estabelecem laços de confiança.

Para quem desejar, o Clube tem actividades de formação cristã, confiadas à Prelatura do Opus Dei . No Clube Xénon está habitualmente o Capelão do Clube. Cada sócio tem assim um Preceptor e a oportunidade de falar com o Sacerdote.

O Clube Xénon organiza meios de formação espiritual quem deseja aprofundar a sua vida cristã. 

Tomás e Paquita Alvira: um matrimónio cristão


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Qual o valor de um pastel de nata?

8:00 horas da manhã. No café olho um pastel de nata. Devia estar delicioso. Peço um café e fico na tentação de pedir. 

Começo a pensar "aqui tens uma boa oportunidade para te mortificares".

Caramba, hoje nem era a questão da dieta. Essa seria ultrapassada com a célebre frase "é só hoje, não faz mal." 

Agora... uma mortificação sugerida "piou" de modo diferente.


Chegou o café. Era o momento da decisão. Pedir ou não pedir.
E estava queimadinho como eu tanto gosto...

- Dar morte! Venci. Não pedi o pastel de nata. 

Depois ofereci. Uma intenção e outra. 

- Duas intenções por um singelo pastel de nata?  Estás a esticar-te... - pensei.

Talvez não. No carro meditei sobre a dimensão das coisas e a dimensão de uma mortificação face ao propósito que se lhe acrescenta e concluí: 

Foi um singelo pastel de nata, igual aos outros que estavam expostos. Todavia, era o que mais queria naquele momento. A dimensão da mortificação ficou necessariamente amplificada por via do sacrifício, independentemente do tamanho ou facto.

Sim, terá valido as duas intenções e outras caberiam se assim quisesse. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dia da Criança

Hoje o dia é das crianças! 
Penso que este dia é uma mera formalidade, já que todos os dias são dia da criança.

Por aqui o dia amanheceu com uma baixa, pois a benjamim acordou com febre ficando desse modo impedida de usufruir das actividades que a escola preparara.

Como tal, era necessário proporcionar-lhe um dia diferente pois a tristeza estava estampada no seu rosto após levar a irmã à escola.


Decidimos as duas ir à loja das sementes e comprar uma casinha para passarinhos. Depois de adquirir a casinha pusemos mãos à obra e pintámo-la cheia de cores vivas e apelativas cheias de esperança que os passarinhos a queiram habitar.


Foi uma manhã de trabalho!


Entretanto, o pai sugeriu uma lembrança para os três. E nada melhor para fazer feliz uma criança do que BOLINHAS DE SABÃO.

A felicidade estava quase completa, pois faltava ir buscar os manos à escola, colocar a casinha dos pássaros e o comedouro no pinheirinho, lanchar e brincar no quintal com as bolinhas de sabão.


Com todos os pequenos já em casa foi hora do lanche: bolo de iogurte, batido de morango e pipocas.

A seguir colocar a casinha dos passarinhos e o comedouro no pinheirinho e esperar pelos novos inquilinos.

Entretanto, as bolinhas de sabão fazem as delícias das meninas!




No final da tarde, a pequenina  exprimiu assim a sua felicidade: "Foi o melhor dia de sempre!"
É tão simples fazer uma criança feliz!

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Quarto

Há 30/40 anos atrás o quarto era tido pelo lugar mágico que era dado às crianças.

As brincadeiras de então eram passadas no castelo (o quarto) ou na rua. Hoje temos dificuldade em explicar o jogo do elástico, o jogo do prego, os carrinhos de rolamentos, os jogos de futebol no alcatrão da praceta, o jogo do pião, o jogo do mata, as corridas de caricas na berma do passeio, entre muitos outros jogos que preenchiam o imaginário das crianças.

Nesse imaginário surgia de igual modo o quarto onde o Playmobil preenchia parte dos armários ou mesmo a garagem com um pequeno elevador onde os carrinhos (os carrinhos... hoje são objectos de colecção) subiam e desciam para serem arrumados. As meninas preenchiam os quarto com bonecas.
Nos quartos faziam-se jogos e o imaginário era desenvolvido à custa de brincadeiras simples mas simultâneamente deliciosas.


Quarenta anos depois temos a noção ou a percepção que os miúdos não fazem
mais do quarto o seu castelo, o seu esconderijo, o seu mundo.

Focam-se muito nas tablets, nos telemóveis, na playstation. Usam o quarto para dormir e pouco mais fazendo a maior parte da vida na sala de estar onde a panóplia de aparelhos electrónicos os rodeia.


Ainda que tenham muitas coisas nos quartos - a vida hoje é diferente e os miúdos têm o que não tivemos tal como nós tivemos o que os nossos pais não tiveram - não lhes prestam a atenção que outrora era prestada.

Recordamos o chegar a casa da escola. Era o lanche e depois... quarto! Brincar era bom. Ou então, rua.

Por falar em rua, também aqui perdemos a liberdade. O mediatismo da insegurança domina-nos e deixar brincar as crianças na rua é um luxo. Isto é, em algumas zonas e locais é possível e viável. Noutras, proibitivo. Quiçá com um adulto a vigiar.

São sinais dos tempos. Mas somos sinceros, antes os outros. Nada elimina as memórias boas que ainda hoje são recordadas carinhosamente, como o fizemos ontem quando nos reunimos em família na sala. E sim, os miúdos estavam de boca aberta. Pudera... 

domingo, 29 de maio de 2016

A relação com Maria é em tudo igual à que tive com o meu amigo imaginário

Quando era pequeno tive um amigo imaginário. Era o Rui. Ficcionei ao longo de anos a presença de um amigo que fez as vezes de um irmão que nunca tive. Sim, na minha imaginação era o meu irmão, o meu companheiro de viagem.

Não sei se todas as pessoas têm um amigo imaginário ou se é próprio dos filhos mais tristes que são os que, como eu, não tiveram irmãos.

Escrevo o texto não para vos dizer que tive um amigo imaginário (quiçá corro o risco de internamento compulsivo) mas a relação que com ele tive. O Rui foi o meu confidente, a personagem com quem partilhava os momentos bons e os menos bons ou mesmo maus. 
O Rui estava sempre lá. Não me faltava.

O Rui foi o meu grande irmão, aquela personagem gentil e presente que fez as vezes de quem nunca existiu. Preferia que o Rui não tivesse existido pois seria sinal de que eu teria sido mais feliz na minha infância.

O Rui tudo ouvia. E também me aconselhava. O Rui existia em mim. Era o tal. Ainda hoje recordo essa ficção que me ajudou nos momentos mais solitários.

Li de São Josemaria que a relação mais conseguida com Maria é em tudo semelhante à que tive com o Rui. Isso foi tão bom de ler porque, por vezes, temos algumas dificuldades de nos relacionar com o Céu.
No caso em apreço e na relação com Nossa Senhora, quiçá rezemos as Avé-Maria a correr ou sem sentir cada saudação como uma declaração de amor; outras estamos apertados e recorremos à Mãe que é auxílio dos cristãos. Mas… é estanque a relação... é curta. Não tem encadeamento.

Vejamos alguns exemplos. A consagração de manhã; o ângelus; a oração saxum; o terço… e se estivermos atrapalhados eis que lançamos uma oração. Mas o que nunca havia percebido é que a relação que posso ter com Maria é em tudo igual à que tive com o Rui.

No fundo – diz São Josemaria – «conta-lhe tudo o que te acontece». É aqui que tudo se transforma.

Penso que os meus filhos não têm um amigo imaginário. Não precisam. Mas precisam de se relacionar com Maria.

Então, é por esta via brilhante e simples que provavelmente o conseguirão.
Sim, vou falar-lhes na leitura que fiz e que a seguir publico. Sim, vou falar-lhes do Rui. Rirão certamente. Fico feliz pois será sinal que não precisaram recorrer a expedientes do imaginário para se sentirem acompanhados. E desejo muito que agarrem Maria desta forma.

Escreveu São Josemaria:

«Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.»

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O Céu como um tribunal onde se acumulam petições sem despacho do Juiz

Hoje na Santa Missa, entre outras coisas, pedi para Maria me ajudar a ser mais próximo e comunicativo com Jesus. Sim, oração.

Por vezes na nossa vida tem de haver um plus.

O Santo Padre na quarta-feira disse-nos da importância da oração e como exemplo deu-nos Jesus. É factual. Ao lermos os Evangelhos são-nos dados imensos testemunhos da oração profunda de Jesus independentemente da situação. Há uma constância, uma unidade na vida do Senhor que nos interpela, que nos desafia.



O Santo Padre disse que a oração não é uma varinha mágica. E não é. Quantas pendências, Senhor. Tens tantos assuntos meus pendentes e parece que não lhes atribuis importância. 
Se a oração fosse varinha mágica há muito estariam resolvidos. Imagino o Céu como um tribunal onde se acumulam processos com imensas petições e o Juiz não promove os respectivos despachos.

Muitas vezes não compreendemos a vontade do Senhor porque parece não ser a mesma que pensamos adequada. Mas aceitemos isso e a maneira de convivermos harmoniosamente é por via da oração intensa. A oração ajuda a conservar a fé em Deus. 

«Não seja como eu quero mas como Tu queres.» Eis o plus. A partir daqui nada será como antes. O objecto da oração muda e o mais importante é a relação com o Pai.

Acresce outro facto. A unidade de vida entre a criatura e o Criador carece de uma relação tão intensa quanto a de um casal. 

Olhando para nós, há uma comunicação intensa diária. Mesmo não estando fisicamente perto, entre SMS vários e telefonemas, não passa hora em que não comuniquemos. E temos certeza ser assim entre os casais. Entre troca de informação necessária a simples mas sentidas declarações afectuosas, estabelece-se uma relação com base na comunicação. Comunicar é muito importante. Talvez por isso quando chegamos a casa os assuntos estão esbatidos e não constituem em si novidade.

Pois foi essa relação que peticionei a Maria, para que a Mãe promova e patrocine e quiçá anime essa relação. Quanto mais oração, mais proximidade. É pela oração que caminhamos firmes rumo à santidade.

São Josemaria escreveu em Caminho, 107:
- Santo sem oração?!... Não acredito nessa santidade.

Um católico sem oração assemelha-se a um soldado sem armas.
Porque o Santo não nasce. Faz-se.

terça-feira, 24 de maio de 2016

«Posso ajudar? Um tercinho para o carro?»

Sim, há produtos que só se vendem em Fátima.
Sim, quando vamos a Fátima temos em mente alguns géneros ou objectos que pretendemos adquirir. Nesta derradeira viagem trouxemos dois livros e três crucifixos para termos nas nossas secretárias enquanto trabalhamos.

Um dos livros já recomendámos ontem. O outro é próprio para os jovens. Trata-se de "A missão do Francisco".


Voltando ao texto, não há mal algum nos lojistas. Faz parte. E há coisas que somente em Fátima encontramos. Aliás, a "benção dos objectos religiosos" é sinal visível de que o próprio Santuário convive bem com esta realidade. Um aparte, dois dos crucifixos foram benzidos duas vezes. Uma vez na Santa Missa e outra no Terço na Capelinha, após a Procissão das Velas. Devem estar fortíssimos com as duas bençãos :))

O problema é o critério dos lojistas e de quem adquire os ditos objectos. 

In casu, uma lojista olhou-nos e terá pensado conseguir fazer negócio. Até aí, tudo normal. Primeiro perguntou se podia ajudar. Não podia - não estavámos compradores - mas a pergunta fez sentido.O pior foi quando nos propôs «um tercinho para o carro».

É verdade. O terço é tido para muitas pessoas como uma espécie de talismã. E para alguns condutores um talismã que "dá sorte" na condução. Há a convicção que com aquele "amuleto" não há acidente possível.

Em tempos usámos um terço no carro. Deixámos de o fazer quando percebemos que não havia nele um testemunho cristão mas a convicção de que quem o usa fazê-lo como "amuleto, talismã". Alimentar essa ideia estava fora de questão pelo que abdicámos de o ter no espelho retrovisor.

É uma pena que sejam propostos "tercinhos para o carro" por parte de quem, à priori, devia ter uma formação profissional que permitisse edificar os peregrinos. 
O carro não reza terços e o terço é para ser rezado.
Reiteramos. O carro não reza terços e o terço é para ser rezado.

Podemos escrever termos no carro e escondida uma dezena. E sim, é uma companheira permanente de viagem. Quantos terços rezados com ela...

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Leitura recomendada

"Um amor escrito no céu" de Giulia Nicola e Attilio Danese foi o livro recomendado no Carmelo nesta visita. 

Versa sobre os pais de Santa Teresa de Lisieux, recentemente canonizados.

Já o temos e partilhamos com os amigos que frequentemente nos visitam no blogue.

Na net encontrámos o seguinte texto sobre Luís e Maria Zélia. 
Uma preocupação do Papa são João Paulo II era a canonização de casais santos que muitas vezes não são notados. O Papa falava em mostrar aos casais que o casamento é uma via fértil de santidade dos esposos. Então, ele queria beatificar e canonizar casais que fossem para os esposos exemplos de vida santa e intercessores no céu. A luta dos casais católicos para se manterem fiéis um ao outro por toda a vida, educando os filhos na fé do Cristo e da Igreja, torna-se uma “escola de santidade”, como foi com o casal Luis Martín e Maria Zélia,pais de Santa Teresinha.
São Paulo disse que a mulher santa, santifica seu esposo, e comparou o matrimónio com a união de Cristo e a Igreja. “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou  por ela” (Ef 5,25). É esse amor de um pelo outro, que vai até à entrega da própria vida, que santifica o casal.
No dia 18 de Outubro de 2015 o Papa Francisco canonizou os pais de Santa Teresinha.
Foi a primeira vez que um Papa canonizou ao mesmo tempo um marido e sua esposa. Outros casais já foram canonizados, mas em datas diferentes.
Disse o Papa Francisco na homilia de canonização deles que : “Os Santos esposos Luís Martin e Maria Zélia Guérin viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus.
O testemunho luminoso destes novos Santos impele-nos a perseverar no caminho dum serviço alegre aos irmãos, confiando na ajuda de Deus e na protecção materna de Maria. Que eles, do Céu, velem sobre nós e nos apoiem com a sua poderosa intercessão”.
Outros casais já foram canonizados, como: Santos Aurélio e Natália; Feliz e Liliosa; Santa Margarida e Malcolm Camore, reis da Escócia; São Luiz IX, rei da França e sua esposa Margarida de Proença; São Tomás More e Santa Jane Colt; Santa Francisca Romana e Lourenço de Ponziani e outros beatos e veneráveis.
Luís e Zélia Martin casaram-se em 1858. Ambos haviam aspirado entrar para a vida religiosa. De carácter contemplativo, mais silencioso, Luís, nascido em Bordéus, França, em 22 de Agosto de 1823 sonhara em ser monge cartuxo. Não foi aceite por não saber latim. Voltou a Alençon, onde residia com os pais, e aí montou uma relojoaria. Zélia tentou ser religiosa visitandina, mas a Superiora logo intuiu que a jovem não era chamada à vida religiosa. Ambos foram levados a desistir da vocação religiosa. Após o casamento, permaneceram convivendo como se fossem monges. Um confessor convenceu-os a ter filhos e, assim preparar almas para o céu.
Alençon é a capital da confecção de rendas; Zélia havia realizado um curso de rendeiras e, aos 22 anos, estabelecera-se por conta própria. Ao casar, havia cinco anos que fabricava rendas. O seu negócio prosperava. O negócio de Luís era algo mais do que estagnante. Não demora em desistir da relojoaria e pôr-se ao serviço da esposa. Como tantas mulheres modernas, em toda sua vida Zélia acumulara as tarefas de mulher, de mãe e de trabalhadora.
Tiveram nove filhos: sete meninas e dois meninos. Zélia intercedia por eles: “Senhor, dá-me muitos filhos, e que eles sejam todos consagrados a ti”. Oração atendida integralmente, pois cinco filhas seriam religiosas!
Não havia nada de extraordinário na vida deste casal cristão. A sua vida era simples, decididamente voltada para Deus, que está no centro: missa diária, devoção ao Sagrado Coração de Jesus, participação em alguns movimentos de igreja… o amor entre eles era profundo. “Estou ansiosa para estar perto de ti, meu querido Luís” – escreve Zélia durante uma viagem. “Eu amo-te com todo o meu coração e ainda agora sinto redobrar minha afeição pela experiência da privação de tua presença.” 
Eles completavam-se. Tomam juntos as decisões importantes referentes ao casamento e ao trabalho. São generosos com os pobres e os infelizes.
Os dois têm um grande desejo de ser sant
os. Para isso, vivem com fidelidade suas obrigações de estado, exercendo seu trabalho e dando o melhor de si para a educação de seus filhos.
Experimentam a provação de perderem dois filhos e duas filhas ainda criancinhas. 
Desde 1864, Zélia começou a sentir os primeiros sintomas do cancro de mama que a levará para Deus em 1877. “Eu me resigno a todos os acontecimentos adversos que me vêm ou que me podem vir. Eu penso: foi Deus quem quis assim! E não penso mais nisso!”. Zélia morre com 46 anos em 28 de agosto de 1877. Teresa tem 4 anos e meio.
Depois de sua morte, Luís muda-se para Lisieux, para casa Buissonnets. Vendeu todos os negócios e dedicou-se inteiramente à educação de suas cinco filhas. 
Luís Martin tem consciência de todas as graças que recebeu do Senhor. Contou às suas filhas ter feito a seguinte oração: “Sim, sou muito feliz. Mas não é possível ir ao céu desta maneira. É preciso que eu sofra um pouco por Vós…”. Ofereceu-se. Pouco tempo depois experimentou a terrível humilhação da doença mental.
Em 29 de Julho de 1894, Luís Martin morreu tranquilamente.

domingo, 22 de maio de 2016

"Eu estarei sempre convosco"


Foi com enorme entusiasmo que no Carmelo nos contaram a novidade: novo milagre eucarístico, agora na Polónia.

Depois de ouvirmos no locutório toda a história misteriosa deste milagre - tão espantoso - vivemos de forma ainda mais intensa a Santa Missa.
Não sabíamos. Vamos partilhar convosco citando a fonte: gaudiumpress.org 


O Bispo de Legnica, Polónia, Dom Zbigniew Kiernikowski, certificou no dia 17 de Abril que um facto registado no Santuário de San Jacek em Legnica "tem as características distintivas de um milagre eucarístico". 

Depois de uma rigorosa investigação, o prelado afirma o caráter sobrenatural do facto que comunica novamente a doutrina da Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada no Sacramento da Eucaristia.


Tecido de coração humano

O milagre ocorreu no Natal de 2013, quando uma das Hóstias que se distribuía na comunhão caiu no chão e foi depositada num recipiente com água para que se desfizesse naturalmente (um dos procedimentos habituais recomendados para esses casos). A Hóstia, ao invés de diluir-se, exibiu uma mancha vermelha com uma textura estranha, o que motivou a investigação do Bispo, que estabeleceu uma comissão para determinar a natureza do facto.

Em Fevereiro de 2014 levou-se um fragmento da Hóstia a várias avaliações forenses, chegando-se à conclusão de que "na imagem histopatológica se encontrou que os fragmentos contêm partes fragmentadas do músculo estriado transversal, similar ao músculo do coração", segundo informou Religión en Libertad. Os especialistas determinaram que o tecido analisado era humano e correspondia a uma pessoa submetida a um alto grau de tensão e sofrimento.

O caso ainda foi submetido a uma consulta realizada pelo Bispo à Congregação para a Doutrina da Fé na Santa Sé, instituição que estabeleceu a idoneidade da veneração pública do milagre com a exposição dos factos ligados ao acontecimento. Após receber este parecer, o pároco do Santuário foi autorizado a expôr a Hóstia numa Capela, junto à descrição do facto sobrenatural.


O Bispo pediu que se ofereça aos assistentes ao lugar "informação pertinente" e uma "catequese sistemática que forme adequadamente a consciência dos fiéis no culto eucarístico". O Santo Padroeiro do Santuário, São Jacek, justamente foi um notável pregador da Eucaristia, pelo qual se representa com o Sacramento em suas mãos. "Espero que tudo isto sirva para aprofundar no culto da Eucaristia e tenha um inconfundível impacto na vida das pessoas que se aproximam da relíquia. Uma expressão particular da bondade e do amor de Deus", afirmou o prelado.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Até quando?



ADOPÇÃO GAY    ABORTO    PROCRIAÇÃO MEDICAMENTE ASSISTIDA    PROSTITUIÇÃO

                    EUTANÁSIA               MUDANÇA DE SEXO      BARRIGAS DE ALUGUER

Ontem escrevemos um texto que trouxe confusão. Hoje, confusão trazemos. 
Qual a relação das duas publicações? Alguma.

Quando nas comunidades se "vai andando", é mau. O Senhor merece mais que "ir andando", já o escrevemos. Enquanto uns "vão andando" outros há muito vão "trabalhando". E devagarinho, pé ante pé, chegaram ao objectivo inicial. Essa é a diferença.

Costumamos dizer que devemos ser um misto de Martas e Marias. Nem totalmente contemplativos nem o inverso. E, ainda que saibamos qual é a melhor parte da escolha, não devemos baixar os braços em profunda tibieza que em si mesma mais não é que uma silenciosa cumplicidade com o status quo.

Nem mais. A esquerda trouxe para a agenda política todos os temas fracturantes e, um a um, vão sendo aprovados para gáudio das galerias em simultâneo com sucessivos murros no estômago nos cristãos.
Mas se é verdade que a esquerda os traz, não é menos verdade que alguma direita os consente. Vide quem aprovou as barrigas de aluguer.

Mas ao fim e ao cabo parece que ninguém nota. Os católicos observam da bancada, não se manifestam. Os sacerdotes evitam falar nos temas. Faz de conta que os temas em causa não existem. Mas faça-se de conta porque na verdade eles estão aí. Um silêncio ensurdecedor que incomoda.

Queridos amigos, não podemos ter o melhor de dois mundos mas será estranho que nos mostremos amorfos, pálidos, doentes, com manifesta falta de vigor.

Há muitos modos de ser-se operativo. Os católicos devem intrometer-se na política, na sociedade, em tudo. Onde há vida, um católico. Onde há tema, um católico. Onde se ouve respirar, um católico.

Católicos convictos e cientes da doutrina, dos valores cristãos. Católicos íntegros e com unidade de vida. Católicos sem respeitos humanos. Católicos que o sejam em qualquer circunstância, assumindo a sua condição independentemente do ambiente. Católicos que protestem contra as injustiças. Católicos que se mobilizem. Católicos que saiam para a rua quando necessário como os outros fazem. Católicos que escrevam. Católicos que discursem. Católicos que testemunhem. Católicos que defendam a Família. 

Entendamos que a grande diferença - além da doutrinária - dos que "vão andando" dos que "trabalham" é essa: os segundos foram e são operativos e contam com a resignação dos primeiros que até aqui têm sido bons rapazes. 
Até quando?

terça-feira, 17 de maio de 2016

Os suspeitos do costume

Os suspeitos do costume, por mais que tentem, não furam.

Ainda que ouçam promessas de abertura e lhes seja sugerido maior participação na vida activa, os suspeitos do costume encontram blindagem. E é uma pena.

Disse António Vitorino que «não há festa nem festança onde não esteja a Dona Constança». É verdade.

E também é verdade que não há comunidade que não tenha as suas Constanças, o seu núcleo duro, impenetrável.

Sim, "os mesmos de sempre". Estão em todas. Opinam sobre tudo. Vetam e promulgam. Decidem ou inclinam à decisão.

Dir-se-á que a orquestra tem sempre o mesmo ritmo porque o maestro não muda. E assim se caminha rumo a um horizonte fechado que paradoxalmente se diz aberto.

Mas note-se que os suspeitos do costume não o são de mãos vazias. Procuram abrir, quiçá furar. Propõem. Contudo, as dinâmicas que pretendem são outras e implicam, muitas vezes, que muitos se desinstalem. E por via disso, esbarram na aludida blindagem.

sábado, 14 de maio de 2016

Paulo, um apóstolo moderno

Escreve São Josemaria sobre o tema "estudo" no Ponto 335 do livro Caminho que para um apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração.


O mesmo Santo no livro Via Sacra, XIª estação, escreve o seguinte: «Antes de começares a trabalhar põe sobre a tua mesa, ou junto dos utensílios do teu trabalho, um crucifixo. De vez em quando lança-lhe um olhar... Quando a fadiga chegar, fugir-te-ão os olhos para Jesus e encontrarás nova força para prosseguir no teu empenho.»


São Josemaria tinha sempre na sua mesa de trabalho o crucifixo.


Um jovem com formação cristã estudava ao meu lado. Eu de volta de uma conferência e ele, presumo, de volta das matemáticas. A determinado momento lancei um olhar sobre a sua mesa. Uma folha de papel com um lápis, um computador, um estojo e... o crucifixo. 

Sorri. Perguntei o nome e pedi para dar testemunho dele próprio sem que, no entanto, revelasse o nome e o local onde com ele estivera. Acedeu.

Paulo, nome fictício. O Paulo estuda como um apóstolo moderno. Concentrado. É dos alunos que ao Sábado e Domingo é tão responsável ou mais quanto nos dias de semana e não descura o estudo. É o seu trabalho.

Mas o mais precioso é que este apóstolo moderno tem notoriamente uma vida interior que se toca. Que grande exemplo me deu; a mim que na secretária tinha um código, um computador e apontamentos. Eu não tinha um crucifixo. E isso fez-me pensar. Uma lição de um miúdo que trabalha e pensa como gente grande.

O Paulo mostrou-me que faz o que deve e está no que faz; mostrou igualmente ser um apóstolo moderno e, por fim, que quer ter Jesus perto dele.

Lembrar-se de Deus no trabalho nem sempre é fácil. O crucifixo sobre a mesa pode ajudar a dirigir o pensamento ao Senhor enquanto continuamos as nossas tarefas. Assim fazia São Josemaria. Assim podemos fazer nós.

Ao Paulo o meu agradecimento pelo testemunho dado e igualmente por me permitir escrever este texto que será lido por muitas pessoas que, não duvido, irão meditá-lo. Por ora, foi tema de conversa na nossa família durante o jantar.

Last but not least, uma palavra de apreço aos pais pela educação cristã.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cuidados no casamento

Nota prévia: O texto vai ser escrito como se fosse direccionado ao homem como marido. Faça-se uma interpretação extensiva. 

A relação familiar tem de ser cuidada, cultivada.
E quer no homem, quer na mulher, os alertas devem estar sempre presentes.

Vamos envelhecendo. Nada há que impeça esse facto. Não somos mais os jovens de outrora. 

Mas sempre se diria que os leitores mais novos devem igualmente adaptar este texto à sua condição.

À nossa volta existem e existirão sempre mulheres. Lidamos com elas no trabalho, nos eventos sociais, nos ginásios e em tantas outras circunstâncias. Mulheres fantásticas, bonitas, jovens, sem rugas, sem celulite e sem cabelo branco. Mulheres bonitas e atraentes. 

Mas cuidado! Muito cuidado com as intimidades. Muito cuidado com as ocasiões. 

Entendemos que os "beijinhos" devem ficar reservados para o casal. O cumprimento com a mão parece sensato e suficiente. Hoje todos se cumprimentam com um ósculo. Parece algo corriqueiro, trivial, banal. Mas se pensarmos um pouco é um gesto a reservar para quem é manifestamente especial.

Também é fundamental termos sempre colocada a nossa aliança. Ela é sinal para dentro e para fora. Pensemos o que ela significa e pensemos na aliança que firmámos com a nossa mulher. 
A aliança não deve ser adorno ou memorial. Seja sinal vivo e presente da nossa aliança com alguém. 

O nosso coração sempre guardado para a nossa mulher.

Outro ponto de luta é o guardar da vista. Deve estar sempre presente e erradicar imaginações que disso não passam mas que firmam desejos.

Alerta-se igualmente para as virtudes da fortaleza e prudência. Não fiquemos em risco.
Por exemplo, em determinadas circunstâncias e se necessário, devemos mudar de sala, de local, de ambiente.
Não demos relevância ao que a consciência nos vai dizer: «Irão levar a mal. Irão falar. Irão comentar.» 
Paciência. Se for preciso, explicamos. Essa "ética" não pode ser uma oportunidade para nos colocar em causa. 

A este propósito e com muito respeito pelos inúmeros exemplos respeitosos existentes, também os há aqueles que terminam de outra forma. 

Cuidado com as situações que nos colocam em perigo. Notemos com clarividência que situações menos próprias não acontecem apenas aos outros, porque os outros são como nós. Estamos todos sujeitos.

Lembremos sempre aqueles casos académicos (sempre académicos) de um serão após outro que conduz a um jantar e neste um bom vinho. Findo e por mera cortesia o levar a casa o outro que, também por extraordinária cortesia, nos convida a subir. Perante o convite ditam as regras de cortesia aceder ao mesmo. Ponto. Ficamos por aqui.

A idade traz-nos algumas coisas mas nos traz castidade. Que sempre impere o amor, sensatez e unidade de vida. O nosso coração guardado para a nossa mulher.

Mas não basta o exercício daquelas virtudes. Há comportamentos a ter que ajudarão e muito a que olhemos sempre a nossa mulher com agrado. 
Alguns exemplos. Não devemos abandalhar o ambiente familiar. Quer ao nível da linguagem como ao nível da indumentária. Em relação à linguagem, saibamos ter classe. Em relação à indumentária e ressalvando todo o respeito por quem o faça, não é agradável à vista andar em casa de chinelos, pantufas ou calças de fato de treino. Não é agradável à vista as mulheres não se cuidarem, não colocarem uma pintura e não colocar o cabelo arranjado. E muito menos o perfume que lhes oferecemos. Sim, o tal.

Cuidar de nós para captar a atenção do outro. Esse é o truque. E se temos o outro "preso" ao nosso encanto, não irá certamente procurar "amizades" fora de casa.

Resumindo. Muito cuidado com os ambientes. Não nos coloquemos a jeito.
Por outro lado, charme e encanto.

Este foi um texto diferente. Poder-se-ia ter ido mais além. Ou quiçá aquém.
É um assunto realista e alvo de meditação em vários fóruns. Que edifique.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

“Voam pratos”, diz o Papa. Por vezes voam. Faz parte.



É cada vez mais assumida a relação comportamental dos pais com o sucesso académico dos filhos. Ela não se baseia em estudos profundos ou dissertações maravilhosamente escritas.

Essa relação baseia-se em experiências familiares concretas. Nomes concretos. Pessoas concretas.




“Voam pratos”, diz o Papa. Por vezes voam. Faz parte.
Todavia, muitos pratos a voar já não faz parte.

Por outro lado, o estilhaçar da louça – quando ocorre – não deve ser ouvida pelos filhotes que tudo absorvem. A Exortação Apostólica do Santo Padre é absolutamente fantástica e promove descobertas. Recomendamos a sua leitura.

Assuma-se por favor que muito do insucesso escolar tem origem na instabilidade familiar. Muitas discussões e quiçá reiteradas promovem uma instabilidade enorme. Os divórcios e separações de facto promovem uma enorme instabilidade emocional nas crianças.

Resumamos: tudo o que afecte os pais afecta os filhos por via do amor que estes sentem àqueles. O clima de guerrilha afecta-os. Cuidado!

A cegueira de muitas guerrilhas é prova absoluta do egoísmo e da ausência de valores e virtudes. É imperativo ler o Capítulo IV da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e absorver devagarinho (mastigar lentamente) o que nos é dito pessoalmente pelo Papa. Escrevemos «pessoalmente» com um propósito.

Não somos pessoas fantásticas. Somos pessoas. Apenas pessoas. Todas com virtudes. Todas com defeitos.

Mas há algo que sabemos: todos somos dotados de inteligência Aprendamos a viver o amor, a descobrir o amor, a redescobrir o amor. O amor não é sentir. Não é e nunca foi.
Adolescência? Não era amor. Essa paixão de outrora derivou para algo profundo que chamamos «amor».

Saibamos amar e ver no outro o alvo mais apetecido para fazê-lo. E se o fizermos o outro sentir-se-á amado e feliz. Ah! Os outros (os filhos) sentir-se-ão estáveis e essa estabilidade ficará espelhada na pauta de notas. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As crianças na Missa

Há uns dias a Família Power publicou no seu blogue Uma Família Católica um texto muito giro e muito pertinente sobre a presença das crianças na Missa.

Não vamos acrescentar nada. O texto deve ser lido.

Todavia, sempre faríamos duas considerações.


A primeira. Mal de nós se não acolhermos as crianças na Missa.
Mal de nós se não abraçamos as crianças na Missa.

Elas são o testemunho vivo do amor dos seus pais. 
Elas testemunham igualmente a existência da Família tradicional. 
De que nos vale criticar a mentalidade dominante se depois ficamos incomodados se uma criança perturba a Missa?

Sim, por vezes gostaríamos de ter silêncio e não podemos ter porque alguma criança faz barulho. Pois, é normal. São crianças...  Demos graças a Deus por elas e ofereçamos ao Senhor esse momento.

Vamos escrever - e como segunda consideração - o que verdadeiramente nos perturba na Missa.

Perturba-nos quem está na Missa de perna traçada como se estivesse no café.
Exmas. e Exmos. das nossas comunidades, acaso estariam assim diante de um Chefe de Estado? E de um Rei? 
Então porque estais assim diante do Rei dos Reis?
Sabe bem a perna traçada... a nós também. Eis uma boa mortificação: pernas direitinhas na Missa.

Perturba-nos quem durante a Missa lê apps noticiosas no telemóvel ou lê/escreve na rede social Facebook
Diz São Josemaria: «Faz o que deves e está no que fazes». Saber estar na Missa é fundamental. E a renovação do sacrifício de Jesus pede mais que redes sociais ou notícias de Domingo. 
Caramba, não faltará tempo para colocarmos a nossa cultura mais enriquecida e a nossa mega rede cheia de likes.
Devemos dar mais de nós sob pena de sermos medíocres até na celebração da Eucaristia.

Perturba-nos  quem está na Missa em plena converseta. Reiteramos aqui o que escrevemos no parágrafo anterior.
Mas o rídiculo atinge o seu expoente máximo quando interrompem a converseta para dizer (não escrevemos rezar) a oração que por acaso (só por acaso...) é dita naquele momento. Finda a oração retomam a converseta. 
Ok, é um mini break inoportuno, sabemos. A oração vem sempre em má hora... que aborrecido.

Perturba-nos quem não desliga o telemóvel (perturbando os outros) e atende-o quando toca. 
Na Missa? Sim, na Missa.  
Uns dizem: "Estou na Missa, agora não posso falar". Se não podem falar por que atendem?
Um absurdo.
Outros deixam o telemóvel tocar e saem em passo de corrida. Até chegarem à porta o telemóvel não cessa de tocar. Isto é perturbador.

Perturbam os grupos organizados que estão "obrigados" (nunca compreendemos esta regra da rapaziada se apresentar uma vez por mês para animar a Eucaristia e depois desaparecerem por três semanas) a uma Missa mensal e comungam sempre sem que ninguém lhes ensine estarem em pecado mortal. É uma pena não saberm o mais básico da doutrina. Estamos perante matéria grave que carece de confissão. Ou não... já não sabemos. Modernices.

Por último, perturba quem na fila para a comunhão cumprimenta quem encontra. Há quem aproveite o momento para perguntar se o outro está bem. Outros fazem uma mini converseta que por regra é uma graçola, a ver pelos sorrisos que a mesma gera. Perguntamo-nos se sabem onde estão, o que fazem e ao que vão. 

Perante isto... alguém ousa criticar as crianças na Missa?

Crianças na Missa SEMPRE! Muitas! 
Encham os bancos com as famílias pois assim testemunham o amor.
Fica o desejo: cada vez mais famílias numerosas nas igrejas e na celebração da Santa Eucaristia.