Família em Movimento

Família em Movimento

quarta-feira, 4 de maio de 2016

As crianças na Missa

Há uns dias a Família Power publicou no seu blogue Uma Família Católica um texto muito giro e muito pertinente sobre a presença das crianças na Missa.

Não vamos acrescentar nada. O texto deve ser lido.

Todavia, sempre faríamos duas considerações.


A primeira. Mal de nós se não acolhermos as crianças na Missa.
Mal de nós se não abraçamos as crianças na Missa.

Elas são o testemunho vivo do amor dos seus pais. 
Elas testemunham igualmente a existência da Família tradicional. 
De que nos vale criticar a mentalidade dominante se depois ficamos incomodados se uma criança perturba a Missa?

Sim, por vezes gostaríamos de ter silêncio e não podemos ter porque alguma criança faz barulho. Pois, é normal. São crianças...  Demos graças a Deus por elas e ofereçamos ao Senhor esse momento.

Vamos escrever - e como segunda consideração - o que verdadeiramente nos perturba na Missa.

Perturba-nos quem está na Missa de perna traçada como se estivesse no café.
Exmas. e Exmos. das nossas comunidades, acaso estariam assim diante de um Chefe de Estado? E de um Rei? 
Então porque estais assim diante do Rei dos Reis?
Sabe bem a perna traçada... a nós também. Eis uma boa mortificação: pernas direitinhas na Missa.

Perturba-nos quem durante a Missa lê apps noticiosas no telemóvel ou lê/escreve na rede social Facebook
Diz São Josemaria: «Faz o que deves e está no que fazes». Saber estar na Missa é fundamental. E a renovação do sacrifício de Jesus pede mais que redes sociais ou notícias de Domingo. 
Caramba, não faltará tempo para colocarmos a nossa cultura mais enriquecida e a nossa mega rede cheia de likes.
Devemos dar mais de nós sob pena de sermos medíocres até na celebração da Eucaristia.

Perturba-nos  quem está na Missa em plena converseta. Reiteramos aqui o que escrevemos no parágrafo anterior.
Mas o rídiculo atinge o seu expoente máximo quando interrompem a converseta para dizer (não escrevemos rezar) a oração que por acaso (só por acaso...) é dita naquele momento. Finda a oração retomam a converseta. 
Ok, é um mini break inoportuno, sabemos. A oração vem sempre em má hora... que aborrecido.

Perturba-nos quem não desliga o telemóvel (perturbando os outros) e atende-o quando toca. 
Na Missa? Sim, na Missa.  
Uns dizem: "Estou na Missa, agora não posso falar". Se não podem falar por que atendem?
Um absurdo.
Outros deixam o telemóvel tocar e saem em passo de corrida. Até chegarem à porta o telemóvel não cessa de tocar. Isto é perturbador.

Perturbam os grupos organizados que estão "obrigados" (nunca compreendemos esta regra da rapaziada se apresentar uma vez por mês para animar a Eucaristia e depois desaparecerem por três semanas) a uma Missa mensal e comungam sempre sem que ninguém lhes ensine estarem em pecado mortal. É uma pena não saberm o mais básico da doutrina. Estamos perante matéria grave que carece de confissão. Ou não... já não sabemos. Modernices.

Por último, perturba quem na fila para a comunhão cumprimenta quem encontra. Há quem aproveite o momento para perguntar se o outro está bem. Outros fazem uma mini converseta que por regra é uma graçola, a ver pelos sorrisos que a mesma gera. Perguntamo-nos se sabem onde estão, o que fazem e ao que vão. 

Perante isto... alguém ousa criticar as crianças na Missa?

Crianças na Missa SEMPRE! Muitas! 
Encham os bancos com as famílias pois assim testemunham o amor.
Fica o desejo: cada vez mais famílias numerosas nas igrejas e na celebração da Santa Eucaristia. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

Amoris Laetitia

No Sábado passado o Expresso, na Revista, publicou um texto sobre o Papa.

Li-o com sentido crítico e não concordo com a totalidade do teor da crónica. Percebi claramente o texto. Ponto.

Muito se escreveu e muito se escreverá sobre a Exortação Apostólica Amoris Laetitia. E porque a Exortação menciona alguns temas concretos eis que a interpretação extensiva veio a terreiro.

Lembro o dia em que se soube da publicação e os alertas que o meu telemóvel recebeu das app noticiosas. A sensação - e passo o exagero - de "open space" foi total. Qual a relação com a realidade? Pouca ou nenhuma.

Também reparei que se gosta muito de extraír uma frase e isolá-la e dela se partir para uma construção. Errado. 


A frase faz sentido quando enquadrada no seu próprio contexto. Tudo o mais que se faça é, entendo, abusivo.

Concluindo, o texto deve ser lido e não contado. E deve ser lido com critério. E deve igualmente ser lido com a necessária humildade de nos questionarmos sobre algum ponto. Ser juiz em causa própria é mau conselho.

Por outro lado, o texto deve ser lido devagar. Muito devagar. E depois de ler, reler.
É preciso mastigar a Exortação. Quem a lê em passo de corrida não a compreende e dela pouco ou nada reterá.

Depois, usar um critério de leitura. Nós por cá alternamos os aspectos teóricos com os aspectos práticos. Por exemplo, lemos o Capítulo I e o IV alternadamente. E seguiremos esta linha.

Por falar no Capítulo IV, extraímos muito dele. Parece que o Santo Padre nos fala directamente. Parece que foi tudo escrito para nós. Parece? Não, foi .

Impressiona como os temas são actuais e como se enquadram nas nossas vidas. 
Seria suposto? Claro que sim. Os pratos voam em qualquer família.

Exortamos à leitura de Amoris Laetitia a todas as famílias. São muito bons os ensinamentos e a vida conjugal e familiar pode sair beneficiada. Aliás, esta Exortação pode mudar vidas. Leiam e depois pensem um pouco e verão que nada exageramos com esta afirmação.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

A Bíblia é para folhear

A Bíblia é para folhear. Aliás, a Bíblia deve ser o livro mais folheado de todos os livros.
A Bíblia tem a palavra viva e sempre actual de Deus. Está tão actual como há dois mil anos atrás.

É verdade que praticamente todos os católicos a têm; mas têm-na muito arrumadinha na estante. 


Outras vezes está no suporte próprio e aberta. Mas se hoje está na página 125 não é menos verdade que daqui a uma, duas e três semanas ainda estará na dita página 125. Está em exposição como se fosse mais um elemento decorativo da casa.

Na nossa opinião a Bíblia deve estar exposta sim porque dá testemunho para dentro e para quem entra de que a nossa casa é um lar cristão.

Mas deve ser folheada, até "gasta". Quiçá anotada por nós. Os livros que mais gostamos de reler são os anotados pelos nossos punhos pois têm sempre algo que um dia entendemos muito importante e quisemos perpetuar essa indicação. Pois a Bíblia deve ser lida muitas vezes, folheada e quiçá anotada.

Não é menos verdade que os pais ao fazerem-no educam os filhos. Agora vêem e guardam o ensinamento. Mais à frente serão eles a fazê-lo e mais tarde a ensinar.

Mas mais que folhear, a Bíblia deve ser lida em voz alta para que a palavra viva seja acolhida e meditada por todos.

Outro cuidado que deve haver é procurar que a Bíblia esteja sempre aberta no Evangelho do dia. Deverá haver o supremo cuidado de o saber por via a preparar a palavra na véspera antes de dormir ou mesmo no dia, de manhã cedinho.

Colocamos novamente uma fotografia que havíamos colocado numa publicação antiga. É a nossa Bíblia exposta no suporte próprio. Não está na página 125.

domingo, 1 de maio de 2016

Dia da Mãe

A nossa Missa de Domingo foi numa Paróquia que não é a nossa. Um Sacerdote com idade avançada que se revelou enormemente jovem. 
Fez uma homilia que tocou questionando-nos individualmente como vivemos a comunhão.
Pensámos com o Sacerdote. Qual o nosso sentido de comunidade? Ficamos felizes cada vez que entramos na nossa Paróquia e vemos os nossos irmãos ou olhamos para eles com olhar indiferente?
E ficamos felizes quando vemos aquele irmão que por motivos alheios à sua vontade ou doença volta ao convívio comunitário?
Somos pessoas de paz e por ela transmitimos a quem nos rodeia a pacificação que vivemos? 


E em casa, revelamos na família essa paz?
Ser pessoa de paz não significa pessoa de pasmaceira. A paz é comunicada com atitude. Se não a tivermos na nossa casa e no nosso coração não conseguiremos nada de brilhante para fora. Melhor será parar, meditar e operar uma conversão que necessariamente urge.

Outro pormenor que notámos foi uma irmã nossa que na altura do ofertório a cada oferta agradecia como se a mesma fosse para si. Tocou-nos aquela sensibilidade. A senhora teria os seus 70 anos. E sim, agradecia como se fosse para ela porque com toda a certeza qualquer oferta para a sua igreja era para si. Eis o sentido de comunhão colocado em prática.

Porque falamos desta senhora? Porque por regra não vemos esta sensibilidade. Vemos por regra pessoas que prestam o serviço com o mesmo semblante, sem sorrir ou sem emitir uma palavra. Algo impessoal de quem não sente a igreja como sua, algo de si, uma casa que também é sua, um serviço que deve ser vivido. Se não encontramos Deus nas coisas mais pequenas não o encontraremos nunca. É no pequeno que nos santificamos.

Se nós reparámos nesta senhora imagine-se quão reparada é por Deus...

Sejam muito agradecidos estes paroquianos pois além de uma igreja muito bela têm um pastor com uma enorme dimensão espiritual.

Dia da Mãe neste primeiro Domingo de Maio. Um olhar terno à Mãe de todas as mães e uma acção de graças pelas nossas mães e por cada mãe de família. Acção de graças de igual modo pelo nosso querido Padre Gonçalo Portocarrero que hoje celebra mais um aniversário.

Noite no CCB

Uma noite diferente. Tal como antes escrevemos, é importante (permitam, fundamental) existirem momentos para o casal.
Os casais precisam ter momentos a sós. E se os ocuparem devidamente, tanto melhor.


Os filhos ficam nos avós e ficam muito bem, além destes muito agradecerem. E os casais que promovam uma saída a dois por mês afastam essa coisa chamada "rotina" que é uma espécie de bicho invisível que faz o seu trabalho destrutivo paulatina e silenciosamente.


Esta noite fomos ao CCB assistir à apresentação de "Ensemble", o novo disco do Maestro Rui MassenaE que espectáculo! Muito bom. Maravilhoso!
O Grande Auditório esteve cheio para ouvir e aplaudir o Maestro e a Orquestra que o acompanhou. 
Uma noite diferente, fantástica.

sábado, 30 de abril de 2016

Confiar e esperar

Os sintomas mantinham-se. E em rigor mantêm-se. O primeiro médico diz não se tratar do que pensava e parecia lógico e deixa o recado:"Se mantiver faça uma TAC à cabeça". Não relevei.


Os sintomas continuam e procuro o segundo médico que me segue há anos. Era dia do aniversário da filhota. Após algumas perguntas e alguns exercícios, determina duas TAC sendo que uma é precisamente à cabeça. Saio da consulta preocupado com a palavra "compressão". 
É uma possibilidade apenas. 
Mas era dia de aniversário e teria de mudar o semblante. Agir como se nada fosse. 
Nada poderia perturbar o dia de festa.


No dia da TAC a tensão aumenta. Recebo um SMS com uma mensagem encorajadora: «Estás nas mãos de São José e não esqueças que um filho nunca diz "não" a um pedido do Pai».

Quantas vezes obedeceu Jesus a São José... imensas.
Não recorri somente a São José mas foi o foco das intenções.
A caminho do Hospital onde a TAC estava marcada para as 18:15H a mão direita segura e aperta a dezena enquanto as petições são feitas.

Pedi antes da TAC para me dizerem algo antes do relatório para não perpetuar a ignorância.
- Pode abrir os olhos, ouço.
Sinto estar a sair do "donut" e abro os olhos. Vejo duas pessoas à espera que o trajecto da máquina cesse.
- Já estás! - pensei.
Uma delas sorri. Era o médico.O sorriso altera o meu pensamento momentâneo.
- Não tem nada no crânio. A outra ainda terei de ver melhor as imagens - disse-me.
Sorri, agradeci.

Depois agradeci a São José. E a Maria. E a São Josemaria.
Sair do hospital era uma dúvida inicial pelo que, no regresso, rezei um Terço em acção de graças.

Entrei em casa e vi os meus. Que alegria genuína.

Já antes escrevera que o melhor antídoto para valorar os nossos era o pensamento da morte.
Este episódio veio reforçar o seguinte:
O dia de ontem passou. O de amanhã ninguém o viu e não sabemos se o veremos. É hoje que temos de viver e com qualidade.
Extraí esta convicção: viver todos os minutos com quem amamos com imensa qualidade e não deixar que nada condicione esses minutos, esses momentos únicos e irrepetíveis.

Ainda que mantenha os sintomas e não saiba a causa; ainda que não saiba o resultado da segunda TAC; ainda que nada saiba, sei que nada tenho na cabeça.
Se tivesse, entregaria nas mãos de Deus. Mas não minto: a tensão baixou.

Lembro de ter pensado muitas vezes e isso ter ajudado que não me deveria preocupar e confiar.
Porque Deus não nos "manda" nada de mal, tudo o que permite acontecer, tira maior proveito. Penso que a unidade de vida, a vida interior e a relação com a família sairam muito beneficiadas.

Agora é esperar que se descubra a causa. Até lá, viver com qualidade e aproveitar com qualidade todos os momentos que Deus me concede. Além deste propósito a noção muito clara de que devemos ser muito agradecidos por todas as bençãos que a nossa família tem recebido.

«Sim, percebi ainda mais o quanto vos amo»

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ser Santo até parece fácil!

Ontem publicámos aqui um vídeo sobre o exemplo de vida de Dora del Hoyo, que através das suas ocupações diárias com o cuidado do lar conseguiu chegar perto de Deus, ter convivência diária com Ele, fazendo da sua vida a vida de Cristo na aceitação da vontade do Pai em todas as horas.

Pois bem, todos nós temos este desejo de santidade. Contudo, por vezes achamos ser uma coisa extremamente difícil  e depressa abandonamos os nossos bons propósitos.
Todavia, a vida dos Santos mostra que qualquer um pode alcançar a santidade basta QUERER.

E para nosso espanto, no dia de ontem 28 de Abril o Papa declarou Montse Grases venerável. 

Montse Grases


Uma rapariga (1941-1959) do Opus Dei, que «correspondeu desde muito jovem ao amor de Deus no meio do mundo e procurou ser piedosa, trabalhar bem, aproveitando as suas qualidades, com desejo de servir, com uma disposição permanente de atender com generosidade aos outros, esquecendo-se de si mesma. Seguiu fielmente ao Senhor quando começou a fazer parte do Opus Dei e procurou caminhar muito unida a Ele, através de uma vida igual à de muitas outras mulheres. 




Também quando padeceu um câncer que lhe causava dores muito intensas e trouxe a sua morte.Tentou terminar com delicadeza sobrenatural as suas ocupações diárias, por amor a Deus e aos outros, e procurou aproximar de Jesus suas amizades.» (D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei)

Estes dois bons exemplos fazem-nos pensar que é possível. Felizmente são publicitados. Não foram super homens ou mulheres. Não. Foram como todos nós. Mas viveram intensamente as virtudes e a relação íntima com o Senhor, uma vida interior que contagiou, uma vida interior que foi como que o catalisador das acções de cada dia.

Quantas mulheres cumprem os seus deveres diários como mães  e esposas de família?
Não o fazem com amor aos seus?
E amando os seus não estão a amar a  Deus?

Penso que a santidade passa por ter consciência desse amor. Ser agradecida pela família que Deus me deu. Tratar os meus com amor é meu dever, porque é sobre estes que Deus Pai me deu como família que me pedirá contas no fim.
É aqui que tenho de me esmerar, superar e doar.

Fazer uma cama bem feita, tratar da roupa o melhor que sabemos, limpar a casa com esmero e cuidado, fazer refeições saborosas e agradáveis, ter paciência com os nossos...e depois voar para fora e cada vez mais alto. Não como os pássaros que voam baixinho mas como os outros que sobrevoam as montanhas e tocam mais perto o Céu.

Visto assim: ser Santo até parece fácil!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Um exemplo no lar cujo nome é Dora del Hoyo

Este documentário conta quem foi Dora e como o seu exemplo de vida pode-nos ajudar nos dias de hoje.
Dora del Hoyo nasceu a 11 de Janeiro de 1914 em Boca de Huérgano (Espanha).
Os seus pais, cristãos exemplares, educaram-na a ser boa filha de Deus.


Em 1940 foi para Madrid trabalhar como empregada doméstica e chegou a um elevado nível de competência profissional.
Em Bilbau, no dia 14 de Março de 1946, pediu admissão ao Opus Dei.
Soube corresponder com fidelidade à chamada divina. Destacava-se nela a devoção eucarística sendo a Santa Missa o centro e raiz da sua vida interior, um enorme amor a Nossa Senhora e São José e o recurso confiado ao seu Anjo da Guarda.
Em 27 de Dezembro de 1946 foi viver para Roma - a convite de São Josemaria - onde viveu até ao fim dos seus dias.
Soube descobrir o significado santificador e apostólico que se esconde por trás de cada acção aparentemente trivial, conjugando o espírito de serviço e a competência profissional.
Em Roma colaborou na formação de mulheres de todo o mundo.
Faleceu em 10 de Janeiro de 2004.

Estudo científico sobre a vida de Dora em "Studia et Documenta"

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Curtas



«Quem diz "não tenho pecados" deve entrar no confessionário pela porta das urgências! 
Tem - pelo menos - dois! 
- A mentira e a soberba.»

Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

terça-feira, 26 de abril de 2016

Comunhão de joelhos

Este Domingo tomámos uma decisão: ser coerentes na Santa Missa. Se noutros lugares comungamos de joelhos por que comungar de outro modo na nossa própria paróquia? 
Por respeitos humanos?


Em vários locais são colocados genuflexórios havendo um convite tácito à comunhão de joelhos. E aqui por regra os crentes comungam de joelhos. A excepção é quem não comunga desta forma.

Na nossa paróquia - por ora - não existem genuflexórios para o acto da comunhão. Mas quiçá com o nosso gesto outros paroquianos procurem compreender a dignidade e a razão pela qual o fazemos e imitem. Hoje duas pessoas. Amanhã, não sabemos. Que o Espírito Santo nos trabalhe a todos.

Estaremos sujeitos ao riso, ao comentário fácil e quiçá à crítica. Mas estaremos sujeitos de igual modo à compreensão e procura, por parte dos irmãos, das razão que subjaz ao acto.

Nos Retiros comungamos de joelhos. Noutros locais também o fazemos. Por que não fazer o mesmo na nossa paróquia? É ali que damos testemunho cristão quando em família frequentamos os Sacramentos, onde somos presença assídua, onde os filhos frequentam a catequese. Então também é ali o local para dizermos que comungamos de joelhos.
Curiosamente os nossos filhos que comungaram depois de nós e encontravam-se atrás, nada disseram. Não comentaram. A razão? Simples. Comungar de joelhos é natural em nós. Não é uma novidade. Logo, não estranharam. Provavelmente e doravante irão também eles comungar de joelhos, assim o queiram.

Da nossa parte acabaram os respeitos humanos. Estamos convencidos que o nosso pároco não nos chamará à atenção. Se o fizer, saberemos acolher. Por outro lado, não obstando, aqui fica o convite para que os genuflexórios sejam colocados na Santa Missa para a comunhão podendo a comunidade, querendo, receber Jesus de joelhos. 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

«A outra carta» - Um vídeo SEMPRE ACTUAL

«A outra carta» é um vídeo que data do Natal de 2014 mas assume uma actualidade extraordinária. 
No nosso entendimento deve ser visto e lembrado muitas vezes como sinal de alerta.
Ficámos agradavelmente espantados por ter sido produzido pelo IKEA. Não esperávamos. Foram enormes pela mensagem que passaram e continuam a passar.


sábado, 23 de abril de 2016

Na relação familiar...

Há dia prometemos escrever uma publicação curta mas incisiva.

Resulta da aprendizagem que fazemos, das leituras, das conversas com os Sacerdotes e da própria condição de sermos uma família católica.
Se é o nosso caminho por que não partilhar? Assim faremos.

Advertência prévia: não é fácil a sua implementação mas é o caminho que nos parece sensato, coerente e próprio de uma unidade de vida.

Feitas as considerações, seremos sucintos e esperamos que o método seja adequado.

Na relação familiar…

Qual a prioridade?
A nossa prioridade é a Família.

Dentro da prioridade o que reveste carácter de prioridade das prioridades?
O nosso cônjuge. Ponto. Não é discutível. A prioridade da mulher é o marido e vice-versa.



Que trato devemos dar ao nosso cônjuge?
O melhor. Que a nossa conduta passe por amar, mimar, elogiar, pedir desculpa quando e sempre que necessário, desculpar, agradecer e cuidar.
Definamos prioridade: fazer o outro feliz. A nossa prioridade é fazer o marido ou a mulher feliz. E Deus pedirá contas sobre isto, não tenhamos dúvidas.



Um exemplo prático na definição da prioridade?
Por exemplo o chegar a casa. Quando o marido chega a casa, ainda que os filhos corram todos para os seus braços à procura do beijo, a primeira pessoa a ser cumprimentada é a mulher. Só depois os filhos. E eles irão aperceber-se que a prioridade do pai é a mãe e a prioridade da mãe é o pai. Eles são o bom fruto do amor entre o casal. Mas o casal precede-os. E isso tem de ficar muito claro.

Não discutem?
Sim. Quem não discute? Mas evitem os pais (por favor) fazê-lo diante dos filhos. Que eles saibam que os pais vivem em harmonia. E a discussão a acontecer não deve ser reactiva. Deve-se deixar o pó assentar e depois, de forma pouco apaixonada, discutir. Mas no fim da discussão um abraço e o pedido de desculpa. É difícil porque somos seres humanos com emoções. Exige treino. Mas chega-se lá. 

Nessa harmonia há alguma dica?
Sim, várias. 
- Nunca contradizer o outro. Se algo foi menos claro ou gera desacordo deve ser debatido em privado e, se necessário, emendar. Os filhos apreciarão a coerência.
- Cá em casa a pasta das finanças está entregue à esposa. As relações com o exterior é uma pasta do marido. 
- Uma única conta bancária.
- Não há assuntos ocultos.
- Todos trabalham e não há uns a ler o jornal enquanto outros trabalham.
- Santificar tudo quanto se faz; até fazer a cama. Como? Façamo-la com brio e que fique impecavelmente feita. Ofereça-se a Deus esse pouco que é muito.

O casamento não cai em rotina?
Cai se não formos operativos. As rotinas quebram-se. 
Por exemplo e já o escrevemos: todos os meses há um fim de semana do casal. 
Os filhos podem ficar nos avós (que muito agradecem) e aquele Sábado e Domingo é nosso. 
Haja lugar ao passeio, ao restaurante, ao cinema, ao teatro, ao concerto no CCB... 
Antecipe-se esse fim de semana e programe-se para ser difereciado. Haja cuidado com ele por via a trazer para dentro do casal o que o casal dele espera. Deste modo muitas forças se recuperam e o casal vive debaixo da intensidade do amor que os une. O casamento não entra em rotina porque não há espaço para ela. 

E na educação dos filhos?
Nunca educar pelo medo. Consigamos (exige treino) que eles queiram fazer o bem. Essa é a educação. Que os filhos sejam educados a querer o bem (que é diferente de não fazer o mal) pelo exemplo e não por decreto.
Mais. Isso deve acontecer para que possamos, paulatinamente, sair. E se assim for, nessa data, eles irão fazer – por si mesmos – o bem que será consequência da nossa educação feita com amor.

Devemos viver para os filhos?
Não. Devemos viver em harmonia sabendo o lugar destacadíssimo que cada um ocupa. Mas nunca viver em função dos filhos e para os filhos. Porquê? Porque viver nesse cenário até à natural saída deles de casa implicaria duas situações: A primeira uma angústia incontrolável pela não presença deles na nossa vida. A segunda, o viver com um estranho. Sim, seria isso que aconteceria se vivêssemos em função dos filhos. Quando saíssem perguntaríamos ao nosso marido ou mulher: «Quem és tu?» 
Pois é! Que duro é reencontrar o nosso cônjuge 20 anos depois. Vamos falar de?!? … pois.

E o trabalho profissional?
Se daqui a 20 anos formos uns grandes profissionais, reputados, estimados e quiçá ricos mas estivermos divorciados e considerados pelos filhos maus pais e mães, seremos uns infelizes. 
A felicidade vem pela família.
Logo, que as actividades profissionais não afectem negativamente a célula familiar que é a nossa prioridade. 
Haja ordem.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Educar na Fé

Há dias dei comigo a pensar o que é isso de “educar na fé”?

Educar segundo a Wikipédia é a transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.


Pois para mim, Educar é um acto de amor. Numa família todos educam pais, avós, irmãos…todos sem excepção. 

Porque ao conviver entre si, a família transmite valores, formas de pensar, amor e  também a Fé. Através dos gestos, das expressões, da maneira de ser, da forma de pensar entre tantas outras coisas.
Em Educação diz-se que os filhos são sempre o espelho dos pais. É verdade.



Numa família católica a vivência e experiência de educar é igual a todas as outras famílias que o não são ou que ainda não fizeram a experiência da Fé.
Portanto, educar na fé não é nenhum “bicho de sete cabeças” que nos exige muito tempo ou aulas intensas de catequese. Nada disso, educar na fé apenas nos exige ser quem somos. Neste caso, católicos.

Simplificando:
Comemos todos os dias, pois temos de dar graças a Deus por termos comida na mesa. Como tal, rezamos antes das refeições. É um hábito que os nossos filhos já têm tão enraizado que mesmo sem estarem connosco (por exemplo na escola) rezam antes de comer. Para eles é uma coisa natural. E é de facto.

Quando algum membro da família está doente vamos ao médico. Pois também, se algum de nós precisa de se confessar vamos à confissão. Por exemplo, a mãe vai à confissão e a restante família acompanha-a e por vezes acabam por se confessar também. Porque diante do Santíssimo percebem que também estão necessitados desse sacramento. Nada é imposto.

O pai e a mãe rezam o terço todos os dias, as crianças participam na oração porque querem. A benjamim nem sempre colabora, mas está presente a brincar. E como não é uma imposição, acreditamos que um dia rezará o terço todos os dias porque quer.

Quando as crianças completam 6 anos inscrevêmo-las na escola. Porque não inscrevê-las na catequese? Não nos comprometemos a educá-las na fé no dia do seu Baptismo? Então, como pais temos a obrigação de as inscrever na catequese, porque esta é a nossa Fé. Por aqui, a pequenina já pergunta muitas vezes quando será ela a ir para a catequese, e mostra-se ansiosa com essa nova fase assim como no seu ingresso no ensino básico. É natural, faz parte da idade.

Pela manhã e antes de sairmos de casa benzemo-nos com Água Benta. E as meninas lembram-se uma à outra e por vezes até a nós pais para não nos esquecermos.

Estes são apenas alguns exemplos, do que vamos fazendo para educar os nossos filhos na fé. São actos naturais, porque a educação não pode ser uma imposição. Tem de ser um acto de amor.

Como casal transmitimos aos nossos filhos o que somos naturalmente.
Se como casal amamos a Deus e queremos amá-Lo verdadeiramente, isso transmite-se de forma simples. Porque como criaturas não nos conseguimos dissociar do nosso Criador.

Educar é querer ensinar que os filhos queiram, saibam e desejem fazer o bem. 
Não que não façam o mal; antes, façam o bem.
Se assim for, quando saírem da alçada dos pais (é inevitável), terão asas para voar.

domingo, 17 de abril de 2016

Curtas




«Não rezar o terço todos os dias não é pecado. É uma vergonha.»

Padre Hugo de Azevedo

sábado, 16 de abril de 2016

O "carimbo"

Há dias ouvi uma estória engraçada. Contaram ter sido perguntado inúmeras vezes a um pai de uma família numerosa se era do Opus Dei. Ele foi respondendo negativamente.
Porém, a pergunta reiterava-se pelo tempo. Dia houve em que, após ser formulada novamente a pergunta, o pai respondeu naturalmente:
- Se calhar sou e não sei.


Conclusão: há sinais que nos identificam. 
Assim são as famílias católicas. São identificadas, carimbadas, rotuladas. E se não são algo está mal, algo não bate certo e deve ser alvo de observação com um Sacerdote.

As famílias cristãs católicas não agem por omissão. Ao contrário, são identificadas por serem operativas e diferenciadas. 

Diferenciadas na sua postura em relação à vida e abertura a esta pelo casal, diferenciadas pelos critérios educativos, diferenciadas pela alegria, paz e serenidade. São igualmente diferenciadas pela postura que assumem no trabalho e pela visão que têm da comunidade que integram.

Diferenciam-se de igual forma - em regra - pela atitude do próprio casal em relação a si mesmo, pela sua unidade de vida.
A este propósito e em breve escreveremos um texto concreto da relação entre marido e mulher, pais e filhos. Será um texto curto mas incisivo. Não será hoje. Mas está pensado.

Hoje deixamos esta curta reflexão sobre os rótulos e carimbos. Desejemos ser rotulados e carimbados pois essa seria a prova de estarmos no caminho certo.

Porque quem aprende a viver com Cristo e para Cristo descobre o Amor e este transborda para os demais.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

“Vocês mesmos! Quero-vos! São meus!”

O confronto entre a paragem efectuada e a realidade é enorme. Num lado, a tranquilidade apenas mais pesada com as (naturais) saudades da família. Por outro, o ritmo alucinante de quem não mastiga a vida mas engole-a. Mas é aqui, no deserto e aridez, que Deus nos quer. E quer não para sermos mais um entre muitos mas para sermos outros Cristos.
Ainda mergulhado nos dias de Retiro o confronto com os problemas e os comportamentos dos semelhantes que nos ferem. O habitual. Como reagir? Como é possível uma diferença tão avassaladora entre ambas as realidades? Parece que o Retiro não havia passado de um chorrilho de mentiras porque o que conta, na verdade, é a realidade pura, nua e crua do nosso quotidiano.
Repelir este pensamento foi o primeiro passo.

Esta é a prova. Ser quem somos nos ambientes mais adversos exalando o doce perfume de Jesus, com confiança e serenidade, paz e alegria, ainda que custe.

Já o escrevemos, o Divino Espectador delicia-Se e auxilia os pequenos actores deste teatro.
E mesmo com estas ideias claras, caímos. Cedemos. E daí? Seremos diferentes de Pedro? Tremeu o primeiro Papa perante a autoridade? Não. Tremeu perante o povo que nada podia sobre ele. Cedeu, negou e ainda assim foi Pedro.

Que sejamos muitas vezes ao dia novos filhos pródigos neste regressar constante. Insistimos, constante.
Ânimo! Jesus ressuscitou e está bem vivo em nós e nas nossas famílias. É esta a alegria cristã perante os cenários, sejam adversos ou não.
Na imagem desta publicação a vocação de Mateus de Caravaggio. Jesus indica. Mateus não está sequer a reparar tão entretido que se encontra com o seu deus menor, o dinheiro. Mas Jesus escolhe-o perante o espanto de quem o ladeia que parece perguntar: “Este? Tens certeza?”.
Todos se espantam.
Jesus ratifica. “Esse mesmo! Quero-o! É meu!”
É assim que nos vemos. Somos Mateus absortos em nadas mas ainda assim queridos.
É Jesus que nos diz: “Vocês mesmos! Quero-vos! São meus!” ainda que quem nos ladeia desconfie da sabedoria do Mestre conotando-O como mau gestor de recursos humanos.
Até nós desconfiamos de nós mesmos. Mas Deus quer-nos frágeis para que a obra final seja como um quadro magnífico e impensável que, por sê-lo, não se elogia o pincel usado como instrumento mas o Autor da pintura.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Retiro - O regresso


Estimados amigos leitores, muito boa tarde.
Retomamos os nossos textos.

O encarregado do Retiro definiu-o e bem com uma estação. Uma paragem forçosa e necessária. O combóio que pára e efectua uma pausa para retormar a marcha. Não apenas para não descarrilar mas como combustível para que a marcha não sofra retrocessos ou recuos por falta daquele bem necessário.



Início na noite de Quinta-feira e final na tarde de Domingo. Um local particularmente especial para o efeito e o silêncio a manter a concentração para um diálogo que urgia.


O primeiro encontro diante do Sacrário soltou a frase: "Aqui estou porque me chamaste".




Jesus retirava-se e orava. Assim foi. Foram dias de retiro de tudo para um "Tu e eu" que depois consolidou o nós.

Santa Missa, Visita ao Santíssimo, Meditações, Palestras, Leituras, Oração e propósitos. A Capela sempre disponível para visitarmos Quem nos esperou.

A conversa com o Sacerdote e o Sacramento da Reconciliação.

Foi um bem enorme, uma graça.

No regresso, a mesma pessoa. Quiçá restaurada. Um número enorme de ensinamentos escritos e resultantes das Meditações e Palestras para que a memória não apague o que de bom Deus concedeu.
O regresso, o abraço dos filhos e as saudades que já se faziam sentir fazendo do reencontro um momento de enorme e profunda alegria.

Quem beneficia com o Retiro?
Nós e a nossa família. Os 40 retirantes beneficiaram individualmente mas as suas famílias também.
Apresentaram-se em casa homens novos, restaurados, com propósitos definidos. Que Maria nos ajude a colocá-los em prática.

O combóio partiu. A estação ficou para trás. Mas definitivamente a carruagem, antes vazia, está agora cheia.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Retiro Anual

Aproxima-se o Retiro anual.
Vivemos em permanente agitação. São horários, compromissos, eventos sociais, reuniões, imprevistos. Por vezes não temos sequer tempo para a família e isso constitui desordem.
Mesmo no trabalho, nem sempre estamos no que fazemos e fazemos o que devemos. A uma solicitação surge outra e outra. Cansados, muito cansados.
Outras vezes ocupamos o nosso tempo com programas que em nada nos edificam e mais tarde, provavelmente, lamentaremos o tempo perdido e lamentaremos ter perdido tempo.
Lemos há dias um texto que tocou particularmente e onde era afirmado o vazio que o tudo gera. O nosso tudo por vezes é uma mão cheia de nada, vazia.


O Retiro mais não é que a pausa para sentir a proximidade de Deus. Temos essa necessidade de parar e privar de perto. Ordenar. Reencontrar.
Há tanto para meditar: família e educação, trabalho, apostolado, vida social, vida cristã comunitária. São Josemaria dizia que devíamos amar apaixonadamente o mundo porque é aqui que Deus nos quer. É aqui que Deus nos pede a santificação. Não é em mais lado nenhum. É aqui. Com esta família, com estes amigos, com estes colegas, com estes vizinhos, com esta comunidade. Aqui. E é daqui que prestaremos contas.


O retiro será de silêncio e terá duração de três dias. Palestras, Meditações, Santa Missa, Sacramento da Reconciliação, Visita ao Santíssimo e Exposição do Santíssimo, Leitura Espiritual, Via Sacra e devoção a Nossa Senhora.
No Retiro falaremos com Deus, colocaremos ordem na vida, dimensionaremos alguns aspectos da nossa vida e faremos propósitos. Os frutos virão imediata ou mediatamente.
Num retiro colocamo-nos na presença de Deus. Afastamo-nos. Afastamo-nos até de nós mesmos e do nosso egoísmo para que Ele fale.
Existirão saudades? Sim. Mas ao chegar a casa uma pessoa melhor virá e a comunidade familiar sentirá essa diferença. Que assim seja.
Ouve! Deixa por um momento as tuas ocupações habituais, entra por um instante dentro de ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Lança para longe de ti as preocupações que te esgotam. Dedica algum tempo a Deus e descansa, mesmo que seja só por um momento, na sua presença. Entra nos aposentos da tua alma: exclui tudo, menos Deus e o que possa ajudar-te a procurá-Lo. Assim, fechadas todas as portas, vai atrás d’Ele. Diz a Deus: Senhor, procuro o teu rosto, desejo ver o teu rosto”

S. Boaventura

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Pequenos Actos de Amor (continuação)

A Semana Santa terminou. 
Como partilhámos convosco neste texto fomos fazendo pequenos actos de amor para ajudar Jesus a carregar a cruz durante a semana que culminou na Sexta-feira Santa e conseguimos encher o copinho de actos de amor.

Há dias a nossa filhota do meio disse-me: -"Já não há corações no prato!"
Pensei: "Bom, há que vazar o copo e começar de novo!"
Mas não o fiz logo.

No Sábado passado a benjamim depois de ter recuperado da queda que vitimou o seu queixo, foi surpreendida pela varicela!
O Domingo foi doloroso com muita comichão, febre e mau estar. Enquanto os manos e o pai foram à Missa olhei para o copo com os pequenos actos de amor aos pés da cruz e pensei: " É agora!".


A pequenina viu-me a colocar os corações no prato e o copo vazio novamente. Perguntou-me porque estava a fazer aquilo. Respondi que poderemos continuar a oferecer actos de amor a Jesus sempre que quisermos.

Surpreendentemente a nossa princesinha perguntou-me:

- Posso oferecer as minhas borbulhas a Jesus?

Respondi de imediato:

-Podes.

E assim neste recomeço, o primeiro acto de amor oferecido a Jesus foram as borbulhas da benjamin. Estou certa que Nosso Senhor deu um grande valor ao sofrimento da nossa pequenina e que o aproveitou para algo grandioso que só Ele sabe. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Fuga para a frente

Fuga para a frente nem sempre significa retrocesso ou adiar o inevitável.

Assim foi, uma vez mais. As monotonias quebram-se. As rotinas destroem-se. Fugas, necessitam-se!

Sim, todos os casais devem ter as suas fugas a dois. Insistimos, a dois. Reiteramos, a dois.
Foi o que fizemos nestes dias. Uma fuga a dois que só nos fez bem. 


Daí ser uma fuga para a frente pois só nos trouxe benefícios que nos ajudarão no imediato e no mediato. É como que carregar baterias e destruir rotinas que tantas vezes inquinam relações. 

Numa fuga, namora-se. Mas além de se namorar, reza-se. E além de se rezar, conversa-se.

Algum casal nega este antídoto?

Findamos. Recomendamos a todos os casais que o façam. Ou aqui em Portugal ou fora do país. Mas fujam do mais do mesmo.  

Não revelamos o lugar escolhido este ano. Mas foi bom, trouxe-nos paz e tempo para nós. Sim, tempo para nós. Depois, bom depois houve coisas muito agradáveis como a gastronomia e mesmo os bons vinhos que ajudam a manter um bom ar e conservam-nos bem dispostos.

Fica a dica para os amigos que nos seguem. Fujam para a frente! A dois.

terça-feira, 29 de março de 2016

Respeitos humanos, nós? Porquê? Filhos de Rei assumem-se como tal!

Todos os nossos filhos já se mascararam de príncpes e princesas. Fizeram-no por ocasião do Carnaval.
E nós concordamos que aí foram forçados a mascararem-se. Foras esses poucos dias carnavalescos eles podem assumir essa condição sem máscaras.
Somos filhos de um Rei e devemos assumir a nossa condição seja onde for e seja com quem for sem respeitos humanos. Aliás, os outros é que deveriam ter respeitos humanos ao não se sentirem filhos de um Rei. Nós, nunca.

Nem sempre foi fácil e teve treino. Hoje já o fazemos como quem bebe um copo de água. E se por acaso falhamos pedimos imediatamente desculpa ao Senhor e levamos a o tema a confissão.

Exagero? Porquê? É exagerar afirmarmos perante os outros termos vergonha de assumir a nossa condição cristã? Isso não é uma forma de negar Cristo?

Por aqui pensamos assim. Se excessivos ou não, fica no critério de cada um. Para nós não é ser excessivo uma negação, seja por acção, seja por omissão. É uma negação por via de uma vergonha interior em respeito ao pensar de terceiros sobre determinado acto.

Devemos sentir endeusamento. Sim, o bom endeusamento.
Por um lado somos feitos de barro e a nossa vida (a nossa pelo menos) é feita sem brilho e notoriedade,como Jesus quer. Não valemos nada e não somos nada e o que somos a Ele o devemos. Mas ainda assim, neste nada, tudo somos. Paradoxo? Não. Somos filhos de Deus. Fomos escolhidos para sermos santos e seus instrumentos, pese embora a nossa condição e miséria humana. Assim e nessa condição, filhos de um Rei assumem-se como tal em qualquer circunstância.

Conta-se que certo dia um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola.
Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades.
O pobre mendigo, confuso e atordoado, exclamou: eu não pedi tanto!
E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou.
(Cristo que passa, 160)

domingo, 27 de março de 2016

E agora?

As celebrações foram bonitas e a convicção da Tua ressurreição tomou de assalto os corações. 
E agora, Jesus?

Fazer jus a essa realidade implica um número enorme de atitudes coerentes e diárias, bem o sei.
Há tanto por fazer.
Acabo de saber que no Paquistão alguém se explodiu e consta que o fito era matar cristãos. Consta que a maioria dos mortos eram crianças e mulheres que celebravam em família o seu Domingo de Páscoa. Mas a chacina não começou nem acaba aqui. E ficamos calados não é? Valha-nos o Santo Padre que não tem medo e fala com o coração.

Por aqui não há chacinas mas há políticas que verdadeiramente nos atacam e, mais recentemente, cobardes blasfémias. E daí? Não fora uns críticos na comunicação social e Terias ficado pouco defendido porque continuas a Ter poucos amigos, acredita. 

Ninguém se mobilizou por Ti marcando presença na rua nem que fosse num silêncio ensurdecedor?
E poderia continuar a escrever.

Parece que o Papa pede que a Igreja se abra e continuamos a ver que tal não sucede nem tão pouco para a celebração da Missa diária. Já não vou ao pormenor de achar que há necessidade de um abanão violento (o reino dos céus conquista-se com violência) com prejuízo da relação leigo/Igreja se assemelhar a uma relação conjugal monótona e regrada pela rotina que só não dá divórcio porque "vai andando". Mas Tu mereces mais que uma relação que "vai andando".
É possível imaginar um casal que se cumprimenta apenas e somente ao Domingo de manhã? 
Caramba, há quem entenda ser a relação perfeita. Sacerdotes, acordem para este fenómeno.

Gosto de meditar nos meus irmãos em oração e creio firmemente estarem cheios de problemas. Olho os casais e penso se serão felizes. Olho os pais e filhos e pergunto-me se estarão em harmonia, se serão imensamente felizes.
Mas as perguntas podem ter duas respostas e deve-se acautelar que a comunidade cristã onde estes irmãos se inserem dá imediato feedback  a quem dele carece.

Fique esclarecido: há famílias dentro e fora da Igreja em declínio. Que isso fique claro de uma vez e não continue a representar-se uma cegueira que já incomoda. A omissão, muitas vezes, é semelhante à acção. Nada fazer (e há tanto por fazer e tantos a querer fazer) é omissão que prejudica. Ponto. Fale-se da FAMÍLIA por favor.  

E acordem para outro fenómeno que visa o espaço que todos devem ter na construção e edificação da Igreja sob pena daqueles que se cumprimentam à semana dizerem que o fazem porque não encontram espaço.

E quanto a mim... tanto para fazer. As ideias são claras mas a sua concretização implica dar muita morte ao corpo. Tanta morte a dar. Tenho tanto medo da morte porque ficarei sem quem tanto amo ou quem me ama sem mim mas socorro-me tanto dela para me corrigir. A vida é tão curta e passaram tantos anos que me devo preocupar verdadeiramente com os que me restam, se me restam.  

O mais difícil é a coerência pois os apelos são enormes e as dificuldades também - sejam sociais, profissionais ou familiares - pelo que há necessidade de manter um equilíbrio que nem sempre é possível ou fácil. Mas a vida cristã é um eterno começar e recomeçar.

E tal como quando praticava Krav Maga e não tinha medo de nada nem de ninguém porque nada nem ninguém me fazia frente, também me encorajo a prosseguir este caminho cristão com determinação, custe o que custar e doa a quem doer. Sim, penso em mim. Quem mais?

Pois é, Zara. Não há telefonema nosso que não acabe em publicação. 
O outro apaguei. Este, juro, não farei.