Há dia prometemos escrever uma
publicação curta mas incisiva.
Resulta da aprendizagem que fazemos, das
leituras, das conversas com os Sacerdotes e da própria condição de sermos uma
família católica.
Se é o nosso caminho por que não
partilhar? Assim faremos.
Advertência prévia: não é fácil a sua
implementação mas é o caminho que nos parece sensato, coerente e próprio de uma
unidade de vida.
Feitas as considerações, seremos
sucintos e esperamos que o método seja adequado.
Na relação familiar…
Qual a prioridade?
A nossa prioridade é a Família.
Dentro da prioridade o que reveste
carácter de prioridade das prioridades?
O nosso cônjuge. Ponto. Não é
discutível. A prioridade da mulher é o marido e vice-versa.
O melhor. Que a nossa conduta passe por
amar, mimar, elogiar, pedir desculpa quando e sempre que necessário, desculpar,
agradecer e cuidar.
Definamos prioridade: fazer o outro
feliz. A nossa prioridade é fazer o marido ou a mulher feliz. E Deus pedirá
contas sobre isto, não tenhamos dúvidas.
Um exemplo prático na definição da prioridade?
Por exemplo o chegar a casa. Quando o
marido chega a casa, ainda que os filhos corram todos para os seus braços à procura
do beijo, a primeira pessoa a ser cumprimentada é a mulher. Só depois os
filhos. E eles irão aperceber-se que a prioridade do pai é a mãe e a prioridade
da mãe é o pai. Eles são o bom fruto do amor entre o casal. Mas o casal
precede-os. E isso tem de ficar muito claro.
Não discutem?
Sim. Quem não discute? Mas evitem os
pais (por favor) fazê-lo diante dos filhos. Que eles saibam que os pais vivem
em harmonia. E a discussão a acontecer não deve ser reactiva. Deve-se deixar o
pó assentar e depois, de forma pouco apaixonada, discutir. Mas no fim da
discussão um abraço e o pedido de desculpa. É difícil porque somos seres
humanos com emoções. Exige treino. Mas chega-se lá.
Nessa harmonia há alguma dica?
Sim, várias.
- Nunca contradizer o outro. Se algo foi menos claro ou gera desacordo deve ser debatido em privado e, se necessário, emendar. Os filhos apreciarão a coerência.
- Nunca contradizer o outro. Se algo foi menos claro ou gera desacordo deve ser debatido em privado e, se necessário, emendar. Os filhos apreciarão a coerência.
- Cá em casa a pasta das finanças está
entregue à esposa. As relações com o exterior é uma pasta do marido.
- Uma única conta bancária.
- Não há assuntos ocultos.
- Todos trabalham e não há
uns a ler o jornal enquanto outros trabalham.
- Santificar tudo quanto se
faz; até fazer a cama. Como? Façamo-la com brio e que fique impecavelmente
feita. Ofereça-se a Deus esse pouco que é muito.
O casamento não cai em rotina?
Cai se não formos operativos. As rotinas quebram-se.
Por exemplo e já o escrevemos: todos os meses há um fim de semana do casal.
Os filhos podem ficar nos avós (que muito agradecem) e aquele Sábado e Domingo é nosso.
Haja lugar ao passeio, ao restaurante, ao cinema, ao teatro, ao concerto no CCB...
Antecipe-se esse fim de semana e programe-se para ser difereciado. Haja cuidado com ele por via a trazer para dentro do casal o que o casal dele espera. Deste modo muitas forças se recuperam e o casal vive debaixo da intensidade do amor que os une. O casamento não entra em rotina porque não há espaço para ela.
O casamento não cai em rotina?
Cai se não formos operativos. As rotinas quebram-se.
Por exemplo e já o escrevemos: todos os meses há um fim de semana do casal.
Os filhos podem ficar nos avós (que muito agradecem) e aquele Sábado e Domingo é nosso.
Haja lugar ao passeio, ao restaurante, ao cinema, ao teatro, ao concerto no CCB...
Antecipe-se esse fim de semana e programe-se para ser difereciado. Haja cuidado com ele por via a trazer para dentro do casal o que o casal dele espera. Deste modo muitas forças se recuperam e o casal vive debaixo da intensidade do amor que os une. O casamento não entra em rotina porque não há espaço para ela.
E na educação dos filhos?
Nunca educar pelo medo. Consigamos
(exige treino) que eles queiram fazer o bem. Essa é a educação. Que os filhos
sejam educados a querer o bem (que é diferente de não fazer o mal) pelo exemplo
e não por decreto.
Mais. Isso deve acontecer para que
possamos, paulatinamente, sair. E se assim for, nessa data, eles irão fazer –
por si mesmos – o bem que será consequência da nossa educação feita com amor.
Devemos viver para os filhos?
Não. Devemos viver em harmonia sabendo o
lugar destacadíssimo que cada um ocupa. Mas nunca viver em função dos filhos e
para os filhos. Porquê? Porque viver nesse cenário até à natural saída deles de
casa implicaria duas situações: A primeira uma angústia incontrolável pela não
presença deles na nossa vida. A segunda, o viver com um estranho. Sim, seria
isso que aconteceria se vivêssemos em função dos filhos. Quando saíssem
perguntaríamos ao nosso marido ou mulher: «Quem és tu?»
Pois é! Que duro é reencontrar o nosso cônjuge 20 anos depois. Vamos falar de?!? … pois.
Pois é! Que duro é reencontrar o nosso cônjuge 20 anos depois. Vamos falar de?!? … pois.
E o trabalho profissional?
Se daqui a 20 anos formos uns grandes profissionais, reputados, estimados e quiçá ricos mas estivermos divorciados e considerados pelos filhos maus pais e mães, seremos uns infelizes.
A felicidade vem pela família.
A felicidade vem pela família.
Logo, que as actividades profissionais
não afectem negativamente a célula familiar que é a nossa prioridade.
Haja ordem.
Haja ordem.




















