Família em Movimento

Família em Movimento

sábado, 23 de abril de 2016

Na relação familiar...

Há dia prometemos escrever uma publicação curta mas incisiva.

Resulta da aprendizagem que fazemos, das leituras, das conversas com os Sacerdotes e da própria condição de sermos uma família católica.
Se é o nosso caminho por que não partilhar? Assim faremos.

Advertência prévia: não é fácil a sua implementação mas é o caminho que nos parece sensato, coerente e próprio de uma unidade de vida.

Feitas as considerações, seremos sucintos e esperamos que o método seja adequado.

Na relação familiar…

Qual a prioridade?
A nossa prioridade é a Família.

Dentro da prioridade o que reveste carácter de prioridade das prioridades?
O nosso cônjuge. Ponto. Não é discutível. A prioridade da mulher é o marido e vice-versa.



Que trato devemos dar ao nosso cônjuge?
O melhor. Que a nossa conduta passe por amar, mimar, elogiar, pedir desculpa quando e sempre que necessário, desculpar, agradecer e cuidar.
Definamos prioridade: fazer o outro feliz. A nossa prioridade é fazer o marido ou a mulher feliz. E Deus pedirá contas sobre isto, não tenhamos dúvidas.



Um exemplo prático na definição da prioridade?
Por exemplo o chegar a casa. Quando o marido chega a casa, ainda que os filhos corram todos para os seus braços à procura do beijo, a primeira pessoa a ser cumprimentada é a mulher. Só depois os filhos. E eles irão aperceber-se que a prioridade do pai é a mãe e a prioridade da mãe é o pai. Eles são o bom fruto do amor entre o casal. Mas o casal precede-os. E isso tem de ficar muito claro.

Não discutem?
Sim. Quem não discute? Mas evitem os pais (por favor) fazê-lo diante dos filhos. Que eles saibam que os pais vivem em harmonia. E a discussão a acontecer não deve ser reactiva. Deve-se deixar o pó assentar e depois, de forma pouco apaixonada, discutir. Mas no fim da discussão um abraço e o pedido de desculpa. É difícil porque somos seres humanos com emoções. Exige treino. Mas chega-se lá. 

Nessa harmonia há alguma dica?
Sim, várias. 
- Nunca contradizer o outro. Se algo foi menos claro ou gera desacordo deve ser debatido em privado e, se necessário, emendar. Os filhos apreciarão a coerência.
- Cá em casa a pasta das finanças está entregue à esposa. As relações com o exterior é uma pasta do marido. 
- Uma única conta bancária.
- Não há assuntos ocultos.
- Todos trabalham e não há uns a ler o jornal enquanto outros trabalham.
- Santificar tudo quanto se faz; até fazer a cama. Como? Façamo-la com brio e que fique impecavelmente feita. Ofereça-se a Deus esse pouco que é muito.

O casamento não cai em rotina?
Cai se não formos operativos. As rotinas quebram-se. 
Por exemplo e já o escrevemos: todos os meses há um fim de semana do casal. 
Os filhos podem ficar nos avós (que muito agradecem) e aquele Sábado e Domingo é nosso. 
Haja lugar ao passeio, ao restaurante, ao cinema, ao teatro, ao concerto no CCB... 
Antecipe-se esse fim de semana e programe-se para ser difereciado. Haja cuidado com ele por via a trazer para dentro do casal o que o casal dele espera. Deste modo muitas forças se recuperam e o casal vive debaixo da intensidade do amor que os une. O casamento não entra em rotina porque não há espaço para ela. 

E na educação dos filhos?
Nunca educar pelo medo. Consigamos (exige treino) que eles queiram fazer o bem. Essa é a educação. Que os filhos sejam educados a querer o bem (que é diferente de não fazer o mal) pelo exemplo e não por decreto.
Mais. Isso deve acontecer para que possamos, paulatinamente, sair. E se assim for, nessa data, eles irão fazer – por si mesmos – o bem que será consequência da nossa educação feita com amor.

Devemos viver para os filhos?
Não. Devemos viver em harmonia sabendo o lugar destacadíssimo que cada um ocupa. Mas nunca viver em função dos filhos e para os filhos. Porquê? Porque viver nesse cenário até à natural saída deles de casa implicaria duas situações: A primeira uma angústia incontrolável pela não presença deles na nossa vida. A segunda, o viver com um estranho. Sim, seria isso que aconteceria se vivêssemos em função dos filhos. Quando saíssem perguntaríamos ao nosso marido ou mulher: «Quem és tu?» 
Pois é! Que duro é reencontrar o nosso cônjuge 20 anos depois. Vamos falar de?!? … pois.

E o trabalho profissional?
Se daqui a 20 anos formos uns grandes profissionais, reputados, estimados e quiçá ricos mas estivermos divorciados e considerados pelos filhos maus pais e mães, seremos uns infelizes. 
A felicidade vem pela família.
Logo, que as actividades profissionais não afectem negativamente a célula familiar que é a nossa prioridade. 
Haja ordem.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Educar na Fé

Há dias dei comigo a pensar o que é isso de “educar na fé”?

Educar segundo a Wikipédia é a transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.


Pois para mim, Educar é um acto de amor. Numa família todos educam pais, avós, irmãos…todos sem excepção. 

Porque ao conviver entre si, a família transmite valores, formas de pensar, amor e  também a Fé. Através dos gestos, das expressões, da maneira de ser, da forma de pensar entre tantas outras coisas.
Em Educação diz-se que os filhos são sempre o espelho dos pais. É verdade.



Numa família católica a vivência e experiência de educar é igual a todas as outras famílias que o não são ou que ainda não fizeram a experiência da Fé.
Portanto, educar na fé não é nenhum “bicho de sete cabeças” que nos exige muito tempo ou aulas intensas de catequese. Nada disso, educar na fé apenas nos exige ser quem somos. Neste caso, católicos.

Simplificando:
Comemos todos os dias, pois temos de dar graças a Deus por termos comida na mesa. Como tal, rezamos antes das refeições. É um hábito que os nossos filhos já têm tão enraizado que mesmo sem estarem connosco (por exemplo na escola) rezam antes de comer. Para eles é uma coisa natural. E é de facto.

Quando algum membro da família está doente vamos ao médico. Pois também, se algum de nós precisa de se confessar vamos à confissão. Por exemplo, a mãe vai à confissão e a restante família acompanha-a e por vezes acabam por se confessar também. Porque diante do Santíssimo percebem que também estão necessitados desse sacramento. Nada é imposto.

O pai e a mãe rezam o terço todos os dias, as crianças participam na oração porque querem. A benjamim nem sempre colabora, mas está presente a brincar. E como não é uma imposição, acreditamos que um dia rezará o terço todos os dias porque quer.

Quando as crianças completam 6 anos inscrevêmo-las na escola. Porque não inscrevê-las na catequese? Não nos comprometemos a educá-las na fé no dia do seu Baptismo? Então, como pais temos a obrigação de as inscrever na catequese, porque esta é a nossa Fé. Por aqui, a pequenina já pergunta muitas vezes quando será ela a ir para a catequese, e mostra-se ansiosa com essa nova fase assim como no seu ingresso no ensino básico. É natural, faz parte da idade.

Pela manhã e antes de sairmos de casa benzemo-nos com Água Benta. E as meninas lembram-se uma à outra e por vezes até a nós pais para não nos esquecermos.

Estes são apenas alguns exemplos, do que vamos fazendo para educar os nossos filhos na fé. São actos naturais, porque a educação não pode ser uma imposição. Tem de ser um acto de amor.

Como casal transmitimos aos nossos filhos o que somos naturalmente.
Se como casal amamos a Deus e queremos amá-Lo verdadeiramente, isso transmite-se de forma simples. Porque como criaturas não nos conseguimos dissociar do nosso Criador.

Educar é querer ensinar que os filhos queiram, saibam e desejem fazer o bem. 
Não que não façam o mal; antes, façam o bem.
Se assim for, quando saírem da alçada dos pais (é inevitável), terão asas para voar.

domingo, 17 de abril de 2016

Curtas




«Não rezar o terço todos os dias não é pecado. É uma vergonha.»

Padre Hugo de Azevedo

sábado, 16 de abril de 2016

O "carimbo"

Há dias ouvi uma estória engraçada. Contaram ter sido perguntado inúmeras vezes a um pai de uma família numerosa se era do Opus Dei. Ele foi respondendo negativamente.
Porém, a pergunta reiterava-se pelo tempo. Dia houve em que, após ser formulada novamente a pergunta, o pai respondeu naturalmente:
- Se calhar sou e não sei.


Conclusão: há sinais que nos identificam. 
Assim são as famílias católicas. São identificadas, carimbadas, rotuladas. E se não são algo está mal, algo não bate certo e deve ser alvo de observação com um Sacerdote.

As famílias cristãs católicas não agem por omissão. Ao contrário, são identificadas por serem operativas e diferenciadas. 

Diferenciadas na sua postura em relação à vida e abertura a esta pelo casal, diferenciadas pelos critérios educativos, diferenciadas pela alegria, paz e serenidade. São igualmente diferenciadas pela postura que assumem no trabalho e pela visão que têm da comunidade que integram.

Diferenciam-se de igual forma - em regra - pela atitude do próprio casal em relação a si mesmo, pela sua unidade de vida.
A este propósito e em breve escreveremos um texto concreto da relação entre marido e mulher, pais e filhos. Será um texto curto mas incisivo. Não será hoje. Mas está pensado.

Hoje deixamos esta curta reflexão sobre os rótulos e carimbos. Desejemos ser rotulados e carimbados pois essa seria a prova de estarmos no caminho certo.

Porque quem aprende a viver com Cristo e para Cristo descobre o Amor e este transborda para os demais.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

“Vocês mesmos! Quero-vos! São meus!”

O confronto entre a paragem efectuada e a realidade é enorme. Num lado, a tranquilidade apenas mais pesada com as (naturais) saudades da família. Por outro, o ritmo alucinante de quem não mastiga a vida mas engole-a. Mas é aqui, no deserto e aridez, que Deus nos quer. E quer não para sermos mais um entre muitos mas para sermos outros Cristos.
Ainda mergulhado nos dias de Retiro o confronto com os problemas e os comportamentos dos semelhantes que nos ferem. O habitual. Como reagir? Como é possível uma diferença tão avassaladora entre ambas as realidades? Parece que o Retiro não havia passado de um chorrilho de mentiras porque o que conta, na verdade, é a realidade pura, nua e crua do nosso quotidiano.
Repelir este pensamento foi o primeiro passo.

Esta é a prova. Ser quem somos nos ambientes mais adversos exalando o doce perfume de Jesus, com confiança e serenidade, paz e alegria, ainda que custe.

Já o escrevemos, o Divino Espectador delicia-Se e auxilia os pequenos actores deste teatro.
E mesmo com estas ideias claras, caímos. Cedemos. E daí? Seremos diferentes de Pedro? Tremeu o primeiro Papa perante a autoridade? Não. Tremeu perante o povo que nada podia sobre ele. Cedeu, negou e ainda assim foi Pedro.

Que sejamos muitas vezes ao dia novos filhos pródigos neste regressar constante. Insistimos, constante.
Ânimo! Jesus ressuscitou e está bem vivo em nós e nas nossas famílias. É esta a alegria cristã perante os cenários, sejam adversos ou não.
Na imagem desta publicação a vocação de Mateus de Caravaggio. Jesus indica. Mateus não está sequer a reparar tão entretido que se encontra com o seu deus menor, o dinheiro. Mas Jesus escolhe-o perante o espanto de quem o ladeia que parece perguntar: “Este? Tens certeza?”.
Todos se espantam.
Jesus ratifica. “Esse mesmo! Quero-o! É meu!”
É assim que nos vemos. Somos Mateus absortos em nadas mas ainda assim queridos.
É Jesus que nos diz: “Vocês mesmos! Quero-vos! São meus!” ainda que quem nos ladeia desconfie da sabedoria do Mestre conotando-O como mau gestor de recursos humanos.
Até nós desconfiamos de nós mesmos. Mas Deus quer-nos frágeis para que a obra final seja como um quadro magnífico e impensável que, por sê-lo, não se elogia o pincel usado como instrumento mas o Autor da pintura.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Retiro - O regresso


Estimados amigos leitores, muito boa tarde.
Retomamos os nossos textos.

O encarregado do Retiro definiu-o e bem com uma estação. Uma paragem forçosa e necessária. O combóio que pára e efectua uma pausa para retormar a marcha. Não apenas para não descarrilar mas como combustível para que a marcha não sofra retrocessos ou recuos por falta daquele bem necessário.



Início na noite de Quinta-feira e final na tarde de Domingo. Um local particularmente especial para o efeito e o silêncio a manter a concentração para um diálogo que urgia.


O primeiro encontro diante do Sacrário soltou a frase: "Aqui estou porque me chamaste".




Jesus retirava-se e orava. Assim foi. Foram dias de retiro de tudo para um "Tu e eu" que depois consolidou o nós.

Santa Missa, Visita ao Santíssimo, Meditações, Palestras, Leituras, Oração e propósitos. A Capela sempre disponível para visitarmos Quem nos esperou.

A conversa com o Sacerdote e o Sacramento da Reconciliação.

Foi um bem enorme, uma graça.

No regresso, a mesma pessoa. Quiçá restaurada. Um número enorme de ensinamentos escritos e resultantes das Meditações e Palestras para que a memória não apague o que de bom Deus concedeu.
O regresso, o abraço dos filhos e as saudades que já se faziam sentir fazendo do reencontro um momento de enorme e profunda alegria.

Quem beneficia com o Retiro?
Nós e a nossa família. Os 40 retirantes beneficiaram individualmente mas as suas famílias também.
Apresentaram-se em casa homens novos, restaurados, com propósitos definidos. Que Maria nos ajude a colocá-los em prática.

O combóio partiu. A estação ficou para trás. Mas definitivamente a carruagem, antes vazia, está agora cheia.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Retiro Anual

Aproxima-se o Retiro anual.
Vivemos em permanente agitação. São horários, compromissos, eventos sociais, reuniões, imprevistos. Por vezes não temos sequer tempo para a família e isso constitui desordem.
Mesmo no trabalho, nem sempre estamos no que fazemos e fazemos o que devemos. A uma solicitação surge outra e outra. Cansados, muito cansados.
Outras vezes ocupamos o nosso tempo com programas que em nada nos edificam e mais tarde, provavelmente, lamentaremos o tempo perdido e lamentaremos ter perdido tempo.
Lemos há dias um texto que tocou particularmente e onde era afirmado o vazio que o tudo gera. O nosso tudo por vezes é uma mão cheia de nada, vazia.


O Retiro mais não é que a pausa para sentir a proximidade de Deus. Temos essa necessidade de parar e privar de perto. Ordenar. Reencontrar.
Há tanto para meditar: família e educação, trabalho, apostolado, vida social, vida cristã comunitária. São Josemaria dizia que devíamos amar apaixonadamente o mundo porque é aqui que Deus nos quer. É aqui que Deus nos pede a santificação. Não é em mais lado nenhum. É aqui. Com esta família, com estes amigos, com estes colegas, com estes vizinhos, com esta comunidade. Aqui. E é daqui que prestaremos contas.


O retiro será de silêncio e terá duração de três dias. Palestras, Meditações, Santa Missa, Sacramento da Reconciliação, Visita ao Santíssimo e Exposição do Santíssimo, Leitura Espiritual, Via Sacra e devoção a Nossa Senhora.
No Retiro falaremos com Deus, colocaremos ordem na vida, dimensionaremos alguns aspectos da nossa vida e faremos propósitos. Os frutos virão imediata ou mediatamente.
Num retiro colocamo-nos na presença de Deus. Afastamo-nos. Afastamo-nos até de nós mesmos e do nosso egoísmo para que Ele fale.
Existirão saudades? Sim. Mas ao chegar a casa uma pessoa melhor virá e a comunidade familiar sentirá essa diferença. Que assim seja.
Ouve! Deixa por um momento as tuas ocupações habituais, entra por um instante dentro de ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Lança para longe de ti as preocupações que te esgotam. Dedica algum tempo a Deus e descansa, mesmo que seja só por um momento, na sua presença. Entra nos aposentos da tua alma: exclui tudo, menos Deus e o que possa ajudar-te a procurá-Lo. Assim, fechadas todas as portas, vai atrás d’Ele. Diz a Deus: Senhor, procuro o teu rosto, desejo ver o teu rosto”

S. Boaventura

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Pequenos Actos de Amor (continuação)

A Semana Santa terminou. 
Como partilhámos convosco neste texto fomos fazendo pequenos actos de amor para ajudar Jesus a carregar a cruz durante a semana que culminou na Sexta-feira Santa e conseguimos encher o copinho de actos de amor.

Há dias a nossa filhota do meio disse-me: -"Já não há corações no prato!"
Pensei: "Bom, há que vazar o copo e começar de novo!"
Mas não o fiz logo.

No Sábado passado a benjamim depois de ter recuperado da queda que vitimou o seu queixo, foi surpreendida pela varicela!
O Domingo foi doloroso com muita comichão, febre e mau estar. Enquanto os manos e o pai foram à Missa olhei para o copo com os pequenos actos de amor aos pés da cruz e pensei: " É agora!".


A pequenina viu-me a colocar os corações no prato e o copo vazio novamente. Perguntou-me porque estava a fazer aquilo. Respondi que poderemos continuar a oferecer actos de amor a Jesus sempre que quisermos.

Surpreendentemente a nossa princesinha perguntou-me:

- Posso oferecer as minhas borbulhas a Jesus?

Respondi de imediato:

-Podes.

E assim neste recomeço, o primeiro acto de amor oferecido a Jesus foram as borbulhas da benjamin. Estou certa que Nosso Senhor deu um grande valor ao sofrimento da nossa pequenina e que o aproveitou para algo grandioso que só Ele sabe. 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Fuga para a frente

Fuga para a frente nem sempre significa retrocesso ou adiar o inevitável.

Assim foi, uma vez mais. As monotonias quebram-se. As rotinas destroem-se. Fugas, necessitam-se!

Sim, todos os casais devem ter as suas fugas a dois. Insistimos, a dois. Reiteramos, a dois.
Foi o que fizemos nestes dias. Uma fuga a dois que só nos fez bem. 


Daí ser uma fuga para a frente pois só nos trouxe benefícios que nos ajudarão no imediato e no mediato. É como que carregar baterias e destruir rotinas que tantas vezes inquinam relações. 

Numa fuga, namora-se. Mas além de se namorar, reza-se. E além de se rezar, conversa-se.

Algum casal nega este antídoto?

Findamos. Recomendamos a todos os casais que o façam. Ou aqui em Portugal ou fora do país. Mas fujam do mais do mesmo.  

Não revelamos o lugar escolhido este ano. Mas foi bom, trouxe-nos paz e tempo para nós. Sim, tempo para nós. Depois, bom depois houve coisas muito agradáveis como a gastronomia e mesmo os bons vinhos que ajudam a manter um bom ar e conservam-nos bem dispostos.

Fica a dica para os amigos que nos seguem. Fujam para a frente! A dois.

terça-feira, 29 de março de 2016

Respeitos humanos, nós? Porquê? Filhos de Rei assumem-se como tal!

Todos os nossos filhos já se mascararam de príncpes e princesas. Fizeram-no por ocasião do Carnaval.
E nós concordamos que aí foram forçados a mascararem-se. Foras esses poucos dias carnavalescos eles podem assumir essa condição sem máscaras.
Somos filhos de um Rei e devemos assumir a nossa condição seja onde for e seja com quem for sem respeitos humanos. Aliás, os outros é que deveriam ter respeitos humanos ao não se sentirem filhos de um Rei. Nós, nunca.

Nem sempre foi fácil e teve treino. Hoje já o fazemos como quem bebe um copo de água. E se por acaso falhamos pedimos imediatamente desculpa ao Senhor e levamos a o tema a confissão.

Exagero? Porquê? É exagerar afirmarmos perante os outros termos vergonha de assumir a nossa condição cristã? Isso não é uma forma de negar Cristo?

Por aqui pensamos assim. Se excessivos ou não, fica no critério de cada um. Para nós não é ser excessivo uma negação, seja por acção, seja por omissão. É uma negação por via de uma vergonha interior em respeito ao pensar de terceiros sobre determinado acto.

Devemos sentir endeusamento. Sim, o bom endeusamento.
Por um lado somos feitos de barro e a nossa vida (a nossa pelo menos) é feita sem brilho e notoriedade,como Jesus quer. Não valemos nada e não somos nada e o que somos a Ele o devemos. Mas ainda assim, neste nada, tudo somos. Paradoxo? Não. Somos filhos de Deus. Fomos escolhidos para sermos santos e seus instrumentos, pese embora a nossa condição e miséria humana. Assim e nessa condição, filhos de um Rei assumem-se como tal em qualquer circunstância.

Conta-se que certo dia um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola.
Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades.
O pobre mendigo, confuso e atordoado, exclamou: eu não pedi tanto!
E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou.
(Cristo que passa, 160)

domingo, 27 de março de 2016

E agora?

As celebrações foram bonitas e a convicção da Tua ressurreição tomou de assalto os corações. 
E agora, Jesus?

Fazer jus a essa realidade implica um número enorme de atitudes coerentes e diárias, bem o sei.
Há tanto por fazer.
Acabo de saber que no Paquistão alguém se explodiu e consta que o fito era matar cristãos. Consta que a maioria dos mortos eram crianças e mulheres que celebravam em família o seu Domingo de Páscoa. Mas a chacina não começou nem acaba aqui. E ficamos calados não é? Valha-nos o Santo Padre que não tem medo e fala com o coração.

Por aqui não há chacinas mas há políticas que verdadeiramente nos atacam e, mais recentemente, cobardes blasfémias. E daí? Não fora uns críticos na comunicação social e Terias ficado pouco defendido porque continuas a Ter poucos amigos, acredita. 

Ninguém se mobilizou por Ti marcando presença na rua nem que fosse num silêncio ensurdecedor?
E poderia continuar a escrever.

Parece que o Papa pede que a Igreja se abra e continuamos a ver que tal não sucede nem tão pouco para a celebração da Missa diária. Já não vou ao pormenor de achar que há necessidade de um abanão violento (o reino dos céus conquista-se com violência) com prejuízo da relação leigo/Igreja se assemelhar a uma relação conjugal monótona e regrada pela rotina que só não dá divórcio porque "vai andando". Mas Tu mereces mais que uma relação que "vai andando".
É possível imaginar um casal que se cumprimenta apenas e somente ao Domingo de manhã? 
Caramba, há quem entenda ser a relação perfeita. Sacerdotes, acordem para este fenómeno.

Gosto de meditar nos meus irmãos em oração e creio firmemente estarem cheios de problemas. Olho os casais e penso se serão felizes. Olho os pais e filhos e pergunto-me se estarão em harmonia, se serão imensamente felizes.
Mas as perguntas podem ter duas respostas e deve-se acautelar que a comunidade cristã onde estes irmãos se inserem dá imediato feedback  a quem dele carece.

Fique esclarecido: há famílias dentro e fora da Igreja em declínio. Que isso fique claro de uma vez e não continue a representar-se uma cegueira que já incomoda. A omissão, muitas vezes, é semelhante à acção. Nada fazer (e há tanto por fazer e tantos a querer fazer) é omissão que prejudica. Ponto. Fale-se da FAMÍLIA por favor.  

E acordem para outro fenómeno que visa o espaço que todos devem ter na construção e edificação da Igreja sob pena daqueles que se cumprimentam à semana dizerem que o fazem porque não encontram espaço.

E quanto a mim... tanto para fazer. As ideias são claras mas a sua concretização implica dar muita morte ao corpo. Tanta morte a dar. Tenho tanto medo da morte porque ficarei sem quem tanto amo ou quem me ama sem mim mas socorro-me tanto dela para me corrigir. A vida é tão curta e passaram tantos anos que me devo preocupar verdadeiramente com os que me restam, se me restam.  

O mais difícil é a coerência pois os apelos são enormes e as dificuldades também - sejam sociais, profissionais ou familiares - pelo que há necessidade de manter um equilíbrio que nem sempre é possível ou fácil. Mas a vida cristã é um eterno começar e recomeçar.

E tal como quando praticava Krav Maga e não tinha medo de nada nem de ninguém porque nada nem ninguém me fazia frente, também me encorajo a prosseguir este caminho cristão com determinação, custe o que custar e doa a quem doer. Sim, penso em mim. Quem mais?

Pois é, Zara. Não há telefonema nosso que não acabe em publicação. 
O outro apaguei. Este, juro, não farei.

A Vida pôde mais do que a morte


«O dia do triunfo de Nosso Senhor, da sua Ressurreição, é definitivo. 
Onde estão os soldados que a autoridade tinha posto? 
Onde estão os selos que tinham colocado sobre a pedra de sepulcro? 
Onde estão os que condenaram o Mestre? 
Onde estão os que crucificaram Jesus?... Ante a sua vitória, produz-se a grande fuga dos pobres miseráveis. Enche-te de esperança: Jesus Cristo vence sempre.»

Forja, 660

sábado, 26 de março de 2016

A nossa Via Sacra

Tudo foi preparado ao pormenor e ao longo da semana.

Aproveitando as férias escolares, mãe e filhas cortaram desenhos alusivos às 14 Estações da Via Sacra, pintaram-nos e colaram-nos em cartolinas.

Ontem, antes das 15 Horas, rezámos a Via Sacra em família.

Acendemos as velas junto da imagem de Cristo crucificado e outras ao lado da imagem da Sagrada Família.
Depois fizemos a leitura do livro Via Sacra de São Josemaria, percorrendo todas as Estações e Pontos de Meditação.
Antes de cada Estação, a filhota mais nova colocava na alcatifa a correspondente imagem.
Depois, a leitura e a vivência da Estação.
Por fim, a meditação dos Pontos que nos fizeram pensar, meditar, trocar ideias práticas da nossa vida corernte.


Foi assim que vivemos a nossa Sexta Feira Santa. Porque o inesperado ocorre, não pudemos ir à celebração da Solene Acção Litúrgica da Morte do Senhor porque a filhota mais nova abriu profundamente o queixo num acidente em casa tendo passado no Hospital as horas seguintes. 

Foi assim que Deus quis a nossa Sexta Feira. Não foi este o cenário pensado. Não foi assim que quisemos viver o resto do dia. Jamais imaginaríamos passá-lo num Hospital. Não, iríamos à Igreja em família como sempre para a celebração e respectiva comunhão. 

Um contratempo, algo inesperado, algo permitido que nos fez viver a Sexta Feira Santa como não a queríamos ter vivido. Talvez tenha sido a melhor prova que Deus nos tenha dado após vivermos a Sua Via Sacra. Assim foi.

Uma palavra de muito apreço às duas médicas, enfermeiro, auxiliares e até ao segurança que nos facilitou os estacionamento junto às urgências da Pediatria do Hospital que também terão vivido a sua Sexta Feita Santa como não a queiram ter vivido e nem por isso fizeram cara feia. E Cristo na sua Via Sacra também não a fez.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Nem sonhamos a rectaguarda que temos


Ontem ficámos particularmente comovidos e sensibilizados com um e-mail que recebemos. 

Entre várias coisas o e-mail dizia, in fine, que muitos hospitalizados (visitados pelo autor) ofereciam a sua doença e enfermidade pela nossa fidelidade.
Caramba! Os olhos lacrimejaram. Não os conhecemos nem eles a nós. E no entanto... oferecem o seu ouro pela nossa fidelidade.


Hoje temos procurado corresponder a este amor rezando por eles porque amor com amor se paga e rezamos para que a memória não apague esta realidade. Que rezemos e nos mortifiquemos por estes Amigos e Irmãos hospitalizados que oferecem a sua dor e sofrimento pela nossa fidelidade. Grandeza total de almas!

Sim, temos noção de termos uma rectaguarda forte. Mas não a sabíamos tão forte.

Poucas conclusões que deixamos. Por um lado nunca sabemos quem reza e se mortifica por nós. E não há necessidade de dizermos aos outros que o fazemos, excepto se nos pedirem expressamente que por eles rezemos e seja importante terem essa confirmação.

Por outro lado, recomendamos muita amizade ao Anjo da Guarda e muitas Missas oferecidas pelas benditas almas do purgatório. Já escrevemos sobre o tema. Uma comunhão bem feita oferecida pela salvação de uma alma do purgatório é tê-la como uma lapa colada a nós em plena ajuda e auxílio.
Quantas teremos? Não sabemos. Que as tenhamos muitas.

Por fim, este ponto desperta-nos para reflectirmos como anda a nossa oração por aqueles que connosco cruzam diariamente no trabalho e na vida social. É que Deus quis que nos cruzássemos com essas pessoas concretas que têm rosto e nome e ainda um Anjo da Guarda. São Josemaria antes de cumprimentar uma pessoa cumprimentava o seu Anjo da Guarda. Pensemos nisso.

Vamos rezar a Via Sacra agora em família conforme escrevemos ontem. Mas era imperativo escrever este texto. Na foto, e porque antes falámos em São Josemaria, uma foto antiga do Santo com Isidoro Zorzano, doente.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Via Sacra

Ao longo dos dias que antecedem procurámos transmitir as ideias chave da nossa vivência familiar nestes dias da Quaresma. 

Estamos na Semana Santa. É tempo de viver intensamente a Paixão. E isso é um desafio perante outros desafios.
Para muitos estamos em fim de semana prolongado.
E azar dos azares o Costa não deu tolerância.


Os católicos vivem estes dias de forma intensa (esperamos...). Mas é preciso saber superar o desafio pagão que não apenas nos tenta como nos procura persuadir. Façamos o mesmo em sentido contrário, boa? Sejamos nós quem vai ao encontro do outro; sejamos nós quem mete conversa; sejamos nós que puxa o assunto; sejamos nós quem cativa; sejamos nós quem exemplifica; sejamos nós que persuade.
Que os outros digam de nós o pior no sentido de lhes termos procurado (e quiçá conseguido) fazer mudar a vida. Mais não seja que os deixemos a pensar.

Hoje na fila do Pingo Doce tive uma conversa muito gira em torno do cristianismo, Páscoa e vivência cristã com um vizinho. Ignoro o que ficou da conversa. É com Deus.
Dizia-me que o avô era comunista. Retorqui e disse que a minha mulher havia sido do Benfica antes de casar...
Tenho muito respeito por este vizinho e simpatizo imenso com ele e com a família.
Fiz o meu apostolado sem respeitos humanos inúteis que poderão revelar-se perversos ou desviantes no fim. Que o Mestre não nos diga nunca "não te conheço".

Viver intensamente implica viver estes dias em maior oração, jejum, abstinência. 
Mas acima de tudo fazer companhia a Jesus e Maria. Estar com eles meditando a Via Sacra e sermos nós uma personagem mais daquele caminho para o Calvário. 

A nossa sugestão é esta: a meditação da Via Sacra com SJM.
Esta meditação em família é ouro. É a recomendação que fazemos.
Por cá, iremos procurar fazê-lo. 
Viver a Via Sacra em família permitirá viver a Páscoa com a qualidade cristã que nos é exigível.

terça-feira, 22 de março de 2016

Pequenos Actos de Amor

Estamos na Semana Santa.
A semana da prova do amor de Deus por todos nós: pequenos e grandes, doutorados e iletrados, ricos e pobres, católicos, ortodoxos, protestantes, judeus, muçulmanos… toda a Humanidade.

Nesta semana contemplamos Jesus nos Seus últimos dias. Vemo-Lo na Sua entrada triunfante em Jerusalém, vemo-Lo entre os Seus amigos na Última Ceia e vemo-Lo sofrer a Sua paixão por nosso amor.

Aqui em casa decidimos acompanhar Jesus na Sua Paixão. Melhor, decidimos ajudar Jesus a carregar a cruz até ao Calvário.

Como?
Simplesmente fazendo pequenos actos de amor. Coisas simples.



Passo a explicar:
Num pequeno prato temos muitos pequenos corações de papel. No meio do prato temos um pequeno copo onde vamos introduzindo os nossos pequenos actos de amor por Jesus. Ou seja, fora do copo são apenas corações de papel, mas dentro do copo passam a ser actos de amor.
Estes pequenos actos de amor foram apresentados aos nossos filhos como um desafio para suavizar a dor de Cristo.

Comecei por lhes explicar o que poderão ser os seus actos de amor. Por exemplo: hoje não me apetece fazer os trabalhos da escola, mas faço-o para ajudar Jesus a levar a cruz e introduzem um coração no copo; não me apetece ir andar de bicicleta com as minhas irmãs, mas vou. E mais um coração no copo. Não me apetece passar a ferro, mas passo e ofereço outro coração…




Disse-lhes que estes são exemplos do que podem oferecer. Não precisam de dizer qual o seu acto de amor. Isso fica entre cada um e Jesus. Apenas precisam de introduzir o coração no copo. 
O objectivo é no final da semana conseguirmos ter um copo cheio de actos de amor que suavizem a paixão de Jesus e nos aproximem do Seu coração.

Que estes actos de amor nos ajudem a ter intimidade com Jesus.

domingo, 20 de março de 2016

22 anos de namoro





Celebramos hoje 22 anos de namoro.

Foi na Parede, no dia 20 de Março de 1994, que iniciámos este caminho.

Um para o outro temos sido farol e âncora usados por Deus para um caminho à partida idealizado. 

Farol porque indica; âncora porque segura ao indicado.

Nota aos mais sensíveis: estamos casados há quase 17.

sábado, 19 de março de 2016

“Ide a José e encontrareis Jesus”

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe. 

Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. 
(Forja, 554)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Oração + Jejum + Reconciliação

Nesta época concreta devemos ser concretos. Objectivos concretos, propósitos conctretos e utilizar a regra dos PPP: Pouco Pequeno Possível. Quem for fiel no pouco... Deus encarrega-se de dar mais. Não se preocupem os que gostariam de ter muito à partida.


Esta época é propícia a três coisas: à oração, ao jejum e à reconciliação.

Vamos falar um pouco sobre as três numa vertente prática.

A ORAÇÃO
Oração é a coisa mais simples e simultânemante mais difícil de fazer. É simples porque implica um diálogo com o nosso Pai mas difícil porque teimosamente nunca temos muito tempo para Ele.
De que devemos falar? De nós, claro. De nós, das nossas vicissitudes, da nossa vida familiar, social, profissional. E devemos ser profundamente honestos e abertos no trato com o nosso Pai. 
"Pai, não sei como resolver este problema; Pai, o meu filho tem esta dificuldade; Pai, esta pessoa precisa de ajuda; Pai, obrigado; Pai estou farto. Pai não me apetece rezar mas aqui estou porque me chamaste; Pai o dia correu mal e estou nervoso, incomodado... ajuda-me". Pai, Pai, Pai. 

Caros, todos... Deus é nosso Pai e devemos ter bem presente a nossa filiação divina.

Há dois mil anos atrás, na Paixão, foi a oração que sustentou Jesus e transformou o Seu temor em fortaleza. "Pai, se possível, afasta de mim este cálice", disse. E disse porque sentiu.

Jesus antecipou o sofrimento. Sabia que iria ser detido. Foge? Não, permanece. 
E avisa os dorminhocos dos apóstolos para rezarem afim de não cairem em tentação. 

Cristo encontrou a sua força na oração; em sentido oposto, os apóstolos. Estes, não rezam. São voluntariosos, é um facto.
Pedro quer agarrar a espada e cortar a orelha ao soldado. Mas não reza. E na hora do aperto, nega, foge. Os outros também. Retrocedem, recuam. Não rezam, dormem.

Sim, todos eram sinceros no afecto a Jesus mas todos fraquejaram.
Aquela vontade voluntariosa era ineficaz, estéril, uma vez que não estava fortalecida e sustentada pela oração.

Caros amigos, a oração não é dispensável. É absolutamente vital, necessária.
Como fazê-la? Uma dicas.

Hora marcada
Fazer oração "quando tivermos tempo" é o mesmo que assumir que não a iremos fazer porque não o teremos. Logo, ou antes de ir para o trabalho ou depois de regressar, devemos fazer oração. Se possível, à mesma hora todos os dias e sempre o mesmo tempo. Regra dos PPP

Lugar e Modo
É necessário recolhimento pelo que temos necessidade de nos distanciar do ambiente. O lugar ideal é diante do Santíssimo. Não podendo, o nosso quarto, o nosso oratório em casa, o canto de oração para as nossas queridas Famílias de Caná, o nosso escritório, gabinete.
O modo também é interessante. Jesus rezava de joelhos. A regra é: nem tão cómodos nem tão incómodos.
Se estivermos com sono... de pé ou de joelhos. Regra dos PPP

Aridez
Nem sempre a oração flui. Ora bem, os livros ajudam.
Os Evangelhos. De igual modo livros como Pontos de meditação e são óptimos. Recomendamos Caminho, Sulco ou Forja. São maneiras de favorecer a nossa oração. O que importa é que haja um verdadeiro diálogo.
A oração por vezes é difícil. Estamos condicionados. O dia correu francamente mal ou alguma circunstância dita ausência de vontade.Custa. Não sai. Parece estéril. É hora de usar a fé e perceber que não estamos ali por nós próprios.
E sim, mesmo quando não apetece, rezemos e façamos teatro... Deus aproveita e deliciosamente observa-nos sendo o nosso Divino Espectador. Regra dos PPP

O JEJUM
Vou ser curto aqui. O jejum pode ser tanta coisa. Vou contar-vos o meu jejum (antes de publicar a minha mulher vai ler em primeira mão): sorrir.
Sim, o meu jejum nesta Quaresma é sorrir quando entro em casa deixando os problemas profissionais do lado de lá da porta antes de meter a chave, ainda que o sorriso (às vezes forçado) não signifique ausência de problemas. Eles não se dissipam. Mas ao tirar a cara séria deixo que as crianças e a esposa vejam um semblante sorridente e isso contribui para que o meu lar seja luminoso e alegre.
Pensem um pouco no vosso jejum. Pode ser em torno de alimentos, sim. Mas pode ser de outro modo. Meditem no meu e retirem conclusões. Regra dos PPP

RECONCILIAÇÃO
Leitura recomendada: Evangelho de São marcos 1, 40-45. 
A cura do leproso é a clara analogia ao que nos sucede no Sacramento da Reconciliação.
Há duas vontades: a de Deus e a do penitente. Uma cura imediata. Um Sacerdote.
Assim é no Sacramento da Reconciliação. A eficácia é absoluta, de efeito automático.
Dizia São Josemaria que o Sacramento da Reconciliação deveria obedecer à regra dos quatro C´s. 
O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada (que me inspirou neste escrito após uma brilhante pregação a meio da semana) junta-lhe um quinto C.
Muito bem, seguirei a ordem. Os primeiros quatro C´s são de São Josemaria e o derradeiro do Padre Gonçalo.

A confissão deve ser:

Completa
Refereir todos os pecados graves cometidos em número e espécie e não omitir um pecado grave não confessado anteriormente.

Concreta
Não ser-se abstracto. Não dizer-se generalidades ocas mas antes coisas concretas.

Clara
Não falar por via de eufemismos. falar abertamente. Por exemplo, se dei um murro em alguém não devo dizer que faltei à caridade com essa pessoa. Não, devo dizer que lhe dei um murro.

Concisa
A acusação não deve conter coisas que não interessam minimamente para a confissão. Não devemos acrescentar coisas irrelevantes. E não devemos falar de terceiros ou nomear outras pessoas.

Contrita
Significa que devemos ter pena e desejo de não voltar a pecar, que haja o propósito de não tornar a pecar. Significa que nunca mais vou cometer aquele pecado? Em princípio não. Mas haja esse propósito e pena de o ter cometido, havendo clara noção de que com ele ofendemos o nosso Pai. 

terça-feira, 15 de março de 2016

"Basta Começar. Maneiras de ajudar os outros."




Este é o primeiro vídeo da série “Basta começar. Maneiras de ajudar os outros”, produzida no ano jubilar da misericórdia para contribuir para que se cumpra um desejo do Papa Francisco: que os cristãos contemplem a misericórdia de Deus e a assumam como estilo de vida.


      Perguntas para o diálogo
  • Algumas das pessoas que aparecem no vídeo falam de situações difíceis, podes descrevê-las?
  • Parece-te que poderiam superar essas dificuldades sem a ajuda de outras pessoas?
  • Que maneiras concretas de ajudar os outros se mostram no vídeo? Podes relacioná-las com algumas das obras de misericórdia?
  • Que motivos podem ter as pessoas que prestam essa ajuda para fazer o que fazem?
  • Como influi essa ajuda nos outros?
  • A que se refere o doutor Luiz Mario quando diz: “É um encontro de Jesus Cristo com Jesus Cristo”?
  • O que pretende dizer o Norbert ao explicar que, enquanto ajuda, dá também um testemunho de fé?
      Propostas de acção
  • Prestar gratuitamente, se é possível, algum serviço profissional em favor de pessoas que não o podem pagar.
  • Partilhar os teus talentos e conhecimentos com aquelas pessoas a quem façam falta.
  • Rezar pelas pessoas com quem te relacionas através do teu trabalho profissional.
  • Apoiar os doentes e necessitados com a tua ajuda, a tua companhia e a tua oração.

     Meditar com a Sagrada Escritura
  • Um samaritano que ia de viagem chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o se jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele (Lucas 10, 33-34).
  • Ao anoitecer, depois do sol-posto, traziam-Lhe todos os enfermos e possessos e toda a cidade se tinha juntado diante da porta. Curou muitos que se achavam atacados com várias doenças e expulsou muitos demónios (Marcos 1, 32-34).
  • Pedro disse-lhe: «Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou:em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levanta-te e anda» (Actos 3, 6).

     Meditar com o Papa Francisco
  • Fazer o bem sem nada esperar em troca. Isso fez o Pai connosco e nós devemos fazer o mesmo. Faz o bem e segue em frente (Audiência, 10 de setembro de 2014).
  • Para ser imitadores de Cristo diante de um pobre ou de um doente, não temos que ter medo de o olhar nos olhos e de nos aproximarmos com ternura e compaixão e de o tocar e abraçar (Angelus, 15 de fevereiro de 2015).
  • Servir. O que significa? Servir significa acolher com atenção a pessoa que chega; significa inclinar-se para quem tem necessidade e estender-lhe a mão, sem cálculos, sem temor, com ternura e compreensão, como Jesus se inclinou para lavar os pés aos apóstolos. Servir significa trabalhar ao lado dos mais necessitados, estabelecer com eles, antes de mais nada, relações humanas, de proximidade, vínculos de solidariedade (Discurso, 10 de setembro de 2013).
  • Inclino-me para quem está em dificuldade ou tenho medo de sujar as mãos? Estou encerrado em mim mesmo, nas minhas coisas, ou reparo em quem tem necessidade de ajuda? Sirvo-me só a mim mesmo ou sei servir os outros como Cristo que veio para servir até dar a Sua vida? Olho nos olhos dos que pedem justiça ou viro a cara para não os olhar nos olhos? (Discurso, 10 de setembro de 2013).

     Meditar com S. Josemaría
  • Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais. (Cristo que passa, n. 182).
  • Não passes indiferente ante a dor alheia. Essa pessoa – um parente, um amigo, um colega, esse que não conheces... – é teu irmão. 
  • Lembra-te do que relata o Evangelho, e que tantas vezes leste com pena: nem sequer os parentes de Jesus se fiavam d'Ele! - Procura que não se repita a cena. (Sulco, n. 251).
  • Criança. - Doente. - Ao escrever estas palavras, não sentis a tentação de as pôr com maiúscula? 
         É que, para uma alma enamorada, as crianças e os doentes são Ele (Caminho, n. 419).

Texto do site do Opus Dei

domingo, 13 de março de 2016

Quaresma = Reconciliação


Sim, um pouco afastados da blogosfera nos últimos tempos.

Adormecidos mas nem por isso esquecidos. O projecto inicial está prestes a fazer o seu primeiro aniversário e ainda está longe de chegar ao seu ponto de partida que tinha como meta chegar além de nós mesmos.

Escrevemos hoje quando uma católica cheia de vida chega ao poder de um partido político e sem peias defende a Família no seu primeiro discurso. Bravo!

Um bálsamo num país mergulhado num domínio das esquerdas radicais e num adormecimento, apatia e tibieza generalizadas dos que com elas não se identificam.



Fazemo-lo hoje igualmente por uma troca de e-mails com uma amiga especial que nos acompanha desde início e que há poucos dias nos questionou a razão de termos apagado uma publicação que, segundo o seu critério, teria sido a melhor que fizeramos.

A nossa resposta foi tão simples: temos a convicção de não chegarmos além de nós próprios e entendemos apagar algumas publicações que supostamente ninguém leu. Nada mais errado.
Lamentamos Teresa e uma vez mais, as nossas desculpas.

Por todas as razões hoje não poderiamos estar distantes deste nosso veículo de comunicação.

Ontem a nossa família foi ao Oratório. Todos, um a um, com a Santa Missa a decorrer, reconciliámo-nos com Deus. Nós e uma imensidão de pessoas. O Oratório potencia a Confissão, é factual.

Fomos como fomos devido à nossa condição e regressámos com a alma limpa, rezando o terço em família no percurso para casa, no carro, em acção de graças.

Ainda no Oratório e já reconciliados, comungámos com propriedade.

E este é o tema da nossa publicação: a exortação à reconciliação das famílias com Deus nesta Quaresma.

Vamos partilhar convosco a denominada Confissão "made easy". Um simples cartaz junto aos confessionários da Paróquia de Our Lady Queen of Peace (Dublin, Irlanda) explicou a simplicidade do procedimento. A iniciativa fez com que muitos se aproximassem, de novo, do Sacramento.

Infra, o link. Pode ser aberto e impresso. Está em português e foi disponibilizado pelo Opus Dei.

Tem um Cartaz para Adultos, outro para Jovens e ainda outro para Crianças. No verso, as perguntas para reflexão e preparatórias da Confissão.

Não seria oportuno as nossas paróquias terem semelhantes cartazes afixados?

Link para os Cartazes

domingo, 6 de março de 2016

A curva da felicidade e o número de filhos

«Que me perdoe Pitágoras, mas tenho certeza que em matéria de número de filhos, a soma das partes não é aritmética linear. A cada nova adição, a felicidade cresce mais do que o produto que lhe foi somado. Um mais um não é igual a dois. Dois mais um não é igual a três. E então três mais um não é mesmo igual a quatro. É muito mais, é muito melhor.»

Ler o texto integral clicando nesta mesma frase.

Por Mafalda Anjos in Visão 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Rezar o terço na escola com os colegas


As palavras são um testemunho que reproduzimos da nossa filha mais velha.


Uma lição para nós e para muitos que se vergam perante os respeitos humanos.

Sem peias, juntou os Colegas e em roda rezou o Terço com eles.

BRAVO !!!!!!!



Eis o seu testemunho:

«Eu estava na hora de almoço e depois, quando acabei de almoçar, fui para o recreio. Conforme tirei as luvas do bolso o meu Terço caiu ao chão e eu apanhei-o. Os meus Colegas perguntaram  se era um colar . Eu respondi que não que era o Terço e que servia para rezar. 
Depois eu perguntei se eles queriam aprender a rezar o Terço e eles disseram que sim.
Eles começaram a perguntar o que queria dizer "amén", se Nossa Senhora era viva e assim.
Depois nós fomos para um cantinho e outros Colegas juntaram-se também a nós.
Sentámo-nos em roda e eles perguntaram se Jesus estava ali e eu disse que sim.
Então puseram-se a limpar o chão porque Jesus estava ali e tentaram ficar concentrados a rezar. 
Rezámos até ao 4º Mistério. 
A J**** ficou toda contente porque não sabia rezar. Se tu visses a cara dela...
Depois disseram que amanhã também queriam rezar o Terço e duas meninas que são da catequese vão levar livrinhos com orações.»