Família em Movimento

Família em Movimento

sexta-feira, 25 de março de 2016

Nem sonhamos a rectaguarda que temos


Ontem ficámos particularmente comovidos e sensibilizados com um e-mail que recebemos. 

Entre várias coisas o e-mail dizia, in fine, que muitos hospitalizados (visitados pelo autor) ofereciam a sua doença e enfermidade pela nossa fidelidade.
Caramba! Os olhos lacrimejaram. Não os conhecemos nem eles a nós. E no entanto... oferecem o seu ouro pela nossa fidelidade.


Hoje temos procurado corresponder a este amor rezando por eles porque amor com amor se paga e rezamos para que a memória não apague esta realidade. Que rezemos e nos mortifiquemos por estes Amigos e Irmãos hospitalizados que oferecem a sua dor e sofrimento pela nossa fidelidade. Grandeza total de almas!

Sim, temos noção de termos uma rectaguarda forte. Mas não a sabíamos tão forte.

Poucas conclusões que deixamos. Por um lado nunca sabemos quem reza e se mortifica por nós. E não há necessidade de dizermos aos outros que o fazemos, excepto se nos pedirem expressamente que por eles rezemos e seja importante terem essa confirmação.

Por outro lado, recomendamos muita amizade ao Anjo da Guarda e muitas Missas oferecidas pelas benditas almas do purgatório. Já escrevemos sobre o tema. Uma comunhão bem feita oferecida pela salvação de uma alma do purgatório é tê-la como uma lapa colada a nós em plena ajuda e auxílio.
Quantas teremos? Não sabemos. Que as tenhamos muitas.

Por fim, este ponto desperta-nos para reflectirmos como anda a nossa oração por aqueles que connosco cruzam diariamente no trabalho e na vida social. É que Deus quis que nos cruzássemos com essas pessoas concretas que têm rosto e nome e ainda um Anjo da Guarda. São Josemaria antes de cumprimentar uma pessoa cumprimentava o seu Anjo da Guarda. Pensemos nisso.

Vamos rezar a Via Sacra agora em família conforme escrevemos ontem. Mas era imperativo escrever este texto. Na foto, e porque antes falámos em São Josemaria, uma foto antiga do Santo com Isidoro Zorzano, doente.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Via Sacra

Ao longo dos dias que antecedem procurámos transmitir as ideias chave da nossa vivência familiar nestes dias da Quaresma. 

Estamos na Semana Santa. É tempo de viver intensamente a Paixão. E isso é um desafio perante outros desafios.
Para muitos estamos em fim de semana prolongado.
E azar dos azares o Costa não deu tolerância.


Os católicos vivem estes dias de forma intensa (esperamos...). Mas é preciso saber superar o desafio pagão que não apenas nos tenta como nos procura persuadir. Façamos o mesmo em sentido contrário, boa? Sejamos nós quem vai ao encontro do outro; sejamos nós quem mete conversa; sejamos nós que puxa o assunto; sejamos nós quem cativa; sejamos nós quem exemplifica; sejamos nós que persuade.
Que os outros digam de nós o pior no sentido de lhes termos procurado (e quiçá conseguido) fazer mudar a vida. Mais não seja que os deixemos a pensar.

Hoje na fila do Pingo Doce tive uma conversa muito gira em torno do cristianismo, Páscoa e vivência cristã com um vizinho. Ignoro o que ficou da conversa. É com Deus.
Dizia-me que o avô era comunista. Retorqui e disse que a minha mulher havia sido do Benfica antes de casar...
Tenho muito respeito por este vizinho e simpatizo imenso com ele e com a família.
Fiz o meu apostolado sem respeitos humanos inúteis que poderão revelar-se perversos ou desviantes no fim. Que o Mestre não nos diga nunca "não te conheço".

Viver intensamente implica viver estes dias em maior oração, jejum, abstinência. 
Mas acima de tudo fazer companhia a Jesus e Maria. Estar com eles meditando a Via Sacra e sermos nós uma personagem mais daquele caminho para o Calvário. 

A nossa sugestão é esta: a meditação da Via Sacra com SJM.
Esta meditação em família é ouro. É a recomendação que fazemos.
Por cá, iremos procurar fazê-lo. 
Viver a Via Sacra em família permitirá viver a Páscoa com a qualidade cristã que nos é exigível.

terça-feira, 22 de março de 2016

Pequenos Actos de Amor

Estamos na Semana Santa.
A semana da prova do amor de Deus por todos nós: pequenos e grandes, doutorados e iletrados, ricos e pobres, católicos, ortodoxos, protestantes, judeus, muçulmanos… toda a Humanidade.

Nesta semana contemplamos Jesus nos Seus últimos dias. Vemo-Lo na Sua entrada triunfante em Jerusalém, vemo-Lo entre os Seus amigos na Última Ceia e vemo-Lo sofrer a Sua paixão por nosso amor.

Aqui em casa decidimos acompanhar Jesus na Sua Paixão. Melhor, decidimos ajudar Jesus a carregar a cruz até ao Calvário.

Como?
Simplesmente fazendo pequenos actos de amor. Coisas simples.



Passo a explicar:
Num pequeno prato temos muitos pequenos corações de papel. No meio do prato temos um pequeno copo onde vamos introduzindo os nossos pequenos actos de amor por Jesus. Ou seja, fora do copo são apenas corações de papel, mas dentro do copo passam a ser actos de amor.
Estes pequenos actos de amor foram apresentados aos nossos filhos como um desafio para suavizar a dor de Cristo.

Comecei por lhes explicar o que poderão ser os seus actos de amor. Por exemplo: hoje não me apetece fazer os trabalhos da escola, mas faço-o para ajudar Jesus a levar a cruz e introduzem um coração no copo; não me apetece ir andar de bicicleta com as minhas irmãs, mas vou. E mais um coração no copo. Não me apetece passar a ferro, mas passo e ofereço outro coração…




Disse-lhes que estes são exemplos do que podem oferecer. Não precisam de dizer qual o seu acto de amor. Isso fica entre cada um e Jesus. Apenas precisam de introduzir o coração no copo. 
O objectivo é no final da semana conseguirmos ter um copo cheio de actos de amor que suavizem a paixão de Jesus e nos aproximem do Seu coração.

Que estes actos de amor nos ajudem a ter intimidade com Jesus.

domingo, 20 de março de 2016

22 anos de namoro





Celebramos hoje 22 anos de namoro.

Foi na Parede, no dia 20 de Março de 1994, que iniciámos este caminho.

Um para o outro temos sido farol e âncora usados por Deus para um caminho à partida idealizado. 

Farol porque indica; âncora porque segura ao indicado.

Nota aos mais sensíveis: estamos casados há quase 17.

sábado, 19 de março de 2016

“Ide a José e encontrareis Jesus”

Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe. 

Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. 
(Forja, 554)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Oração + Jejum + Reconciliação

Nesta época concreta devemos ser concretos. Objectivos concretos, propósitos conctretos e utilizar a regra dos PPP: Pouco Pequeno Possível. Quem for fiel no pouco... Deus encarrega-se de dar mais. Não se preocupem os que gostariam de ter muito à partida.


Esta época é propícia a três coisas: à oração, ao jejum e à reconciliação.

Vamos falar um pouco sobre as três numa vertente prática.

A ORAÇÃO
Oração é a coisa mais simples e simultânemante mais difícil de fazer. É simples porque implica um diálogo com o nosso Pai mas difícil porque teimosamente nunca temos muito tempo para Ele.
De que devemos falar? De nós, claro. De nós, das nossas vicissitudes, da nossa vida familiar, social, profissional. E devemos ser profundamente honestos e abertos no trato com o nosso Pai. 
"Pai, não sei como resolver este problema; Pai, o meu filho tem esta dificuldade; Pai, esta pessoa precisa de ajuda; Pai, obrigado; Pai estou farto. Pai não me apetece rezar mas aqui estou porque me chamaste; Pai o dia correu mal e estou nervoso, incomodado... ajuda-me". Pai, Pai, Pai. 

Caros, todos... Deus é nosso Pai e devemos ter bem presente a nossa filiação divina.

Há dois mil anos atrás, na Paixão, foi a oração que sustentou Jesus e transformou o Seu temor em fortaleza. "Pai, se possível, afasta de mim este cálice", disse. E disse porque sentiu.

Jesus antecipou o sofrimento. Sabia que iria ser detido. Foge? Não, permanece. 
E avisa os dorminhocos dos apóstolos para rezarem afim de não cairem em tentação. 

Cristo encontrou a sua força na oração; em sentido oposto, os apóstolos. Estes, não rezam. São voluntariosos, é um facto.
Pedro quer agarrar a espada e cortar a orelha ao soldado. Mas não reza. E na hora do aperto, nega, foge. Os outros também. Retrocedem, recuam. Não rezam, dormem.

Sim, todos eram sinceros no afecto a Jesus mas todos fraquejaram.
Aquela vontade voluntariosa era ineficaz, estéril, uma vez que não estava fortalecida e sustentada pela oração.

Caros amigos, a oração não é dispensável. É absolutamente vital, necessária.
Como fazê-la? Uma dicas.

Hora marcada
Fazer oração "quando tivermos tempo" é o mesmo que assumir que não a iremos fazer porque não o teremos. Logo, ou antes de ir para o trabalho ou depois de regressar, devemos fazer oração. Se possível, à mesma hora todos os dias e sempre o mesmo tempo. Regra dos PPP

Lugar e Modo
É necessário recolhimento pelo que temos necessidade de nos distanciar do ambiente. O lugar ideal é diante do Santíssimo. Não podendo, o nosso quarto, o nosso oratório em casa, o canto de oração para as nossas queridas Famílias de Caná, o nosso escritório, gabinete.
O modo também é interessante. Jesus rezava de joelhos. A regra é: nem tão cómodos nem tão incómodos.
Se estivermos com sono... de pé ou de joelhos. Regra dos PPP

Aridez
Nem sempre a oração flui. Ora bem, os livros ajudam.
Os Evangelhos. De igual modo livros como Pontos de meditação e são óptimos. Recomendamos Caminho, Sulco ou Forja. São maneiras de favorecer a nossa oração. O que importa é que haja um verdadeiro diálogo.
A oração por vezes é difícil. Estamos condicionados. O dia correu francamente mal ou alguma circunstância dita ausência de vontade.Custa. Não sai. Parece estéril. É hora de usar a fé e perceber que não estamos ali por nós próprios.
E sim, mesmo quando não apetece, rezemos e façamos teatro... Deus aproveita e deliciosamente observa-nos sendo o nosso Divino Espectador. Regra dos PPP

O JEJUM
Vou ser curto aqui. O jejum pode ser tanta coisa. Vou contar-vos o meu jejum (antes de publicar a minha mulher vai ler em primeira mão): sorrir.
Sim, o meu jejum nesta Quaresma é sorrir quando entro em casa deixando os problemas profissionais do lado de lá da porta antes de meter a chave, ainda que o sorriso (às vezes forçado) não signifique ausência de problemas. Eles não se dissipam. Mas ao tirar a cara séria deixo que as crianças e a esposa vejam um semblante sorridente e isso contribui para que o meu lar seja luminoso e alegre.
Pensem um pouco no vosso jejum. Pode ser em torno de alimentos, sim. Mas pode ser de outro modo. Meditem no meu e retirem conclusões. Regra dos PPP

RECONCILIAÇÃO
Leitura recomendada: Evangelho de São marcos 1, 40-45. 
A cura do leproso é a clara analogia ao que nos sucede no Sacramento da Reconciliação.
Há duas vontades: a de Deus e a do penitente. Uma cura imediata. Um Sacerdote.
Assim é no Sacramento da Reconciliação. A eficácia é absoluta, de efeito automático.
Dizia São Josemaria que o Sacramento da Reconciliação deveria obedecer à regra dos quatro C´s. 
O Padre Gonçalo Portocarrero de Almada (que me inspirou neste escrito após uma brilhante pregação a meio da semana) junta-lhe um quinto C.
Muito bem, seguirei a ordem. Os primeiros quatro C´s são de São Josemaria e o derradeiro do Padre Gonçalo.

A confissão deve ser:

Completa
Refereir todos os pecados graves cometidos em número e espécie e não omitir um pecado grave não confessado anteriormente.

Concreta
Não ser-se abstracto. Não dizer-se generalidades ocas mas antes coisas concretas.

Clara
Não falar por via de eufemismos. falar abertamente. Por exemplo, se dei um murro em alguém não devo dizer que faltei à caridade com essa pessoa. Não, devo dizer que lhe dei um murro.

Concisa
A acusação não deve conter coisas que não interessam minimamente para a confissão. Não devemos acrescentar coisas irrelevantes. E não devemos falar de terceiros ou nomear outras pessoas.

Contrita
Significa que devemos ter pena e desejo de não voltar a pecar, que haja o propósito de não tornar a pecar. Significa que nunca mais vou cometer aquele pecado? Em princípio não. Mas haja esse propósito e pena de o ter cometido, havendo clara noção de que com ele ofendemos o nosso Pai. 

terça-feira, 15 de março de 2016

"Basta Começar. Maneiras de ajudar os outros."




Este é o primeiro vídeo da série “Basta começar. Maneiras de ajudar os outros”, produzida no ano jubilar da misericórdia para contribuir para que se cumpra um desejo do Papa Francisco: que os cristãos contemplem a misericórdia de Deus e a assumam como estilo de vida.


      Perguntas para o diálogo
  • Algumas das pessoas que aparecem no vídeo falam de situações difíceis, podes descrevê-las?
  • Parece-te que poderiam superar essas dificuldades sem a ajuda de outras pessoas?
  • Que maneiras concretas de ajudar os outros se mostram no vídeo? Podes relacioná-las com algumas das obras de misericórdia?
  • Que motivos podem ter as pessoas que prestam essa ajuda para fazer o que fazem?
  • Como influi essa ajuda nos outros?
  • A que se refere o doutor Luiz Mario quando diz: “É um encontro de Jesus Cristo com Jesus Cristo”?
  • O que pretende dizer o Norbert ao explicar que, enquanto ajuda, dá também um testemunho de fé?
      Propostas de acção
  • Prestar gratuitamente, se é possível, algum serviço profissional em favor de pessoas que não o podem pagar.
  • Partilhar os teus talentos e conhecimentos com aquelas pessoas a quem façam falta.
  • Rezar pelas pessoas com quem te relacionas através do teu trabalho profissional.
  • Apoiar os doentes e necessitados com a tua ajuda, a tua companhia e a tua oração.

     Meditar com a Sagrada Escritura
  • Um samaritano que ia de viagem chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o se jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele (Lucas 10, 33-34).
  • Ao anoitecer, depois do sol-posto, traziam-Lhe todos os enfermos e possessos e toda a cidade se tinha juntado diante da porta. Curou muitos que se achavam atacados com várias doenças e expulsou muitos demónios (Marcos 1, 32-34).
  • Pedro disse-lhe: «Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou:em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levanta-te e anda» (Actos 3, 6).

     Meditar com o Papa Francisco
  • Fazer o bem sem nada esperar em troca. Isso fez o Pai connosco e nós devemos fazer o mesmo. Faz o bem e segue em frente (Audiência, 10 de setembro de 2014).
  • Para ser imitadores de Cristo diante de um pobre ou de um doente, não temos que ter medo de o olhar nos olhos e de nos aproximarmos com ternura e compaixão e de o tocar e abraçar (Angelus, 15 de fevereiro de 2015).
  • Servir. O que significa? Servir significa acolher com atenção a pessoa que chega; significa inclinar-se para quem tem necessidade e estender-lhe a mão, sem cálculos, sem temor, com ternura e compreensão, como Jesus se inclinou para lavar os pés aos apóstolos. Servir significa trabalhar ao lado dos mais necessitados, estabelecer com eles, antes de mais nada, relações humanas, de proximidade, vínculos de solidariedade (Discurso, 10 de setembro de 2013).
  • Inclino-me para quem está em dificuldade ou tenho medo de sujar as mãos? Estou encerrado em mim mesmo, nas minhas coisas, ou reparo em quem tem necessidade de ajuda? Sirvo-me só a mim mesmo ou sei servir os outros como Cristo que veio para servir até dar a Sua vida? Olho nos olhos dos que pedem justiça ou viro a cara para não os olhar nos olhos? (Discurso, 10 de setembro de 2013).

     Meditar com S. Josemaría
  • Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais. (Cristo que passa, n. 182).
  • Não passes indiferente ante a dor alheia. Essa pessoa – um parente, um amigo, um colega, esse que não conheces... – é teu irmão. 
  • Lembra-te do que relata o Evangelho, e que tantas vezes leste com pena: nem sequer os parentes de Jesus se fiavam d'Ele! - Procura que não se repita a cena. (Sulco, n. 251).
  • Criança. - Doente. - Ao escrever estas palavras, não sentis a tentação de as pôr com maiúscula? 
         É que, para uma alma enamorada, as crianças e os doentes são Ele (Caminho, n. 419).

Texto do site do Opus Dei

domingo, 13 de março de 2016

Quaresma = Reconciliação


Sim, um pouco afastados da blogosfera nos últimos tempos.

Adormecidos mas nem por isso esquecidos. O projecto inicial está prestes a fazer o seu primeiro aniversário e ainda está longe de chegar ao seu ponto de partida que tinha como meta chegar além de nós mesmos.

Escrevemos hoje quando uma católica cheia de vida chega ao poder de um partido político e sem peias defende a Família no seu primeiro discurso. Bravo!

Um bálsamo num país mergulhado num domínio das esquerdas radicais e num adormecimento, apatia e tibieza generalizadas dos que com elas não se identificam.



Fazemo-lo hoje igualmente por uma troca de e-mails com uma amiga especial que nos acompanha desde início e que há poucos dias nos questionou a razão de termos apagado uma publicação que, segundo o seu critério, teria sido a melhor que fizeramos.

A nossa resposta foi tão simples: temos a convicção de não chegarmos além de nós próprios e entendemos apagar algumas publicações que supostamente ninguém leu. Nada mais errado.
Lamentamos Teresa e uma vez mais, as nossas desculpas.

Por todas as razões hoje não poderiamos estar distantes deste nosso veículo de comunicação.

Ontem a nossa família foi ao Oratório. Todos, um a um, com a Santa Missa a decorrer, reconciliámo-nos com Deus. Nós e uma imensidão de pessoas. O Oratório potencia a Confissão, é factual.

Fomos como fomos devido à nossa condição e regressámos com a alma limpa, rezando o terço em família no percurso para casa, no carro, em acção de graças.

Ainda no Oratório e já reconciliados, comungámos com propriedade.

E este é o tema da nossa publicação: a exortação à reconciliação das famílias com Deus nesta Quaresma.

Vamos partilhar convosco a denominada Confissão "made easy". Um simples cartaz junto aos confessionários da Paróquia de Our Lady Queen of Peace (Dublin, Irlanda) explicou a simplicidade do procedimento. A iniciativa fez com que muitos se aproximassem, de novo, do Sacramento.

Infra, o link. Pode ser aberto e impresso. Está em português e foi disponibilizado pelo Opus Dei.

Tem um Cartaz para Adultos, outro para Jovens e ainda outro para Crianças. No verso, as perguntas para reflexão e preparatórias da Confissão.

Não seria oportuno as nossas paróquias terem semelhantes cartazes afixados?

Link para os Cartazes

domingo, 6 de março de 2016

A curva da felicidade e o número de filhos

«Que me perdoe Pitágoras, mas tenho certeza que em matéria de número de filhos, a soma das partes não é aritmética linear. A cada nova adição, a felicidade cresce mais do que o produto que lhe foi somado. Um mais um não é igual a dois. Dois mais um não é igual a três. E então três mais um não é mesmo igual a quatro. É muito mais, é muito melhor.»

Ler o texto integral clicando nesta mesma frase.

Por Mafalda Anjos in Visão 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Rezar o terço na escola com os colegas


As palavras são um testemunho que reproduzimos da nossa filha mais velha.


Uma lição para nós e para muitos que se vergam perante os respeitos humanos.

Sem peias, juntou os Colegas e em roda rezou o Terço com eles.

BRAVO !!!!!!!



Eis o seu testemunho:

«Eu estava na hora de almoço e depois, quando acabei de almoçar, fui para o recreio. Conforme tirei as luvas do bolso o meu Terço caiu ao chão e eu apanhei-o. Os meus Colegas perguntaram  se era um colar . Eu respondi que não que era o Terço e que servia para rezar. 
Depois eu perguntei se eles queriam aprender a rezar o Terço e eles disseram que sim.
Eles começaram a perguntar o que queria dizer "amén", se Nossa Senhora era viva e assim.
Depois nós fomos para um cantinho e outros Colegas juntaram-se também a nós.
Sentámo-nos em roda e eles perguntaram se Jesus estava ali e eu disse que sim.
Então puseram-se a limpar o chão porque Jesus estava ali e tentaram ficar concentrados a rezar. 
Rezámos até ao 4º Mistério. 
A J**** ficou toda contente porque não sabia rezar. Se tu visses a cara dela...
Depois disseram que amanhã também queriam rezar o Terço e duas meninas que são da catequese vão levar livrinhos com orações.»

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Crisma 11/02/1996


Há 20 anos atrás, ainda como casal de namorados, fomos crismados pelo nosso querido 
Bispo de Setúbal D. Manuel Martins.

Nossa Senhora com brilhantes

Nestes dias que passámos em Fátima, a nossa benjamim ao entrar numa loja de artigos religiosos parou diante de uma mesa onde se encontravam diversos cestos com dezenas de pequenas imagens de Nossa Senhora de Fátima. Umas fluorescentes, outras com cores e um dos cestos tinha umas imagens que fizeram parar a pequenina: uma Nossa Senhora com brilhantes no manto!


Disse de imediato:
 -Eu quero uma Nossa Senhora com brilhantes!

Olhámos uns para os outros e rimos. Mas ela estava decidida a trazer aquela imagem.
Ainda a tentámos dissuadir. Todavia, em vão. Ela não saía diante do cesto e já estava com aquela cara de quem não está a achar piada nenhuma à situação.

Então, o pai pacientemente foi ter com ela e perguntou-lhe:
-Queres esta Nossa Senhora para quê se tu já tens uma no teu quarto?

Ela respondeu:
- Mas essa é minha e da mana e eu quero uma só para mim, para ser só eu a falar com Ela. E esta tem brilhantes!

O pai diante desta resposta atendeu ao pedido da pequena.


Ao chegar ao balcão para pagar, a senhora colocou uma coroa na imagem e aí a alegria da pequenina foi maior.

Tinha uma Nossa Senhora com brilhantes e com coroa!

Muitas vezes não importa o meio. Importa o fim. Aquela imagem não tem luzes a piscar mas pouco falta. Mas para a pirralha, é a imagem com que se identifica. E se assim é para quê contrariar se por via daquela pode a pequena ter maior intimidade – à sua maneira – com a nossa Mãe?

domingo, 31 de janeiro de 2016

Santificar o lar dia-a-dia




Cada lar cristão - disse S. Josemaria numa homília pronunciada em 1970 - deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Santos para brincar"

Os pastorinhos de Fátima agora em versão "Santos para brincar" farão decerto as delícias dos mais novos!

Beato Francisco, Beata Jacinta e Irmã Lúcia
Poderá ver estes "Santos para brincar" em pormenor no blogue Pequenos Pormenores com Amor

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Aplicação "Missas em Lisboa" agora com horários de confissões

                                   
O Patriarcado de Lisboa aposta na tecnologia e criou a App "Missas em Lisboa".

Esta App promovida pelo Patriarcado para smartphones disponibiliza horários e locais das Missas da diocese de Lisboa bem como o horário de Confissões.

Principais Funcionalidades
Missas, Confissões, Igrejas jubilares, Notícias, iVangelho, Vídeos, Sugestão de Cânticos, Links, Contactos.

Como descarregar a App? 
Google Play ou iTunes

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Um mocho para o pai

No último Natal, as princesas cá de casa (talvez por influência da mãe) pediram ao Menino Jesus uma máquina da costura. E Ele concedeu-lhes esse desejo.

Como tal, lancei mãos ao trabalho de ensinar as meninas a costurar à máquina, já que à mão já vão fazendo umas coisinhas!

Desde o Natal até aqui andaram a experimentar as máquinas: coser a direito, unir um tecido a outro, ajeitar o tecido conforme a máquina vai cosendo,… Enfim experimentaram livremente!
Importa esclarecer que a mana mais velha tem uma máquina a sério e a pequenina uma máquina a pilhas, mas que cose.

Ontem, como não tiveram escola, foi dia de fazermos um projecto de costura com um objectivo definido.


Escolhemos os moldes. A princesa do meio escolheu um mocho, porque o pai gosta muito de mochos e ela quis que a sua primeira obra fosse para oferecer ao pai. A benjamim que gosta é de ver o tecido a andar conforme vai carregando no pedal, escolheu um tecido cheio de flores para coser à vontade.

A mana do meio confessou estar nervosa porque queria fazer um mocho bem feitinho para ofertar ao pai.



Recomendei-lhe que estivesse tranquila porque estava a aprender. É bom que tenha esse cuidado de fazer bem o que se propõe, mas o pai de certo que gostará do resultado final seja ele qual for.

No final, o mocho ficou lindo! E ela ficou maravilhada com o trabalho das suas mãos.

Disse-lhe que o resultado magnífico tinha sido das suas mãos, mas o mais importante foi o amor que ela pusera naquilo que estava a fazer para agradar ao pai que tanto ama.

Assim que o pai chegou a casa correu a mostrar-lhe o presente que lhe fizera.

“A minha filhota surpreendeu-me. Por um lado pela perfeição. Por outro, pelo critério. E conseguiu surpreender ainda um pouco mais por me ter escolhido como preferência da sua primeira obra.
Cheguei muitíssimo cansado a casa e a necessitar de injecções de paciência face ao dia que havia tido.
Mas quando uma ternurinha nos oferta algo assim… derretemo-nos imediatamente.
Gosto de mochos. Muito. Sim, pela minha vertente académica.
A minha menina pediu para levar o mocho para a escola no dia de hoje para mostrar à professora. Disse-lhe imediatamente que sim. É importante que ela sinta gosto num trabalho bem acabado. Um trabalho bem acabado pode e deve ser oferecido. Que a minha menina cresça com esta convicção e alento de fazer bem e acabar bem. Um trabalho mal feito e acabado à pressa, não tem valor porque não teve amor. Foi feito por ser feito. Vale zero. Outra coisa é quando empregamos amor às coisas.  
Um obrigado e um abraço apertado à minha menina
Pai”

Entretanto, a pequenina fez uma encomenda à irmã: “Também quero um mocho! Cor-de-rosa e com brilhantes!”
 Aqui fica o resultado de uma tarde de costura!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Fomos e nada fomos. Agora somos.

Bonita a nossa conversa esta manhã antes da saída para a jornada de trabalho.
Sim, fomos Rei e Rainha. Tivemos tempo em que reinámos, tivemos o nosso reino e fomos donos das nossas ordens e decisões.
Apenas não tivemos um povo. Mas fomos reis na mesma. Reis de nós mesmos.

Agora não. O tempo passou. Já não somos donos do tempo. Aqui entre nós mais parece o contrário.
Lembras os Doze? Parece-me que nunca fomos Mateus. Talvez um dos outros que eram apoucados, ambiciosos, com pouca fé mas simultaneamente voluntariosos.
Hoje meu amor, vejo-nos mais maduros e mais identificados com João. Já não reinamos mas nunca como agora fomos tão certos da nossa grandeza pois nunca como hoje estivemos tão convictos da nossa filiação divina. Filhos de Deus é sermos mais que Rei e Rainha. Uma honra tão grande que tenho a noção de nem termos a perfeita noção da nossa verdadeira realeza.


E lembro João não por ter sido o predilecto pois não tenho essa veleidade. Lembro João por ter estado até ao fim. Quando todos correram, ele ficou.
E isso meu amor faz lembrar a razão da nossa conversa. Não sabemos o porquê dos tempos de Deus nem sabemos as Suas razões. O que sabemos é que Deus age nos mais fracos para que sobressaia a Sua glória. E estas mudanças tão grandes que operámos na nossa vida familiar foram verdadeiramente Sua obra e não nossa.
Todavia, o Senhor age em quem se predispõe. E daí ter surgido João, o guerreiro e combatente que corre mais que Pedro, cortês o bastante para lhe dar prevalência e lhe permitir que entre primeiro no sepulcro, percebendo que Pedro é a pedra em quem o Senhor edificaria a Sua Igreja e a Igreja está em primeiro, o adolescente predilecto que mais amou e que ficou até ao fim suportando todas e quaisquer consequências sem medo porque sabia que só tinha um tempo, um único tempo, para garantir o eterno.
Meu amor, as nossas dúvidas permanecerão. Se ontem verti lágrimas e hoje te vi fraquejar não esqueças que Deus vê e também se compadece, tal como nos Evangelhos.
Rezemos e entreguemos com esta maturidade que a vida já nos permite ter todas as nossas questões ao Senhor, entreguemos a Maria que sempre foi nossa cúmplice, aos Santos da nossa devoção e aos nossos Anjos da Guarda.
No mais meu amor e terminando estas linhas, saibamos manter a estrada. Lembremos a certeza das palavras do nosso querido Padre António Barbosa: “Com a morte a opção da tua vida torna-se definitiva”.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Xadrez na infância

No início deste ano lectivo, foi-nos dito pela professora da nossa filhota do meio que  a turma teria durante o ano aulas de xadrez.  Ficámos curiosos para ver qual seria a motivação e empenho da pequena nestas aulas.


Os resultados foram imediatos, já que em casa a princesa pôs toda a gente a jogar xadrez e a ensinar aos pais regras que nem eles sabiam, apesar de a mãe saber jogar xadrez razoavelmente!

Começámos a ouvir da pequenada expressões como “fazer roque ao rei” ou “cheque mate”!



O que é certo é que temos passado uns fins-de- semana e serões engraçados de volta do jogo de xadrez.

Claro que a benjamim crendo ser um Ás do xadrez “come” todas as peças do tabuleiro em menos de nada, levando a irmã quase ao desespero!

Hoje quando se estava a despachar para ir para a escola a mana do meio confidenciou entusiasmada  à família: “Hoje vão começar as competições do xadrez!”.

Depois de as levar à escola resolvi fazer uma pesquisa sobre os benefícios do jogo de xadrez na infância e descobri que são de facto alguns.

- Estimula o raciocínio lógico;
- Desenvolve a concentração;
- Treina a memória;
- Estimula a tomada de decisões com autonomia;
- Desenvolve a paciência e a capacidade de reflexão;
- Ajuda a avaliar e reavaliar situações;
- Promove a criatividade e a imaginação;
- Instiga o respeito pelo outro.

Estas são apenas algumas capacidades que se desenvolvem ao jogar xadrez que achei interessantes.
Depois de ter lido alguma informação percebi que de facto o xadrez na infância só traz benefícios.  Agradecemos à escola a iniciativa.

Na nossa família o jogo de xadrez promoveu muita diversão.
Estamos ansiosos com o resultado das “competições”. 
Treino não lhe tem faltado!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A Adoração dos Magos - Domingos Sequeira (1828)

“Ofereçamos-Lhe como presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. Reconheçamos que a verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino”

Papa Francisco
 Missa da Solenidade da Epifania
 6 de Janeiro de 2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Livro electrónico "Jubileu da Misericórdia"


No passado dia 8 de Dezembro, o Papa Francisco deu início ao Jubileu da Misericórdia abrindo a Porta Santa da Basílica de São Pedro.

A cerimónia, como sabemos, assinalou igualmente a passagem de 50 anos do Concílio Vaticano II.

Depois de aberta a Porta santa, na oração do Ângelus, o Papa evocou a celebração da solenidade litúrgica da Imaculada Conceição e apresentou a Virgem Maria como ícone da misericórdia de Deus.

Com o intuito de nos ajudar a viver melhor este ano santo, o Gabinete de Informação do Opus Dei preparou e disponibilizou um livro electrónico gratuito com textos do Papa Francisco sobre o Jubileu da Misericórdia.



Poderá descarregar o livro "Jubileu da Misericórdia" AQUI

domingo, 3 de janeiro de 2016

Epifania

Imagem do Blogue Spe Deus
Seguindo a estrela no Oriente, os Magos perguntaram:
- Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer?
Jesus havia nascido em Belém da Judeia nos dias do rei Herodes. Diz o Evangelo que Herodes ficou perturbado. Não só Herodes, Com ele, toda a cidade de Jerusalém.
Herodes mandou chamar os Magos secretamente e pediu informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela e enviou-os a Belém com uma missão: "Ide cuidadosamente informar-vos acerca do Menino e quando O encontrades avisai-me para que também eu o vá adorar."
Os Magos seguiram a estrela que parou sobre o lugar onde estava o menino. Sentiram grande alegria.
Entraram em casa, viram Jesus com Maria e prostrando-se adoraram-nO. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, insenso e mirra.
Avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

É verdade, tal como Herodes também nós nos perturbamos quando Deus se intromete nas nossas vidas. Mas nós perturbamo-nos por razões diferentes das de Herodes. O Menino nasceu e a proposta que nos é feita é o abandono, o partir, a abnegação semelhante à dos Magos. Temos de partir de muitos territórios onde nos instalamos. Os Magos deixaram a sua terra e nós devemos seguir o seu exemplo sem sair da nossa.
É na nossa vida corrente, na nossa vida familiar, na nossa vida profissional, na nossa vida estudantil, na nossa vida social e comunitária que devemos fazer como os Magos, ir ao encontro.

Os Magos ofereceram presentes ao Menino que não se oferecem a um Homem mas a um Deus, pois o incenso e a mirra simbolizam a divindade.
O que o Menino quer de nós é o nosso coração, a nossa humanidade, a nossa relação diária e coerente, a nossa entrega, o nosso desprendidmento. Em suma, quer-nos por inteiro.

E se nos entregamos por inteiro ao Menino Deus e convivermos com Ele estamos em paz. Aconteça o que acontecer, entreguemos as nossas pequenas vitórias e derrotas humanas nas Suas mãos. Em relação às primeiras, que não nos encham de orgulho mas sirvam apenas e só para glória de Deus.

E tenhamos arcaboiço (nem sempre é fácil) de nos desprendermos das nossas frustrações pessoais e/ou profissionais. Entreguemos tudo nas mãos de Deus. Nem tudo na vida corre conforme projectamos, verdade? Mas, quiçá como Ele projectou. E nós ignoramos os Seus planos. Não recebemos um SMS ou telefonema ou mesmo uma aparição ou, como os Magos, uma informação top secret via sonhos. Então... confiemos. Nada mais nos resta senão confiar amorosamente neste Deus que também amorosamente se intromete na nossa vida e nos pede uma entrega completa e abnegada.

Esta intromissão também nos perturbou e perturba porque nos desinstala. É tão melhor estar na vida em modo low-profile. A sério. Sejamos sinceros. 
Esta coisa d´Ele se meter connosco e se intrometer veio mudar tanto na nossa vida (e na vossa) que nos obrigou e obriga, renovadamente, a mudar tudo. Perturbou. Perturba. Todos os dias.

Mas não O deixamos por nada. Agora que entrou não sai. Só procuramos melhorar a relação e educar os nossos filhos a crescer nesse amor, fazendo-os perceber não só sobre a sua filiação divina como a sua vocação universal à santidade. 

Findamos. Na Santa Missa de hoje o Sacerdote falou em algo relevante: a entrega do nosso coração, da nossa humanidade a Deus. É isso que Ele quer.
Mas não só a nossa. Entreguemos a nossa, a dos nossos vizinhos, a dos nossos Colegas de trabalho (sim, escrevemos com C maiúsculo propositamente) e até das pessoas que nos querem e fazem mal, nas mais variadas vertentes da vida.
Por falar nestas, um certo Santo e um certo Beato da nossa devoção faziam questão de rezar particularmente por elas, fazendo-o genuínamente.  

É fácil? Não. Mas alguém nos disse que ser de Cristo é fácil? Não nos disse Ele para agarrarmos a Cruz de cada dia? Não era retórica.
Pois então... Ele é assim mesmo... perturbador.  

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Passagem de Ano e Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria

É a nossa primeira publicação do novo ano de 2016. Feliz Ano Novo a todos!

A nossa passagem de ano foi sóbria e muito calma. É verdade que nos reunimos mais cedo, actualizámos o Blogue com duas publicações, rezámos o derradeiro Terço de 2015 em família à volta da lareira e do Presépio.

Seguiu-se o jantar e depois uma surpresa que as filhotas haviam preparado para o serão: um teatro!
Que enorme alegria nos deram.
Jamais ficariamos agarrados a programas tolinhos de televisão e aquela surpresa foi um bálsamo. 

O teatrinho chamou-se "A grande amizade" e representou uma (in)esperada relação entre Nossa Senhora e Santa Teresa (a Teresinha). 


Teresinha havia abrigado Maria sem saber quem era. Deu-lhe abrigo, comida, calor, amizade, amor, companhia, brincadeira. No imaginário agarraram num peluche (ovelha) ofertado no Natal e simularam o pastoreio. No fim, a revelação. Maria revela-se a Teresa e abraçam-se.

Quando soaram as badaladas e os foguetes iniciaram, as passas ficaram em modo de espera. Rezámos uma Avé-Maria em família, de pé. O mais importante em primeiro lugar. Depois, a tradição.

Hoje celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria
Escrevemos depois de regressar da Santa Missa.
Diz São Josemaria o seguinte: mais que Ela, só Deus.

Nós devemos muito a Maria. E quando escrevemos muito, é muito. Diriamos muitíssimo para ficar ainda mais claro.

Duas partilhas que fazemos. Existem vários episódios da intervenção de Maria. Contamos dois porque são nossos mas podem ser partilhados. Não sairam nos jornais porque não vendem mas interessa sobretudo às pessoas que generosamente nos visitam e interessam às pessoas de fé, que se alimentam muitas vezes do modo operativo como Deus, Maria, os Anjos, os Santos intervêm na vida corrente das pessoas. 

Entre muitos escolhemos dois. O primeiro, o nascimento da nossa última filha. No términus do parto dizem ao pai para sair imediatamente da sala. O pai sai cheio de preocupação para o corredor do hospital. e começa a rezar incessantemente Avé-Maria após Avé-Maria. Já havia invocado Maria antes do parto mas, pelas circunstâncias,  houve necessidade de o fazer durante. 
A pequena teve de ser reanimada. 
Maria, nossa Mãe, soprou sobre ela o sopro da vida, atendendo às súplicas dos pais em sofrimento, seus filhos que muito ama.
Devemos a vida da nossa pirralha boa a Maria.

O segundo, um acidente automóvel brutal em que houve necessidade de desencarcerar os sinistrados. Os sinistrados eram a nossa família com excepção do pai que estava em Lisboa mas longe do local do sinistro e recebera um telefonema de terceiro a informar o sucedido: "A sua mulher está muito nervosa. Houve um acidente. Mas não se preocupe, venha com calma".
Calma? Calma?!?
O pai estava de mota e não recorda do trajecto feito. Veio em piloto automático. Lembra isso sim de rezar o tempo todo pedindo, suplicando a Maria que segurasse a vida da sua mulher e dos seus filhos. 

Quando chegou ao local estavam ambulâncias, polícia, trânsito cortado, um muro destruído, dois carros batidos (o nosso foi para a sucata, poderão imaginar o embate) e uma multidão de curiosos que se preocupavam com os meninos.

O pai estacionou a moto, tira o capacete e corre, corre para as ambulâncias ignorando a polícia que o tentava travar. Nem a força mais musculada pára um pai quando quer ir para junto dos seus.
Estavam vivos!!!! Todos!!!! Mãe e filhos!
Todos nas ambulâncias deitados em macas para rumar ao Hospital mais próximo.

O pai, no momento do acidente, estava em Lisboa junto de Sacerdotes e amigos cristãos e desde a notícia telefónica e o momento em que partiu cego com medo de perder os seus, muitos reuniram em oração.

Para um pagão, a nossa família teve sorte. Para outros, "safaram-se... vá lá..."

Para nós, não. Quando tudo aconteceu a mão de Maria e dos Anjos da Guarda fizeram-se sentir. Escudaram a nossa família pois ainda não era a hora e nada poderia ir contra o plano de Deus para cada um de nós.

Tudo acontecera num Sábado, ao meio dia, hora do Ângelus.

Ainda hoje o pai não sabe como chegou de moto ao local do acidente pois só se lembra de chorar, gritar, suplicar e pedir pela vida dos seus.

Maria estava lá, presente. E os Santos Anjos da Guarda também. 

São apenas dois episódios que partilhamos. Existem muitos. 
Se se recuar no tempo, a conversão do pai desta família talvez tenha sido o primeiro milagre operativo de Maria. Converter um pagão mais contestatário da Igreja é obra. Mas isso, quem sabe, fica para outro dia.

Findamos com um texto de São Josemaria.

Que humildade, a de minha Mãe Santa Maria! – Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – na altura dos grandes milagres. – Mas não foge do desprezo do Gólgota; lá está, "iuxta crucem Iesu" – junto da cruz de Jesus, sua Mãe. 
Caminho, 507