Família em Movimento

Família em Movimento

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Uns dias teatro e outros não. O Divino Espectador aproveita-os todos

“Não me importo de vos contar que, em algumas ocasiões, o Senhor me concedeu muitas graças; mas habitualmente ando a contragosto. Sigo o meu plano não porque me agrade, mas porque devo cumpri-lo, por Amor. Mas, Padre, pode-se interpretar uma comédia com Deus? Isso não é uma hipocrisia? Fica tranquilo: chegou para ti o instante de participar numa comédia humana com um espectador divino. Persevera, que o Pai, e o Filho, e o Espírito Santo contemplam a tua comédia; realiza tudo por amor a Deus, para agradar-lhe, ainda que te custe.

Que bonito é ser jogral de Deus! Que belo recitar essa comédia por Amor, com sacrifício, sem nenhuma satisfação pessoal, para agradar ao nosso Pai-Deus, que brinca connosco! Encara o Senhor e confia-lhe: Não tenho vontade nenhuma de me ocupar nisto, mas vou oferecê-lo por ti. E ocupa-te de verdade nesse trabalho, ainda que penses que é uma comédia. Bendita comédia! Eu te garanto: não se trata de hipocrisia, porque os hipócritas precisam de público para as suas pantomimas. Pelo contrário, os espectadores dessa nossa comédia - deixa-me que to repita - são o Pai, o Filho e o Espírito Santo; a Virgem Santíssima e todos os Anjos e Santos do Céu. A nossa vida interior não encerra outro espetáculo a não ser esse: é Cristo que passa quasi in occulto, como em segredo.”


É uma citação do Ponto 152 do livro Amigos de Deus de São Josemaria Escrivá. Assim me sinto tantas vezes. Assim nos sentimos vezes sem conta. Mas a vida não nos é dada para sentir nem tão pouco nos devemos condicionar por sentimentos. Antes por amor.

Amar não é sentir e sentir não é amar, ainda que por vezes ambas se possam cruzar.
Fazemos o que fazemos porque amamos e porque Deus quer que o façamos na nossa condição. 


Não nos pede que façamos apenas se nos sentimos com vontade de fazer ou se estamos bem-dispostos. Quer que façamos o que temos a fazer sem demoras que equivalem a omissões independentemente do estado de espírito.

O meu querido amigo (ainda não é Santo mas caminha) dizia-me ontem que a sua suprema preocupação era agradar ao Espectador Divino. Imediatamente recordei o texto que acima cito.
Efectivamente, somos actores. E Deus ama-nos loucamente assim porque – perdoarão a analogia – as crianças deliciam-se com o palhaço que as diverte e os adultos com os actores que executam perfeitamente o seu papel numa sala de teatro ignorando, na maioria das vezes, qual o estado de alma real da pessoa que encara a personagem.
A vantagem é que Deus conhece o nosso estado de alma e isso ainda nos confere maior mérito. Sabe qual a disposição com que fazemos as coisas. Imagino o nosso Divino Espectador a ver-nos tantas vezes felizes e outras tristes, mas sempre presentes, sempre fiéis.

Aconteça o que acontecer, doa a quem doer, aqui estamos. O meu amigo deixou-me a pensar e percebi as palavras do meu DE na primeira vez que nos cruzámos. Disse-me nesse dia “faça chuva ou sol, quero-o sempre aqui nos dias e nas horas marcadas.” E assim tem sido.

Também em família tem sido assim, meu caro amigo. Tantas e tantas vezes não apetece mas o amor supera as ausências da vontade. E muitas vezes fazemos o que fazemos porque sabemos ser o que tem de ser feito. Omitir conscientemente uma acção seria enganar o nosso próximo e o Espectador Divino não aplaudiria a cena. Em família e em lado algum há lugar à mentira, aliada do inimigo. Somos filhos – filhos!!! – da Verdade e nela queremos permanecer.

São Josemaria escreve que fazemos tantas e tantas vezes muitas comédias. Chama-lhes benditas. Falta vontade. Faltam forças. Não apetece. Chove. Faz frio. Estamos com os nossos. Estamos fora dos nossos. Fazemos Kms. Levantamos cedo e reparamos que outros dormem. Limpamos o que está sujo. Arrumamos e voltamos a arrumar vezes sem conta as mesmas coisas. Levantamo-nos da cama quando a criança acorda sem nada mas acorda... ou estamos presentes quando ela está doente e o sono luta connosco sabendo nós que no dia seguinte há jornada de trabalho; quando os filhos põem a mesa sem vontade deixando na TV os desenhos animados aliciantes ou quando executam uma tarefa pedida pelos pais mesmo que não lhes apeteça; a interajuda no seio da família, convergindo para o bem de todos por amor e com amor. 
Tantas coisas seriam escritas… quando não apetece e fazemos as coisas sem vontade… só o fazemos por amor. Ponto.

O trabalho. Esse trabalho que oferecemos a Deus que tem de ser estudado, pensado e executado. Esse trabalho que demora horas. Esse trabalho que se quer bem feito porque a Deus só podemos oferecer um trabalho digno, bem acabado.

E tantas vezes, já cansados, não apetece nem mais um minuto. Mas então, há o dever. Olhando a cruz (o crucifixo em cima da mesa de trabalho) e tendo a certeza de que é a nossa daquele momento, que nos deve animar.

Deus mira-nos e contempla-nos. Observa-nos. Regista. Atrevemo-nos a dizer que vai dando notas consoante os vários actos. Percebe que estamos em esforço muitas vezes mas que não desistimos como fazem os incautos. E isso agrada-Lhe.

E a contragosto o fazemos, muitas vezes. Que bom não sermos hipócritas por não estarmos permanentemente com um sorriso rasgado na cara como se tivéssemos elásticos presos na boca mas apenas actores de uma comédia humana em que representamos o nosso papel.

E outras vezes não. Estamos verdadeiramente ali, presentes, efectivamente presentes e mergulhados.

Ao fim e ao cabo, olhando este texto e meditando as palavras já escritas, pior seria acomodar e não desinstalar.

Mas estamos. Numa e noutra. Estamos. E isso é importante. Sem actores… não há espectáculo.

Tomara que no fim da peça, haja o aplauso do público. Seria o fim desejado.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A espera do Menino Jesus


Nesta ansiedade da espera do Menino Jesus, a mais velha perguntou:

- Mãe, o Jesus vem mesmo cá a casa?

Sorri  e respondi:

- Querida, Jesus vem todos os dias ao teu coração. Está contigo quando comungas a Hóstia Consagrada na Santa Missa, está presente em todos os Sacrários da Terra que estejam identificados da Sua presença, está no meio de nós quando rezamos em família. Jesus está sempre connosco todos os dias da nossa vida. No Sábado fomos ao Oratório procurar a Confissão para nos prepararmos para receber o Menino Jesus neste Natal, não foi?


Ela respondeu afirmativamente e eu continuei:

- Onde tens de acolher verdadeiramente Jesus é no teu coração. Quanto à noite de Natal, não queiras saber tudo. Jesus vem de certeza a nossa casa e haverá muita alegria no Natal!

Acabámos a sorrir as duas.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Santa Missa, Confissão e livros que se recomendam

Santa Missa no Oratório no dia de ontem. 

Uma Missa belíssima celebrada pelo Padre Hugo de Azevedo e extraordinariamente cantada por um grupo de jovens raparigas com vozes extraordinariamente belas.

- É impressão minha ou cantam cada vez melhor? - gracejou o sacerdote no fim da Missa.

A Santa Missa foi um Hino.

Ora, antes da Santa Missa foi tempo de Reconciliação que, para um católico significa o Sacramento da Confissão. É tempo de arrumar a casa, por ordem, limpar o lixo. Limpeza! 
O Menino Deus está a chegar...

A serenidade era patente, como habitual. Diante do Sacrário a preparação para a solenidade do momento é habitual. Não há ruído. Pelo contrário, há um profundo silêncio que não é mais que o reflexo da oração interior diante do Senhor.
Um dos bancos perto dos vários confessionários estava cheio pela nossa família. Enquanto algumas pessoas estavam nos bancos atrás ou à frente e outras se reconciliavam, uma senhora que entretanto chegara teve o supremo cuidado de perguntar se nos iríamos confessar, por via a tomar a sua vez.
Com um sorriso fizémos menção de que a família (já) estava efectivamente reconciliada. Sorriu-nos e percebeu que a sua vez estava próxima.
Tudo no Oratório é feito com ordem e critério. É um local de excelência. 

Também foi tempo de renovar os livros. A leitura espiritual é fundamental na nossa caminhada. A acabar Saxum, foi hora de escolher nova obra. A esposa também pretende iniciar nova leitura. Pois bem, fizemos duas excelentes escolhas, a saber: O Mistério de Jesus de Nazaré de Francisco Fernández Carvajal e O Silêncio de Maria de Ignacio Larrañaga.

Os livros que estão à venda no Oratório são sempre bons pelo que nenhum se perde. Como tal, ficam previamente recomendados.





sábado, 19 de dezembro de 2015

O outro lado do Natal

Minutos antes das 10 Horas da manhã e por razões de saúde e necessidade encontrava-me num híper para adquirir, em loja própria, uma almofada ortopédica.

Quando cheguei ao híper as lojas ainda estavam fechadas. Filas de pessoas aguardavam, em frente a algumas lojas, a abertura de portas. Eis o consumismo no seu expoente máximo e em época propícia.

Fiz a compra e saí. Senti-me sufocado. Acelerei o passo e cruzei-me com uma fila crescente de pais e filhos que pacientemente esperavam tirar (e pagar!) uma fotografia com o “Pai Natal”.


E era cedo. Imagino o que serão os dias que se seguem. Adiante.

Há poucos dias publicámos o texto Luzes, cartões de crédito… acção! que versava o consumismo exacerbado em época que celebra o nascimento de Deus. É um texto que vem sempre a propósito nesta época.


É verdade que nesta quadra natalícia vivemos um espírito diferente que, para mal nosso, não contagia os restantes 330 dias do ano. Reunimos a família. Recuperamos a amnésia anual. Visitamos quem esquecemos. Fazemos tantas coisas bonitas. E ainda bem que fazemos. Pena não prorrogarmos as benfeitorias. Naturalmente que este parágrafo só nos vincula a nós, fique claro.

Ao chegar a casa, no iTunes, ouvi um episódio de O Outro Paulo, o podcast de Paulo Pereira Cristóvão, cujo título, curiosamente, visava esta época natalícia com dose de ironia: É Natal?

Ouvi atenciosamente e, além de recordar o texto antes escrito e o que havia vivido parte desta manhã, dei comigo a reflectir em tantas e tantas realidades com que nos deparamos diariamente. Umas mediáticas; outras não tanto. Umas à vista; outras mais camufladas. Todas existentes.

O episódio termina com uma frase do autor que diz daquele ser o outro lado do Natal pelo que tomo a liberdade de dar o mesmo título a esta publicação.

Também a fotografia desta publicação pertence ao site e ao episódio em causa, na certeza que o autor não levará a mal este abuso.

Infra, o link do episódio para que possa ser ouvido. Vale a pena. Permite-nos reflectir.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A morte é uma amiga fortíssima das relações humanas

Já o escrevi no meio de um texto e não recordo quando nem a que propósito. Estamos no Natal e celebramos o nascimento de Jesus, celebramos a vida. E devemos celebrar sempre e sempre a vida.
Mas queria partilhar convosco algo que me ajuda muito a serenar os ânimos se estes, por qualquer razão, estão menos temperados. Nessas alturas socorro-me da ideia da morte.
Pois bem, a morte é uma amiga fortíssima das relações humanas. Estreita-as.
Se pensarmos, em silêncio, na possibilidade da ausência daquela pessoa… muitas coisas que parecem dilatadas parecerão então pequeninas e sobrevirá o necessário pedido de desculpas.
Em família surgem muitas vezes pequenos atritos que depois rapidamente serenam. Assim é desejável.
Porém, muitas vezes, por capricho ou por orgulho, os atritos tendem a manter-se afectando a relação familiar que se quer luminosa e alegre. A esses e aos outros, se o caso não é sanado em 5 minutos, recomendo o recolhimento e o pensar desta amiga das relações humanas. 
Asseguro-vos que tudo passará se amam verdadeiramente o outro.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Luzes, cartões de crédito... acção!

Época de Natal. Luzes, câmara.. acção!

Não, peço desculpa. Vou reformular.

Época de Natal. Luzes, cartões de crédito... acção!

É sempre assim. O Natal há muito é tido por época de profundo consumismo. Em tempos de absoluto relativismo torna-se ainda mais evidente.

As lojas prepararam-se convenientemente. Estão bonitas, atractivas.

Nas caixas do correio são anunciados brinquedos em quantidades extraordinárias com todos os tamanhos e cores. 

Aos telemóveis chegam SMS vindos de todos os lados, até de remetentes que questionamos a origem e como souberam o número; outros porque somos Clientes da casa oferecem promoções natalícias. 

Na TV somos invadidos por tempos longos  de anúncios promovendo produtos e marcas. Consumo, consumo, consumo.

Os miúdos andam doidos.

Acompanham os pais nos hipers na expectativa de anunciar de viva voz o presente que pretendem deles e ainda o presente que pretendem da avó e se possível da tia. 

Todavia, o subsídio de Natal não chega para tudo. A família em casa, os presentes, as refeições, a doçaria...


E depois aquela falta de humildade de oferecer o que não se pode. Porque há uma espécie de ideia estúpida, absurda e muito nossa de que o beneficiário do presente ficará melindrado ou comentará (nós e que dizem sobre nós...) se o presente for "inferior".
Ah! E se por acaso o presente de "troca" for "superior" faz-se aquela indesejada figura de pelintra... que horrror...

Falta de humildade. Somos o que somos. Somos quem somos Há quem possa e há quem não possa. Quem pode, pode. Quem não pode, não invente sob pena de ficar os meses seguintes a pagar capital e juros sobre verbas que não tinha só para parecer bem... 

Assentemos.

O Natal não é consumo. O Natal é a celebração do nascimento de Deus. Ponto.

Celebramos com muita, muita alegria o nascimento de Jesus que se faz pequenino entre nós.
Celebremos a Família! Sim, celebremos a Família!

O Natal projecta-nos imediatamente a Sagrada Família. Sempre a Família.

Implica presentes? Siiiimmmmm. É uma alegria oferecer presentes. Estamos em festa!
No nascimento de Jesus os Magos ofereceram ouro, incenso e mirra. 
Celebremos pois, em festa, o nascimento de Menino Jesus.

Por falar em presentes, é melhor oferecer que receber, não concordam? 
Mas com moderação e de acordo com as possibilidades.
Ofereçamos de acordo com  que somos na realidade da nossa vida. Mesmo quem pode mais tenha sempre a noção de que há quem tenha menos e seja mais contido na oferta. É um exercício muito cristão este sentido de pobreza mesmo tendo bens e possibilidades. Parece um paradoxo.

Findamos. Há uns tempos escrevemos sobre orçamento familiar. Em nossa casa executamo-lo. 
O Natal não foi excepção relativamente a este aspecto. Ordem e sentido cristão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judiacatólica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.


Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.
Com :Abdul Vakil, Isaac Assor e Pedro Gil
Apresentação: Henrique Mota 


Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 8 de Dezembro clicando AQUI

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Significado das Alianças

O que nos motivou a escrita deste texto foi um comentário feito pela Mimi no nosso texto "Casais, quem anda de mãos dadas na rua?". 

No comentário, a Mimi faz referência ao que um sacerdote havia dito há muitos anos numa cerimónia de CasamentoCitamos: "Os cônjuges gostariam de andar de mãos dadas sempre, mas como não é possível, no dia-a-dia, as alianças são como que o substituto da mão do outro - é o nome do cônjuge que está escrito na aliança que cada um usa, não é o próprio."

Quando um homem e uma mulher recebem o Sacramento do Matrimónio unem-se definitivamente um ao outro. Nada os poderá separar.

E para que esta união seja visível, os cônjuges trocam alianças com o nome um do outro e respectiva data.
No casamento, pronunciam o significado deste anel.



 “(N) recebe esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.”



A aliança pode ser lisa, mais trabalhada ou menos.  Todavia, tem sempre a forma de um círculo. Não tem começo nem fim, como o amor de Deus por nós.
É para sempre.

Esse é o sentido do anel. Um sinal de compromisso com a outra pessoa, cheio de significado, recordando-nos toda história vivida em conjunto, todo o amor, toda presença. Um sinal que unifica, pois entram duas pessoas na Igreja e sai apenas uma.

“O consentimento matrimonial é a vontade, expressa por um homem e por uma mulher, de se entregarem mutua e definitivamente, com o fim de viver uma aliança de amor fiel e fecundo.” (nr. 344 do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica”).

Portanto, a aliança  com que selamos a nossa união no dia do Matrimónio significa:
Uma só carne, um só coração e uma só alma, indissolúvel e fiel num amor doado e aberto à fecundidade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Johnson Semedo, o ponta de lança de Deus

É uma história como poucas. Johnson Semedo é o seu nome. 

Ouvi pela primeira vez o seu nome em Junho numa crónica do meu querido amigo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada com o título Johnson, o académico.

Reza a crónica que Johnson nasceu  em 1972 numa família numerosa em São Tomé e Príncipe. Teria então emigrado para Portugal pequenito, vivendo no bairro da Cova da Moura.

Mais tarde, Johnson envereda pelo caminho mais fácil da vida, abandonando a escola e a família tornando-se delinquente (de acordo com a citação do livro Johnson Semedo, Estou tranquilo, Aletheia).

O crime acaba por levá-lo à prisão.

Cumprida a pena, Johnson volta à Cova da Moura. Com a morte dos pais retorna à toxicodependência de que se logra libertar através da associação católica Vale de Acór, dirigida pelo meu querido amigo Padre Joaquim Pedro Quintella.

Concluído com êxito o tratamento, volta aos estudos. Tira o 12º ano, tira a carta de condução e emprega-se.

Casa-se. Tem três filhos e acolhe um enteado que acolhe como seu também.

Nasce então a Academia Johnson. E é aqui que a dimensão humana de Johnson Semedo se revela. 
Um projecto extraordinário de recuperação de jovens da Cova da Moura por via do desporto e acompanhamento escolar.

Este meu escrito não dispensa a leitura atenta e cuidada da crónica do Padre Gonçalo Portocarrero. 
A dimensão humana de Johnson merece toda a nossa atenção.

Na noite de ontem a TVI passou uma reportagem denominada O Mister. Um trabalho da jornalista Ana Leal. Impressiona.

É obrigatório ver. Absolutamente. A reportagem O Mister pode ser vista clicando aqui.

Impressiona verdadeiramente a transformação humana de Johnson. 
Impressiona como transforma os outros. Impressiona o cuidado e o carinho com que cuida dos jovens da Cova da Moura. Impressiona como se esquece de si. Impressiona como respeita e é respeitado.

Um homem. Um simples homem. Não, errado. Johnson tem uma dimensão humana fora do comum.  
Ligado ao deporto e para terminar este escrito diria o seguinte: Johnson é um verdadeiro ponta de lança de Deus.

Santa versus Santinha


Estava na cozinha a fazer o jantar,  a pequenina aproxima-se muito indignada e ofendida:

 - Mãe, a mana chamou-me “Santinha”!

- E isso ofende-te? - Perguntei.

- Sim! Não se diz “Santinha” a ninguém!

Pensei um pouco e continuei:

- Tu não queres ser Santa como a tua Santa Teresinha?

- Ser Santa é ir para o Céu? E ver a Nossa Senhora, o Jesus e a minha Santa Teresinha?

- É. – Respondi.

- Ah! Então quero ser Santa, mas não “Santinha”!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judia, católica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.

Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.

Com :Abdul Vakil, Isaac Assor e Pedro Gil

Apresentação: Henrique Mota 


Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 1 de Dezembro clicando AQUI

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Natal cristão implica ofertas cristãs


Queridos Amigos

No ano passado editámos o nosso CD de Natal
«Quem vistes, Pastores? | Os nossos Cânticos ao Menino Jesus». 
Contém 24 cânticos e um livrinho com as letras das músicas.

Talvez alguns de vós ainda não o conheçam,
ou o queiram partilhar com os vossos amigos.

Lembrámo-nos também de vos dar a conhecer os nossos outros
dois CD’s, já mais antigos, e os livrinhos, feitos por uma nossa Irmã,
para os mais pequenos. Poderão ser um bom presente para este Natal.

Que estas nossas ideias vos possam ajudar a viver este tempo
de uma forma diferente, recebendo toda a graça e bondade d’Aquele
que veio para ser a “Luz do mundo”, a Luz de cada um de nós.

Pode ver o filme de apresentação do CD de Natal e excertos
dos cânticos AQUI

Se desejar adquirir alguns destes nossos trabalhos,
pode contactar-nos pelo telefone: 249 531 627
(das 10h15 às 12h15 e das 16h30 às 18h).

Rezamos por vós, com amizade

Irmãs Carmelitas Descalças, de Fátima



Ajudar o Carmelo de Fátima e simultaneamente oferecer uma belíssima prenda de Natal!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

"A vida matrimonial, um caminho divino pela Terra"

"Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família - Jesus e Maria - com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou - amou! - a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria." (Forja, 552)



"Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a Paz de Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.




Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra." (Cristo que passa, nn. 22–23)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O nosso Advento




Quando estamos para receber visitas em casa preparamos tudo.
Casa limpa e arrumada. 
Uma refeição mais elaborada e saborosa.
Pais e filhos vestidos a preceito.

Pois é, tudo isto para receber alguém que nos é querido.

Fazendo a analogia com este tempo de Advento que vivemos agora é interessante pensar como nos iremos preparar para a chegada de Alguém tão Querido, tão Grande e ao mesmo tempo tão Frágil.

Por aqui, a semana passada foi tempo de limpar tudo a preceito sem descurar nada.



Sábado, o dia em que nos encarregámos de preparar o presépio, a árvore de Natal e um lugar especial que aguarda a chegada do nosso querido Menino Jesus.

No presépio estão dispostas quatro velas que se vão aproximando (à medida que as semanas passam) do lugar central deste tempo tão misterioso que é o Natal (Deus feito Homem).

No Domingo dia 29 de Novembro, primeiro  Domingo do Advento acendemos a primeira vela que nos indica "Vigiai".

No segundo Domingo do Advento acenderemos, além da primeira, a segunda vela que nos indica "Orai".

No terceiro Domingo deste tempo iluminarão o nosso presépio três velas. A terceira vela indicar-nos-á "Alegrai-vos! O Senhor está próximo!"

Por fim, o quarto Domingo do Advento. Todas as velas estarão acesas e a quarta indicará "Contemplai a presença do Senhor!"

Esta será a nossa preparação mais visível para a chegada do Senhor. Haverá também lugar para a preparação interior de cada membro da Família e esta será decerto a mais importante. Para tal, agendaremos uma ida ao Oratório em Família para o sacramento da Confissão a fim de estarmos muito preparados para receber o Senhor das nossas vidas, o Mestre da Família. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Casais, quem anda de mãos dadas na rua?

Das poucas homilias que ouvimos ao nosso pároco sobre a temática da Família, consideramos que a última, com algumas semanas, nos transmitiu algo que consideramos muito assertivo. 

Em sede de homilia, o Sacerdote convidou os esposos a darem as mãos entre si.

Ouvimos e meditámos sobre a oportunidade e reparámos quão assertivo estava. Na verdade, não apenas como gesto de união no amor que une os esposos como pelo sinal e exteriorização daquele.

Nos tempos de namoro e nos prirmeiros de casamento era usual andarmos pelas ruas de mão dada. Mas esse bom hábito foi desvanecendo paulatinamente até ao momento em que circulamos como família - é um facto - mas sem as mãos dadas.


Na Missa em causa, entendemos não o dever fazer pese embora o convite. E nas Missas que se seguiram também não. O sacerdote, aparentemente, terá esquecido o repto feito uma vez que não mais dele falou. Fica o convite a que mais vezes se fale sobre a Família nas homilias e, quiçá, se realizem acções que versem sobre o tema.

Mas, ainda que não o tenha feito, a verdade é que a ideia é muito boa e não mais saiu do nosso pensamento.

Encontramos vários motivos positivos. Vejamos. Simboliza o laço que nos une; simboliza o compromisso que temos; simboliza a unidade do casal e por conseguinte familiar; exterioriza ao mundo que nos rodeia que pese embora pais ainda namoramos; exterioriza ao mundo que nos rodeia a nossa relação e o vínculo que assumimos; por último e muito importante, transmitimos aos nossos filhos a súmula de tudo quanto neste parágrafo escrevemos.

Estendemos assim o convite que nos foi feito a todos os casais que assiduamente nos lêem. 

Se mantêm o hábito de andar de mão dada, não o percam.

Aos casais que, como nós, deixaram desvanecer esse bom hábito convidamos a juntarem-se a nós e reiniciar o mesmo. Tal como a luta cristã é um permanente iniciar e reiniciar, também os casais devem sempre inciar e reiniciar tudo quanto lhes permita ser felizes e fazer da comunidade familiar o seio da abundante harmonia e alegria cristã.

Sim, andemos de mãos dadas!