Família em Movimento

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Johnson Semedo, o ponta de lança de Deus

É uma história como poucas. Johnson Semedo é o seu nome. 

Ouvi pela primeira vez o seu nome em Junho numa crónica do meu querido amigo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada com o título Johnson, o académico.

Reza a crónica que Johnson nasceu  em 1972 numa família numerosa em São Tomé e Príncipe. Teria então emigrado para Portugal pequenito, vivendo no bairro da Cova da Moura.

Mais tarde, Johnson envereda pelo caminho mais fácil da vida, abandonando a escola e a família tornando-se delinquente (de acordo com a citação do livro Johnson Semedo, Estou tranquilo, Aletheia).

O crime acaba por levá-lo à prisão.

Cumprida a pena, Johnson volta à Cova da Moura. Com a morte dos pais retorna à toxicodependência de que se logra libertar através da associação católica Vale de Acór, dirigida pelo meu querido amigo Padre Joaquim Pedro Quintella.

Concluído com êxito o tratamento, volta aos estudos. Tira o 12º ano, tira a carta de condução e emprega-se.

Casa-se. Tem três filhos e acolhe um enteado que acolhe como seu também.

Nasce então a Academia Johnson. E é aqui que a dimensão humana de Johnson Semedo se revela. 
Um projecto extraordinário de recuperação de jovens da Cova da Moura por via do desporto e acompanhamento escolar.

Este meu escrito não dispensa a leitura atenta e cuidada da crónica do Padre Gonçalo Portocarrero. 
A dimensão humana de Johnson merece toda a nossa atenção.

Na noite de ontem a TVI passou uma reportagem denominada O Mister. Um trabalho da jornalista Ana Leal. Impressiona.

É obrigatório ver. Absolutamente. A reportagem O Mister pode ser vista clicando aqui.

Impressiona verdadeiramente a transformação humana de Johnson. 
Impressiona como transforma os outros. Impressiona o cuidado e o carinho com que cuida dos jovens da Cova da Moura. Impressiona como se esquece de si. Impressiona como respeita e é respeitado.

Um homem. Um simples homem. Não, errado. Johnson tem uma dimensão humana fora do comum.  
Ligado ao deporto e para terminar este escrito diria o seguinte: Johnson é um verdadeiro ponta de lança de Deus.

Santa versus Santinha


Estava na cozinha a fazer o jantar,  a pequenina aproxima-se muito indignada e ofendida:

 - Mãe, a mana chamou-me “Santinha”!

- E isso ofende-te? - Perguntei.

- Sim! Não se diz “Santinha” a ninguém!

Pensei um pouco e continuei:

- Tu não queres ser Santa como a tua Santa Teresinha?

- Ser Santa é ir para o Céu? E ver a Nossa Senhora, o Jesus e a minha Santa Teresinha?

- É. – Respondi.

- Ah! Então quero ser Santa, mas não “Santinha”!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judia, católica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.

Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.

Com :Abdul Vakil, Isaac Assor e Pedro Gil

Apresentação: Henrique Mota 


Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 1 de Dezembro clicando AQUI

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Natal cristão implica ofertas cristãs


Queridos Amigos

No ano passado editámos o nosso CD de Natal
«Quem vistes, Pastores? | Os nossos Cânticos ao Menino Jesus». 
Contém 24 cânticos e um livrinho com as letras das músicas.

Talvez alguns de vós ainda não o conheçam,
ou o queiram partilhar com os vossos amigos.

Lembrámo-nos também de vos dar a conhecer os nossos outros
dois CD’s, já mais antigos, e os livrinhos, feitos por uma nossa Irmã,
para os mais pequenos. Poderão ser um bom presente para este Natal.

Que estas nossas ideias vos possam ajudar a viver este tempo
de uma forma diferente, recebendo toda a graça e bondade d’Aquele
que veio para ser a “Luz do mundo”, a Luz de cada um de nós.

Pode ver o filme de apresentação do CD de Natal e excertos
dos cânticos AQUI

Se desejar adquirir alguns destes nossos trabalhos,
pode contactar-nos pelo telefone: 249 531 627
(das 10h15 às 12h15 e das 16h30 às 18h).

Rezamos por vós, com amizade

Irmãs Carmelitas Descalças, de Fátima



Ajudar o Carmelo de Fátima e simultaneamente oferecer uma belíssima prenda de Natal!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

"A vida matrimonial, um caminho divino pela Terra"

"Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família - Jesus e Maria - com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou - amou! - a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria." (Forja, 552)



"Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a Paz de Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.




Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra." (Cristo que passa, nn. 22–23)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O nosso Advento




Quando estamos para receber visitas em casa preparamos tudo.
Casa limpa e arrumada. 
Uma refeição mais elaborada e saborosa.
Pais e filhos vestidos a preceito.

Pois é, tudo isto para receber alguém que nos é querido.

Fazendo a analogia com este tempo de Advento que vivemos agora é interessante pensar como nos iremos preparar para a chegada de Alguém tão Querido, tão Grande e ao mesmo tempo tão Frágil.

Por aqui, a semana passada foi tempo de limpar tudo a preceito sem descurar nada.



Sábado, o dia em que nos encarregámos de preparar o presépio, a árvore de Natal e um lugar especial que aguarda a chegada do nosso querido Menino Jesus.

No presépio estão dispostas quatro velas que se vão aproximando (à medida que as semanas passam) do lugar central deste tempo tão misterioso que é o Natal (Deus feito Homem).

No Domingo dia 29 de Novembro, primeiro  Domingo do Advento acendemos a primeira vela que nos indica "Vigiai".

No segundo Domingo do Advento acenderemos, além da primeira, a segunda vela que nos indica "Orai".

No terceiro Domingo deste tempo iluminarão o nosso presépio três velas. A terceira vela indicar-nos-á "Alegrai-vos! O Senhor está próximo!"

Por fim, o quarto Domingo do Advento. Todas as velas estarão acesas e a quarta indicará "Contemplai a presença do Senhor!"

Esta será a nossa preparação mais visível para a chegada do Senhor. Haverá também lugar para a preparação interior de cada membro da Família e esta será decerto a mais importante. Para tal, agendaremos uma ida ao Oratório em Família para o sacramento da Confissão a fim de estarmos muito preparados para receber o Senhor das nossas vidas, o Mestre da Família. 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Casais, quem anda de mãos dadas na rua?

Das poucas homilias que ouvimos ao nosso pároco sobre a temática da Família, consideramos que a última, com algumas semanas, nos transmitiu algo que consideramos muito assertivo. 

Em sede de homilia, o Sacerdote convidou os esposos a darem as mãos entre si.

Ouvimos e meditámos sobre a oportunidade e reparámos quão assertivo estava. Na verdade, não apenas como gesto de união no amor que une os esposos como pelo sinal e exteriorização daquele.

Nos tempos de namoro e nos prirmeiros de casamento era usual andarmos pelas ruas de mão dada. Mas esse bom hábito foi desvanecendo paulatinamente até ao momento em que circulamos como família - é um facto - mas sem as mãos dadas.


Na Missa em causa, entendemos não o dever fazer pese embora o convite. E nas Missas que se seguiram também não. O sacerdote, aparentemente, terá esquecido o repto feito uma vez que não mais dele falou. Fica o convite a que mais vezes se fale sobre a Família nas homilias e, quiçá, se realizem acções que versem sobre o tema.

Mas, ainda que não o tenha feito, a verdade é que a ideia é muito boa e não mais saiu do nosso pensamento.

Encontramos vários motivos positivos. Vejamos. Simboliza o laço que nos une; simboliza o compromisso que temos; simboliza a unidade do casal e por conseguinte familiar; exterioriza ao mundo que nos rodeia que pese embora pais ainda namoramos; exterioriza ao mundo que nos rodeia a nossa relação e o vínculo que assumimos; por último e muito importante, transmitimos aos nossos filhos a súmula de tudo quanto neste parágrafo escrevemos.

Estendemos assim o convite que nos foi feito a todos os casais que assiduamente nos lêem. 

Se mantêm o hábito de andar de mão dada, não o percam.

Aos casais que, como nós, deixaram desvanecer esse bom hábito convidamos a juntarem-se a nós e reiniciar o mesmo. Tal como a luta cristã é um permanente iniciar e reiniciar, também os casais devem sempre inciar e reiniciar tudo quanto lhes permita ser felizes e fazer da comunidade familiar o seio da abundante harmonia e alegria cristã.

Sim, andemos de mãos dadas!   

domingo, 29 de novembro de 2015

Os estandartes do Menino Jesus são moda ou devoção?

Há uns anos a esta parte vemos muitos estandartes com a imagem do Menino Jesus pendurados nas janelas e varandas.

O que foi gerado por devoção no seio da Igreja Católica foi adoptado e adaptado por moda.

Na verdade, modas são modas e se dois têm porque não ter eu também? A moda é isto.

Não há mal nenhum ainda que a inconsistência e a incoerência sejam evidentes. 
Ainda que muitos estandartes sejam colocados e evidenciados por não cristãos (no caso, católicos), não deixa de ser um sinal de que há uma consciência por parte destes de que no Natal se celebra o nascimento de Jesus.


Assim, não deixa de ser positiva esta moda por parte de uns e devoção por outros. O importante é relevar o Natal numa época de profundo relativismo.

Mais a mais, não sabemos se essa consciência natalícia não provoca interiormente em muitos uma introspeção tão propícia nesta época. Acresce o facto das crianças questionarem na sua ingenuidade o significado dos estandartes. Ambos são factos positivos.

A tal inconsistência e incoerência de hoje poderá tornar-se, mais à frente, consistência coerente com a prática da vida cristã católica.

O modo e o tempo a Deus pertencem. Todos os sinais de Deus são bons e esta exteriorização também o é. 

Por devoção ou por moda Deus é reconhecido, pelo menos, neste tempo de Natal.

Assim, por devoção ou moda, mantenham os estandartes.

Por último e para reflexão. O Pai Natal este ano não vai aparecer. A tradição com mais de uma década cessou na nossa família. Também aqui houve durante muitos anos uma incoerência e uma devoção a uma moda da nossa parte ainda que paralelamente celebrássemos o Natal religiosamente, obviamente. Este ano será o Menino Jesus a reinar diante dos nossos filhos. O velho simpático interpretado anos a fio pelo pai cessou a sua actividade em abono da coerência de vida cristã que assumimos todos os dias da nossa vida. Assim Deus nos ajude.

Assim e concluindo, somos nós mesmos a prova evidente de que a incoerência pode transforma-se em coerência. Bastará querê-la e assumi-la ainda que derrogando hábitos antigos que por via da decisão de uma vida se tornaram incoerentes e inconsistentes.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judia, católica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.

Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.


Com :Abdul Vakil, Isaac Assor e Pedro Gil

Apresentação: Henrique Mota 


Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 24 de Novembro clicando AQUI

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Como combinar fortaleza e afecto na educação dos filhos?


In Saxum, Página 176

"Um pai de família perguntou-lhe certa vez como se podia combinar fortaleza com o afeto na educação dos filhos; a resposta que D. Álvaro deu a esta pergunta é uma excelente descrição do seu estilo de governo: «Eles que te vejam sorrir. (...) Quando tiveres de os corrigir, não ponhas uma cara séria. Diz o que tens de dizer com um sorriso e não te preocupes. Quando as pessoas sabem que as amamos, podemos dizer-lhes tudo, por muito que custe ouvir»."

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Nós e as benditas Almas do Purgatório

Actos dos Apóstolos 3:1-11
«E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola.
E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa.

E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.
E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.
E todo o povo o viu andar e louvar a Deus;
E conheciam-no, pois era ele o que se assentava a pedir esmola à porta Formosa do templo; e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.
E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu estupefacto para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão.»
A meditação não é nossa e jamais a conseguiríamos reproduzir como a original. A autoria da pregação pertence ao Padre Gonçalo Portocarrero. Vamos escrever tal como a acolhemos há uns dias atrás.
Estamos em Novembro e a Igreja dedica particularmente este mês aos fiéis defuntos. Fiéis, escrevemos.
Sabemos ser parte da Igreja de hoje. Somos as pedras vivas.
Sabemos a existência da Igreja triunfante, os Santos.
Sabemos a existência (pela Tradição) da Igreja purgante, as benditas Almas do Purgatório.
A alusão ao texto dos Actos é por assim dizer similar ao que acontece com as benditas Almas da Igreja purgante.
O coxo está à porta do templo. Podemos assumir, por analogia ou semelhança, que está na mesma condição das Almas do Purgatório que estão à porta do Céu.
O coxo (ainda) não entrou. As Almas do Purgatório também não. Ainda.
Todos os dias o coxo era levado para a porta do templo. Todos os dias as Almas do Purgatório se purificam.
Pedro e João somos nós, as pedras vivas, a Igreja actual.
O coxo pedia esmola. As benditas Almas do Purgatório não pedem mas esperam muito de nós.
As Almas do Purgatório nada podem fazer por si. Podem fazer por nós e esperam de nós.
Porque nada podem fazer por si? Porque tiveram o seu tempo, o mesmo que nós temos desde o dia em que nascemos e que Deus nos permite viver.
Voltemos ao texto. Pedro, em nome de Jesus, mandou o coxo levantar-se. E, tomando-o pela mão direita, levantou-o. Assim somos nós. Quando rezamos, oferecemos Missas, oferecemos mortificações ou situações que nos custem verdadeiramente. Quando o fazemos, puxamos uma Alma do Purgatório pela mão.
Citando o texto «saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.» Assim é quando a Alma é puxada por nós para o Céu. Quando entra no Céu, esse estado desejado, anda e salta, tal a alegria.
Mais. «E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João (…)». O coxo agarrou-se a Pedro e João. Tenhamos nós a certeza que isso sucede com cada Alma puxada por nós. Isto é, não mais nos larga. E é muito bom que não nos largue, intercedendo incessantemente por nós.
Estamos como Santa Mónica. Não queremos saber onde seremos sepultados. Pode ser aqui ou na China. O que interessa é a Alma e a sua salvação.
Rezemos pelos fiéis defuntos. Rezemos e lembremos muito as Almas do Purgatório.
Que tenhamos nelas boas amigas e que haja reciprocidade. Quando as puxamos, não mais nos largam. Ainda bem.
Passamos aos nossos filhos este carinho e esta necessidade.
Vão ouvindo. E vão crescendo em amizade com elas. Eles e nós. Em suma, a família. Assim seja.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A necessidade da formação

Não é o acaso que fez com que tomássemos a iniciativa de publicar os links semanais do programa E Deus Criou o Mundo.
Também não foi o acaso que fez com que o título dessas publicações seja Porque o saber ocupa lugar.
Não, não foi erro em relação ao ditado. O ditado é que pode estar errado. Dependerá sempre da perspectiva.
Uma das coisas mais dificilmente compreensíveis é a falta de formação da comunidade cristã católica. Assumimos estar no primeiro lugar da lista para que ninguém fique melindrado.
Vamos fazer perguntas de retórica para que se compreenda onde pretendemos chegar.


- Lemos a Bíblia? E compreendemo-la?
- Estudamos a palavra de Deus?
- Preparamos a Missa e realizamos previamente as leituras do dia para melhor compreensão?
- Temos a proactividade de querer saber mais e mais e procuramos meios de formação?
- Meditamos a palavra de Deus?


Pois bem, mais perguntas se fariam mas entendemos conseguir passar a ideia. Nós temos acesso a meios de formação mas ainda assim sentimo-nos frágeis e a necessitar de mais e mais instrução. E dizemo-lo sem peias.
Fazemos notar que nós, católicos, a Revelação é-nos dada através da Sagrada Bíblia mas igualmente pela Tradição. É sempre bom ter esta noção muito clara e a formação deve incidir sobre ambas.
Julgamos que há muito trabalho a ser feito pelos sacerdotes e pelos leigos com o fito de instruir mais e melhor as comunidades cristãs.
É ou não verdade que quando abordados por algumas pessoas de outras confissões religiosas ficamos, por vezes, a ver navios? Pois é…
Eles sabem mais? Não. E para nós, católicos, não estão correctos. Mas lêem mais, sim.
Numa paróquia vizinha o sacerdote enquanto ali foi pároco teve o cuidado de promover muitas acções de formação. Recordo de ter ido a algumas, nomeadamente quando convidou um sacerdote amigo para dar um testemunho. E recordo ter feito ali muitas acções, ter convidado muita gente. Além da dinâmica espiritual que promovia este sacerdote potenciou o conhecimento dos seus paroquianos e terceiros – como nós – que ali nos deslocávamos.
Enfim, recordámos agora este tema por via a transmitir  que é possível ir mais além na formação e é urgente que as comunidades cristãs católicas estejam munidas da necessária sapiência para si e para poder, com autoridade, evangelizar como apóstolos de Cristo.
Bom, o que tem isto a ver com a família? Tudo.
Em casa onde não reina o conhecimento e não são procurados meios de formação mais dificilmente se consegue dar aos filhos a noção dessa necessidade e o teor daquele.
Foi uma reflexão que convosco partilhámos com o fito único de fazer pensar, meditar.
Duas notas. Continuaremos a publicar o programa da Antena 1 e recomendamos a Bíblia de Navarra pelo conteúdo explicativo.
No mais… que paróquias, paroquianos, sacerdotes e leigos procurem ir mais além se tal parecer pertinente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

App "Passo a rezar"

Estimados amigos leitores, anunciamos o App "Passo a rezar".

O App oferece diariamente 10 minutos de oração. Uma combinação de música, leituras bíblicas e perguntas para reflectir.

A proposta é permitir aos cristãos viver melhor cada dia.

Além do App também está na net o site que pode ser acedido através do link que colocamos AQUI.

O App permite que no caminho para o trabalho ou faculdade, nos transportes públicos ou no trânsito, possamos rezar.

Esta iniciativa do Secretariano Nacional do Apostolado da Oração (Jesuítas) é merecedora de aplauso.

domingo, 22 de novembro de 2015

Missa na Paróquia de São Pedro na Trafaria



No dia de ontem tivemos o gosto de ir à Missa vespertina na Paróquia de São Pedro na Trafaria.

Foi uma celebração muito bonita e muito bem animada pelos escuteiros que, apurámos, estão sempre presentes nas Missas vespertinas. 
Muito bem. 

Cristo foi Rei.



Na homilia houve o cuidado do sacerdote em dialogar com os mais pequeninos sobre o reinado de Cristo. Foi francamente positivo.

A Igreja da Trafaria é muito bonita e muito cuidada.


Além da Santa Missa, tivemos o gosto e privilégio de estar com o nosso querido amigo e padrinho de um dos nossos filhos, Padre João Luís Paixão e foi com igual alegria que revimos a catequista Ana Paula, após quase trinta anos.
Foi uma noite diferente que terminou com um jantar com o Sr. Padre João.

Fica o nosso agradecimento por um Sábado diferente.
Ficou a promessa de repetir a visita.

sábado, 21 de novembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judia, católica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.


Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.




Com :Abdul Vakil, Isaac Assor e Pedro Gil

Apresentação: Henrique Mota 

Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 17 de Novembro clicando AQUI