Família em Movimento

Família em Movimento

domingo, 8 de novembro de 2015

Com a morte a opção da tua vida torna-se definitiva

No Oratório, no dia de ontem, ouvi o sacerdote José Maria Moreira falar aos mais pequenos numa catequese fantástica sobre, acima de tudo o mais, como construir uma vida pautada pelo critério ordenado de desejar o Céu.

À noite e ao jantar procurei reproduzir a história ouvida a toda a família. Todos ouviram atentamente e concluíram sobre o facto de que a vida é o momento próprio para construir a eternidade.



Reza a história que um senhor chamado Manuel, carpinteiro de profissão muito competente e trabalhador, era pessoa respeitada no seu local de trabalho por todos os colegas e pelo próprio patrão.

Um trabalhador exemplar. Rigoroso e cumpridor. Assíduo e pontual. 
O seu trabalho era de excelência.

Ora, chegara a altura de se reformar.



Nesse momento apenas pensava na reforma e na forma de a gozar. Havia dedicado uma vida inteira ao trabalho e ao seu patrão bem como à família. Era agora tempo de desfrutar o descanso merecido.

Todavia, o patrão chamou-o e disse-lhe:
- Meu caro, antes de te reformares tenho de te pedir um trabalho mais que é muito importante.

Manuel ficou siderado e nem queria acreditar. Logo agora que iria obter a sua merecida reforma o patrão parecia desconsiderar esse tempo e parecia desconsiderar todo o empenho que Manuel lhe havia dedicado uma vida. A contragosto, aceitou.

O patrão levou-o então ao local onde iria realizar o seu derradeiro trabalho. Mostrou uma casa de sonho com vista para o mar. Uma casa linda e num local paradisíaco.

Pediu-lhe então que fizesse as janelas, as portas, os armários e todos os trabalhos afectos à carpintaria.

Manuel olhou e disse:
- Patrão, para fazer tudo isso preciso de dois meses.

O patrão respondeu:
- São teus. Demora o tempo necessário mas faz um bom trabalho, como habitual.

Manuel começou o trabalho mas a cabeça não estava nele. Só pensava na reforma e no descanso.

Perante este cenário, o trabalho que antes era de excelência transformara-se num trabalho sem qualidade. 

Pregos à vista, cortes mal executados, portas e janelas por envernizar, prateleiras mal cortadas e coladas, acabamentos muito mal feitos. Queria despachar a obra o mais rápido que lhe fosse possível para abraçar, em definitivo, a reforma.

Visitou o patrão e disse-lhe ter findado a obra.

O patrão, perguntou:
- Já?!? Mas passaram duas semanas. Havias pedido dois meses… Muito bem. Vamos ver a casa.

E foram os dois.

Ao chegarem ao local o patrão disse a Manuel:

- Manuel, foste-me dedicado a vida inteira. Foste o meu melhor trabalhador. Alguém exemplar como nunca vira.   Esta casa é para ti. É o meu presente e agradecimento por todos estes anos de trabalho.

Assim é Deus connosco. 

Citando o Padre António Barbosa, «com a morte a opção da tua vida torna-se definitiva».

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Porque o saber ocupa lugar

Três membros das comunidades religiosas mais influentes em Portugal, judia, católica e muçulmana, falam daquilo que interessa aos portugueses, sejam crentes ou laicos, sem prática religiosa ou mesmo ateus.

Trata-se de conhecer a perspectiva religiosa dos problemas e desafios com que as pessoas se confrontam, da actualidade nacional e internacional e a contribuição que o pensamento religioso pode dar ao mundo em que vivemos.

Com : Abdul Vakil, , Isaac Assor e Pedro Gil

Apresentação: Henrique Mota 


Pode ouvir o programa "E Deus Criou o Mundo" de 3 de Novembro clicando AQUI

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ser (sempre) agradecido

Quando Jesus curou dez leprosos e apenas um regressou para agradecer, Jesus perguntou:
- Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? (Lc:11-19).

Aprendemos sempre da Bíblia. Deus quer-nos muito agradecidos. Devemos agradecer tudo pois tudo faz parte do nosso progresso, o que nos parece bom e o que nos parece menos bom. Deus aproveita-se de tudo.
Não nos quer lamechas, tristes, tíbios.
Devemos ser agradecidos, enérgicos, alegres e proactivos.

Também no Evangelho de ontem nos foi transmitido que há lugar para nós na eternidade. Há sempre lugar para mais um. Mas nós temos de o querer.

Tudo isto para chegar a este ponto: tudo aproveita a Deus.

Na família ocorrem todos os dias inúmeras situações para as quais devemos ter uma visão sobrenatural.
Agradecer o dom da vida. Agradecer o trabalho. Agradecer um abraço de um filho. Agradecer um sorriso. Agradecer a refeição. Agradecer, agradecer, agradecer…

Jesus repara em tudo. Disse ao leproso curado «Não houve quem voltasse para dar glória a Deus a não ser este estrangeiro? Levanta-te e vai. A tua fé te salvou.»

A nossa filha está doente. Uma noite menos boa para todos com vómitos e febre que se prolongaram.
No seu processo de crescimento ao nível da fé tivemos o cuidado de lhe dizer que devia aproveitar este mimo de Deus.

- Podes oferecer. Deves aproveitar este momento não para lastimar mas como algo que ao trazer-te dor e desconforto poderás oferecer por quem mais precisa. Por exemplo, por que não ofereces pelas benditas Almas do Purgatório?

A pequena sorriu. Compreendeu. Cresceu. E por fim, ofereceu.
Quis fazê-lo a Nossa Senhora.

Na retaguarda, os pais rezaram e ofereceram mortificações. Tudo aproveita ao Senhor.

Agradecemos estar melhor. Sempre agradecidos.
Amanhã irá à escola.

Pequenas lembranças feitas pela FEM

Pequenas lembranças de Nossa Senhora feitas pela FEM.

Uma forma de difundir a Mensagem de Fátima pelos seus familiares e amigos!

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Fiéis Defuntos

Oratório. Antes das 19:15H estava diante do Santíssimo. 

Em recolhimento, preparei a Santa Missa. 

O meu telemóvel foi usado como instrumento auxiliar de memória, não permitindo o esquecimento dos meus familiares e amigos que partiram.

 
As listas de pessoas por quem rezamos diariamente ajudam, conforme antes havia escrito.

Diante do Senhor, disse nome a nome. 

E em cada nome recordei a imagem das pessoas que Deus me deu e as que permitiu conhecer e privar.

Mas fui ao Oratório, de igual modo, por ti, António, neste 7º dia da partida do teu pai para o Céu.


Pese embora o momento, vi-te sereno e confortado. Deste um enorme testemunho a todos os presentes de que a vida não acaba, antes se transforma. Assim o crês; assim o cremos.

O teu sorriso (guardo-o...) revelou alegria por te saberes entre Família. 
Não estavas hoje como antes não estiveras só. Estavas muitíssimo acompanhado entre os teus.

Perdoarás estas palavras.

Trouxe esta imagem comigo. O povo de Deus, unido.
Pensei nela todo o trajecto de regresso a casa. Temos a nossa Família espiritual. Foi tão notório.

Rezámos juntos. Comungámos. Pedimos pelos nossos entes queridos. Oferecemos a nossa Missa por eles e pelas benditas Almas do Purgatório. Estas não se valem. Esperam muito de nós. Mas também é verdade que nós esperamos muito delas. 

Na nossa família, como em tantas outras movidas pelo mesmo espírito, dedicamos as Segundas-feiras às Almas do Purgatório. Ensinamos aos nossos filhos o que aprendemos e fazemos.

Disse o Padre Regojo numa homilía particularmente bonita e familiar - ou não estivéssemos entre família - que são milhões de almas à espera de entrar no Céu.

A Santa Missa é o que temos de mais valioso para oferecer pelas Almas do Purgatório.

"Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: «Minhas boas amigas, as Almas do Purgatório...» 
Josemaria Escrivá, Caminho 571  

Pão por Deus


No Sábado dia 31 de Outubro, as meninas cá de casa estiveram durante toda a tarde dedicadas à cozinha!

Mãos lavadas, aventais colocados a preceito, formas das bolachas a postos, massa pronta e mãos à obra!

Sabíamos de antemão que na noite de Sábado algumas crianças bateriam à nossa porta a pedir doces, como tal resolvemos fazer saquinhos de bolachas caseiras e distribuir o Pão por Deus a todas elas.

Tínhamos tudo pronto e ao primeiro toque da campainha lá abrimos a porta sorridentes.
Do lado de fora ouve-se:

“- Doçura ou travessura?”

A nossa benjamim que é destemida nas palavras, responde de imediato:

“- Não temos doçuras nem travessuras, só temos Pão por Deus!”

E deslocou-se ao portão com os saquinhos de bolachas um pouco a medo, pois do outro lado as crianças estavam mascaradas de vampiros, bruxas, fantasmas…

Abrimos a porta a todos, mas sempre com o mesmo discurso.

No Domingo, depois da Missa e da catequese foi a vez das nossas filhotas irem pedir o Pão por Deus acompanhadas pelo pai.

A mãe tinha costurado uns saquinhos de tecido para a ocasião, e elas lá foram felizes e contentes.

A cada toque de campainha diziam as duas em coro: “- Pão por Deus”.

As famílias que as nossas princesas visitaram foram muito generosas enchendo-lhes os sacos de guloseimas.

Foram, por ora, as únicas crianças aqui no bairro a sair para pedir o Pão por Deus. Estamos confiantes de termos passado a mensagem da forma mais feliz que conseguimos e para o ano talvez tenhamos a companhia de mais crianças.

Sabemos que as crianças e os pais não estão sensibilizados tal como nós, anos a fio, não estivemos. Mas foi hora de recuar nas modas e ser coerente com a fé e com a tradição portuguesa.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Testemunho de Fé versus Halloween

Hoje, ao chegar à escola com as meninas deparámo-nos com muitas crianças a entrar vestidas de bruxas, fantasmas, vampiros, etc.

Penso:
Onde está a tradição portuguesa de festejar Todos os Santos? De ir de porta em porta, no dia 1 de Novembro, pedir o “Pão por Deus”?
Porque se adoptam modas de outras culturas? Modas do culto da morte?

Enfim, a verdade é que em tempos também nós achávamos que não tinha mal nenhum as crianças brincarem no “Doçura ou Travessura”. As crianças apenas queriam os doces e não percebiam o que estava por detrás desta noite.

HOJE, pensamos diferente. NÃO queremos adoptar este festejo que não é nosso e acima de tudo NÃO É CRISTÃO.

A vida de fé que levamos e os valores que vivemos não se coadunam com esta moda.

Voltando à porta da escola.
Olhei para a nossa filhota mais crescida e cruzámos um olhar cúmplice, ela sorriu e disse-me:

“- Nós amamos Jesus!”

A pequena que não quis ficar atrás gritou:

“- Nós amamos Jesus!”

E entraram sorridentes na escola.

Fiquei feliz e orgulhosa por este testemunho de fé das nossas princesas.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou esta noite a nossa Paróquia

Fotografia de Sandra Simões

Manual de Bioética para Jovens



Para pessoas de todas as idades interessadas nas questões de bioética e na defesa da vida humana

Apresentação no Montijo

Auditório do Centro Paroquial
21H00 / 30 Outubro



Com:
João Paulo Malta
Médico

José Braço Forte
Provedor    
                                                                
João Marcelino
Engenheiro

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Problemas… quem os não tem?


Só assume um problema quem é responsável. Ponto. Não há volta a dar.


Os problemas surgem às vezes espaçados e outras em catadupa.

O nosso lado humano leva-nos tantas e tantas vezes a desesperar, a perder a paz, a criar tensões.


É normalíssimo que tal suceda. A questão é que os problemas em si são o que são e por via deles, tantas vezes, angariamos uns quantos mais por não sabermos lidar com eles.
Mau humor, nervos, desespero, tensões na família. E se a família sofre… se o pai ou a mãe estão deprimidos ou mal humorados o ambiente fica negativamente contagiado.
Ponto um. Os nossos problemas são zero para Deus.
Ponto dois. O maior problema num problema é a falta de visão sobrenatural.
Ponto três. Só perde a paz quem quer.
O primeiro acto que devemos fazer quando nos surge um problema é entregá-lo nas mãos de Deus e pedir ajuda, com a humildade necessária e a convicção da nossa pequenez. Em muitos casos nada podemos fazer. E quando podemos, sabemos que Deus conta com a nossa ajuda para solucionarmos a questão. Deu-nos a inteligência e os meios.
Depois, não perder a paz e oferecer a Deus o mau momento.
Que sabemos nós se não é vontade d´Ele que tenhamos tribulações e delas aprendamos. Que sabemos nós se Deus não quer tirar partido de um problema para nos fazer crescer? Que sabemos nós se Deus não quer aproveitar um problema para a nossa conversão?
Ao fim e ao cabo, que sabemos nós do quer que seja? Deus sabe mais.
Devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para resolver. Se não conseguirmos é porque Deus assim não quis e quer que retiremos maior proveito da tribulação.
De nada vale ser piegas e egocêntricos com as perguntas chavão “porquê a mim, porquê a mim?”. Antes, “por que não a mim?”.
São Josemaria dizia aos seus filhos que deviam ter ocupações e não preocupações. Faz diferença, não?
Relembramos igualmente a história de Maria do Sacramento quando perguntou a Santa Teresa de Ávila:
 - “Madre, se eu morresse agora o que faríeis sem mim?”.
É certo que a Madre assumiu que se tal sucedesse seria coisa dura. Todavia, respondeu-lhe:
- “Irmã, se isso acontecer, então pensarei no que fazer; agora deixe-me dormir.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pequenas Lembranças

Como partilhámos, ontem foi o dia da Primeira Comunhão da nossa filhota do meio.

E para assinalar este dia preparámos um almoço em Família e uma pequena lembrança para ofertar aos presentes nesta ocasião tão importante.

Aqui fica a lembrança "Menino Jesus em casca de noz" feitos pela FEM  para um dia especial:


Disponível no blogue Pequenos Pormenores com Amor

sábado, 24 de outubro de 2015

Todos ao Oratório!

Estamos a poucas horas da Primeira Comunhão de uma das nossas filhotas. 

É uma data muitíssimo importante para ela mas também para a família. E para o Céu.


A rectaguarda está preparada. As nossas queridíssimas Irmãs Carmelitas de Fátima estarão muito presentes, conforme nos escreveram.

Pois bem, é dia de festa! Como tal, o maior sinal de fé, respeito e dignidade que podíamos dar ao dia 25 de Outubro seria o prepararmo-nos interiormente para o momento. 

Tal significa Confissão. É assim que os católicos fazem.


A mãe queria confessar-se; o pai iria fazê-lo na DE mas por via da vontade da mãe alterou os planos; o filho mais velho também manifestou intenção.... todos ao Oratório! Carro cheio a caminho da Rua Vera Lagoa em Lisboa.

Sentámo-nos diante do Santíssimo enchendo o banco. À nossa esquerda, dois sacerdotes ouviam de Confissão.
Recolhemo-nos em oração.
A porta abriu-se. O pai levantou-se, entrou e confessou-se. Seguiu-se-lhe a mãe. 
Depois da mãe, a filhota que vai fazer a Primeira Comunhão.
O pai levantou os olhos e perguntou:
- Tu!?!
A mãe, sempre atenta, disse:
- Deixa-a. Diz que tem algo para dizer.
- Mas confessou-se no Sábado! - argumentou o pai.
- Deixa-a...

No Sábado havia sido a sua primeira Confissão. Tomara-lhe o gosto. Quiçá tenha sentido e experimentado a paz, essa paz que invade mais as crianças que os adultos. 

O pai não o entendera. Ainda lançou uma graça e sorriu:
- O 39 continua à espera...

O 39 é o número fictício que alude a uma suposta cela que, quando criança, lhe havia sido "prometida" no Carmelo, por graça da Irmã Ana.

Certo é que a menina saiu felicíssima da Confissão. Graças a Deus!

Depois o irmão mais velho. Só faltou mesmo a pirralhinha. A seu tempo.

Depois de confessados, a Santa Missa.
Estávamos totalmente limpos e como foi bom comungar  na paz de sabermos estar em graça.

A pequena terá pensado naquele momento "ainda não posso... só Domingo", quando nos viu caminhar paulatinamente para o Sacerdote. É verdade. Tudo tem o seu tempo...

Sabemo-la bem preparada. 
Está confessada. Reza. Frequenta assiduamente a catequese. Reza o terço diariamente em família. Está, definitivamente, bem preparada para receber o Senhor que a ama muito.

Quanto ao 39... seria uma graça. 
Mas isso são assuntos entre Ele e ela. Não nos metemos.
Como pais católicos, estamos sempre atentos aos sinais e muito orantes em relação a eles.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Uma devoção que se materializou

Há uns tempinhos atrás estivemos presentes num retiro promovido pelas Famílias de Caná. Ouvimos do Francisco que o Papa tinha particular devoção à Nossa Senhora Desatadora de Nós.
Guardámos a informação e mais tarde pesquisámos essa devoção e a sua origem.


Desde essa data e após recolhermos a informação supra começámos a rezar a oração que deixamos infra.

São muitos os nós por desatar. Mas havia um que era urgente ser desatado pelos reflexos no nosso agregado familiar e cuja resposta tardava. Foram mais de cinco meses de telefonemas, faxes e e-mails. Nada.

No dia de ontem, a resposta que esperávamos. Graças a Deus! Agradecemos imediatamente.
De repente… surgiu na minha cabeça a imagem de Nossa Senhora Desatadora de Nós.


Escrevi SMS à minha mulher com este teor:
- Um nó desatado?
Respondeu:
- Mesmo!!! Já agradeci!

Não havia focado este nó em concreto. Mas era um de muitos e com particular relevância. Na verdade, são tantos os nós que demoraria muito tempo a lembrá-los. Mas Maria sabe tudo, conhece-nos e sabe o que precisamos em cada momento.

Também ontem celebrámos São João Paulo II, a quem temos particular devoção.

A propósito desta devoção a Nossa Senhora Desatadora de Nós, já lemos na net imensas coisas. Umas mais católicas que outras. As outras diriam “isto resulta mesmo!”. Nós não pensamos assim. Não há causa-efeito que não derive de uma relação diária com Maria, com jaculatórias e terços. Nada é mágico. Tudo é relação com a Rainha das Famílias.

Queridos amigos, deixamos a imagem que mais gostamos de Nossa Senhora Desatadora de Nós e a oração que lhe corresponde. Que mais devotos surjam quando é por bem.


Oração:
Virgem Maria, Mãe do belo amor,
Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito, Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia que existem em seu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há na minha vida.

Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado por causa destes nós.

Maria, Mãe que Deus
encarregou de desatar os nós
da vida dos seus filhos, confio hoje a fita da minha vida em tuas mãos.

Ninguém, nem mesmo o maligno
poderá tirá-la do teu precioso amparo.

Em tuas mãos não há nó que não possa ser desfeito.

Mãe poderosa, por tua graça
e teu poder intercessor junto do Teu Filho e Meu Libertador, Jesus, recebe hoje em tuas mãos este nó.........

Peço-te que o desates para a glória de Deus, e por todo o sempre.

Vós sois a minha esperança.

Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, a fortaleza das minhas débeis forças, a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias.

Ouve a minha súplica.

Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio!

Maria, Desatadora dos Nós, roga por mim.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

”Porque é que os Santos sofrem tanto?”


Ontem enquanto realizávamos os trabalhos de casa a nossa filhota perguntou:

- Mãe, porque é que os Santos sofrem tanto?


A pergunta surgiu do nada, nem sequer estávamos a falar sobre o tema.
Coube-me então explicar-lhe:

- Jesus veio ao mundo ensinar-nos como haveríamos de viver a nossa vida para chegar ao Céu. Ele viveu como nós, numa família.
Aprendeu a obedecer aos pais, a brincar com os amigos, a trabalhar…
Mais tarde, saiu de casa para anunciar o Reino de Deus, até que foi entregue para ser julgado e morto, porque essa era a vontade de Deus.
Do que tu conheces da vida de Jesus achas que Ele foi poupado ao sofrimento?

Ela respondeu prontamente:

- Não!

- Os Santos são pessoas como nós que amaram muito Jesus, que se aproximaram d´Ele através da oração e que viveram e sofreram por amor a Ele, assim como Jesus sofreu por nosso amor.
Os Santos não se importaram de sofrer pois amavam tanto, mas tanto Jesus que sabiam que Ele os haveria de recompensar quando chegassem ao Céu.
Quando nos acontece algo que nos faz sofrer a tendência normal do ser humano é lamentar-se, angustiar-se e até entrar em desespero. Mas quando acreditamos em Jesus podemos entregar-Lhe esses sofrimentos. Por exemplo: eu sei que tu não gostas de batatas cozidas com atum e ovo, verdade?

- Sim.

- Aí tens uma boa oportunidade de oferecer por amor a Jesus esse sacrifício: comer sem reclamar. Até porque sabes que a mãe não te vai dar outra coisa e assim agradas a Jesus. Percebeste?

-Sim, acho que sim.

Não sei se lhe expliquei da melhor forma. Parece-me ter ficado esclarecida.
Até eu fiquei a pensar na profundidade da pergunta da nossa menina.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Casal com contas separadas? Estranho…


Homem e mulher são um só e nada os poderá separar, nem mesmo o dinheiro.

Quando um homem e uma mulher, cada qual o seu trabalho e rendimento, amealham para si próprios, fazem uma insanável distinção entre o que é de um e de outro, sem que se aperceberem que tal é o início de muitas coisas que o tempo trará. A desunião, mais tarde ou cedo, instalar-se-á.

Exemplos? Vamos a isso!


Quem gasta mais dinheiro no talho? E na peixaria? E que culpa tenho eu que ganhes menos? Por que devo pagar mais? Por que devo pagar eu as contas do infantário? Que fizeste ao teu ordenado para a meio do mês não teres dinheiro? Se não gastasses tanto em cabeleireiros o frigorifico estaria cheio! Eu é que pago a totalidade da prestação da casa! Se não é pouco falta. Devíamos pagar na mesma proporção.




Chega?!?...
Eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu…

Que imagem passamos aos nossos filhos? Claramente a prevalência do egoísmo. E eles aprendem rapidamente.

Torna-se fácil deixar o inimigo entrar através do egoísmo e deste “amor” desmedido ao fruto material do trabalho. O dinheiro é bom e deve ser partilhado comummente e servirá para o bem estar da comunidade. Mas até mesmo o dinheiro deve ser gerido com regras, critério e amor.

Note-se que o rendimento que existe é para todos e não deverá ocorrer destrinça entre o que é “meu” e “teu”. Tudo é de todos. Ponto. Assim, viver-se-á a união.

Na nossa família existe uma única conta.

Em rigor, as dificuldades e os êxitos são de todos. Tudo é para todos.
É assim que aprendemos a viver todos os dias. UNIDOS.
Com ou sem dificuldades mas UNIDOS.

Somos Família, uma Comunidade de Amor em que a interajuda nos fortalece e nos une cada vez mais.

Sobre este tema partilhamos a homília do Papa Francisco “«Idolatria» do dinheiro «destrói»."

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Famílias, ânimo!

O Papa Francisco canonizou ontem no Vaticano os pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto, com exceção dos casos de martírio.
São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) foram proclamados santos durante uma cerimónia que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro.
 São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) 
Francisco disse que os novos santos "viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus".
O Papa canonizou ainda Vincenzo Grossi (Itália, 1845-1917), padre diocesano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, e Maria da Imaculada Conceição (Espanha, 1926-1998), religiosa da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz.
É uma enorme alegria para as famílias cristãs.
Partilhamos novamente o nosso vídeo Católicos e Santos, publicado em 19 de Junho, onde as imagens de São Louis Martin e Santa Zélie Guérin Martin não foram esquecidas. Famílias, ânimo!