Família em Movimento

Família em Movimento

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Casal com contas separadas? Estranho…


Homem e mulher são um só e nada os poderá separar, nem mesmo o dinheiro.

Quando um homem e uma mulher, cada qual o seu trabalho e rendimento, amealham para si próprios, fazem uma insanável distinção entre o que é de um e de outro, sem que se aperceberem que tal é o início de muitas coisas que o tempo trará. A desunião, mais tarde ou cedo, instalar-se-á.

Exemplos? Vamos a isso!


Quem gasta mais dinheiro no talho? E na peixaria? E que culpa tenho eu que ganhes menos? Por que devo pagar mais? Por que devo pagar eu as contas do infantário? Que fizeste ao teu ordenado para a meio do mês não teres dinheiro? Se não gastasses tanto em cabeleireiros o frigorifico estaria cheio! Eu é que pago a totalidade da prestação da casa! Se não é pouco falta. Devíamos pagar na mesma proporção.




Chega?!?...
Eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu… tu… eu…

Que imagem passamos aos nossos filhos? Claramente a prevalência do egoísmo. E eles aprendem rapidamente.

Torna-se fácil deixar o inimigo entrar através do egoísmo e deste “amor” desmedido ao fruto material do trabalho. O dinheiro é bom e deve ser partilhado comummente e servirá para o bem estar da comunidade. Mas até mesmo o dinheiro deve ser gerido com regras, critério e amor.

Note-se que o rendimento que existe é para todos e não deverá ocorrer destrinça entre o que é “meu” e “teu”. Tudo é de todos. Ponto. Assim, viver-se-á a união.

Na nossa família existe uma única conta.

Em rigor, as dificuldades e os êxitos são de todos. Tudo é para todos.
É assim que aprendemos a viver todos os dias. UNIDOS.
Com ou sem dificuldades mas UNIDOS.

Somos Família, uma Comunidade de Amor em que a interajuda nos fortalece e nos une cada vez mais.

Sobre este tema partilhamos a homília do Papa Francisco “«Idolatria» do dinheiro «destrói»."

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Famílias, ânimo!

O Papa Francisco canonizou ontem no Vaticano os pais de Santa Teresinha, primeiro casal a ser canonizado em conjunto, com exceção dos casos de martírio.
São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) foram proclamados santos durante uma cerimónia que reuniu milhares de pessoas na Praça de São Pedro.
 São Louis Martin (1823-1894) e Santa Zélie Guérin Martin (1831-1877) 
Francisco disse que os novos santos "viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus".
O Papa canonizou ainda Vincenzo Grossi (Itália, 1845-1917), padre diocesano, fundador do Instituto das Filhas do Oratório, e Maria da Imaculada Conceição (Espanha, 1926-1998), religiosa da Congregação das Irmãs da Companhia da Cruz.
É uma enorme alegria para as famílias cristãs.
Partilhamos novamente o nosso vídeo Católicos e Santos, publicado em 19 de Junho, onde as imagens de São Louis Martin e Santa Zélie Guérin Martin não foram esquecidas. Famílias, ânimo!

domingo, 18 de outubro de 2015

Diálogo diante do Sacrário



Diálogo no oratório:

- Torna-me parecido com D. Álvaro. Repara, eu disse parecido.

- Não estás a exagerar um bocadinho?

- Não. Tu não o fazes por menos. Pedes-me a santidade...


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Respeitos humanos

Todos temos respeitos humanos. Há sempre um cuidado com os actos que praticamos. 
Todavia – opinamos – deveríamos ser selvaticamente sinceros com a nossa condição cristã, independentemente do local ou ambiente.
Há dias fomos ao restaurante e o pai toma sempe a iniciativa de dar graças. Se o fazemos em casa devemos fazê-lo onde quer que estejamos.
Ainda assim, é factual: após a oração há sempre uns olhares incómodos sobre nós. A seguir ao olhar vêm os comentários velados com um supremo cuidado de não dar nas vistas. Mas nós sabemos que sim…
Os miúdos não reparam. Ainda não têm maturidade para perceber que o que fazem genuinamente é tido por anormal entre a maioria.
Pois bem, fazemo-lo. E fazemo-lo descaradamente. Procuramos não dar graças baixinho e de forma incógnita. Não, fazemos o sinal da cruz sincronizados e rezamos.
É um testemunho e uma presença. Naquela mesa de restaurante está uma família cristã. Ponto.
“Tens-te dado ao trabalho de meditar no absurdo que é deixar de ser católico ao entrar na Universidade ou na Associação profissional, ou na sábia Assembleia, ou no Parlamento, como quem deixa o chapéu à porta?” Caminho, Ponto 353

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Somos donos do critério e da decisão. Sem cedências.


Por mais que fiquemos melindrados e angustiados, nem sempre temos resposta nem capacidade dela.

É impossível combater com as mesmas armas. Não as temos.
É impossível combater com os mesmos meios. Não os temos.
E daí?

É-nos possível, isso sim, fazer bom uso da razão e do critério.
O que vemos e lemos não nos agrada? Sim, há coisas que não nos agradam nada e das quais queremos proteger os filhos.
Há muito da cultura moderna ocidental – a tal cultura dominante – que colide com a nossa maneira de estar e ser, na personalidade que fomentamos diariamente.

E daí? Vamos perder a paz porque não conseguimos mudar o mundo à maneira que o queríamos ver?
De todo. Não devemos perder a paz nem a serenidade nem ter a veleidade de pensarmos que o mundo que queríamos seria perfeito pois não o seria para outros.
Sem prejuízo, somos detentores de inteligência que permite pautar com critério o que queremos e para onde queremos ir.
Isto é válido para todas as circunstâncias e vicissitudes da vida. É válido para quaisquer culturas que nos queiram impor, ainda que de modo velado.
Somos donos do critério e da decisão. Sem cedências.
Bastará firmeza na convicção. Mas para ter firmeza nesta, primeiramente, há que a possuir. A questão, tantas vezes, são as convicções que assumimos.
Não queremos jamais ser canas agitadas pelo vento, pessoas sem critério nem decisão. Não queremos ser mais uns que esgotam os minutos da vida sem uma razão de fundo séria e sem compromissos verdadeiros, ainda que sejamos privados do gozo do que o mundo nos dá de mão estendida. Não queremos ser quem não queremos ser.
Que os nossos filhos tenham sempre a noção de que os pais assumiram na vida e na sua educação uma personalidade vincada e decisiva naquilo que eles mesmos serão.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio, Cântico Negro

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O matrimónio: uma vocação e um caminho divino

Chegarem juntos ao Céu: esse é o anseio que pode impulsionar cada casal.

Sonhar

Sonhar, para um cristão, com a esposa ou com o esposo, é olhá-lo com os olhos de Deus. É contemplar, prolongado no tempo, a realização do projeto que o Senhor tem pensado e quer, para cada um, e para os dois na sua concreta relação matrimonial. É desejar que esses planos divinos se façam realidade na família, nos filhos – se Deus os manda – nos avós e nos amigos que a providência vá colocando para os acompanhar na viajem da vida. É, afinal, ver cada um o outro como o seu particular caminho para o Céu.
O segredo da Família

Cristo fez do matrimónio um caminho divino de santidade, para encontrar Deus no meio das ocupações diárias, da família e do trabalho, para situar a amizade, as alegrias e as penas – porque não há cristianismo sem Cruz – e as mil pequenas coisas do lar ao nível eterno do amor. Eis o segredo do matrimónio e da família. Assim se antecipa a contemplação e o gozo do céu, onde encontraremos a felicidade completa e definitiva.

“Noutros sacramentos a matéria é o pão, é o vinho, é a água… Aqui são os vossos corpos. (…). Vejo o leito conjugal como um altar; está ali a matéria do sacramento” (S. Josemaria Escrivá).

O sacramento do matrimónio não supõe um acrescento externo ao matrimónio natural; a graça sacramental específica informa os cônjuges a partir de dentro e ajuda-os a viver a sua relação com exclusividade, fidelidade e fecundidade.

Os filhos são sempre o melhor “investimento”, e a família a “empresa” mais sólida, a maior e a mais fascinante aventura. Todos contribuem com o seu papel, mas a novela resultante é muito mais interessante do que a soma das histórias singulares, porque Deus atua e faz maravilhas.

Daí a importância de saber compreender – os esposos entre si e os filhos – de aprender a pedir desculpa, de amar – como ensinava S. Josemaría – todos os defeitos mútuos, sempre que não sejam ofensa a Deus 

“Quantas dificuldades na vida do casal se solucionam se arranjamos um espaço de sonho. Se nos detemos e pensamos no cônjuge, na cônjuge. E sonhamos com as bondades que tem, as coisas boas que tem. Por isso é muito importante recuperar o amor através do entusiasmo de todos os dias. Nunca deixem de ser noivos!”.

Cimento do futuro da humanidade

A vida matrimonial e familiar não é instalar-se numa existência segura e cómoda, mas antes dedicar-se um ao outro e dedicar generosamente tempo aos restantes membros da família, começando pela educação dos filhos – o que inclui facilitar a aprendizagem das virtudes e a iniciação na vida cristã – para abrir-se continuamente aos amigos, a outras famílias e, especialmente, aos mais necessitados. Deste modo, mediante a coerência da fé vivida em família, se comunica a boa nova – o Evangelho – de que Cristo continua presente e nos convida a segui-Lo.


O futuro da humanidade passa pela família. “Para as crianças, Jesus é revelado através do pai e da mãe; porque para tanto, cada criança é acima de tudo um filho de Deus, único e irrepetível, com que Deus sonhou em primeiro lugar.” (Familiaris Consortio”).

sábado, 10 de outubro de 2015

Por que não se casam os jovens?

Há dias, em conversa com o meu DE, falávamos sobre o Sínodo da Família.

Há muitos temas que devem ter tratamento por via da reflexão. Um dos temas que seria propício abordar, pensar e extrair conclusões é o facto dos jovens, na sua grande parte, não se casarem.


Quais as razões? Será o não querer assumir responsabilidades? Talvez.


Os jovens que se unem fazem uma vida, em tudo, igual aos casados. 

Se assim é, por que não se casam?

Haverá uma desconfiança do casamento? 

Haverá a moderna conclusão de que será melhor ver se dá para mais tarde, se der, consumar a união com laços mais fortes?



Ainda neste tema surge uma outra questão correlacionada que é o facto dos jovens, cada vez mais, terem poucos filhos ou, tendo-os, tal se materialize bem mais tarde à verificação da união.

Neste campo, ouvimos muitos jovens alegar que primeiro querem viver a vida. Quando assim é procuramos indicar-lhes que o egoísmo se manifesta de muitas maneiras.

Outros, sobre o tema, falam de questões económicas. É verdade que os tempos são difíceis e não vivemos propriamente no norte da Europa. Infelizmente, os jovens encontram dificuldades reais. A conjuntura não lhes é favorável.

Se pensarmos um pouco, existem muitas teorias e teses e a cultura dominante é contrária à constituição tradicional da família.

Há que animar os jovens a assumir no namoro os alicerces de uma casa que se irá construir. 
O casamento é uma casa de construção muito longa.

Há um trabalho enorme a desenvolver nas comunidades cristãs; trabalho esse que não deve ser pontual e casuístico mas permanente.

Que o Sínodo nos traga reflexões oportunas e respostas que se querem urgentes sobre a temática familiar.

Aos jovens que nos lêem dizemos: sejam audazes e construam família através do vosso casamento.
Creiam-nos, é o melhor do mundo.
     

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A vida é curta. Tenha um caso.

Este é um slogan de um site que, aparentemente, está em voga e foi notícia recentemente.

Ora, desengane-se quem pensava que iriamos falar do site. Não opinamos do que desconhecemos. Vamos antes falar do slogan, pois é absolutamente verdadeiro.


A vida é curta. Tenha um caso.

A vida é curta sim e sobra pouco tempo para amar. A vida é curta sim e sobra pouco tempo para estarmos com quem amamos. A vida é curta sim.

Amamos tanto os nossos filhos e os nossos consortes e perdemos tempo, tantas e tantas vezes, com ninharias que nos fazem perder a paz. E esse tempo perdemo-lo em definitivo.


Que saibamos aproveitar ao máximo o tempo que nos é dado, como dádiva sublime e generosa, não desperdiçando um segundo que seja senão para amar e amar muito.

A vida é curta. Tenha um caso.

O slogan mantém-se assertivo. Podia sugerir outras coisas mas não, é assertivo.

Tenha um caso. É o que se pretende. Um só caso e que seja caso sério para toda a vida.

A vida é curta. Tenha um caso. Got it?

S. Josemaria foi canonizado em Roma no dia 6 de Outubro de 2002


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"Deus fala aos Seus filhos"

Há alguns anos atrás uma grande amiga Carmelita ofereceu ao nosso filho mais velho um livro: “Deus fala aos Seus filhos”, da  Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre”.

Este livro é uma pequena Bíblia com textos simples e acessíveis à compreensão das crianças.

 
O livro esteve arrumado na estante durante todos estes anos. Eis que numa das arrumações o tirei para fora da estante e coloquei-o de parte para mais tarde pensar o que fazer com ele.

Não foi necessário muito tempo para este mesmo livro despertar o interesse das meninas. 

Então, pensámos que em conjunto poderíamos ler um capítulo por dia ou sempre que fosse possível, devido à elaboração dos trabalhos de casa (que também fazemos em conjunto).

As meninas ficaram radiantes. “A mãe vai sentar-se connosco a contar-nos histórias!”



Iniciámos então a nossa aventura na leitura.

As princesas do nosso castelo gostam muito destes momentos. Conto-lhes a história, depois conversamos sobre a mesma e a seguir fazemos uma ficha de pintura ou quebra-cabeças alusivos à história que acabaram de ouvir. (Estas fichas encontram-se ao acesso de todos na internet, basta fazer uma pesquisa)

Ontem, a história foi sobre a expulsão de Adão e Eva do paraíso.

A nossa menina do meio que já possui uma capacidade de introspecção maior que a mais pequenina, como é normal, perguntou:

-“ Oh mãe, se eles não tivessem comido aquele fruto da árvore do conhecimento nós ainda vivíamos no paraíso?”

Expliquei-lhe que sim, que o que levou Deus a expulsá-los do paraíso foi a sua desobediência ao que Ele lhes tinha pedido para não fazerem. Como tal, devemos com a nossa vida agradar a Deus. Ou seja, ter intimidade com Deus Pai como tinham inicialmente Adão e Eva, através da oração, buscando em tudo o que fazemos e dizemos a vontade de Deus.

Todavia, tal como a serpente tentou Eva, também hoje somos tentados: a desobedecer aos pais ou aos professores, a não ter uma palavra de simpatia para um(a) amigo(a), a não partilhar os brinquedos ou o material da escola, etc ,etc, etc…

Por fim disse-lhe: “Meu amor é difícil, mas é possível. Pede ajuda a Nossa Senhora. Eu também peço e resulta, vais ver!”

Em Família vamos caminhando para conseguirmos todos juntos voltar a entrar no paraíso de Deus (Céu).

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Quem disse que os fins-de-semana são para descansar?

Fim-de-semana à porta. A Sexta-feira traz-nos aquela sensação psicológica de “descanso”.
Pensamos na pausa do trabalho durantes dois dias que saberão muitíssimo bem. Imagina-se a pausa, a leitura, o passeio, uma ida ao estádio, o visionamento de um filme cómico refastelados no sofá…
Desenganemo-nos. Nada é como pensamos excepto… a sensação irreal que nos assome.
Sem querer detalhar a nossa vida, é importante que o façamos pela rama por via a chegar a uma conclusão.
Já não somos donos do relógio nem do destino. Outrora sim… na inexistência de grandes compromissos e responsabilidades, uma vida a dois geria-se de outra forma.
É aqui que temos noção de que estamos a caminhar, aparentemente, para o derradeiro terço da nossa peregrinação.
Antes era melhor? – Surge a pergunta.


Não, apenas diferente. O fim-de-semana não é mais propriedade nossa, nem o tempo, nem o destino, nem o espaço. Faz parte.
Os filhos crescem e com eles surgem as novidades que outrora assumimos com os nossos próprios pais.
Assim, o Sábado é iniciado cedo. É a hora do desporto, do treino de Krav Maga, da caminhada semanal.

E o regresso a casa faz-se apressadamente porque às 14:30H ruma-se ao clube católico onde o mais velho faz as suas actividades.
Pelo meio aproveita-se o tempo. Não há sofá. Mas há 5 horas a serem preenchidas e, se possível, com critério.
Aproveita-se para fazer uma visita ao oratório e falar com o Ilustre Mestre a quem procuramos, no meio de tantas debilidades, seguir.
Há tempo para ler o jornal Público (o nosso preferido) e ainda fazer a leitura de um livro.
Mas porque o tempo acaba por ser longo, ainda há lugar à Missa vespertina.
Com tudo isto e porque o regresso faz-se pelas 19 Horas, o Sábado está passado.
O Domingo também tem compromissos. A Missa, a catequese, a visita à família.
Sobra a tarde. E aí sim, há lugar ao curto descanso que a semana proporciona.
Em tempos chegou a existir lamentos. Hoje não. O cansaço existe, é um facto. Mas teremos uma eternidade inteira pela frente. Por ora, assume-se a educação e compromisso. Não há lugar a lamentos lamechas mas à proactividade familiar.
Todos os passos contados são em prol de algo maior.
A situação complicar-se-á mais à frente com o crescimento dos outros? É verdade que sim.
Mas aqui, pontualmente, podemos dizer que quem pode o menos pode o mais. É uma inversão que assume propriedade quando muito se quer, quando muito se ama e quando se percebe que a vida mudou.
O tempo em que éramos donos do tempo, do relógio, do destino e do espaço cessou.
Agora somos donos de uma responsabilidade maior que nos foi confiada.
Que saibamos não desiludir Quem a confiou.

domingo, 4 de outubro de 2015

Sínodo da Família

Começa neste Domingo, no Vaticano, o Sínodo da Família.
Estarão reunidos 279 bispos de todo o mundo entre os 360 participantes.

Realce para a situação dos divorciados e a posição face aos homossexuais, que assumirá particular relevo.

No nosso entendimento há mais matéria a ser pensada e estamos crentes que não será descurada. 


Neste século e face à realidade social, mergulhada no relativismo ocidental, o tema da Família carece de novo fôlego.

somos defenores de que os bispos deveriam exortar os párocos diocesanos para que a Família fosse tema permanente e cuidado ao longo do ano e não somente quando o calendário litúrgico ou os evangelhos de Domingo o lembram.


Hoje, na minha paróquia, face ao Evangelho deste Domingo, falou-se da Família. 
Não vamos tecer considerandos se foi tratado pela rama, se poderia ser mais abrangente... isso fica ao cuidado da reflexão pessoal. Importa, isso sim, dizer que hoje falou-se da Família. Em boa hora!

Regressando ao Sínodo e pese embora o tema deva ser aprofundado na sua amplitude, há dois temas que a comunicação social insiste: a situação dos divorciados e a posição da Igreja face aos homossexuais.

A mesma comunicação social diz que os bispos encontram-se divididos. De um lado, os sectores reformistas e do outro, os conservadores.

O Papa - e bem - não pretende que a reunião magna fique refém destes dois temas mas eles, necessáriamente, serão discutidos. Conciliar posições parece ser a parte mais difícil.

Sem abrir a porta à revisão doutrinária, o Papa reafirmou no regresso dos EUA que defende uma atitude pastoral que seja inclusiva. Todavia, se os reformistas aplaudem a possibilidade de aggiornamento, os conservadores denunciam o que dizer ser uma cedência ao relativismo moral das sociedades ocidentais.

Não são apenas os bispos que se encontram divididos. Aqui e ali vamos percebendo a existência de tiques reformistas ou conservadores nos próprios sacerdotes e, naturalmente, nos leigos.
Também nós temos uma posição assumida face à controvérisia. 

Do Sínodo, que se prolonga até dia 25, sairá um relatório. 
O Papa comunicará na exortação apostólica da Primavera.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Livro electrónico: Catequeses sobre a família (Vol III)

O Opus Dei disponibilizou, em formato electrónico, o primeiro volume de um livro que juntará os discursos do Papa Francisco sobre o tema da FAMÍLIA nas audiências semanais de quarta-feira.


Para aceder à página do site do Opus Dei para fazer download do terceiro volume das Catequeses sobre a Família basta clicar AQUI.

 À medida que foram publicados mais volumes destas catequeses publicaremos no blogue FEM.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mimar a Família

Nem mimados ao ponto de ficarem palermas nem sem mimo ao ponto de serem tristes e insensíveis.

Não fora de contexto que se diz “estragar com mimos”. O mimo em excesso estraga a personalidade, quando não são colocados limites e regras. O mimo terá sempre de ser dado com a mesma conta, peso e medida das regras e dos limites. Pois, se tal não acontecer corre-se o risco de não os preparar para a vida. Ao mínimo “não” dá-se uma queda violenta.


Note-se que não é por dizer sempre “sim” a um filho que se demonstra mais amor por ele. Ser pai e mãe implica responsabilizá-los mimando-os.

Excesso de mimo traz a insubordinação. É bom notar.

Mas a inexistência de mimo também não é boa. Pelo contrário. Uma criança que não receba mimo é triste, não tem autoestima.


E quem fala das crianças, fala dos adultos. É tão bom dar e receber mimos.

Num destes dias a benjamim dizia:
- “Pai, sabes que quando eu morrer vou para o céu?”.

Aquela certeza comoveu-me. “É verdade, nem sempre te terei comigo” – pensei.

A jornada peregrina é tão curta que não nos sobra tempo para deixar de fazer o que devemos. Devemos aproveitar cada momento, cada instante. Ninguém sabe o dia e a hora. Pode ser hoje. Amanhã. Daqui a uns anos. Que não percamos tempo em ninharias e aproveitemo-lo para amar, amar muito.

Há muitas formas de mimar. Um doce, uma ternura, um SMS, uma palavra, um gesto. Às vezes, uma atenção, um pormenor.

É um momento? É.

Mas é um momento que repetido muitas vezes torna-nos mais humanos e sobrenaturais.

Quando, de manhã, compro aquele bolo em concreto para ti… bem sabes que naquele momento te lembrei. E quando vos levo as gomas… de vós me recordei.
Quando vos dou afecto, um sorriso, um abraço… deixo-me invadir pela maior nobreza do coração, que é amar.

Devemos mimar a nossa família sim. Mimá-la com critério definido, sabendo o que temos e para onde queremos caminhar.

Findo. Quando estamos mais vazios, mais frios, recordemos a morte. Já o escrevi antes. Lembrar a morte humaniza-nos. “Nem sempre te terei comigo”.

Resta-nos amar e amar muito e procurar o caminho que nos conduzirá ao Céu. É para aí que quero ir. E é para aí que vos quero levar a todos. Que me queiram assim também. 

Citando o meu querido Padre António Barbosa, “estar na terra com os olhos postos no Céu."

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Encontro de Famílias

Este fim-de-semana conhecemos pessoalmente alguns Bloggers que partilham, como nós, o gosto de defender a Família.
Participámos num encontro das Famílias de Caná que foi bastante proveitoso e simpático. Foi um dia de convívio e partilha. Foi um encontro de famílias numerosas católicas. Adultos e crianças.
Foi bom conhecer a Família Power, a Família Almeida, a Olívia e o Álvaro, a Mimi. 
Temos certeza que, ainda que não saibamos quando nos voltaremos a encontrar, temos amigos nestas pessoas que até aqui apenas conhecíamos dos blogues.
Não vivendo a espiritualidade das Famílias de Caná, temos a maior simpatia, respeito, carinho e consideração pelo trabalho que desenvolvem e pela vida interior que vivem.
E porque a inversa também é verdadeira, sabemos que o mesmo se passa em relação a nós e à nossa espiritualidade.
Tomara que através das famílias que se dedicam ao apostolado e proselitismo – ou missão, como escreveu muito bem a Teresa Power – possam outras famílias beber, aprender e crescer.
É possível ser feliz? É! Absolutamente!
Que os testemunho que damos pessoalmente ou por esta via possa encontrar identidade noutras pessoas e mereça uma reflexão séria sobre a alegria e responsabilidade de viver em Família.