Família em Movimento

Família em Movimento

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Quem disse que os fins-de-semana são para descansar?

Fim-de-semana à porta. A Sexta-feira traz-nos aquela sensação psicológica de “descanso”.
Pensamos na pausa do trabalho durantes dois dias que saberão muitíssimo bem. Imagina-se a pausa, a leitura, o passeio, uma ida ao estádio, o visionamento de um filme cómico refastelados no sofá…
Desenganemo-nos. Nada é como pensamos excepto… a sensação irreal que nos assome.
Sem querer detalhar a nossa vida, é importante que o façamos pela rama por via a chegar a uma conclusão.
Já não somos donos do relógio nem do destino. Outrora sim… na inexistência de grandes compromissos e responsabilidades, uma vida a dois geria-se de outra forma.
É aqui que temos noção de que estamos a caminhar, aparentemente, para o derradeiro terço da nossa peregrinação.
Antes era melhor? – Surge a pergunta.


Não, apenas diferente. O fim-de-semana não é mais propriedade nossa, nem o tempo, nem o destino, nem o espaço. Faz parte.
Os filhos crescem e com eles surgem as novidades que outrora assumimos com os nossos próprios pais.
Assim, o Sábado é iniciado cedo. É a hora do desporto, do treino de Krav Maga, da caminhada semanal.

E o regresso a casa faz-se apressadamente porque às 14:30H ruma-se ao clube católico onde o mais velho faz as suas actividades.
Pelo meio aproveita-se o tempo. Não há sofá. Mas há 5 horas a serem preenchidas e, se possível, com critério.
Aproveita-se para fazer uma visita ao oratório e falar com o Ilustre Mestre a quem procuramos, no meio de tantas debilidades, seguir.
Há tempo para ler o jornal Público (o nosso preferido) e ainda fazer a leitura de um livro.
Mas porque o tempo acaba por ser longo, ainda há lugar à Missa vespertina.
Com tudo isto e porque o regresso faz-se pelas 19 Horas, o Sábado está passado.
O Domingo também tem compromissos. A Missa, a catequese, a visita à família.
Sobra a tarde. E aí sim, há lugar ao curto descanso que a semana proporciona.
Em tempos chegou a existir lamentos. Hoje não. O cansaço existe, é um facto. Mas teremos uma eternidade inteira pela frente. Por ora, assume-se a educação e compromisso. Não há lugar a lamentos lamechas mas à proactividade familiar.
Todos os passos contados são em prol de algo maior.
A situação complicar-se-á mais à frente com o crescimento dos outros? É verdade que sim.
Mas aqui, pontualmente, podemos dizer que quem pode o menos pode o mais. É uma inversão que assume propriedade quando muito se quer, quando muito se ama e quando se percebe que a vida mudou.
O tempo em que éramos donos do tempo, do relógio, do destino e do espaço cessou.
Agora somos donos de uma responsabilidade maior que nos foi confiada.
Que saibamos não desiludir Quem a confiou.

domingo, 4 de outubro de 2015

Sínodo da Família

Começa neste Domingo, no Vaticano, o Sínodo da Família.
Estarão reunidos 279 bispos de todo o mundo entre os 360 participantes.

Realce para a situação dos divorciados e a posição face aos homossexuais, que assumirá particular relevo.

No nosso entendimento há mais matéria a ser pensada e estamos crentes que não será descurada. 


Neste século e face à realidade social, mergulhada no relativismo ocidental, o tema da Família carece de novo fôlego.

somos defenores de que os bispos deveriam exortar os párocos diocesanos para que a Família fosse tema permanente e cuidado ao longo do ano e não somente quando o calendário litúrgico ou os evangelhos de Domingo o lembram.


Hoje, na minha paróquia, face ao Evangelho deste Domingo, falou-se da Família. 
Não vamos tecer considerandos se foi tratado pela rama, se poderia ser mais abrangente... isso fica ao cuidado da reflexão pessoal. Importa, isso sim, dizer que hoje falou-se da Família. Em boa hora!

Regressando ao Sínodo e pese embora o tema deva ser aprofundado na sua amplitude, há dois temas que a comunicação social insiste: a situação dos divorciados e a posição da Igreja face aos homossexuais.

A mesma comunicação social diz que os bispos encontram-se divididos. De um lado, os sectores reformistas e do outro, os conservadores.

O Papa - e bem - não pretende que a reunião magna fique refém destes dois temas mas eles, necessáriamente, serão discutidos. Conciliar posições parece ser a parte mais difícil.

Sem abrir a porta à revisão doutrinária, o Papa reafirmou no regresso dos EUA que defende uma atitude pastoral que seja inclusiva. Todavia, se os reformistas aplaudem a possibilidade de aggiornamento, os conservadores denunciam o que dizer ser uma cedência ao relativismo moral das sociedades ocidentais.

Não são apenas os bispos que se encontram divididos. Aqui e ali vamos percebendo a existência de tiques reformistas ou conservadores nos próprios sacerdotes e, naturalmente, nos leigos.
Também nós temos uma posição assumida face à controvérisia. 

Do Sínodo, que se prolonga até dia 25, sairá um relatório. 
O Papa comunicará na exortação apostólica da Primavera.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Livro electrónico: Catequeses sobre a família (Vol III)

O Opus Dei disponibilizou, em formato electrónico, o primeiro volume de um livro que juntará os discursos do Papa Francisco sobre o tema da FAMÍLIA nas audiências semanais de quarta-feira.


Para aceder à página do site do Opus Dei para fazer download do terceiro volume das Catequeses sobre a Família basta clicar AQUI.

 À medida que foram publicados mais volumes destas catequeses publicaremos no blogue FEM.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Mimar a Família

Nem mimados ao ponto de ficarem palermas nem sem mimo ao ponto de serem tristes e insensíveis.

Não fora de contexto que se diz “estragar com mimos”. O mimo em excesso estraga a personalidade, quando não são colocados limites e regras. O mimo terá sempre de ser dado com a mesma conta, peso e medida das regras e dos limites. Pois, se tal não acontecer corre-se o risco de não os preparar para a vida. Ao mínimo “não” dá-se uma queda violenta.


Note-se que não é por dizer sempre “sim” a um filho que se demonstra mais amor por ele. Ser pai e mãe implica responsabilizá-los mimando-os.

Excesso de mimo traz a insubordinação. É bom notar.

Mas a inexistência de mimo também não é boa. Pelo contrário. Uma criança que não receba mimo é triste, não tem autoestima.


E quem fala das crianças, fala dos adultos. É tão bom dar e receber mimos.

Num destes dias a benjamim dizia:
- “Pai, sabes que quando eu morrer vou para o céu?”.

Aquela certeza comoveu-me. “É verdade, nem sempre te terei comigo” – pensei.

A jornada peregrina é tão curta que não nos sobra tempo para deixar de fazer o que devemos. Devemos aproveitar cada momento, cada instante. Ninguém sabe o dia e a hora. Pode ser hoje. Amanhã. Daqui a uns anos. Que não percamos tempo em ninharias e aproveitemo-lo para amar, amar muito.

Há muitas formas de mimar. Um doce, uma ternura, um SMS, uma palavra, um gesto. Às vezes, uma atenção, um pormenor.

É um momento? É.

Mas é um momento que repetido muitas vezes torna-nos mais humanos e sobrenaturais.

Quando, de manhã, compro aquele bolo em concreto para ti… bem sabes que naquele momento te lembrei. E quando vos levo as gomas… de vós me recordei.
Quando vos dou afecto, um sorriso, um abraço… deixo-me invadir pela maior nobreza do coração, que é amar.

Devemos mimar a nossa família sim. Mimá-la com critério definido, sabendo o que temos e para onde queremos caminhar.

Findo. Quando estamos mais vazios, mais frios, recordemos a morte. Já o escrevi antes. Lembrar a morte humaniza-nos. “Nem sempre te terei comigo”.

Resta-nos amar e amar muito e procurar o caminho que nos conduzirá ao Céu. É para aí que quero ir. E é para aí que vos quero levar a todos. Que me queiram assim também. 

Citando o meu querido Padre António Barbosa, “estar na terra com os olhos postos no Céu."

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Encontro de Famílias

Este fim-de-semana conhecemos pessoalmente alguns Bloggers que partilham, como nós, o gosto de defender a Família.
Participámos num encontro das Famílias de Caná que foi bastante proveitoso e simpático. Foi um dia de convívio e partilha. Foi um encontro de famílias numerosas católicas. Adultos e crianças.
Foi bom conhecer a Família Power, a Família Almeida, a Olívia e o Álvaro, a Mimi. 
Temos certeza que, ainda que não saibamos quando nos voltaremos a encontrar, temos amigos nestas pessoas que até aqui apenas conhecíamos dos blogues.
Não vivendo a espiritualidade das Famílias de Caná, temos a maior simpatia, respeito, carinho e consideração pelo trabalho que desenvolvem e pela vida interior que vivem.
E porque a inversa também é verdadeira, sabemos que o mesmo se passa em relação a nós e à nossa espiritualidade.
Tomara que através das famílias que se dedicam ao apostolado e proselitismo – ou missão, como escreveu muito bem a Teresa Power – possam outras famílias beber, aprender e crescer.
É possível ser feliz? É! Absolutamente!
Que os testemunho que damos pessoalmente ou por esta via possa encontrar identidade noutras pessoas e mereça uma reflexão séria sobre a alegria e responsabilidade de viver em Família.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Viva a Família

No passado Domingo, aquando do acordar das meninas, entro no seu quarto e deparo-me com uma surpresa escrita no quadro de giz.


Fiquei tão feliz que chamei o pai para ver também o que eu acabara de ver. Olhámos um para o outro e esboçámos um sorriso!


A nossa filhota do meio tinha escrito no seu quadro de giz “Viva a Família”, desenhando a nossa cruz - que todos trazemos ao peito  que simboliza “Em Família, uma só alma e um só coração para Deus”, bem como o número de elementos da nossa Família “5”.



Claro que a mais nova vendo a importância que nós pais estávamos a dar ao desenho da irmã e querendo também um pouco de atenção disse logo:

- O 5 são os meus anos!

A mana do meio olhou para nós e sorriu, consentindo a proposta da benjamim.

Ficámos felizes porque sentimos que esta era uma forma clara de a nossa menina expressar a sua felicidade e contentamento pela nossa Família.
Este sentido de pertença, de união, de amor…  É tão bom viver a Família!

Em tempos, escrevi uma frase num trabalho da escola das meninas alusiva ao Dia da Família, que me parece oportuna partilhar:

“Família são elos de uma corrente que NUNCA se partem!”

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Saxum!

Era de madrugada quando o nosso acordar se deu. Não havia barulho algum excepto o respirar de alguém. Como é curioso estarmos despertos para qualquer sinal por mais leve que seja.

A mãe olhou para a porta do quarto e apresentava-se a filhota mais nova que prontamente disse:


- “Tenho medo. Está escuro. A luz está apagada.”

Pobrezinha. Tão vulnerável. A decisão foi imediata. 

- “ Anda cá”. 

A pequenita veio e sentiu o conforto da proximidade dos pais. O medo dissipara-se.

É tremendo perceber quanta segurança sentem os filhos nos pais. Somos rochas firmes, portos seguros. Saxum!


Fazendo um paralelismo, há tantas situações em que somos nós quem veste a pele do filho medroso. E aí, tal como nesta pequena estória comum, abandonamo-nos nos braços firmes e vigorosos do nosso Pai.

Perdemos tanto tempo em ninharias que não paramos para pensar no significado das coisas. Parecem-nos tão pequenas e comuns que não damos conta do nosso real papel de pais e educadores.

É nesta segurança familiar que eles crescem e é esta segurança e vivência que os tornará adultos equilibrados porque – estamos convencidos – todas as crianças muito amadas, educadas, seguras e com um crescimento sustentado numa base familiar sã e feliz tornar-se-ão adultos responsáveis, sensíveis, criteriosos e com valores. 

Estaremos errados? Não nos parece.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015


"Jesus dá início aos Seus milagres numa festa de casamento. 
Ensina-nos assim que a obra-prima da sociedade é a família: 
o homem e a mulher que se amam.
 Esta é a obra-prima!"

Papa Francisco, Audiência Geral, 29 de Abril de 2015

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Renúncias e Orçamento familiar


Como coexistir um orçamento familiar de uma família numerosa com a prática de piedade que se concretiza na ajuda material?

Podemos pensar que numa família – numerosa ou não – e de acordo com o rendimento disponível é praticamente impossível dispor de um montante para ajudar pessoas e/ou instituições.
Mas não é bem assim. Na realidade, podemos fazer muito com pouco.

Existem práticas de piedade que estão condicionadas ao rendimento disponível. É suposto que quem tem maior rendimento possa dispor de mais para ajudar. Quem tem menor rendimento também o pode fazer na proporção e no intuito que se predispõe fazer.

É consabido que devemos fazer um orçamento familiar mensal para não sermos apanhados desprevenidos. 

É consabido que devemos acautelar as despesas correntes e atender às necessidades do nosso agregado.

Mas como é possível fazer muito com pouco, é possível às famílias com menor rendimento disponível cooperarem com os outros. Tal pode ser feito através de renúncias.

Na nossa família, que é numerosa, atendemos a este critério e fazemos o seguinte: por cada privação (que tem um custo associado), alocamos o valor para uma caixa por via a realizarmos esta prática de piedade.

Um exemplo prático. É normal apetecer beber um café de manhã ou quiçá comer um bolo. Uma mortificação não nos faz mal algum e a renúncia faz-nos crescer. O custo que se teria com a despesa é pois alocado para a prática de piedade. Anotamos e no fim do dia colocamos na caixa o valor correspondente à privação. No caso do exemplo dado a renúncia do café e bolo seria sensivelmente no valor de € 1,40.
Se multiplicarmos estes pequenos valores e/ou outros oriundos da nossa privação por 30 dias do mês… teremos uma simpática quantia para ofertar.
No final do mês o que a caixa contiver é dado.

É pouco? Não. Tem a grandeza da renúncia, sacrifício e privação.

Conheceis a história da “oferta da viúva pobre”?

Lucas 21, 1-4.
“Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas.
Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre.
E disse: "Afirmo que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros.
Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver".”

O importante aos olhos de Deus é o amor com que se faz a renúncia, o sacrifício… dar tudo o que para nós é importante educa a alma e aproxima-nos do Pai.

Deixamos a sugestão. Não colide com o orçamento familiar. Como se prova, do pouco pode fazer-se muito

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Setembro trouxe novas rotinas à família



Ontem arrancou mais um ano lectivo. Foi dia de ir à escola só de manhã.


A nossa menina do meio ia cheia de saudades e vontade de rever os amigos e ainda com uma responsabilidade acrescida de “espreitar” a mana mais nova que ontem iniciou o pré-escolar na escola pública.



A manhã correu muito bem. Quando as fui buscar ao meio dia já a pequenina espreitava à porta para ver se me via chegar.

Ao avistar-me correu de braços abertos e saltou para o meu colo, deu-me um abraço apertado e disse-me “ tive tantas saudades tuas”. Soube-me tão bem aquele abraço… é que na verdade eu também tinha tido tantas saudades delas!

Depois foi tempo de regressar a casa e ouvir as novidades de uma manhã emocionante na escola!

Hoje já é a “sério”! Das 9h da manhã às 15h30m da tarde.
De manhã prepararam-se os lanches, os pequenos-almoços… E depois de lavados e vestidos é tempo de rumar à escola!

O mais velho sai cedo com o pai, que o deixa na escola antes de ir para o trabalho. As meninas saem com a mãe um pouco mais tarde.

E o silêncio instala-se na nossa casa! Que falta faz o barulho dos nossos filhos sempre a solicitar a nossa atenção.

As crianças adaptam-se à escola e a mãe ao silêncio da casa.

A esta altura, sai do forno um cheirinho maravilhoso de bolo de maçã e canela que fiz para quando os filhotes regressem da escola!
E para mais logo com o pai, a seguir ao jantar, bebermos juntos um cafezinho!

Que bom é ter a mãe em casa!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Your baby… or your life

Depois de nos comovermos com a história e testemunho de Chiara Corbella Petrillo, eis que o mundo conhece mais um testemunho absolutamente comovente.


Tasha decidiu não se submeter a tratamentos de quimioterapia e continuar a gravidez, mesmo que isso lhe custe a vida.

Os médicos deram-lhe a escolher: ou se submetia à quimio e perdia o bebé...


...ou continuava a gravidez e sacrificava a vida pela do filho.

Tasha escolheu o bebé.

Tasha e o marido, Jon
«Sei o quão perigosa a minha decisão é (…) mas conforta-me saber que, quando morrer, vou deixar uma pequena parte de mim ao meu marido. Sentir o bebé a crescer dentro de mim dá-me a força que preciso. Mal posso esperar por lhe dar o primeiro abraço. É nisso que estou concentrada», contou Tasha ao Daily Mail.
Rezaremos por Tasha, Jon e o bebé.

domingo, 20 de setembro de 2015

A primeira comunhão, as App e as listas

Hoje foi dado o pontapé de saída para mais um ano de catequese. Ainda que tenha sido informal, foi realizada uma reunião com as datas importantes do ano que se presta a iniciar.

Falta pouco, muito pouco, para a primeira comunhão da nossa filhota do meio.

Há pouco perguntou: “Pai, tenho pensado nisto… a que saberá a hóstia?
A mãe respondeu lembrar-se do sabor da hóstia quando fez há muitos anos atrás a primeira comunhão: nada mais, nada menos que… bola de Berlim! UAU!


O pai tomou a palavra e explicou o mais importante na primeira de muitas comunhões. Mas entende-se muito bem esta expectativa de quem se aproxima de mais um novo sacramento, nomeadamente a sagrada comunhão. 

É tão normal e legítimo que nesta tenra idade se procure adivinhar o sabor das coisas. Mas também é importante fazer compreender, em linguagem acessível e adequada, o que realmente importa, o que é essencial e acessório.

A filhota está motivadíssima. Gosta muito da catequista que é proactiva e meiga para os miúdos, cativando-os. Está muito bem entregue. 


A par, há hoje como ontem muito trabalhinho feito em casa. É em casa que se educa. A catequese complementa.

Escrevemos igualmente sobre as App. Os telemóveis são parte integrante das nossas vidas neste século. A sua função não é mais limitada aos telefonemas em si. Não, eles carregam imensos conteúdos.

Existem App muitíssimo boas e que nos ajudam a manter ordem na nossa vida cristã. Usamos uma que nos recorda com sons de alerta que “é hora de…”. Pode ser hora de oferecer as obras do dia, de leitura do Novo Testamento, da oração da manhã, do Ângelus, da leitura espiritual, do Terço, de colocarmos a água benta, etc. 

A app também oferece vídeos e links de meditação diária. Usamos uma App que nos auxilia ao longo do dia e na qual marcamos o que fazemos.

É uma App tão boa que nos permite ir além do seu conteúdo. Isto é, podemos fazer os nossos escritos, as nossa orações (ainda ontem à noite foram colocadas várias em latim) e… as listas.

Há dias pensou-se em criar listas. Listas de pessoas por quem devemos rezar por esta ou outra razão, pessoas que se confiam à nossa oração, pessoas que nos são próximas, pessoas que trabalham connosco, pessoas que procuramos aproximar dos meios de formação e, também importante, uma lista de pessoas que já nos deixaram. É tão bom lembrar os nossos e lembrar as pessoas simpáticas e boas com as quais tivemos a dita de nos cruzar ao longo da vida. 

Alguém rezará por elas? Não sabemos. Mas nós queremos fazê-lo. Para que ninguém fique fora do esquecimento criámos pois as listas que aumentam diariamente.

Por falar naquela última lista e para concluir esta reflexão que partilhamos, é muito importante rezar pelas benditas almas que estão no purgatório. Além de rezarmos por elas, podemos oferecer os nossos terços e as missas em que estamos presentes. 

Podemos ajudar estas almas e elas, porque delas nos lembramos, poderão ser fortíssimas aliadas na nossa jornada peregrina. É bom, muito bom, ter uma rectaguarda forte. As almas do purgatório, os Santos a quem nos confiamos e que por nós intercedem, a oração dos nossos irmãos, a ajuda sempre fiel e presente dos nossos anjos da Guarda e a protecção poderosíssima de Nossa Senhora constituem um braço armado muitíssimo poderoso que nos guarda individualmente e à nossa família.

Partilhamos no fim do texto um documento em pdf que encontrámos ontem na net. Inúmeras orações que nos auxiliam a ter - em conjunto com a App - uma vida interior assídua. 
Pode ser encontrado aqui.      

sábado, 19 de setembro de 2015

Rumo ao Carmelo de São José em Fátima

As nossas queridas Irmãs Carmelitas de Fátima aceitaram o nosso pedido e os "Santos para brincar" (Carmelitas), feitos pela FEM, estarão à venda no Carmelo de São José em Fátima, junto com os trabalhos efectuados pelas Irmãs.
Bem-hajam

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ler +


- Que erros neste e-mail! Tens lido? (pergunta de retórica…)
- Não, pai.
- É notório. Muito bem, vamos estabelecer um plano de grupo.

E assim foi. Já lá vamos.

Temos por certo que as crianças bebem dos exemplos dos pais. Mas… nem sempre é uma evidência. Pensamos que o gosto pela leitura depende de criança para criança. Há crianças que gostam e outras que evitam.

Ainda assim, mesmo as que não são adeptas de ler, ganham mais se virem os pais a fazê-lo.

Nós, por cá, gostamos de ler. E lemos.


Em casal lemos três livros em simultâneo: Esposos e Santos de Ludmila e stanislaw Grygiel, Nascemos e Jamais Morreremos – Chiara Corbella Petrillo, de Simone Troisi e Cristiana Paccini e José, O esposo de Maria de M. Fernando Silva.

Individualmente lemos ainda outros livros. O marido está a ler Saxum de John F. Coverdale e a esposa Amigos de Deus, de Josemaria Escrivá.
Ao fim de semana compramos sempre o jornal Público. Temos este gosto de ler e sentir o cheiro do papel do jornal.

Todavia e apesar de nós pais termos este gosto, os nossos filhos têm alguma relutância em ler.

Como tal, propusemos um plano de leitura para cada um e eles aceitaram o desafio.

Assim, o mais velho está a ler “O oráculo do velho mandarim” de Mafalda Moutinho; a do meio “Uma aventura nas férias do Natal” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, e a mais nova como também não quis ficar de fora escolheu “Uma aventura em viagem”, porque o livro é cor-de-rosa (é um bom critério!).

Claro que esta ainda não sabe ler, mas quando os irmãos estão dedicados à leitura ela faz exactamente o mesmo. E até parece que sabe ler!

O nosso plano de leitura consiste em ler um capítulo por dia do livro escolhido e posteriormente escrever o resumo desse mesmo capítulo, bem como procurar no dicionário palavras que não conheçam.

Resultou, os três estão empenhados.

Acreditamos que inicialmente o façam por compromisso e obrigação. Contudo, contudo cremos que ganharão gosto pela leitura.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Devemos partilhar com os filhos?


No seio da família deverão os problemas serem partilhados com os filhos?
Há quem pense que sim e quem pense que não.

Na nossa família pensamos que sim.

Entendemos que os filhos não devem ignorar a realidade. Não há uma realidade dos pais e uma realidade dos filhos. 

Há uma única realidade: a da Família.

Por outro lado, confiamos a totalidade da nossa vida e das suas vicissitudes ao Senhor da Vida. Tantas e tantas vezes pedimos aos filhos que rezem pelos pais, que rezem pelos familiares doentes, que rezem por outras intenções.



Por que razão? Por um lado abrem-se à vida interior desde pequenos; por outro, sabemos dos Evangelhos que Jesus amava muito as crianças sendo estas as predilectas do Seu coração. Aliás, recomendava aos adultos a serem como crianças.

Temos a noção clara que as orações feitas pelas crianças são muito queridas e muito atendidas, nomeadamente quando Jesus percebe serem feitas por crianças que têm relação diária com ele, intimidade.

A nossa família assenta em cada membro que integra. Assumimos que entre muros não podem haver segredos. Incentivamos à partilha. Vivemos e saboreamos as coisas boas como nos unimos nas más.

O cuidado que temos é a forma como partilhamos. Não podemos falar com a mais nova como falamos com o mais velho. Não há uma receita ou modelo generalizado. Não. Há que saber como falar de tudo na linguagem e grau de cada um. No fim, todos ficam com o sentido da realidade.

Quando pedimos aos nossos filhos que rezem por esta ou por aquela intenção sabemos à partida que os mais velhos talvez oferecerão uma dezena e a mais pequena uma Avé-Maria. Não está em causa a quantidade das orações mas a intenção com que as fazem. Decerto com os seus corações simples agradarão a Jesus e a Maria.

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