Família em Movimento

Família em Movimento

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tenta mais forte que a tua melhor desculpa


O inimigo ladra mas não morde excepto… se nos aproximarmos excessivamente.

O inimigo ronda-nos todos os dias. É sugestivo. Inclina ou procura inclinar-nos. É apelativo. Por vezes monta esquemas velados.

Das duas, uma: ou temos discernimento para o perceber ou embarcamos acreditando que o caminho sugerido mentalmente apenas é fruto da nossa razão.

Uma pequena estória para ilustrar o que se escreve. Hoje, Quarta-Feira, tenho uma recolecção.

Há dias descreveram as recolecções como algo tão parecido quanto o que Jesus fazia aos seus, quando os reunia, quando os chamava aparte, quando os convocava para fora das multidões, para fora do ruído. Uma espécie de “agora, nós.”


As recolecções são esse encontro onde fugimos do ruído que nos rodeia e estamos diante do sacrário e o sacerdote nos fala sobre o tema ou temas escolhidos para o efeito.

No Sábado o entusiasmo era tal que convidei um amigo para me acompanhar. Lembro de lhe dizer “anda daí, faz bem parar e meditar e viremos com as energias renovadas”.

Até aqui, nada de extraordinário. Mas o inimigo vê. E começa a pensar num esquema.

O primeiro foi o futebol. A sugestão que me foi dada foi a seguinte: Quarta-Feira é dia de Champions League. Bons jogos.
A recolecção tinha de ser marcada para dia de Champions? Para o mês que vem há outra.
Tudo era sugestivo. Imaginei-me no sofá a ver um bom jogo de futebol.
Mas… não. Recusei. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Não misturemos. Se quiser puxo o jogo para trás através do comando e vejo-o mais tarde ou até no dia seguinte. 
Vou à recolecção!!

Ora, o inimigo havia perdido a primeira batalha. Vencido? Nem por sombras.

Hoje antes das sete horas da manhã ocorreu-me mais uma sugestão. Está vento forte e chove à farta. Logo à noite deve estar ainda pior.
Vou sair com vento e chuva e chegar a casa às quinhentas?
Fica em casa sossegadinho que o tempo está mau e vê a Champions.

Caramba! A desmotivação começava às 07:00H e a recolecção ocorrerá às 21:30H. Que subtileza. O primeiro pensamento do dia. O tempo era o pretexto para dar uma balda.
Percebi então que o inimigo não havia desistido de me demover. Sorri. E ele detesta quando sorrimos ou rimos dele.
Que se lixe o tempo. Vou à recolecção!!

Dois zero! Mais tentativas e arrisca goleada…

Concluímos que tudo o que escrevemos e fazemos em família fica tão fácil de desmontar.
A grande dificuldade que encontramos é construir. Todas as catedrais foram construídas tijolo após tijolo, um após o outro. Assim são as famílias. A educação que damos aos nossos filhos, as ideias que cimentam o nosso caminho, as opções livres que tomamos, entre outras.
Custa a construir mas dará frutos.
E tudo quanto construímos está a um simples clique de ser destruído.
As sugestões são inúmeras e apelativas.

O inimigo é como um cão preso a uma corrente. Ladra. Todavia, apenas morde se nos aproximarmos excessivamente. Tenhamos a capacidade de perceber o que nos é sugestionado e meditemos a origem e a razão da sugestão.

As famílias estão muito expostas. E muitas encontram-se vulneráveis. O inimigo ladra e faz-se ouvir. Cuidado. Não se estique demasiado a mão.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Uma casa arrumada significa ordem que conduz à eficácia

Uma casa arrumada significa existência de ordem e esta conduz à eficácia.

Consideremos duas ordens diferentes de "casa". Consideremos a nossa casa morada de família, por um lado. E consideremos a nossa casa interior, por outro.

Se ambas estiverem arrumadas será muito bom sinal.

A casa que habitamos deve ser espelho da ordem da nossa vida interior. Uma pessoa arrumadinha por dentro, em regra, gosta de ver o exterior ordenado. Nada fora do sítio e cada coisa a ocupar o seu lugar devido.

Esta arrumação das "casas" é, no nosso entendimento, excelente testemunho e tremendo sentido de educação cristã.

Escrevemos este texto para partilhar um déja vu que nos fez sorrir. 


Há dias, conforme anteriormente partilhado, fomos à paróquia do Monte de Caparica assistir à missa vespertina com o Padre Joaquim Pedro Quintella.

Este sacerdote é o sacerdote da minha conversão.

Há mais de vinte anos atrás lembro-o activo e com a suprema preocupação de manter as casas interiores dos adolescentes em ordem. 
Lembro-o agarrar com a sua mão o meu pescoço e dizer "anda daí". O "anda daí" significava um passeio a pé junto do rio para me confessar. Era assim comigo e com muitos outros jovens.

Outras vezes e do nada soltava: "Cavaco, já te confessaste?". Oppsss... não dava espaço. Não havia possibilidade. Era uma espécie de "entrada a pés juntos", conforme se diz na gíria futebolística. Eramos parados literalmente e não havia como lhe dizer não. Ainda bem que assim era.

Nas homilias era frequente apelar ao sacramento da reconciliação.

Antes da comunhão era frequente lembrar à assembleia quem estava em condições de comungar e, mais importante, dizer expressamente quem não estava.

Alto e de batina, magro e com um sentido de humor refinado foi o Padre a quem devo ser cristão.

Ora, nesta última missa fomos comungar. Eu e a minha mulher. No fim da eucaristia e depois de se desparamentar, veio cumprimentar-nos ao átrio da igreja.

Antes de qualquer conversa, rematou: "Cavaco, os teus filhos não têm a primeira comunhão?"
Respondi: "O mais velho sim mas na semana passada não foi à missa por ter estado em casa de familiar pelo que esta semana não comungou."

O Padre Pedro ouviu e rapidamente disse ao nosso filho: "Rapaz, queres confessar-te?"

Eu e a minha mulher sorrimos. Ei-lo vinte anos depois com a mesma postura, a mesma preocupação, o mesmo sentido do céu, o mesmo anseio de colocar os jovens em graça para receberem a sagrada comunhão.

Foi o mesmo Padre Pedro Quintella de sempre, atencioso. 
Reparou que nenhum dos nossos filhos havia comungado e isso intrigou-o. E enquanto não sanou a dúvida não descansou. E em quem podia intervir, interviu como um médico que cura a ferida e procura que não infecte excessivamente. Curar de início, ainda que arda. 

Este pequeno texto é uma exortação para que tenhamos a suprema preocupação de manter as nossas casas arrumadas. É de uma importância extraordinária. Sabemo-lo hoje e passamos esse significado aos nossos filhos. Que tenham ordem e que esta os conduza a maior eficácia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A Cruz

Hoje comemora-se a festa da Exaltação da Cruz.

A Cruz é um símbolo de dor e sofrimento para quem não crê. E um símbolo de libertação, de esperança e acima de tudo de Amor para os crentes.


O  que distingue um cristão de um não cristão é, entre tantas outras coisas, a aceitação da Cruz (dos sofrimentos, das contrariedades de cada dia).


Todavia, e apesar de ser verdade o que acabámos de escrever seria mentira se afirmássemos que na nossa vivência familiar sempre aceitámos as nossas cruzes.




Por vezes, é complicado aceitar este ou aquele sofrimento que se nos apresenta sem esperarmos.

Por vezes, tentamos a todo o custo encontrar respostas e soluções onde não existem.

E sofremos com isso. Desesperamos. Ocupamos a cabeça e o nosso tempo com preocupações inúteis.
Esquecemos que nem tudo depende de nós. E que para tudo existe uma solução, mesmo que não a consigamos ver à primeira vista.

Por aqui, costumamos dizer : “se não está nas tuas mãos deixa-te ir, Deus providenciará. E em breve saberás o que te quer dizer.”

Aprendemos isto nesta aceitação, neste abraçar a cruz de cada dia com confiança e sem medo. 

Não há sofrimento nenhum que vivido com Cristo não se converta em alegria.

Neste caminho que fazemos diariamente em Família aprendemos que Deus Pai cuida, protege-nos, defende-nos e acima de tudo providencia o que na verdade nos faz falta.

Por último, chamamos cruz ao que não é. Qualquer ninharia que saia fora da rotina e que implique um pouco de desgaste… é cruz. Não é e sabemos não ser.

Mas também é verdade que por vezes temos mesmo uma cruz. A essa, devemos aceitar e pedir ajuda ao Senhor. Humildemente saibamos oferecer e pedir ajuda ao Mestre, como crianças, para que o Senhor nos ajude a carregar. E o Senhor, que ama a nossa pequenez e ama um coração humilde, ajudará. Aí, tudo se tornará mais leve.

Saibamos colocar a nossa Família com o olhar fixo ao Céu.

domingo, 13 de setembro de 2015

O pequeno Francisco foi baptizado

O pequeno Francisco foi hoje baptizado na eucaristia dominical.
Que bom ver a família reunida em torno do sacramento e que bom é para uma comunidade ver que os seus baptizam os filhos pequeninos.

Os pais são católicos praticantes e a mãe foi catequista. Todos os Domingos encontramos esta família na missa:pais, filhos e avós.

Hoje o Francisco foi baptizado diante da sua comunidade. É um testemunho de renovação, por um lado e, por outro, um testemunho para o exterior. 
Os pais não esperam que o petiz crescesse para decidir. Não, estes pais cumpriram a sua legitimidade de educadores católicos, pessoas integradas numa comunidade cristã e família católica e pediram o baptismo à Igreja para o seu filhote de quatro meses.

Para a comunidade foi igualmente um gosto. É muito bom assistirmos à celebração do sacramento do baptismo na eucaristia dominical munidos de resposabilidade cristã. Ao estarmos no baptismo do Francisco ficamos com a certeza que crescerá e será educado catolicamente e quando assim é, é um dia de festa para toda a comunidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Sagrada Família e as nossas famílias


O modelo da vida familiar cristã é, sem margem para dúvidas, a Sagrada Família.

É para ela que apontamos os nossos olhares para nos guiarmos na jornada peregrina de cada dia.
É para o modelo da Sagrada Família que olhamos quando nos queremos identificar com caminho familiar de santidade.
Por fim, é à Sagrada Família que nos confiamos.


Mas se é modelo é porque encontramos pontos comuns à nossa vida familiar.
A Sagrada Família viveu tensões, dores, doenças, perdas, preocupações, desaires e ainda assim, fiéis, caminharam serena e paulatinamente para a santidade.

Todos sabemos como foi a concepção, o nascimento, a fuga para o Egipto entre outros episódios que não são relatados. Mas é importante pensar nestes últimos.


Durante a vida pública de Jesus temos os relatos dos Evangelhos. Mas… e os trinta anos de vida que não nos são relatados. Como terão sido?

Com toda a certeza iguais aos nossos. Jesus crescia em graça e sabedoria. Imaginamo-lO a aprender de José e Maria. Imaginamo-lO a trabalhar, a brincar, a respeitar os seus pais. Imaginamo-lO com os seus amigos. Imaginamo-lO igualmente doente nos braços ternos da Mãe e nas preocupações de José.

E quando Jesus visitava os avós? Santa Ana deliciava-se. E quando brincava com João Baptista, longe do olhar dos pais, preocupando Santa Isabel e Zacarias, Maria e José?

Imaginamos Jesus como uma criança normal que depende da ternura de Maria e do vigor de José.

Por falar em Maria e José, terão tido uma vida fácil?
Nem por sombras. Tiveram dificuldades como nós.

José trabalhava para sustentar a família. Maria cuidava da família. Jesus crescia.

Terá faltado dinheiro? Certamente.
Terá faltado aqui e ali saúde? Sem dúvida.
Terão chorado? Como crianças.
Terão tido preocupações? A pensar no episódio da perca e encontro de Jesus… imagine-se os episódios que não nos foram contados.
Terão sofrido perdas e dissabores? Naturalmente.

Tudo o que vivemos, viveram Maria, José e Jesus. E são modelo. Porque foram fiéis, porque confiaram, porque não desesperaram diante das vicissitudes e dificuldades que foram surgindo. Entregaram-se até ao fim.

Gostamos de pensar na Sagrada Família desta forma, semelhante à nossa. Gostamos de procurar caminhar como esse modelo que nos foi dado.

Gostamos de nos entregar nas mãos de Maria, José e Jesus porque queremos que no fim da jornada terrena sejamos recebidos como seguidores de um modelo de santidade.

O tempo de merecer é aqui. Não é no Céu ou Purgatório. É aqui, hoje, agora.

Saibamos confiar e confiar-nos à Sagrada Família.

Saibamos perceber que os tempos de Deus não são os nossos.

Saibamos entregar as nossas dificuldades e preocupações. Entreguemos tudo. Tudo.

Findamos. Nessa confiança devemos ser serenos e não permitir que as preocupações sobre acontecimentos futuros nos roubem a paz e o tempo, nomeadamente quando em relação àquelas nada possamos fazer. Ontem surgiu uma preocupação para hoje. Não a sabíamos resolver. Não estava nas nossas mãos fazê-lo.
Confiámos. E dissemos um ao outro o que Santa Teresa de Ávila respondeu a Maria do Sacramento.

Perguntou esta: “Madre, se eu morresse agora o que faríeis vós sozinha?”
Respondeu Santa Teresa: “Irmã, se isso acontecer, então pensarei no que fazer; agora deixe-me dormir.”

Confiemos. Não nos perturbemos. Podemos dizer que hoje a preocupação de ontem havia sido resolvida sem a nossa intervenção. Deus providencia. No seu tempo, quando quer, como quer, onde quer.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Fazer muito com pouco

O mês de Setembro é caracterizado pelo regresso dos alunos à escola. É tempo de comprar os manuais escolares e os respectivos materiais.


Por aqui, ontem foi dia de irmos comprar o material escolar.


Antes de o fazermos juntámos todo o material que havia restado do ano anterior. Separámos o que ainda se pode utilizar do que já não tem uso possível. E depois fizemos a lista do que realmente era necessário comprar.


Já no hipermercado encontrámos uma panóplia grande de material escolar, uns mais simples e outros cheios de super-heróis e princesas que arregalam a vista dos mais pequenos.

Fomos em Família e já antes, enquanto foi escolhido o material do ano anterior, conversámos sobre esta questão. O material não irá faltar a ninguém, mas temos de selecionar o que realmente é importante.

Compreendemos que o caderno e o lápis das princesas ou dos super-heróis são muito mais apelativos, contudo o caderno de capa preta uns euros mais barato tem a mesma utilidade. O importante é estudar.

Curioso que aquando da escolha do material no hipermercado, e apesar do chamariz de tantas coisas, os nossos filhos não esqueceram o que havíamos conversado, e mantiveram-se atentos aos preços e ao essencial.

O mais velho esteve muito desperto, e chegou a chamar-nos a atenção para um conjunto de canetas mais baratas do que as que havíamos colocado no carrinho.

À noite elogiámos todos pelo seu comportamento, dando algum ênfase à atitude do mais velho.

Para nós é muito importante que os nossos filhos saibam distinguir o que  é essencial do que é supérfluo e que compreendam que podemos fazer muito com pouco!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Papa decreta novas regras na nulidade do casamento

É a terceira reforma nas regras da declaração de nulidade de casamentos em 2000 anos de Igreja Católica e apareceu de surpresa. Ou talvez não…


Não se trata de todo da dissolubilidade do casamento católico,  este continua a ser INDISSOLÚVEL (documento escrito pelo Papa Francisco). Todavia, existem razões e acontecimentos que poderão decretar a nulidade do casamento religioso.

“Assim, além de "falta de fé" e do "engano que vicia a decisão", da "ocultação dolosa da esterilidade ou de uma grave doença contagiosa ou de filhos nascidos de uma relação anterior ou de uma prisão", da "loucura medicamente comprovada" e "da violência física infligida para obrigar ao consentimento [no casamento]", fala-se também de situações que parecem pôr em causa a ideia de que a declaração de nulidade de um casamento não pode ter em conta factos ocorridos após o mesmo ou que são pura e simplesmente muito difíceis de entender à luz do que se sabe dos ensinamentos da Igreja Católica. É o caso da "brevidade da convivência conjugal", da "obstinada permanência numa relação extraconjugal à altura das núpcias ou imediatamente a seguir", "da causa do matrimónio em tudo estranha à vida conjugal ou consistindo na gravidez imprevista da mulher" e "o aborto procurado para impedir a procriação". (Diário de Notícias de 9 de setembro de 2015)

Na aparência nada muda nos motivos que poderão levar à nulidade do casamento católico. Contudo, a morosidade do processo torna-se mais célere e gratuito.
“No documento, o Papa Francisco pede que "a gratuitidade do procedimento seja garantida, para que a igreja, num assunto tão ligado à salvação das almas, possa demonstrar a gratuitidade do amor de Cristo".” (Público de 9 de setembro de 2015)
Outra mudança importante que contribuirá para a rapidez do processo é o facto de este ser da responsabilidade dos Bispos de cada Diocese.

A Igreja tem de se colocar ao serviço dos homens ajudando-os na salvação das suas almas. Em tempos o Papa Francisco comparou a Igreja a um hospital de campanha depois da batalha  "em que é preciso sarar as feridas e só depois tratar do resto": "Àqueles que têm ferimentos especiais – um casamento nulo desde o início –, vamos dispensar cuidados intensivos." (Público 09/09/15)

Atendendo à notícia, salvo melhor opinião, achamos que cada Diocese deverá ter o seu tribunal eclesiástico e neste, uma bolsa de advogados creditados.
Tal não sucede hoje em dia. Por exemplo, os cristãos de Setúbal rumam ao tribunal eclesiástico de… Lisboa.
Sucede que a creditação tem regras e implica um curso que tem custos. É caro. Ora, questão pertinente que se coloca face à nova realidade é quem suportará os custos da formação: os advogados de per si ou a diocese? O ainda custos partilhados?
É que é difícil aceitar que um advogado suporte a sua própria formação não tendo expectativas, no mínimo, de obter retorno do que despendeu com ela.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Cartões FEM

Com o intuito de promover e divulgar os valores que defendemos em favor da Família, investimos na elaboração de cartões de visita da Família em Movimento.

Posteriormente iremos distribuir por amigos e conhecidos com o objectivo de dinamizar e promover o blogue Família em Movimento, bem como publicitar os trabalhos realizados.

 Ei-los!
(Frente)
(Verso)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Os meus pais gostam mais do meu irmão do que de mim?


Noticiou o Público que na pretérita semana foi lançado o livro O Filho Preferido da psicóloga Fátima Almeida e Laura Alho.
Não lemos (ainda) o livro mas temos uma ideia clara sobre o tema.
Cada filho é único e deve ser amado e educado individualmente, com as suas vicissitudes e circunstâncias.
Há regras gerais, há programas gerais, há partilhas gerais. Mas cada filho, pela unicidade, é educado com critérios específicos. Ou seja, a receita não é a mesma para todos.
Há miúdos mais expressivos, outros mais introvertidos, uns mais afectuosos e outros mais traquinas. Há filhos que necessitam de permanente atenção e outros são mais autónomos.
Cada filho é um mundo em si, pessoa, pessoa individualmente considerada, insubstituível e irrepetível.

Depois, é procurar que não exista a (falsa) ideia de predilecção de uns em detrimento de outros.
Há pais que quando um filho celebra o seu aniversário, ofertam prenda ao(s) outro(s) para “não ficarem a olhar”. Temos que esta educação não é, do nosso ponto de vista, a mais adequada. Se celebramos o aniversário de um filho quem está no palco e debaixo dos holofotes é ele e não os demais. E todos terão essa oportunidade de se sentirem únicos.
Há dias que os filhos devem ser únicos. Por exemplo e já o escrevemos, ainda que não haja uma data em concreto, deverá ocorrer que o pai ou a mãe puxem um dos filhos para almoçar. Sentir-se-á especial diante dos irmãos e tenderá a abrir o seu coração. Todos os filhos deverão ter os seus momentos únicos com os pais.
Não devemos potenciar o ascendente de nenhum dos filhos em comparação com os irmãos, pois aí ficariam estes últimos excessivamente expostos e pelas piores razões.
Há tempos que devem ser criados onde os pais devem manter uma conversa sincera com os filhos individualmente.
Findamos. Há regras e estas são generalizadas. Há programas de família onde todos participam. A educação tem um só caminho e um só destino.
Todavia, tal como a justiça é dar a cada um o que é seu, também cada filho recebe dos pais a unicidade da atenção, afecto, compromisso e amor.
É um livro que provavelmente compraremos e que merecerá de nós o cuidado de ler cuidadosamente os 12 capítulos que encerra. A matéria deverá ser entendida como complemento e nunca como reforma, pois estamos crentes que a conduta até aqui assumida é a correcta. Estamos convictos que nenhum dos nossos filhos se questiona: Os meus pais gostam mais do meu irmão do que de mim?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Esta é a fotografia do "naufrágio da humanidade"

A foto vem hoje na capa do jornal Público.

No site do jornal está escrito: “Esta é a fotografia do "naufrágio da humanidade"
Não escreveríamos melhor.
Por que publicou o Público a foto? A razão está aqui plasmada.

Que as consciências se agitem em definitivo, como considerou (bem) a nota editorial do jornal. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Missão da Família Cristã

“A família de Nazaré compromete-nos a redescobrir a vocação e missão da família, de cada família. E, como aconteceu naqueles trinta anos em Nazaré, assim também pode ocorrer para nós: fazer com que o amor se torne normal, e não o ódio, fazer com que a entreajuda se torne comum, não a indiferença ou a inimizade." (Papa Francisco,“Catequeses sobre A Família” (vol.I))


Reflectindo a frase do Santo Padre fica-nos claro que a grande missão da Família Cristã é restituir à sociedade o amor fraterno que se vive em cada uma das famílias.


Porque o amor que nos vem da Sagrada Família é um amor que nos abre aos outros e não nos encerra em nós próprios.


Deixemo-nos guiar pela Família de Nazaré.  Aprendamos dela a simplicidade da vida quotidiana e a pureza de coração.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os três pastorinhos

Durante as nossas férias passámos alguns dias em família, no Santuário de Fátima.

Para nós Fátima é um refúgio onde retemperamos forças e nos encontramos de forma privilegiada com Nosso Senhor e Sua/Nossa Mãe.

E como os filhos são sempre o reflexo dos pais, os nossos filhos já nutrem muito amor pela Mãe do Céu e por este lugar que é Fátima.

A história das aparições de Nossa Senhora em Fátima é muito envolvente e como as personagens principais são três crianças, os mais pequenos vêm-se refletidos nela. E sentem uma grande empatia pelos três pastorinhos.

A nossa mais pequenina  é uma devota fervorosa da Beata Jacinta, talvez porque veja refletida a sua personalidade e espontâneadade na pequena pastorinha.


Como tal, nos dias que passámos em Fátima revelou-nos o seu desejo de possuir uma imagem da Jacinta. E em família percorremos muitas lojas de Fátima à procura de uma imagem que satisfizesse o desejo da nossa benjamim.

Depois de muito procurar descobrimos o conjunto das imagens dos três pastorinhos que satisfez a pequenina. E que na sua irreverência lá cedeu em trazer também a Lúcia e o Francisco.


Ao chegar a casa, as duas manas acorreram ao seu quarto dispondo os três pastorinhos no seu oratório pessoal, onde rezam todas as noites antes de se deitarem.


É bom ver os nossos filhos a crescer no amor a Jesus e a Maria através das histórias dos Seus Santos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Livro electrónico: Catequeses sobre a família (Vol II)

O Opus Dei disponibilizou, em formato electrónico, o primeiro volume de um livro que juntará os discursos do Papa Francisco sobre o tema da FAMÍLIA nas audiências semanais de quarta-feira.


Para aceder à página do site do Opus Dei para fazer download do segundo volume das Catequeses sobre a Família basta clicar AQUI.

À medida que foram publicados mais volumes destas catequeses publicaremos no blogue FEM.

domingo, 30 de agosto de 2015

Vivemos na aparência e para a aparência e esquecemos que a aparência sobrepõem-se e esconde a essência

Conforme escrevemos ontem no blogue, visitámos a Paróquia de Nossa Senhora do Monte de Caparica para assistir à missa vespertina. E visitámos esta paróquia para estar numa missa celebrada pelo Reverendo Padre Joaquim Pedro Quintella, nosso amigo de longuíssima data.

Além de um grande sacerdote a quem reconhecemos, de sempre, santidade em tudo o que faz, é também - além de pároco do Monte de Caparica - Presidente da Associação Vale de Acór, em Almada.

A homilía mereceu da nossa parte enorme atenção e aprendizagem.
Tudo o que iremos escrever não é nosso. A curta meditação que fazemos foi o ensinamento que acolhemos no dia de ontem.


O Evangelho segundo São Marcos 7,1-8.14-15.21-23 relata-nos que um grupo de fariseus e alguns escribas criticaram os discípulos de Jesus pelo facto destes comerem sem lavar as mãos, algo que era então considerado impuro por respeito à tradição.

Jesus ouviu e sem peias respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:"Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que me prestam"».

A meditação do Padre Pedro Quintella foi longe, pois caminhámos até à China para aprender que naquele país não existe definição de pessoa. A definição próxima é personalidade e é representada por caracteres que se assemelham a três bocas. Isto é, personalidade é o que os outros dizem de nós.
Ora, também nós muitas vezes actuamos como se tivéssemos num palco. Actuamos para as pessoas verem, actuamos com o propósito de repararem em nós e por via disso obtermos medalhas de mérito.

Mas Jesus diz-nos: "É vão o culto que Me prestam".

Em tantas circusntâncias da vida queremos ser notados, queremos obter juízos de valor e reconhecimento, protagonismo nas nossas paróquias, na vida social e laboral.

Num plano material gostamos de mostrar os nossos carros, os nossos telemóveis, as nossas roupas e os nossos ténis de marca.

Até em determinadas festividades e celebração de alguns sacramentos festivos gastamos fortunas em roupa e acessórios para mostrar o que, ao fim e ao cabo, não somos.

Isto é, vivemos na aparência e para a aparência e esquecemos que a aparência sobrepõem-se e esconde a essência.

Para nós a palavra tolerância assume maior importância que a palavra salvação. Importa que nos reconheçam como pessoas tolerantes mesmo que tal signifique fazer de conta que a cultura dominante não é contraditória com os ensinamentos da Igreja. Mas ainda assim, é bom que os outros nos vejam e de nós digam sermos tolerantes. Católicos mas tolerantes com a cultura dominante.

Esta breve meditação leva-nos a um ponto: maior que a aparência é a essência.
Não importa o que de nós dizem. Importa o que somos aos olhos de Deus. Se assim não for viveremos da aparência dos escribas e fariseus, a reparar permanentemente no acessório e objectivamente aparente.
Jesus foi claro: é vão o culto que lhe prestamos.

O que Jesus quer de nós é que sejamos homens e mulheres de fé, essa relação secreta, íntima e pessoal com Jesus.
É por via dessa relação que Jesus nos diz: «Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultério, cobiças, difamação, orgulho, insensatez(...)».

Quão maior for esssa relação de fé, essa relação amorosa e íntima com Deus no nosso coração, maior serão as nossas obras. 
Quão maior essa relação de fé, mais profícuas serão as nossas obras. 

E nessa relação pessoal com Deus onde o que importa é o essencial e não o aparente, nada que saia de nós será motivo de escândalo. E se assim for, ainda que nada façamos por isso, aqueles que nos rodeiam acabarão por reparar em nós por todas as boas razões que um testemunho de vida provoca.