Família em Movimento

Família em Movimento

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A Cruz

Hoje comemora-se a festa da Exaltação da Cruz.

A Cruz é um símbolo de dor e sofrimento para quem não crê. E um símbolo de libertação, de esperança e acima de tudo de Amor para os crentes.


O  que distingue um cristão de um não cristão é, entre tantas outras coisas, a aceitação da Cruz (dos sofrimentos, das contrariedades de cada dia).


Todavia, e apesar de ser verdade o que acabámos de escrever seria mentira se afirmássemos que na nossa vivência familiar sempre aceitámos as nossas cruzes.




Por vezes, é complicado aceitar este ou aquele sofrimento que se nos apresenta sem esperarmos.

Por vezes, tentamos a todo o custo encontrar respostas e soluções onde não existem.

E sofremos com isso. Desesperamos. Ocupamos a cabeça e o nosso tempo com preocupações inúteis.
Esquecemos que nem tudo depende de nós. E que para tudo existe uma solução, mesmo que não a consigamos ver à primeira vista.

Por aqui, costumamos dizer : “se não está nas tuas mãos deixa-te ir, Deus providenciará. E em breve saberás o que te quer dizer.”

Aprendemos isto nesta aceitação, neste abraçar a cruz de cada dia com confiança e sem medo. 

Não há sofrimento nenhum que vivido com Cristo não se converta em alegria.

Neste caminho que fazemos diariamente em Família aprendemos que Deus Pai cuida, protege-nos, defende-nos e acima de tudo providencia o que na verdade nos faz falta.

Por último, chamamos cruz ao que não é. Qualquer ninharia que saia fora da rotina e que implique um pouco de desgaste… é cruz. Não é e sabemos não ser.

Mas também é verdade que por vezes temos mesmo uma cruz. A essa, devemos aceitar e pedir ajuda ao Senhor. Humildemente saibamos oferecer e pedir ajuda ao Mestre, como crianças, para que o Senhor nos ajude a carregar. E o Senhor, que ama a nossa pequenez e ama um coração humilde, ajudará. Aí, tudo se tornará mais leve.

Saibamos colocar a nossa Família com o olhar fixo ao Céu.

domingo, 13 de setembro de 2015

O pequeno Francisco foi baptizado

O pequeno Francisco foi hoje baptizado na eucaristia dominical.
Que bom ver a família reunida em torno do sacramento e que bom é para uma comunidade ver que os seus baptizam os filhos pequeninos.

Os pais são católicos praticantes e a mãe foi catequista. Todos os Domingos encontramos esta família na missa:pais, filhos e avós.

Hoje o Francisco foi baptizado diante da sua comunidade. É um testemunho de renovação, por um lado e, por outro, um testemunho para o exterior. 
Os pais não esperam que o petiz crescesse para decidir. Não, estes pais cumpriram a sua legitimidade de educadores católicos, pessoas integradas numa comunidade cristã e família católica e pediram o baptismo à Igreja para o seu filhote de quatro meses.

Para a comunidade foi igualmente um gosto. É muito bom assistirmos à celebração do sacramento do baptismo na eucaristia dominical munidos de resposabilidade cristã. Ao estarmos no baptismo do Francisco ficamos com a certeza que crescerá e será educado catolicamente e quando assim é, é um dia de festa para toda a comunidade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Sagrada Família e as nossas famílias


O modelo da vida familiar cristã é, sem margem para dúvidas, a Sagrada Família.

É para ela que apontamos os nossos olhares para nos guiarmos na jornada peregrina de cada dia.
É para o modelo da Sagrada Família que olhamos quando nos queremos identificar com caminho familiar de santidade.
Por fim, é à Sagrada Família que nos confiamos.


Mas se é modelo é porque encontramos pontos comuns à nossa vida familiar.
A Sagrada Família viveu tensões, dores, doenças, perdas, preocupações, desaires e ainda assim, fiéis, caminharam serena e paulatinamente para a santidade.

Todos sabemos como foi a concepção, o nascimento, a fuga para o Egipto entre outros episódios que não são relatados. Mas é importante pensar nestes últimos.


Durante a vida pública de Jesus temos os relatos dos Evangelhos. Mas… e os trinta anos de vida que não nos são relatados. Como terão sido?

Com toda a certeza iguais aos nossos. Jesus crescia em graça e sabedoria. Imaginamo-lO a aprender de José e Maria. Imaginamo-lO a trabalhar, a brincar, a respeitar os seus pais. Imaginamo-lO com os seus amigos. Imaginamo-lO igualmente doente nos braços ternos da Mãe e nas preocupações de José.

E quando Jesus visitava os avós? Santa Ana deliciava-se. E quando brincava com João Baptista, longe do olhar dos pais, preocupando Santa Isabel e Zacarias, Maria e José?

Imaginamos Jesus como uma criança normal que depende da ternura de Maria e do vigor de José.

Por falar em Maria e José, terão tido uma vida fácil?
Nem por sombras. Tiveram dificuldades como nós.

José trabalhava para sustentar a família. Maria cuidava da família. Jesus crescia.

Terá faltado dinheiro? Certamente.
Terá faltado aqui e ali saúde? Sem dúvida.
Terão chorado? Como crianças.
Terão tido preocupações? A pensar no episódio da perca e encontro de Jesus… imagine-se os episódios que não nos foram contados.
Terão sofrido perdas e dissabores? Naturalmente.

Tudo o que vivemos, viveram Maria, José e Jesus. E são modelo. Porque foram fiéis, porque confiaram, porque não desesperaram diante das vicissitudes e dificuldades que foram surgindo. Entregaram-se até ao fim.

Gostamos de pensar na Sagrada Família desta forma, semelhante à nossa. Gostamos de procurar caminhar como esse modelo que nos foi dado.

Gostamos de nos entregar nas mãos de Maria, José e Jesus porque queremos que no fim da jornada terrena sejamos recebidos como seguidores de um modelo de santidade.

O tempo de merecer é aqui. Não é no Céu ou Purgatório. É aqui, hoje, agora.

Saibamos confiar e confiar-nos à Sagrada Família.

Saibamos perceber que os tempos de Deus não são os nossos.

Saibamos entregar as nossas dificuldades e preocupações. Entreguemos tudo. Tudo.

Findamos. Nessa confiança devemos ser serenos e não permitir que as preocupações sobre acontecimentos futuros nos roubem a paz e o tempo, nomeadamente quando em relação àquelas nada possamos fazer. Ontem surgiu uma preocupação para hoje. Não a sabíamos resolver. Não estava nas nossas mãos fazê-lo.
Confiámos. E dissemos um ao outro o que Santa Teresa de Ávila respondeu a Maria do Sacramento.

Perguntou esta: “Madre, se eu morresse agora o que faríeis vós sozinha?”
Respondeu Santa Teresa: “Irmã, se isso acontecer, então pensarei no que fazer; agora deixe-me dormir.”

Confiemos. Não nos perturbemos. Podemos dizer que hoje a preocupação de ontem havia sido resolvida sem a nossa intervenção. Deus providencia. No seu tempo, quando quer, como quer, onde quer.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Fazer muito com pouco

O mês de Setembro é caracterizado pelo regresso dos alunos à escola. É tempo de comprar os manuais escolares e os respectivos materiais.


Por aqui, ontem foi dia de irmos comprar o material escolar.


Antes de o fazermos juntámos todo o material que havia restado do ano anterior. Separámos o que ainda se pode utilizar do que já não tem uso possível. E depois fizemos a lista do que realmente era necessário comprar.


Já no hipermercado encontrámos uma panóplia grande de material escolar, uns mais simples e outros cheios de super-heróis e princesas que arregalam a vista dos mais pequenos.

Fomos em Família e já antes, enquanto foi escolhido o material do ano anterior, conversámos sobre esta questão. O material não irá faltar a ninguém, mas temos de selecionar o que realmente é importante.

Compreendemos que o caderno e o lápis das princesas ou dos super-heróis são muito mais apelativos, contudo o caderno de capa preta uns euros mais barato tem a mesma utilidade. O importante é estudar.

Curioso que aquando da escolha do material no hipermercado, e apesar do chamariz de tantas coisas, os nossos filhos não esqueceram o que havíamos conversado, e mantiveram-se atentos aos preços e ao essencial.

O mais velho esteve muito desperto, e chegou a chamar-nos a atenção para um conjunto de canetas mais baratas do que as que havíamos colocado no carrinho.

À noite elogiámos todos pelo seu comportamento, dando algum ênfase à atitude do mais velho.

Para nós é muito importante que os nossos filhos saibam distinguir o que  é essencial do que é supérfluo e que compreendam que podemos fazer muito com pouco!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Papa decreta novas regras na nulidade do casamento

É a terceira reforma nas regras da declaração de nulidade de casamentos em 2000 anos de Igreja Católica e apareceu de surpresa. Ou talvez não…


Não se trata de todo da dissolubilidade do casamento católico,  este continua a ser INDISSOLÚVEL (documento escrito pelo Papa Francisco). Todavia, existem razões e acontecimentos que poderão decretar a nulidade do casamento religioso.

“Assim, além de "falta de fé" e do "engano que vicia a decisão", da "ocultação dolosa da esterilidade ou de uma grave doença contagiosa ou de filhos nascidos de uma relação anterior ou de uma prisão", da "loucura medicamente comprovada" e "da violência física infligida para obrigar ao consentimento [no casamento]", fala-se também de situações que parecem pôr em causa a ideia de que a declaração de nulidade de um casamento não pode ter em conta factos ocorridos após o mesmo ou que são pura e simplesmente muito difíceis de entender à luz do que se sabe dos ensinamentos da Igreja Católica. É o caso da "brevidade da convivência conjugal", da "obstinada permanência numa relação extraconjugal à altura das núpcias ou imediatamente a seguir", "da causa do matrimónio em tudo estranha à vida conjugal ou consistindo na gravidez imprevista da mulher" e "o aborto procurado para impedir a procriação". (Diário de Notícias de 9 de setembro de 2015)

Na aparência nada muda nos motivos que poderão levar à nulidade do casamento católico. Contudo, a morosidade do processo torna-se mais célere e gratuito.
“No documento, o Papa Francisco pede que "a gratuitidade do procedimento seja garantida, para que a igreja, num assunto tão ligado à salvação das almas, possa demonstrar a gratuitidade do amor de Cristo".” (Público de 9 de setembro de 2015)
Outra mudança importante que contribuirá para a rapidez do processo é o facto de este ser da responsabilidade dos Bispos de cada Diocese.

A Igreja tem de se colocar ao serviço dos homens ajudando-os na salvação das suas almas. Em tempos o Papa Francisco comparou a Igreja a um hospital de campanha depois da batalha  "em que é preciso sarar as feridas e só depois tratar do resto": "Àqueles que têm ferimentos especiais – um casamento nulo desde o início –, vamos dispensar cuidados intensivos." (Público 09/09/15)

Atendendo à notícia, salvo melhor opinião, achamos que cada Diocese deverá ter o seu tribunal eclesiástico e neste, uma bolsa de advogados creditados.
Tal não sucede hoje em dia. Por exemplo, os cristãos de Setúbal rumam ao tribunal eclesiástico de… Lisboa.
Sucede que a creditação tem regras e implica um curso que tem custos. É caro. Ora, questão pertinente que se coloca face à nova realidade é quem suportará os custos da formação: os advogados de per si ou a diocese? O ainda custos partilhados?
É que é difícil aceitar que um advogado suporte a sua própria formação não tendo expectativas, no mínimo, de obter retorno do que despendeu com ela.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Cartões FEM

Com o intuito de promover e divulgar os valores que defendemos em favor da Família, investimos na elaboração de cartões de visita da Família em Movimento.

Posteriormente iremos distribuir por amigos e conhecidos com o objectivo de dinamizar e promover o blogue Família em Movimento, bem como publicitar os trabalhos realizados.

 Ei-los!
(Frente)
(Verso)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Os meus pais gostam mais do meu irmão do que de mim?


Noticiou o Público que na pretérita semana foi lançado o livro O Filho Preferido da psicóloga Fátima Almeida e Laura Alho.
Não lemos (ainda) o livro mas temos uma ideia clara sobre o tema.
Cada filho é único e deve ser amado e educado individualmente, com as suas vicissitudes e circunstâncias.
Há regras gerais, há programas gerais, há partilhas gerais. Mas cada filho, pela unicidade, é educado com critérios específicos. Ou seja, a receita não é a mesma para todos.
Há miúdos mais expressivos, outros mais introvertidos, uns mais afectuosos e outros mais traquinas. Há filhos que necessitam de permanente atenção e outros são mais autónomos.
Cada filho é um mundo em si, pessoa, pessoa individualmente considerada, insubstituível e irrepetível.

Depois, é procurar que não exista a (falsa) ideia de predilecção de uns em detrimento de outros.
Há pais que quando um filho celebra o seu aniversário, ofertam prenda ao(s) outro(s) para “não ficarem a olhar”. Temos que esta educação não é, do nosso ponto de vista, a mais adequada. Se celebramos o aniversário de um filho quem está no palco e debaixo dos holofotes é ele e não os demais. E todos terão essa oportunidade de se sentirem únicos.
Há dias que os filhos devem ser únicos. Por exemplo e já o escrevemos, ainda que não haja uma data em concreto, deverá ocorrer que o pai ou a mãe puxem um dos filhos para almoçar. Sentir-se-á especial diante dos irmãos e tenderá a abrir o seu coração. Todos os filhos deverão ter os seus momentos únicos com os pais.
Não devemos potenciar o ascendente de nenhum dos filhos em comparação com os irmãos, pois aí ficariam estes últimos excessivamente expostos e pelas piores razões.
Há tempos que devem ser criados onde os pais devem manter uma conversa sincera com os filhos individualmente.
Findamos. Há regras e estas são generalizadas. Há programas de família onde todos participam. A educação tem um só caminho e um só destino.
Todavia, tal como a justiça é dar a cada um o que é seu, também cada filho recebe dos pais a unicidade da atenção, afecto, compromisso e amor.
É um livro que provavelmente compraremos e que merecerá de nós o cuidado de ler cuidadosamente os 12 capítulos que encerra. A matéria deverá ser entendida como complemento e nunca como reforma, pois estamos crentes que a conduta até aqui assumida é a correcta. Estamos convictos que nenhum dos nossos filhos se questiona: Os meus pais gostam mais do meu irmão do que de mim?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Esta é a fotografia do "naufrágio da humanidade"

A foto vem hoje na capa do jornal Público.

No site do jornal está escrito: “Esta é a fotografia do "naufrágio da humanidade"
Não escreveríamos melhor.
Por que publicou o Público a foto? A razão está aqui plasmada.

Que as consciências se agitem em definitivo, como considerou (bem) a nota editorial do jornal. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Missão da Família Cristã

“A família de Nazaré compromete-nos a redescobrir a vocação e missão da família, de cada família. E, como aconteceu naqueles trinta anos em Nazaré, assim também pode ocorrer para nós: fazer com que o amor se torne normal, e não o ódio, fazer com que a entreajuda se torne comum, não a indiferença ou a inimizade." (Papa Francisco,“Catequeses sobre A Família” (vol.I))


Reflectindo a frase do Santo Padre fica-nos claro que a grande missão da Família Cristã é restituir à sociedade o amor fraterno que se vive em cada uma das famílias.


Porque o amor que nos vem da Sagrada Família é um amor que nos abre aos outros e não nos encerra em nós próprios.


Deixemo-nos guiar pela Família de Nazaré.  Aprendamos dela a simplicidade da vida quotidiana e a pureza de coração.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os três pastorinhos

Durante as nossas férias passámos alguns dias em família, no Santuário de Fátima.

Para nós Fátima é um refúgio onde retemperamos forças e nos encontramos de forma privilegiada com Nosso Senhor e Sua/Nossa Mãe.

E como os filhos são sempre o reflexo dos pais, os nossos filhos já nutrem muito amor pela Mãe do Céu e por este lugar que é Fátima.

A história das aparições de Nossa Senhora em Fátima é muito envolvente e como as personagens principais são três crianças, os mais pequenos vêm-se refletidos nela. E sentem uma grande empatia pelos três pastorinhos.

A nossa mais pequenina  é uma devota fervorosa da Beata Jacinta, talvez porque veja refletida a sua personalidade e espontâneadade na pequena pastorinha.


Como tal, nos dias que passámos em Fátima revelou-nos o seu desejo de possuir uma imagem da Jacinta. E em família percorremos muitas lojas de Fátima à procura de uma imagem que satisfizesse o desejo da nossa benjamim.

Depois de muito procurar descobrimos o conjunto das imagens dos três pastorinhos que satisfez a pequenina. E que na sua irreverência lá cedeu em trazer também a Lúcia e o Francisco.


Ao chegar a casa, as duas manas acorreram ao seu quarto dispondo os três pastorinhos no seu oratório pessoal, onde rezam todas as noites antes de se deitarem.


É bom ver os nossos filhos a crescer no amor a Jesus e a Maria através das histórias dos Seus Santos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Livro electrónico: Catequeses sobre a família (Vol II)

O Opus Dei disponibilizou, em formato electrónico, o primeiro volume de um livro que juntará os discursos do Papa Francisco sobre o tema da FAMÍLIA nas audiências semanais de quarta-feira.


Para aceder à página do site do Opus Dei para fazer download do segundo volume das Catequeses sobre a Família basta clicar AQUI.

À medida que foram publicados mais volumes destas catequeses publicaremos no blogue FEM.

domingo, 30 de agosto de 2015

Vivemos na aparência e para a aparência e esquecemos que a aparência sobrepõem-se e esconde a essência

Conforme escrevemos ontem no blogue, visitámos a Paróquia de Nossa Senhora do Monte de Caparica para assistir à missa vespertina. E visitámos esta paróquia para estar numa missa celebrada pelo Reverendo Padre Joaquim Pedro Quintella, nosso amigo de longuíssima data.

Além de um grande sacerdote a quem reconhecemos, de sempre, santidade em tudo o que faz, é também - além de pároco do Monte de Caparica - Presidente da Associação Vale de Acór, em Almada.

A homilía mereceu da nossa parte enorme atenção e aprendizagem.
Tudo o que iremos escrever não é nosso. A curta meditação que fazemos foi o ensinamento que acolhemos no dia de ontem.


O Evangelho segundo São Marcos 7,1-8.14-15.21-23 relata-nos que um grupo de fariseus e alguns escribas criticaram os discípulos de Jesus pelo facto destes comerem sem lavar as mãos, algo que era então considerado impuro por respeito à tradição.

Jesus ouviu e sem peias respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:"Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que me prestam"».

A meditação do Padre Pedro Quintella foi longe, pois caminhámos até à China para aprender que naquele país não existe definição de pessoa. A definição próxima é personalidade e é representada por caracteres que se assemelham a três bocas. Isto é, personalidade é o que os outros dizem de nós.
Ora, também nós muitas vezes actuamos como se tivéssemos num palco. Actuamos para as pessoas verem, actuamos com o propósito de repararem em nós e por via disso obtermos medalhas de mérito.

Mas Jesus diz-nos: "É vão o culto que Me prestam".

Em tantas circusntâncias da vida queremos ser notados, queremos obter juízos de valor e reconhecimento, protagonismo nas nossas paróquias, na vida social e laboral.

Num plano material gostamos de mostrar os nossos carros, os nossos telemóveis, as nossas roupas e os nossos ténis de marca.

Até em determinadas festividades e celebração de alguns sacramentos festivos gastamos fortunas em roupa e acessórios para mostrar o que, ao fim e ao cabo, não somos.

Isto é, vivemos na aparência e para a aparência e esquecemos que a aparência sobrepõem-se e esconde a essência.

Para nós a palavra tolerância assume maior importância que a palavra salvação. Importa que nos reconheçam como pessoas tolerantes mesmo que tal signifique fazer de conta que a cultura dominante não é contraditória com os ensinamentos da Igreja. Mas ainda assim, é bom que os outros nos vejam e de nós digam sermos tolerantes. Católicos mas tolerantes com a cultura dominante.

Esta breve meditação leva-nos a um ponto: maior que a aparência é a essência.
Não importa o que de nós dizem. Importa o que somos aos olhos de Deus. Se assim não for viveremos da aparência dos escribas e fariseus, a reparar permanentemente no acessório e objectivamente aparente.
Jesus foi claro: é vão o culto que lhe prestamos.

O que Jesus quer de nós é que sejamos homens e mulheres de fé, essa relação secreta, íntima e pessoal com Jesus.
É por via dessa relação que Jesus nos diz: «Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior do homem é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultério, cobiças, difamação, orgulho, insensatez(...)».

Quão maior for esssa relação de fé, essa relação amorosa e íntima com Deus no nosso coração, maior serão as nossas obras. 
Quão maior essa relação de fé, mais profícuas serão as nossas obras. 

E nessa relação pessoal com Deus onde o que importa é o essencial e não o aparente, nada que saia de nós será motivo de escândalo. E se assim for, ainda que nada façamos por isso, aqueles que nos rodeiam acabarão por reparar em nós por todas as boas razões que um testemunho de vida provoca.

sábado, 29 de agosto de 2015

Fim das férias

Terminaram as nossas férias. Um caminho longo a norte de Portugal e um regresso antecipado. Uma visita ao centro e o finalizar a sul litoral.

Quinze dias em que celebámos o dom da vida da nossa mais pequenina, encontámos o nosso queridíssimo amigo Padre João Luís Ferreira e permanecemos três dias na sua presença, ofertámos livros da Chiara Petrillo (que boa oferta esse livro), visitámos o Carmelo e estivemos à conversa com a Irmã Ana, recebemos boas notícias médicas e uma preocupação. 

Tudo vivido com imensa serenidade


Findámos com uma visita ao Monte da Caparica onde reencontrámos o Padre que nos marcou, marca e marcará todo o sempre: Joaquim Pedro Quintella
Que bom foi visitar a sua paróquia e viver intensamente (porque com o Padre Pedro não é possível ser de outra forma) a santa missa vespertina de hoje.

Quinze dias de união familiar onde brincámos, rezámos, passeámos, visitámos grutas, fomos à praia e comemos bolas de berlim carregadíssimas de creme, visitámos o altar do mundo, tivemos a alegria de conhecer a famíla numerosa católica Mendes e por via dela ver os "Santos para brincar" à venda no Solar da Marta em Fátima, participámos na procissão das velas aos Valinhos, fomos à missa diariamente enquanto estivemos em Fátima... entre tantas coisas mais.

Quinze dias de união familiar. Fomos Família! 

"O céu é meu e minha a terra;
Minhas são as gentes,
Os justos são meus e meus os pecadores,
Os anjos são meus e a Mãe de Deus,
e todas as coisas são minhas;
E o próprio Deus é meu e para mim,
porque Cristo é meu e todo para mim.
Que pedes pois e buscas, alma minha?
Tudo isto é teu e tudo para ti."

Oração da Alma enamorada de São João da Cruz

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dom José Ornelas Carvalho é o novo Bispo de Setúbal


O Santo Padre nomeou Bispo de Setúbal o Rev.do Padre José Ornelas Carvalho, SCI, ex-Superior Geral dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos).

Dom José Ornelas Carvalho nasceu aos 5 de janeiro de 1954 em Porto da Cruz (Madeira), na Diocese do Funchal. 

Depois de ter frequentado o Seminário diocesano de Funchal ingressou no Colégio Missionário "Sagrado Coração", no Funchal, dirigido pelos Padres Dehonianos e completou os estudos liceais no Instituto Missionário "Sagrado Coração", de Coimbra. 
Fez o Noviciado em Aveiro, a emissão dos votos temporários na Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus a 29 de setembro de 1972 e em 23 de setembro 1977, fez a profissão perpétua.

Após a ordenação sacerdotal, em 9 de agosto de 1981, ele ocupou, entre outros, os seguintes cargos: Vice-Reitor do Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Alfragide; Professor de Sagrada Escritura na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa; Secretário da Faculdade em Lisboa; Conselheiro Provincial; Prefeito dos estudos no Seminário Nossa Senhora de Fátima; Vice-Provincial; Superior Provincial  e Superior Geral dos Dehonianos.

Votos de que Dom José Ornelas seja um grande Bispo para Setúbal. 
Que represente e assuma a esperança dos cristãos desta diocese e marque o início de uma mudança muito desejada.

Papa Francisco a Dom José Ornelas: "Vai para Setúbal como missionário" 
Ouvir AQUI

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Livro electrónico: Catequeses sobre a família (Vol I)

O Opus Dei disponibilizou, em formato electrónico, o primeiro volume de um livro que juntará os discursos do Papa Francisco sobre o tema da FAMÍLIA nas audiências semanais de quarta-feira.


Para aceder à página do site do Opus Dei para fazer download do primeiro volume das Catequeses sobre a Família basta clicar AQUI.

À medida que foram publicados mais volumes destas catequeses publicaremos no blogue FEM.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"Santos para brincar" à venda em Fátima

Os "Santos para brincar" feitos pela Família em Movimento (FEM) estão à venda em Fátima, no Solar da Marta, na Rua Francisco Marto Nº 74.



Agradecemos a amabilidade e o acreditar no nosso projecto de família por parte do Sr. Dr. Armando Mendes, esposa e família. Família numerosa que nos acolheu com muita alegria, simpatia e generosidade no Solar da Marta, loja e unidade hoteleira.

Podeis conhecer melhor o Sr. Dr. Armando Mendes através deste vídeo no YouTube, onde nos é descrito, de forma sublime e pormenorizada, a História e Mensagem de Fátima.

Um bem-haja enorme.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Histórias da Bíblia


Ontem aos ler o Evangelho do dia (Mt 18, 21-35. 19,1), as meninas ficaram aborvidas pela história do rei e dos servos.


Perceberam que o rei foi bom para com o seu servo ao perdoar-lhe a dívida, mas que este fora mau para com o seu semelhante que tinha uma dívida para com ele, obrigando-o a pagar até ao fim, chegando mesmo a prendê-lo.


No final do Evangelho vieram as perguntas: “o que perceberam da história?”, “que ensinamento  acham que Jesus quis transmitir com esta história?” e finalmente “quantas vezes devemos perdoar os outros?”

A esta última a mais velha responde: 
“- Então 70x7 sãooo…  490 vezes!”

Depois das explicações todos perceberam que devemos perdoar sempre os outros e que o número era apenas simbólico!

À noite e ao jantar, o pai perguntou-lhes sobre o texto e fez como que um refrescar da matéria dada. É importante assimilar mas também repensar.

Achámos graça a esta ingenuidade, por isso resolvemos partilhá-la.