Família em Movimento

Família em Movimento

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Fátima à distância de um click

A palavra rosário é oriunda do latim Rosarium, que significa "jardim de rosas".

A rosa tem um simbolismo cristão sendo, por exemplo, símbolo das missões. A rosa também é cara aos filhos de Monsenhor Escrivá.

Assim, o terço é um jardim de rosas e cada Avé-Maria é uma rosa oferecida à Senhora que, com quanto maior fervor proferida e rezada, quão mais bela se torna.

E porque o terço lembra imediatamente Fátima, voltamos a escrever sobre a possibilidade de acedermos em directo (com um diferencial de 40 segundos, sensivelmente) à Capelinha.


Para tal, bastará clicar no link que ali nos conduz: AQUI.

Por aqui, acedemos várias vezes ao dia. Ou através de computador ou mesmo por via do telemóvel.

Uma mirada, um olhar, uma prece, um mimo, um carinho. Tudo lhe importa desde que o façamos com o coração.

Também às 21:30H e diáriamente temos a possibilidade de rezar o terço em simultâneo com os peregrinos de Fátima, acedendo ao link. Já o experimentámos. E sim, recomendamos.
Eles lá e nós com eles, porque a distância deixa de existir e Fátima fica em casa de cada um de nós.

No lado direito do blogue FEM está de igual modo o link.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A lida da casa

Estava a arrumar a casa e no meio da confusão das arrumações pensei: "Por que é que para arrumar tenho de desarrumar primeiro"? É verdade. 

Desarredo móveis para limpar por trás, levanto tapetes para limpar por baixo, tiro molduras para limpar o pó... 

Quando estou a limpar tudo parece desarrumado e fora do sítio, mas no fim tudo fica perfeito e a cheirar a limpo!

Não é verdade que o andar implica um permanente desiquilibrio? É pelo desiquilibrio que damos o passo seguinte.

Ao transpor esta situação para a nossa vida familiar quotidiana, reparo que às vezes Nossa Senhora também nos limpa a casa para recebermos dignamente o Mestre! Quando o faz, tudo parece dasarrumado e de pernas para o ar! Mas pacientemente, Ela coloca tudo no seu devido lugar.

Não é verdade. de igual modo,  que o sarar de uma ferida implica tratamento que, por sua vez e quando aplicado naquela faz doer? Assim é Maria. Assim é Deus. Desarmam, arrancam os ramos secos para que outros nasçam com maior vigor.

E o nosso lar reflecte essa arrumação espiritual, através da paz e da alegria que se vive diariamente.

Deixemos que a nossa Mãe arrume a casa da alma da nossa família. Ela não deixa absolutamente nada ao acaso.

domingo, 9 de agosto de 2015

Predisposição

Deus fala-nos hoje como ontem.
Há três dias consecutivos tinha uma dúvida em mim que teimava não sanar. 
Que fazer, mais? - Perguntei-me.
Ao caso concreto, cioso e responsável, havia feito tudo o que me era possível fazer. E nada. 
Deveria manter o padrão?

A resposta chegou-me ontem através do blogue Uma Família Católica, onde foi publicado um texto muito bonito e onde se transcreveu o Ponto 222 da Laudate Si que a mim, em concreto, disse: "Quanto menos, tanto mais". 

A partir desse momento senti uma paz enorme. A mim foi como se o Senhor me tivesse dito "Fizeste o que tinha de ser feito. Agora, aguarda com serenidade."

Também hoje, Domingo,  Deus comunicou de forma muito actual.
Na primeira leitura do Livro dos Reis 19,4-8, Elias retirou-se para o deserto para morrer.
Elias sou eu e tu, tantas vezes.

Elias quis morrer. Também nós, tantas vezes, o desejamos. 
A missão é muito pesada e não temos, tantas vezes, nem forças nem alento. Tantas e tantas vezes Deus oculta para o imediato o que quer revelar mediatamente.

Tantas e tantas vezes somos desprezados, ignorados, desconsiderados por quem connosco convive e/ou trabalha.
Nesses dias, apetece desistir de tudo.
Outras vezes, as próprias vicissitudes da vida trazem-nos agonia. Também aqui, apetece fazer como os pugilistas e deixar cair a toalha branca ao chão.

Ao fim e ao cabo, tantas e tantas são as circunstâncias que nos fazem querer agir como Elias, isto é, tomar a consciência de incapacidade face à nossa pequenez e desejar morrer. E o morrer pode assumir variadíssimas formas, que não seja a morte física.

Elias sentiu isso no Século IX a.C. e disse: "Já basta, Senhor. Tirai-me a vida, porque não sou melhor que meus pais".

A debilidade de Elias é como a nossa. Passaram 30 séculos e é tão actual como hoje. 

Face ao desalento, Deus enviou um anjo que lhe disse: "Levanta-te e come, porque ainda tens um longo caminho a percorrer."

Deus não nos envia anjos mas revela-Se pela palavra e diz-nos hoje o que antes havia dito a Elias: exorta que nos levantemos e ergamos e prossigamos o caminho.

Um pormenor interessantíssimo que o sacerdote reparou e revelou na santa eucaristia de hoje: Não foi dito a Elias que o caminho era fácil, calmo, tranquilo. Não, foi dito a Elias que o caminho era longo.

O mesmo nos é dito hoje, 9 de Agosto de 2015. O caminho não é fácil mas longo. Não esperemos facilidades. Simultâneamente não sejamos, de igual modo, absorvidos pelo desalento. 
Deus, que sabe mais, pede-nos a peregrinação longa e quiçá tortuosa. Todavia, em momento algum está longe de nós, ainda que por vezes passemos desertos na nossa vida.

O pão que Elias comeu é o pão vivo que hoje comemos na sagrada missa. 

"Levanta-te e come. Tens um longo caminho a percorrer" - diz-nos hoje o Senhor.

Que tenhamos predisposição para ouvir e meditar o que Deus nos quer comunicar. Ele serve-se dos mais variados meios para o fazer e apenas nos pede que estejamos atentos, muito atentos.

Celebrámos o aniversário


Não podíamos deixar passar em claro esta data por outro motivo.

A nossa pequenina foi baptizada faz hoje cinco anos e tem sido muitíssimo protegida por essa grande Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein). Graças a Deus.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Santos para brincar

Os Santos para brincar surgiram da necessidade de evangelizar e transmitir a fé aos nossos filhos. Todavia, estão agora ao alcance de todos. Os Santos que vamos fazendo são os da nossa devoção. Contudo, se alguém quiser e gostar de ver feito o Santo da sua devoção, basta entrar em contacto connosco através de email

Bem hajam
FEM
São Josémaria Escrivá e São José com o Menino Jesus

Ver blogue Pequenos Pormenores com Amor. Existem mais Santos disponíveis.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Calais

No pretérito dia 3, o jornal Público trazia na capa, como manchete, uma imagem que nos tocou.

O título era “Imigrantes – França e Inglaterra pedem ajuda para enfrentar problema de Calais”, consubstanciado a notícia o facto de ter sido pedida ajuda para lidar com a actual crise junto ao canal da Mancha. 
Com a crise de refugiados e deslocados (cerca de 60.000.000) e as guerras que levam milhares a tentar chegar à europa, o número de imigrantes ali também cresceu, crendo-se estarem em Calais 5 a 10 mil pessoas.

Na raiz do problema estão as guerras na Síria, Sudão e Afeganistão, além das perseguições que muitos enfrentam na Etiópia e na Eritreia.


Não existe na Europa estratégia e os critérios para requerer asilo não são comuns aos vários países.
A Hungria constrói um muro, britânicos e franceses anunciam reforço policial e muitos kms de vedações. Em suma, um drama. Um drama para o qual não existe uma estratégia comum e no centro do mesmo estão seres humanos que procuram uma vida.

Na foto do Público que anexamos vêem-se dois cristãos em oração. Rezam em desespero e cuidam de ter um oratório limpo e digno.

Eles rezam. Ali, não há um café onde descontrair, uma hamburgueria com brinde para a pequenada, uma PlayStation para jogar, uma Igreja tranquila para rezar. Ali há sufoco e desespero.

Ali, existem famílias. E outras tantas que ficaram desfeitas
Cada cristão e cada não cristão tem a sua história. Esta é penosa. Acontece agora que escrevo e acontecerá quando nos lerem. In loco.

Sufoco, desespero, tragédia, tristeza, agonia, choro, memórias.
O meu Deus é o Deus destes cristãos da fotografia. Rezam ao mesmo Jesus que eu.

Por que permite Deus estas coisas? Não sabemos. 
A nossa pequenez não alcança tanto. Humanamente parece-nos aterrador e surgem questões que nos fazem levantar os olhos ao céu e indagar porque tal é permitido.

Deus responde através da suprema consciência de que Ele sabe mais. Conhece cada um pelo nome e será justo no tempo que mais Lhe convier.

Não cabe a nós compreender as coisas. Mas cumpre-nos rezar e estar solidariamente com quem sofre.

E fazemos notar o seguinte: os imigrantes de Calais podem estar na nossa família. Aquele familiar no lar, o que está doente e ainda o outro que está internado no hospital.

Que saibamos meditar sobre os dramas humanos e corresponder da forma que nos é pedida. Por todos, a nossa presença por via da oração, mortificação, jejum, comunhão e, quiçá, a presença pessoal naqueles casos onde Calais é aqui ao lado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Telemóveis em alta voz e a ligação ao céu faz-se sem roaming...

Já tinha escrito ter rezado inúmeras vezes o terço na moto. Contava as Avé-Maria fazendo pressão com os dedos no manípulo do travão. E creio que os terços rezados evitaram alguns acidentes.

Por outro lado tinha por protector Santo Abércio, por coincidir com a data em que comprei o veículo de duas rodas. 

Ora, como Abércio não terá - que se conheçam - muitos devotos, fiquei com o exclusivo da sua intercessão, o que muito me ajudou.

A publicação de hoje está relacionada com o terço. 

De mota ou de carro, reza-se. Todos os dias.


Como recentemente iniciámos este caminho de oração do terço em família, por vezes temos constrangimentos de tempo. 

Os horários nem sempre se ajustam e o chegar tarde a casa, por vezes, colide com o sono dos mais pequenos. 

Porque Deus nos dá os meios necessários, há que saber aproveitá-los.

Assim e porque hoje em dia todos os telemóveis têm sistema de alta voz, é fácil permanecer fiel à oração familiar.

E assim tem sido. Não há constrangimentos que impeçam esta prática. 
Em Lisboa ou noutra parte do país, havendo dificuldades de tempo, rezamos na mesma. 
O pai, no carro, esteja onde estiver e a família em casa. 

No mais, telemóveis em alta voz e a ligação ao céu faz-se sem roaming.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Uma Família

O pai é acelerado. Anda sempre a rasgar. A mãe, mais calma e contida.
O pai, sempre a mil, é reactivo. A mãe é ponderada e sensata.
O pai não admite derrotas. A mãe evita-as.
O pai cai mas cuida sempre de se levantar. A mãe raramente chega ao chão.
O pai não admite faltas de educação. A mãe também não.
O pai corrige com o olhar. A mãe, conversa.
O pai é um sonhador. A mãe, realista.
O pai, pela sua compleição física e pelo seu feitio, chefia. A mãe, na sua subtil astúcia, comanda o pai.
O pai, com nome de Guerreiro, combate assemelhando-se a um soldado. A mãe, qual general, é a estratega.

Tantas diferenças que se encontram e se complementam. Eis o que somos.

O espelho são os filhos. E são bons reflexos. Ouvem e vivem duas realidades que se completam, complementam e estão muito unidas no essencial: o amor.

SOMOS FAMÍLIA!
Até à morte. E depois da morte.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O trabalho de todos os dias

Fazemos reiteradamente a mesma coisa, sempre da mesma maneira. É o nosso trabalho.

E de que forma o fazemos?
De forma enfadonha de quem cumpre uma obrigação? Ou com esmero e dedicação?

E se o fizermos com esmero e dedicação, de quem dá o melhor que sabe fazer a Deus, não encontra diariamente promenores que pode melhorar? É verdade.


Na vida de mãe de família e na lida da casa, às vezes, basta desviar um tapete para limpar por baixo. No escritório, basta arrumar um documento em vez de o deixar em cima da secretária. 

Coisas simples que oferecidas ao Senhor das Coisas tomam uma dimensão enorme no nosso caminho diário para a santificação.

E não é assim também na Família?
Se nos disponibilizamos a um chamado sem dizer "já vou!" ou "tem de ser agora?"...
Se a mãe dá o seu melhor para fazer um jantar delicioso para todos...
Se o pai com paciência e carinho, ao fim de um dia de trabalho, ouve o que os filhos têm para dizer e os mima...
Se os filhos respondem prontamente ao chamado para pôr a mesa sem reclamar...

Inúmeras situações e ocasiões em que se deixa o "eu" de lado e coloca-se em marcha o serviço do bem comum, no melhor que se saiba e possa, descobrindo a verdadeira felicidade.

Um caminho sem portagens para o céu.

E está aqui, ao alcance de todos sem ser preciso fazer grandes feitos ou actos heróicos. Apenas fazendo o trabalho de todos os dias com esmero e dedicação, oferendo-o a Deus.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Haverá algum programa eleitoral que se ocupe da Família?

Esquerda. Direita. Centro. Centro de esquerda. Centro de direita.
Por onde ir?

Gostaria de ler um programa eleitoral que defendesse a Família. Mas não estou crente.

Há dias um jornal diário noticiava a candidatura de Júlia Mendes Pereira em primeira página. Concorrerá pelo BE e, sendo eleita, será a primeira deputada transsexual em Portugal.

Júlia é feminista, activista dos direitos das pessoas transexuais e intersexo, co-fundadora e co-directora da associação API - Ação Pela Identidade, organização não-governamental para a defesa e o estudo da diversidade de género e de características sexuais, é membro do Steering Committee da TGEU – Transgender Europe, organização europeia de defesa dos direitos das pessoas trans, foi também coordenadora do GRIT – Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transexualidade da associação ILGA Portugal.

Júlia vai a votos que é como quem diz, vai à guerra. Lutará por um lugar na AR que lhe permita desenvolver um trabalho na defesa do que acredita, das causas que defende.

As causas de Júlia não são as minhas. Nunca foram. Não serão. Mas aprecio as pessoas que não são reactivas, que falam e escrevem depois de acontecer, esquecendo que para ter acontecido muito trabalho foi efectuado. Júlia não é reactiva. Procura construir um caminho que lhe permita defender política e socialmente no que acredita.

Faltam católicos vibrantes e enérgicos no Parlamento, que defendam política e socialmente os valores que são os nossos, de sempre. Faltam deputados assumidamente católicos na AR que promovam a defesa intransigente da Família.

O caminho que outros se atrevem percorrer deveria ser percorrido por outros para, em regime democrático, dirimir diferenças e defender causas que nos são próximas.

Não nos interessa a nós pessoas voláteis e que cedam na sua fé e na sua cultura. Interessam-nos pessoas que assumam o que são, onde estiverem, com quem estiverem, lutando e zelando por uma doutrina social católica em que acreditamos.

Onde estão essas pessoas? Aparecerão à frente criticando “o que aconteceu” sem terem dado passos firmes e antecipados na projecção de cenários e o evitar de outros, quiçá contruindo caminhos conducentes à implementação de políticas que promovam a Família.

É tão triste quando nos comparamos aos países do norte da Europa. Aliás, não há comparação possível. Quem, por exemplo, quiser aprofundar as políticas de natalidade, pasme-se. E depois, pense.

Está na altura dos católicos mergulharem na política?
Está. Há muito tempo. Mas não será ainda neste tempo. E não sei quando será

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Leituras do dia para os mais pequenos

Todos os dias fazemos as “Leituras do dia”. Todavia esta ainda era uma lacuna na nossa prática diária com os nossos filhos. Dizemos era porque hoje iniciámo-la.

Com as mais novas lemos a Primeira leitura e o Evangelho, explicando-lhes de forma a que as entendam. E por incrível que pareça, compreendem na perfeição! Claro, que esta compreensão é feita na medida das suas capacidades e idades. Contudo, as crianças são sempre surpreendentes!!
As meninas foram muito receptivas a esta novidade.

Depois da leitura procurámos nos nossos DVD’s e encontrámos um sobre a história de Moisés. Nem a propósito, as Primeiras Leituras destes dias incidem sobre a sua vivência.

Não temos muitos DVD’s com histórias bíblicas, mas aconselhamos a procura de desenhos animados bíblicos no youtube pois serão agradavelmente surpreendidos.

A seguir foi a vez de dedicarmos um pouco de atenção ao mais velho, dado que este já gosta de ser considerado como “crescido”. Para ele aconselhámos a descarregar a App “Evangelizo” para o telemóvel, com o intuito de aceder às Leituras diárias e as possa ler e meditar, como nós fazemos. Aceitou o desafio e já possui a aplicação no seu telemóvel.


Deixamos esta publicação da App para quem a quiser descarregar. É muito completa. Para além das leituras, podemos saber e ler sobre os “Santos do dia”, além de um conjunto de orações que poderemos rezar. 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Tibieza? Teremos razões que a justifiquem?

Este fim de semana cumprimentei duas Testemunhas de Jeová que estavam na rua enquanto eu fazia uma caminhada.
Cumprimentei-os e elogiei o facto de se privarem dos seus afazeres pessoais para testemunharem no que acreditam. E fiquei-me por ali.
Depois comentei o facto em casa.
Efectivamente, nós, católicos, somos fechados. Somos capazes de coisas maravilhosas (não esqueço quem se consagra, quem vive clausura, quem emigra, quem é missionário, que doa a sua vida por Jesus) e somos capazes (nomeadamente os leigos mas não todos) de nos fechar para fora. Aliás, o Papa Francisco já abordou este tema.
Em casa comentava-se que o testemunho que damos é o espelho do que somos e vivemos. É verdade.

Mas estou crente que podemos sempre ir mais além. Se cada cristão for Marta e Maria, estou certo que os católicos gozarão de maior prestigio.

Dizia Monsenhor Escrivá que não conhecia Santo sem oração. Eu completaria o Padre escrevendo que não conheço um que tenha sido tíbio.

Duas breves notas. Uma primeira para o que nos propusemos fazer neste blogue, a rubrica “15 minutos à conversa com uma família”. Não foi além da vontade pois todas as famílias contactadas por mensagem, telefone ou e-mail não deram o seu assentimento definitivo. Uns justificaram e outros nem resposta deram.
Respeitamos e somos capazes de afirmar que a rubrica morreu apenas com um testemunho. Pensei, a propósito deste escrito, se não será evidência de nos fecharmos.

A segunda nota para a partilha que li nos blogues da Família Almeida e Uma Família Católica. Esse testemunho que nos deram é sinal que, quando queremos, somos capazes de sair e de nos desinstalar para dar testemunho de algo maior.

O testemunho é fundamental. Mostrar e evidenciar aos outros que há alegria em abundância na vivência do cristianismo é algo que deve ser tão normal como beber um singelo copo de água.

Se não testemunharmos a fé, não fazemos apostolado e seremos sombrios. Não devemos ser dominicais. O que somos devemos manifestar todos os dias da semana, no nosso trabalho, na nossa convivência social, nos nossos afazeres, na nossa família.

Uma comunidade local viva e desperta terá mais sentido e gerará maiores frutos.

sábado, 25 de julho de 2015

XVI

Formarão uma só carne, serão um só.
Marido e mulher não se dissociam um do outro. 

Ele vive para ela. Ela, para ele. 

Deus ama-os com um amor tão grande que quis que experimentassem esse amor magno e absoluto aqui na Terra.


Homem e a mulher foram criados para amar. E amam mais a Deus quanto mais se amarem um ao outro e aos filhos que Deus lhes confiar.

Pelo sacramento do matrimónio não os une mais um simples gostar, um amor quiçá abalável por uma qualquer tempestade.

Por via do matrimónio une-os um Amor Maior, que tem a sua natureza em Deus que é Amor

Aquele gostar inicial transforma-se paulatinamente. Com o tempo, solidifica e revela-se, por fim,  rocha firme e inabalável.

As dificuldades, os tropeços de sempre unirão mais ainda o casal no Amor.

O matrimónio é exigente. Implica trabalho diário e reiterada renovação do Amor.

O Amor renova-se todos os dias e manter-se-á pela eternidade.

É um caminho longo que se faz. E paradoxalmente, tão curto. O tempo é demasiado curto para amar.

É um peregrinar conjunto tantas vezes percorrido com cansaço. Outras, com obstáculos. Mas sempre com os olhos postos no Amor de Deus, que é o que os une verdadeiramente e os torna num só.

Aconselhamos a leitura do texto O mistério do matrimónio.

Hoje completamos 16 anos de casamento. 
Damos muitas graças a Deus que nos uniu e sustentou.
Somos muito felizes porque muito nos amamos.
Renovamos o SIM de 1999. Hoje e Sempre.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O nosso coração está onde está o nosso tesouro

Jesus disse:
 “ (…) onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mt 6, 21).

Verdade. E onde está o nosso tesouro? O nosso verdadeiro tesouro? Aquele que nos enche verdadeiramente o coração?


Está em coisas vãs? Que passam? Que são momentâneas?

Onde está o nosso tesouro?

A resposta religiosamente correcta, atendendo ao contexto, seria “o nosso tesouro está no céu”. E está! Mas vamos ser um pouco desconcertantes como Jesus e dizer que está no céu por via da terra.


O nosso tesouro, o verdadeiro tesouro está na nossa Família. Ponto.
Está na nossa casa, tão perto de cada um de nós. Nos bons e nos maus momentos. Quando estamos felizes ou tristes. A Família une-nos no amor.

Refletindo um pouco na nossa vivência familiar, que certamente será a mesma vivência de muitos que nos lêem.

É nos momentos difíceis que nos unimos mais como Família que somos, que sentimos o amor que nos une, os laços que apesar das diferenças nunca se quebram, mas fortalecem-se.

Os momentos felizes são fáceis de viver, sentimo-nos bem, contentes e a felicidade transborda. E estes também nos fazem crescer como Família.


Não é este o nosso maior tesouro? Que outra coisa nos pode dar mais felicidade do que a nossa Família?

A Família é onde está o nosso coração. A Família é de facto o nosso maior tesouro. E quando amamos a Família, amamos o Mestre da Família, a Rainha da Família.
Quando amamos uns, amamos os primeiros. Quando amamos os nossos, amamos o Pai, o Irmão e a Mãe.



Amar a Família é mais que um sentimento. Amar a Família é doar, é morrer pelo bem dos que mais amamos, é sofrer por Amor e pelo Amor mesmo que isso implique renúncia, é engolir sapos e elefantes quando decidimos em favor do bem comum e de um bem maior, é chamar a dor mesmo quando não a queríamos sofrer.

Amar é morrer. E depois, renascer. Quando morremos para nós, renascemos para os outros.

Em Família, uma só alma, um só coração para Deus.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Decisão INÉDITA do Tribunal da Relação de Évora

PROIBIÇÃO DE PUBLICAR FOTOS DOS FILHOS NAS REDES SOCIAIS

O Tribunal da Relação de Évora (TRE) decidiu que, para protecção dos menores, os pais se devem abster de publicar fotos dos filhos nas redes sociais.

De acordo com o Acórdão, a imposição aos pais do dever de se absterem de divulgar fotografias ou informações que permitam identificar os filhos nas redes sociais é adequada e proporcional à salvaguarda do direito destes à reserva da intimidade da vida privada e da sua segurança no Ciberespaço.


Segundo o TRE trata-se de uma obrigação dos pais, tão natural quanto a de garantir o sustento, a saúde e a educação dos filhos e o respeito pelos demais direitos, designadamente o direito à imagem e à reserva da vida privada.


Escreve-se no Acórdão que os filhos não são coisas ou objectos pertencentes aos pais. Antes titulares de direitos que os pais estão obrigados a respeitar.

Ainda de acordo com o Acórdão, o crescente perigo resultante da exposição da imagem nas redes sociais, face à utilização dessas redes por muitos predadores sexuais e pedófilos, impões que as crianças sejam dele protegidas.

Acórdão do Tribunal da Relação de Évora, proferido no processo nº 789/13.7TMSTB-B.E1, de 25 de Junho de 2015

Fonte: LexPoint  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Rezar a brincar

Já escrevemos sobre esta temática anteriormente, mas nunca é demais relembrar.

As crianças muito espontaneamente fazem oração: quando cantam um cântico (aqui a benjamin gosta de cantarolar o hino aos pastorinhos); quando passeiam pela casa com Nossa Senhora de feltro que lhes fizémos ao colo ou bebem chá com Ela; quando amorosamente tratam e embalam o Jesus bebé; quando pintam um desenho da vida de Jesus ou dos pastorinhos. Enfim, um sem número de coisas simples que fazem todos os dias e que as fazem crescer no amor a Deus e ao nosso fim último: o céu.

Desengane-se quem pensa que para rezar é necessário saber grandes formulas ou orações muito completas. 

A verdadeira oração sai do coração.

Quando nos sentimos felizes e agradecemos a Deus, quando estamos tristes e Lhe pedimos ajuda, quando nos zangamos com Ele e dizemos tudo o que nos incomoda incluindo as nossas frustrações. Tudo isto é, também, oração.

Por conseguinte, oração é uma relação de amizade com Deus em que Lhe contamos tudo. Alegrias, anseios, receios, tristezas, frustrações e desilusões. Tudo.

E neste ponto, as crianças são mestras. Contam tudo. Não escondem os seus estados de alma, são genuínas. E é isso que o Pai do Céu espera de nós.

Com o intuito de ajudar as crianças cá de casa e outras a rezar e a perceber que os santos são pessoas em tudo igual a nós e que se distinguiram pelo seu amor a Jesus, resolvemos construir santos para brincar (que estarão disponíveis a partir de hoje no blogue Pequenos Pormenores com Amor).

Porque a brincar também se reza.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Publicar ou não as fotos dos filhos nas redes sociais/internet

Esta temática há muito está definida na nossa casa porque tempestivamente a discutimos. Por conseguinte, temos ideias muito claras sobre o tema.

Para nós, a publicação de fotografias dos nossos filhos em redes sociais/internet, é ponto assente: não publicamos!

E enumeramos os motivos:
- Não sabemos o que terceiros podem, eventualmente, fazer com as fotografias: se as copiam ou se as utilizam noutras publicações. Em rigor, a partir desse momento deixamos de ter controlo sobre as mesmas;

- São crianças têm o direito à sua privacidade. E ninguém lhes pede autorização para publicar a sua imagem seja em que circunstância for.
Aqui, dir-nos-ão que os pais são responsáveis por essa publicação ou não. Certo.


Mas estarão estes devidamente esclarecidos sobre os perigos da internet?




Em tempos lemos um livro impressionante que nos fez pensar sobre este assunto, levando-nos a definir a regra familiar de não publicar qualquer fotografias de crianças.

O livro, com o título “Levaram-me”, da autoria de Paulo Pereira Cristóvão e baseada na história do pequeno Rui Pedro de Lousada, relata a história de uma criança que é levada por um estranho.

Perguntarão qual o relacionamento directo desta história com a publicação de fotografias dos filhos na internet. Pois bem, a correlação está na forma como os predadores “escolhem” e “encontram” crianças. Entre outros modos, encontram-nas através da internet.

As nossas ideias estão bem definidas. Recomendamos vivamente a quem nos lê que as definam igualmente, de forma esclarecida.