Família em Movimento

Família em Movimento

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ver para crer...

Na passada sexta-feira celebrou-se o dia de S. Tomé.
Quem não ouviu a célebre frase "ver para crer"?

S. Tomé só acreditou na resurreição de Jesus depois de ver e tocar nas marcas da crucificação.

E nós? Acreditamos realmente que há 2000 anos Jesus morreu por nós para nos dar a vida?
É pouco? 
Quantos, sem contar com Ele, o fizeram? Um que seja… parece que as respostas são unânimes.


A fé nasce deste acreditar sem ver. A presença de Deus faz-se sentir na vida daqueles que acreditam sem O terem visto.


E faz-se sentir todos os dias, nas mais pequenas coisas, nos mais pequenos afazeres como seja um gesto meigo do nosso consorte, num beijo terno de um filho ou um sorriso doce, nos momentos passados em família, na união familiar.

Dirão alguns “não precisamos acreditar em Jesus para dar um ósculo.” Verdade. Agora, com que sentido o fazem? É o mesmo com que um cristão o faz?

Viver a família na fé ajuda-nos a perceber e a viver a grandeza do Amor de Deus por cada um dos Seus filhos que somos todos nós. Somos todos filhos únicos e completamente irrepetíveis.
Deus não fez, não faz nem fará outro igual a ti e a mim. O nosso molde foi único.

Para fazer esta experiência do Amor de Deus por cada um de nós, pela filiação divina,  não são necessárias coisas extraordinárias. Porque Deus ama a simplicidade e sabe-nos pequeninos. Bastará viver cada momento em família e procurar o que cada situação tem de divino. Procuremos porque tem. Nada acontece sem o consentimento do Pai do Céu.

Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades diferenciadas?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades peregrinas em busca da santidade?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs a permanência em lares luminosos e alegres?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades abertas à vida?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs  comunidades em permanente busca de amor, caridade e concórdia?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades que têm consciência da sua filiação divina?  

Que sentido teria a vida se Jesus não tivesse morrido na cruz e ressuscitado para nos resgatar?
Ou por outra, que sentido teria a família – a nossa família – sem a presença diária do Mestre? Seriamos nós os mestres da nossa vida? Estaríamos bem…

Há dias escrevíamos que a vida é um peregrinar; que a morte é uma passagem para algo maior; é o chegar finalmente ao Santuário.

Quem acredita nasce mas jamais morrerá...

Nós, FEM, acreditamos!

domingo, 5 de julho de 2015

As tempestades

As leituras da missa deste Domingo são muito propícias à meditação pois revelam um diálogo incessante e profundo entre nós e Deus.
Vamos focar-nos na segunda leitura, onde São Paulo revela a sua humildade e exorta-nos à mesma.

Começa por falar num “espinho na carne”. Não especifica.

Alguns Padres da Igreja dizem tratar-se de doença física; outros de tribulações; outros ainda de tentações. São Paulo dizia sobre esse espinho ser algo que não lhe permitia a soberba e a exaltação.

São Paulo terá pedido três vezes ao Senhor que lhe retirasse esse obstáculo. Mas Deus, que sabe mais, negou-lhe o pedido. Mas não o deixou órfão. Pelo contrário, disse-lhe (e a nós) que “basta a Sua graça” que por sua vez “resplandece na fraqueza”.

Significa que para superar as dificuldades basta a presença do médico de todas as doenças.

É então que São Paulo diz que “quando sou fraco, então é que sou forte”.

Todas as famílias passam provações, tempestades, desertos, incompreensões, falta de meios económicos para fazer face a despesas emergentes. Todas as famílias têm os seus problemas. Alguns desnecessários. Diz-nos Monsenhor Escrivá para “não criarmos necessidades”. Muitas vezes somos obreiros dos nossos males.

Existem caminhos diferentes entre si quando a tribulação atinge as famílias. O primeiro, o desespero. O segundo, a conversão maior. Sobre o primeiro nada há a dizer senão exortar vivamente que jamais seja percorrido. Não nos leva a lado algum. Mas sobre o segundo há muito a dizer.

“A inteligência – iluminada pela fé – mostra‑te claramente não só o caminho, mas a diferença entre a maneira heróica e a maneira estúpida de percorrê‑lo. Sobretudo, põe diante de ti a grandeza e a formosura divina das tarefas que a Trindade deixa em nossas mãos.
In Falar com Deus de Francisco Fernández Carvajal

Na tribulação, as famílias devem unir-se mais e mais em si e a Deus. 
Cá em casa pensamos sempre como São Tomás de Aquino ensinou. Se Deus permite… é porque quer tirar um bem maior ainda que no imediato não saibamos qual. Ainda hoje, particularmente, procuramos respostas com vinte anos e ainda não as encontrámos. Mas sabemos que um dia ou noutra realidade, as encontraremos. Nada é acaso e nada é coincidência. Tudo é designado e tudo tem uma razão de ser.

As famílias são constituídas por seres frágeis e limitados. Somos pequenos. Na fragilidade e debilidade, a constância encontra muitas resistências. E caímos. Ficamos perturbados como se não houvesse nada mais, como se Deus não existisse, como se de travas se tratassem os dias que vivemos. Vem o mau humor, o desespero e o sentimento. O sentimento que tantas vezes nos escraviza. O sentimento que se apodera de nós e nos conduz a meditar a existência ou inexistência de Deus. Sobressai o EGO que nos diviniza e que nos faz acreditar da desnecessidade de rezar e privar com Deus porque, acreditamos, somos autossuficientes.

“O sentimento, pelo contrário, apega‑se a tudo o que desprezas, mesmo que continues a considerá‑lo desprezível. É como se mil e uma insignificâncias estivessem esperando qualquer oportunidade, e logo que a tua pobre vontade se debilita – por cansaço físico ou por perda de sentido sobrenatural –, essas ninharias se amontoam e se agitam na tua imaginação, até formarem uma montanha que te oprime e te desanima: as asperezas do trabalho; a resistência em obedecer; a falta de meios; os fogos de artifício de uma vida regalada; pequenas e grandes tentações repugnantes; rajadas de sentimentalismo; a fadiga; o sabor amargo da mediocridade espiritual... E, às vezes, também o medo: medo porque sabes que Deus te quer santo e não o és. 
In Falar com Deus de Francisco Fernández Carvajal

É então que devemos sair deste ciclo fechado e ler quem mais sabe, aprender dos Santos. 

São Josémaria Escrivá, no Sulco, Ponto 166, diz-nos “Permite‑me que te fale com crueza. Sobram‑te «motivos» para voltar atrás, e falta‑te arrojo para corresponder à graça que Ele te concede, porque te chamou para seres outro Cristo, «ipse Christus!» – o próprio Cristo. Esqueceste a admoestação do Senhor ao Apóstolo: «Basta‑te a minha graça», que é uma confirmação de que, se quiseres, podes”.

O mesmo Santo ensinava que não devíamos dialogar com tentação. Temos meios suficientes para o efeito, nomeadamente a oração, a mortificação, a fuga das ocasiões que nso fazem cair, a vida laboriosa e cumprimento dos deveres profissionais e o esforço por crescer no amor à Trindade e Maria.

Também devemos ter um DE (Director Espriritual) que nos ajuda imenso. 
Nada – absolutamente nada – lhe deverá ser ocultado. E deixar que ele cure a ferida ainda que doa. E deve doer. Se assim não for, a ferida não tratada aumentará e fará o membro apodrecer até cair, em definitivo.

As famílias enfrentam inúmeras adversidades. São muitos os espinhos encravados. Sejam eles tribulações, tentações, doenças, incompreensões entre outras. Muitas famílias enfrentam problemas financeiros. Muitas famílias enfrentam problemas de relações pessoais e quiçá elas se manifetem no seio da própria família.

É aí que devemos fazer como São Paulo. Rezar, entregar e confiar.  A providência acautelará.

Há uns anos terá faltado mel no Carmelo de Fátima. Um amigo nosso, sem o saber, levou mel às irmãs carmelitas. Insistimos, um amigo nosso sem saber da falta de mel levou-lhe esse alimento. A providência acautelou. E fá-lo sempre. Sempre. E existem tantos e tantos exemplos.

Sejamos perseverantes e coerentes. Sejamos Martas e Marias nos nossos lares e que eles sejam luminosos e alegres, ainda que a provação se faça sentir.


E sorrir na adversidade. Sorrir e às vezes rir, é o melhor remédio. 
O inimigo detesta que o façamos pois apenas quer o desespero. 
Ao sorrir e às vezes rir, derrotamo-lo. 

E essa força é a presença sólida de Deus nas nossas fraquezas

sábado, 4 de julho de 2015

Definam-se...

Nunca compreendemos o que são católicos não praticantes.
Ou se é ou se não é. E se é, não há possibilidade de ser sem o ser.
Ou seja, é impossível ser-se católico sem assumir uma conduta de vida onde o catolicismo não esteja entranhado.

Em termos práticos, é impossível dizerem-se católicos os que não têm prática religiosa e vida coerente com essa prática e afirmação. Seria o mesmo que se ser advogado sem o curso de direito ou médico sem o curso de medicina; ser-se engenheiro com o curso de enfermagem e economista com o curso de educação física.

No mesmo prisma, é difícil compreender a prática de muitos em saber a doutrina (melhor, parte dela), para um fim limitado. Isto passa-se nos CPM´s, nos baptismos e nas primeiras comunhões de forma reiterada.

Até ter o “diploma”, os não crentes simulam-se crentes. Isto é tão notório nas preparações para aqueles sacramentos. 
Nos primeiros, o tempo é curto e “suporta-se”. 


No derradeiro, é mais demorado. Mas vale a pena o esforço.

Assim, não é de estranhar que nas eucaristias e em tempos de catequese, os pais façam o esforço estóico de se levantarem ao Domingo e deixar o pequeno ou pequena na missa para que tenham a catequese. 
Este esforço é mais espaçado no tempo mas também ele de duração limitada. Enquanto o pequeno ou a pequena estão na missa com a catequista, os pais vão à sua vida (que não é esta... de todo).

Mas nem tudo é mau. Há uma espécie de descanso religioso quando as pausas das férias escolares se fazem sentir, pois nessas semanas nem pais nem crianças têm o ónus da missa e catequese. É o momento zen.

Casados, baptizados e com o sacramento da primeira comunhão realizado fica concluso o processo.

Tive uma tia profundamente ligada a um partido de esquerda que um dia me confidenciou ter sido baptizada e feito a “comunhão solene”. Perguntei-me o que tinha feito com os sacramentos…

Não é algo dramático. É real, factual. Mas impende sobre sacerdotes, leigos, catequistas e acima de tudo sobre as famílias um testemunho tão vivo e feliz que deixe o odor da felicidade sobre quem não a experimenta.

Devemos ser prosélitos, acima de tudo pelo testemunho e exemplo que deixamos. De nada serve criticar comportamentos alheios só porque sim. Aí, colocamo-nos num pedestal inútil que apenas gera mau ambiente e um ridículo orgulho próprio vazio de conteúdo.

A vocação cristã emerge de muitas formas. A conversão resulta de tantas maneiras que apenas devemos ser instrumentos úteis. Pelo exemplo, conduta, palavra, comportamento e fidelidade seremos prosélitos. Deus faz o resto.

A alegria cristã confunde os não crentes. Confunde-os de tal maneira que se questionam. E aí… entra Deus para fazer o resto.

As famílias devem ser exemplo. Exemplo de partilha, alegria, abnegação, prática cristã coerente, abertura à vida, condutas reiteradas que dignifiquem a fé recebida e sempre abertas ao diálogo.

Há muito trabalho a ser feito e nenhum cristão deve colocar-se de fora, pois na equipa de Cristo todos os cristãos são chamados à titularidade.

Aqueles que foram mencionados nas primeiras linhas do texto, se se sentirem bem acolhidos e observarem alguns pormenores tão vinculadamente cristãos, irão questionar-se. Assim tenham motivos. Dá-los, compete-nos. E se assim for, o curso normal das coisas é sentirem-se impelidos a frequentar os sacramentos.

Olha lá, já reparaste como aquela família é numerosa e feliz?” Ou ainda, “esta família levanta-se cedo todos os domingos para ir à missa. Serão tontos ou haverá algo que ainda não descobrimos?” E ainda “já reparaste que a nossa filha vem sempre feliz da catequese?

São estas perguntas e outras similares que devem acontecer. Para que tal suceda, são necessários cristãos à séria, prontos para se assumirem como tal na sociedade, como o soldado que está sempre pronto para servir quando é chamado. E nós já o fomos… em frente com afã apostótico!

Os soldados prontos a servir somos todos nós. Façamo-lo com inteligência e com convicção séria de que nos serão pedidas contas um dia. Mas não o façamos pelo receio. Não sejamos tíbios, nem medrosos, nem incoerentes e jamais nos guiemos por respeitos humanos.
Antes, confiantes, alegres, sem peias e coerentes. Testemunho vivo. 

Que muitos se questionem sobre nós. Se isso acontecer, é um sinal magnífico de que deixamos rasto

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Actividades para crianças em férias

Na semana passada iniciámos uma rúbrica em que sugerimos actividades para as crianças que se encontram de férias em casa.
Pois bem, hoje deixaremos mais uma forma de ocupar o tempo de uma forma lúdica e pedagógica.

Ontem, por aqui, foi dia de nos dedicarmos às costuras.
As meninas por influência da mãe quiseram aprender a coser. E assim foi…
Apesar do receio das picadelas das agulhas tudo correu bem!
A mais nova fez uma almofadinha para as agulhas e alfinetes, e ainda um Jesus bebé.
A mais velha, um presépio.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

5.000 VISUALIZAÇÕES

Família em Movimento

5 conselhos do Papa sobre internet e televisão

Nos dias que correm, em algumas famílias, pais e filhos deixam o diálogo e o tempo em família de lado e entregam-se ao individualismo, seja por via do telemóvel, televisão, computador, internet… Enfim, tudo razões de peso para se deixar o convívio familiar.

Com o intuito de valorar a Família, os seus valores e, acima de tudo o convívio familiar, o Papa Francisco deixa-nos alguns concelhos de como lidar com as novas tecnologias:

1­. Deitar livros fora. Mudar de canal. “Na época da imagem há que fazer o que se fazia na época dos livros: escolher o que me faz bem". Por isso, “há que saber escolher os programas, e esta é uma responsabilidade nossa. Se vejo que um programa não é bom para mim, que deita por terra os valores, que me torna vulgar, ou que contém cenas desonestas, tenho que mudar de canal. Como se fazia na minha época 'da lousa': quando um livro era bom, lia-se; quando um livro fazia mal, deitava-se fora".

2­. Fugir de ser escravos do computador. Cuidado com “a fantasia má, a fantasia que mata a alma. Se tu, que és jovem, vives ligado ao computador e te convertes num escravo do computador, perdes a liberdade. E se procuras no computador programas desonestos, perdes a dignidade". Tanto na televisão como na internet “há coisas sujas, que vão da pornografia à semi­-pornografia".

3­. Não à televisão-lixo. Atenção também “aos programas vazios, sem valores; por exemplo, programas relativistas, hedonistas, consumistas, que fomentam todas essas coisas. Nós sabemos que o consumismo é um cancro da sociedade. Falarei disso na próxima Encíclica, que sairá este mês".

4­. Computadores e televisões, num lugar comum da casa. “Há pais muito preocupados que não permitem que haja computadores nos quartos das crianças; os computadores devem estar num lugar comum da casa. Estas são pequenas ajudas que os pais encontram" para evitar que os filhos se exponham a todo este tipo de material.

5­. Não comer em família com o telemóvel. “Estar demasiado apegado a computadores, telemóveis, etc. faz mal à alma e retira a liberdade: faz-te escravo desses meios. É curioso, em muitas famílias os pais e as mães dizem-me: estamos à mesa com os filhos e eles, com o telemóvel, estão noutro mundo".



“É verdade que a linguagem virtual é uma realidade que não podemos negar; devemos levá-la pelo bom caminho, porque é um progresso da humanidade. Mas quando nos leva para fora da vida em comum, da vida familiar, da vida social e também do desporto, da arte... e ficamos presos ao computador, isso é uma patologia".

terça-feira, 30 de junho de 2015

A brincar também se faz oração

Há dias ao chegar ao quarto das meninas deparo-me com a mesa posta com serviço de chá e ao lado delas um lugar vazio.
Conversavam entre si.

Entretanto perguntou a mais velha:
- “Nossa Senhora queres mais chá?”

Eu sorri e elas deram pela minha presença. Disseram-me que estavam a tomar chá e que a sua convidada especial era Nossa Senhora.
Acredito que Ela estivesse ali com elas e de certo que se sentiu muito lisonjeada.
Pequenos gestos, pequenas jaculatórias que mimam e que fazem com que transmitamos a Nossa Senhora como a amamos.

Pois bem, depois deste episódio surgiram-me algumas questões.
Porquê brincar com Barbies e outros bonecos e por que não brincar com Nossa Senhora? Não será esta uma forma das crianças fazerem oração? Não será esta uma forma de as crianças se sentirem sempre na presença de Deus?
Acredito que vindo do coração inocente das crianças, a brincadeira seja agradável no céu!

Como tal, ontem fiz uma Nossa Senhora em feltro. Para que possam brincar com Ela.
Atrás possui uma bolsinha onde podem guardar desenhos, recados, orações que façam a Nossa Senhora.

O sucesso foi imediato. Fecharam-se ambas no quarto com a Mãe de Jesus e fizeram-lhe uma canção. A mais velha escreveu a letra num papelinho e colocou na bolsinha. Depois vieram as duas manas mostrar a sua canção a toda a família.

Dormiram com Ela à cabeceira. E assim que acordaram lá vieram as duas com Nossa Senhora ao colo. Como não podem pegar as duas ao mesmo tempo vão-se revezando.

Ficámos muito satisfeitos, porque descobrimos uma forma de as aproximar do céu através da Mãe de Deus.

Rezar é tão simples!


Aproveitamos a publicação e uma vez que a ideia surgiu e resultou magnificamente para expor o trabalho feito que, de hoje em diante, estará no blogue Pequenos Pormenores com Amor para eventuais encomendas de quem queira partilhar da simplicidade de orar e brincar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Educar a verdade

Quando éramos pequenos ouvíamos estórias de que os sacerdotes, após confissão, “faziam” os penitentes rezar vários terços e não sabemos quantos “padre nossos”.
Lembramo-nos todos de ouvir e quiçá alguns de presenciar.

Todavia, hoje não é assim. O arrependimento sincero na confissão (convém...), acarreta uma penitência mais leve. Por regra, digamos assim, uma Avé-Maria em singelo.
Não por causa da leveza da falta mas porque o fito é a reconciliação, a conversão, o arrependimento sincero e a luta (aí a luta!) por não repetir os erros.

Assim é com os filhos. De nada vale castigos severos. Aliás, se existem valores, educação e exigência em casa é de supor que as faltas dos filhos não sejam graves.

Será preferível uma palavra sincera e no rigor de não ser ao lado dos irmãos. Depois, não ocultar a estes para que possam aprender. E o castigo seja leve.

Que a reprimenda jamais implique algo que os prejudique. E que nada seja definitivo.

LeveQue compreendam a falta para que não a repitam. De nada serve castigar de uma forma agressiva e absurda que a consequência seja ouvi-los soluçar de tanto chorar. Isso é zero! 
Tal como é zero bater. Jamais!

Não se educa a gritar nem a bater. Quem ouve gritar, grita. Quem leva açoites aprende que contrariar a falta de terceiro implica a agressão física.

Por último, jamais qualquer agressão psicológica! Não é a destruir a auto-estima dos filhos que os fará crescer. Isso é zero!

Os pais querem nos filhos e estes nos pais, amigos. Amigos sinceros, genuínos. Amigos em quem confiem plenamente e sem reservas, na certeza de que em família devemos ser profundamente sinceros uns com os outros.

Voltando ao início, a benjamim da família fez no dia de ontem um disparate e não o assumiu. Claro está que sabíamos quem havia cometido o “delito”.
Que fizemos? Incentivámos a dizer a verdadeE depois de assumida, elogiámos a postura de verdade.

- “Muito bem. Estamos muito contentes contigo por teres dito a verdade. Mas repara, não voltes a fazer.” E explicámos a razão. Sim, ninguém diga para não se fazer algo se não explicar a razão de não fazer.

Não demos qualquer castigo. Mas se assim decidíssemos, seria algo tão leve quanto não comer uma goma depois do almoço. Algo que lhe causaria incómodo mas que, em rigor, em nada a prejudicaria.

E aqui temos a relação dos “castigos” da educação. Educar a verdade, sempre. E tal como ouvimos dos nossos confessores de hoje, que a penitência – se a houver – seja leve.

Importa isso sim que compreendam e aprendam. Isso sim, é educar.

domingo, 28 de junho de 2015

Pajama Party

Um serão diferente.
A benjamim pediu uma Festa do Pijama
Modas estrangeiras que a televisão e as séries da Disney nos trazem.

Muito bem, por que contrariar esta vontade inofensiva? 

Os irmãos colocaram-se em acordo e os pais assentiram. 

À noite e após o jantar, com o terço em família rezado, trouxeram-se os sacos-cama para a sala. 
TV ligada com um filme cómico e baldes de pipocas a acompanhar.
Boa noite e bons sonhos.

Dormiram até de manhã e, já acordados,  não se queixaram das costas doridas pelo chão duro.

Levantar, fazer a higiene e e rumar à missa. Fica a promessa de se repetir.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

São Josemaría Escrivá

Hoje é dia 26 de Junho, dia de São Josemaría Escrivá de Balaguer.
Como família não nos dissociamos deste Santo. Deixou um legado poderoso de caminho sustentado para a santidade cristã.
É um Santo dos nossos dias, um visionário.
A santidade é para todos. Todos!
Muitos vídeos, muitos testemunhos e muitas obras deixadas, tais sejam CaminhoSulcoForjaAmigos de DeusCristo que PassaAmar a IgrejaSanto RosárioVia Sacra e Temas actuais do cristianismo.
Monsenhor Escrivá deixou um legado tremendo e sempre em defesa da Família.
Hoje celebramos o 40º aniversário da morte de São Josemaría.
Partilhamos um vídeo de D. Javier Echevarría onde recorda alguns conselhos de São Josemaría às famílias.
Que gostem!


quinta-feira, 25 de junho de 2015

A vida assemelha-se ao trajecto do peregrino... e não é um lugar comum!

Há dias lia um texto que comparava a vida a uma peregrinação. Pensemos então um pouco. 
Quais os pontos em comum além do lugar comum?

Imaginemos o peregrino. Inicia o seu trajecto com afã de chegar ao destino.
Pergunta imediata: que destino queremos nós?
Dizia Monsenhor Escrivá que "é preciso querer querer". É preciso que tenhamos intenção de querer algo. A questão é qual o algo que queremos.

O peregrino que caminha pelo seu pé, no decorrer do percurso sente a viagem nas bolhas ganhas.


A nossa vida também é assim. Nem tudo são rosas. Há bolhas que deixam feridas e muitas delas difíceis de sarar.  
O que faz o peregrino? Contínua.
Que fazemos nós na vida? Continuamos firmes ou desistimos? É mais fácil desistir que resistir.

O peregrino peregrina quer faça chuva, quer faça sol.
Nós na vida mantemos o trajecto mesmo durante as tempestades? Somos perseverantes? Ou recuamos? Ou - permitam - desviamo-nos? 

O peregrino é despojado de meios. Fica em qualquer lugar e come o que lhe derem.
Na vida somos despojados ou agarradinhos aos bens materiais?

O peregrino sabe para onde caminha e qual o caminho mais adequado.
Nós, no quotidiano, sabemos para onde caminhamos e sabemos qual o caminho para o fim almejado?

O peregrino caminha não por si nem para si, mas com a força da fé e para Deus.
E nós, caminhamos ao lado do nosso querido e inseparável irmão de viagem, o Ego, ou tomamos uma consciência sobrenatural?

O peregrino é agradecido por natureza. Sabe para onde vai e sabe o porquê de ir.
Seremos nós agradecidos e reconhecidos?

O peregrino sacrifica-se.
Nós, mortificamo-nos?

O peregrino, por fim, chega ao Santuário. As dores dissipam-se. A alegria toma conta da alma.

Pois bem, voltamos ao segundo parágrafo onde o peregrino iniciava o seu trajecto com afã de chegar ao destino. Ele chegou.

Um derradeira pergunta está relacionada com o início do texto. Nós na vida... sabemos a que fim pretendemos chegar? E lutamos com entusiasmo? É preciso querer querer...

A vida, como a viagem do peregrino, é um tempo curto. 
O dia de ontem não volta e tudo quanto não fizemos não deixa marca. Ainda que para o cristão a vida seja um permanente recomeçar, é bom que esse recomeço seja pleno de sentido e pleno de decisão.

Para onde quero ir? Muito bem, quais os meios?
Então... em frente! Em família! Juntos a caminho para a meta. Em frente!

"Família torna-te naquilo que és" 
 João Paulo II

Chapéus para o sol em croché - FEM











Link:
Pequenos Pormenores com Amor






quarta-feira, 24 de junho de 2015

Exemplo da sobriedade cristã

A vida de relação oferece-nos mil oportunidades de darmos esse exemplo de sobriedade e de mortificação, sem com isso chamarmos a atenção ou sermos tidos por pessoas aborrecidas, estranhas ou moralizantes.

Começa pela sobriedade no comer e no beber, nos convites para almoços ou jantares em que, sem constranger ninguém, podemos ser comedidos na escolha do prato, nos acompanhamentos, na bebida; ou são os aperitivos de fim de semana, ou os pratos típicos, ou as sobremesas... À hora de escolher, lembremo-nos de que não temos espírito de desprendimento e sobriedade se, podendo escolher de maneira discreta, não escolhemos para nós o pior.

A moderação no falar é outra ocasião excelente de vivermos a temperança: evitaremos falar muito, ou falar de nós, ou manter conversas inúteis e frívolas, ou entreter-nos em murmurações que beiram a difamação...

No ambiente de trabalho, já a intensidade no aproveitamento do tempo, fugindo das constantes interrupções e pequenas ausências, das conversas alheias ao cumprimento do dever, em suma, de toda a indolência, é um exemplo magnífico de austeridade; e a ela podem somar-se tantas outras, como a demonstração prática de que trabalhamos por amor ao trabalho feito por Deus, e não por amor ao dinheiro ou às honras.

E ainda a exemplaridade na guarda da vista pela rua, à saída do trabalho com um colega, ou nas relações com uma colega de escritório, cheias de uma delicadeza sem familiaridades.

In Falar com Deus, 23.VI.2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Actividades para as crianças de férias

As crianças estão em casa. 
Como fazer para que não passem o dia em frente da televisão, ou agarrados ao telemóvel, à tablet,...?
Anteriormente já tínhamos escrito sobre este assunto  e demos a ideia de se fazer um plano de férias. Pois bem.

Por aqui, dedica-se 40 minutos a 1 hora de trabalho escolar por dia. Depois vem a diversão e a ocupação do tempo de forma lúdica.

A presente rúbrica tem como objectivo partilhar algumas formas de ocupar esse tempo lúdico. Partilhamos semanalmente uma ou duas actividades possíveis para esses tempos.

Hoje é dia de culinária. As crianças gostam de pôr as mãos na massa!!
Primeiro lavamos as mãos. 
Colocamos os aventais a preceito e damos início à confecção da massa.

Aqui fica a receita dos bolinhos que faremos hoje.
São muito simples e as crianças podem dar asas à imaginação na forma que darão aos bolos.

Ingredientes:
1 ovo
100gr açúcar
125gr margarina
300gr farinha
Canela em pó ou raspa de limão

A preparação é muito simples.
Mistura-se tudo muito bem, envolve-se com amor e alegria.
E estão prontos a moldar!

Esperamos que gostem e acima de tudo que se divirtam!

Fraldas pintadas à mão pela FEM - Blogue Pequenos Pormenores com Amor



Link:
Pequenos Pormenores com Amor