Família em Movimento

Família em Movimento

quinta-feira, 9 de julho de 2015

FEM no Facebook




A FEM está agora no Facebook.

Fica o convite a fazerem LIKE/GOSTO na Página da Família em Movimento.

Actividades para crianças em férias

Cá estamos nós mais uma vez a deixar-vos uma ideia para poderem realizar com as crianças que se encontram em casa de férias: um tear.

Quem não se lembra de ter feito um tear na escola? Era actividade obrigatória na disciplina de Trabalhos Manuais.

Pois bem, fomos ao nosso baú de recordações de infância e tirámos de lá a ideia do tear.
É muito simples. 

Material necessário:
- um pedaço de cartão
- lã ou linha
- agulha para lã

Depois é dar asas à imaginação...

Aqui fica a imaginação e o trabalho da nossa menina mais velha que, depois de ter feito o seu, foi ajudar a mana mais nova.





quarta-feira, 8 de julho de 2015

Desconto no ISV para famílias numerosas em vigor a partir de Janeiro

Isenção de 50% no imposto só é válida para carros com mais de cinco lugares.

As famílias com quatro ou mais dependentes a seu cargo, ou as que tenham três entre os quais dois com idade inferior a oito anos, vão poder ter a partir de 1 de Janeiro uma redução de 50% no imposto sobre veículos (ISV) caso comprem carros com mais de cinco lugares.

A lei, que já tinha sido aprovada no Parlamento em Maio, foi publicada nesta quarta-feira em Diário da República.

A isenção de metade do ISV apenas é válida para um veículo por agregado familiar e só se aplica a veículos que emitam, no máximo, 150 gramas de CO2 por quilómetro. Não pode ultrapassar os 7800 euros. Para beneficiar da redução, é necessário um pedido à Autoridade Tributária e Aduaneira.

O desconto no imposto pode aplicar-se aos agregados familiares com dependentes menores, bem como aos que tenham dependentes maiores de idade (até aos 25 anos) que sejam estudantes e não tenham rendimentos superiores à retribuição mínima mensal garantida. Podem ainda beneficiar as famílias com dependentes maiores de idade inaptos para o trabalho e para angariar meios de subsistência, desde que estes não tenham rendimentos superiores ao salário mínimo.

O projecto de lei tinha sido apresentado em Abril pelo PSD e CDS-PP, que entretanto aceitaram alterações propostas pelo PS. Na primeira versão dos partidos da maioria, propunha-se que o desconto só beneficiasse as famílias com quatro ou mais dependentes, mas o PS quis alargar às famílias com três filhos, ainda que com limitações de idade.

De acordo com a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, há cerca de 125 mil agregados familiares com três filhos e 22 mil com quatro filhos.

Fonte: APFN

O trabalho como extensão familiar

Por vezes ouço entre colegas ou amigos a expressão “só trabalho até às X horas porque só me pagam até essa hora.
Ou então e em continuidade, “cumpro escrupulosamente com o meu contrato. Querem que trabalhe mais, paguem mais.

Enfim, todos nós ouvimos estas expressões e quiçá já as tenhamos proferido.

Não vamos discutir o mérito das mesmas. Sem prejuízo, escrevemos o que pensamos sobre o assunto.

Na nossa opinião, empregado e empregador, em sentido lato, são dependentes entre si. Um depende que o outro pague as justas retribuições enquanto o segundo depende que o empregado execute a tarefa.

A prestação do trabalho, na nossa opinião, deve reflectir o que somos em família. Nesta, não estabelecemos metas contratuais e ou não fazemos as tarefas numa medida calculada. No nosso ponto de vista, devemos ter brio no trabalho e se houver necessidade de o prolongar, devemos fazê-lo. E por regra há uma retribuição adequada ao trabalho extraordinário.

O trabalho não deve prejudicar a família, nos seus tempos. Mas casuisticamente e na necessidade, não vemos mal que empreguemos mais tempo que o habitual para colmatar qualquer situação que se apresente extraordinária e que de nós dependa.

Temos sempre a convicção de que estão fora de portas milhares de pessoas que fariam o nosso lugar. Chama-se a essa convicção humildade, porque em si é verdadeira. O que é bom é que quem nos paga o ordenado tenha de nós a noção clara de que somos laboriosos e briosos.

Mais. Deus não quer que sejamos pequeninos na doação e não quer receber de nós um trabalho circunscrito a noções fechadas. Quer que lhe ofereçamos um trabalho bem feito todos os dias e com grandeza de espírito. E se fizermos esse trabalho, com esta mentalidade nobre, seremos apreciados pelo esforço, pela conduta, pela rectidão, pelo empenho, pela qualidade e pelo espírito de quem compreende que existem dois lados.

Na família somos generosos quando a esposa carece de auxílio, quando o filho está doente e nos obriga a levantar da cama várias vezes durante a noite, entre tantas e tantas tarefas quotidianas. Nós pensamos que o trabalho é uma extensão desta atitude nobre. E pensamos também que dele dependemos para manter a família. Então, sejamos diferentes e sigamos o conselho de Monsenhor Escrivá de santificarmos o trabalho, santificarmo-nos no trabalho e santificarmos os outros pelo trabalho.

Uma coisa mais. O que somos, passamos. Os nossos filhos serão um espelho de nós mesmos. Pensemos nisto.

Em frente!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Fuga para a frente

Nunca escondemos o padrão pelo qual nos guiamos. E nunca escondemos que o blogue FEM não tem filtros, sendo transversal.
O que sempre importou foi a defesa da família aproveitando o blogue para fazer apostolado.
Sempre acreditámos num modelo de sucesso que não tem necessariamente que ser o nosso. Há vários modelos de sucesso com o mesmo denominador comum: Jesus. O nosso, enquanto o entendemos, é-o.
Adiante. “Fuga para a frente” foi o título desta publicação focada essencialmente nas pessoas que nem dizem sim e também não dizem não. Estas, permanecem numa espécie de limbo sem assumir uma decisão, essa coisa tão difícil porque nos compromete.

E falamos exactamente do quê? De tudo em geral.

Na religião, por exemplo. Nas decisões fundamentais da vida. No compromisso que essas decisões encerram.

É curiosos que nem todas as pessoas têm uma linha recta, uma conduta assumidamente coerente sobre religião, família, conduta quotidiana e decisões fundamentais.
As razões são diversas. Vamos misturar os temas, na certeza que na leitura do texto consigamos ser claros.
Há quem diga que ainda não é chegado o tempo.
Outros, que é coisa de mulheres e para as mulheres.
Outros ainda que não nasceram para issoIsso são coisas de…
Por último, há quem defenda a tese que a decisão fundamental compete aos filhos.
E há todos os outros. Os que disseram sim e os que disseram não, com toda a legitimidade de uma escolha livre.
Ora, o texto versa sobre aqueles que estão no “nim”.
Desmontando o puzzle, diríamos o seguinte:

“Ainda não é chegado o tempo”
O tempo já chegou há dois mil anos. Há dois mil anos que esperam o nosso compromisso, o nosso fiat, a nossa entrega.
O tempo de nos convertermos há muito chegou e falta apenas a decisão comprometedora. É terrível o compromisso. Quando nos comprometemos deixamos de viver para o “eu”, desinstalamo-nos e isso dói tanto. Os tempos sem compromisso são muitíssimo mais apelativos, verdade.
Mas entendamos que o compromisso de família implica algo mais. O compromisso familiar implica o deixar para trás um sem número de vontades e escolhas. Excepto se não nos desvinculamos delas e com isso afectamos aqueles que connosco convivem.
O compromisso de família exige abnegação e mortificação. Mas caramba, quantos frutos e alegrias gera.
Somos felizes? Somos verdadeiramente felizes? Amamos e somos amados? Deixamos que nos amem? Amamos sem restrições? E o compromisso entra neste amor?
Fazemos notar que “amor” é coisa de gente grande.

“É coisa de mulheres e para as mulheres”
Errado! Amar é coisa de mulheres e homens livres. Os homens que amam mostram toda a sua masculinidade. Amar não nos reduz em nada. Pelo contrário, engrandece-nos.
Amar o compromisso mostra quão gigantes podemos ser. Só uma alma gigante ama e deixa amar. Tudo o resto que é contrário ao amor sim, reduz. Homens e mulheres ficam pequeninos, do tamanho do seu pequeno coração. Os que amam dilatam o coração e a amizade dos outros. Isto é tão factual.
Mesmo em questões religiosas, determinar que são coisas femininas – com o devido respeito – mostra alguma pequenez no raciocínio.
Um homem ama e deixa amar. Faz e deixa fazer. Não se limita ao seu quintal. Expande para fora.

“Não nasceram para isso. Isso são coisas de…”
Então terão nascido exactamente para quê?
Se não nascemos para o compromisso, para a família, para amar, para viver (!) teremos nascido para… definhar?
Há quem tenha dificuldade em assumir a alegria. Há quem, inclusive, goste de mostrar aos outros o quanto sofre. Mas pensamos que isso de nada vale. Que importa que a Maria (a vizinha) nos diga “coitado”? Resolve alguma coisa? Nada!
Queridos amigos, nascemos para isto. O “isto” é a negação do nosso ego que implica a doação plena à família. E na família todos os cuidados são poucos. Cuidado com a educação dos filhos. Uma educação menos cuidada vai dar mau resultado.
Nascemos para isto e nascemos com o dom de pensar, raciocinar. Então, façamos juízos sérios e acautelemos o que é de acautelar.
O padrão de vida da família deve ser pensado. O padrão de vida de uma família deve ser dialogado. Por último, deve ser posto em prática.
Devem ser tomadas decisões sobre todas as vertentes da vida familiar. O orçamento, a educação, como se pauta o quotidiano, o trabalho, os tempos de lazer, etc. Tudo deve ser pensado.
Isto é, quem afirma que não nasceu para “isto”, desengane-se.

“Decisão fundamental compete aos filhos”
Muito bem. A esses pais pergunto se os filhos escolhem quando vão ao médico. A esses pais pergunto se os filhos escolhem se vão, ou não, à escola.
Quem é para umas, é para outras.
Quem escolhe são os pais. Ponto. Nem há lugar a qualquer discussão.
Os pais escolhem e por isso são pais, educadores.
Os pais escolhem se os filhos vão ao médico. Os pais sabem que os filhos têm de frequentar o ensino. Os pais escolhem se os filhos são baptizados. Os pais escolhem se os filhos frequentam a catequese. Os pais escolhem tudo.
Quem não escolhe, quem não toma decisões, demitiu-se das suas funções.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ver para crer...

Na passada sexta-feira celebrou-se o dia de S. Tomé.
Quem não ouviu a célebre frase "ver para crer"?

S. Tomé só acreditou na resurreição de Jesus depois de ver e tocar nas marcas da crucificação.

E nós? Acreditamos realmente que há 2000 anos Jesus morreu por nós para nos dar a vida?
É pouco? 
Quantos, sem contar com Ele, o fizeram? Um que seja… parece que as respostas são unânimes.


A fé nasce deste acreditar sem ver. A presença de Deus faz-se sentir na vida daqueles que acreditam sem O terem visto.


E faz-se sentir todos os dias, nas mais pequenas coisas, nos mais pequenos afazeres como seja um gesto meigo do nosso consorte, num beijo terno de um filho ou um sorriso doce, nos momentos passados em família, na união familiar.

Dirão alguns “não precisamos acreditar em Jesus para dar um ósculo.” Verdade. Agora, com que sentido o fazem? É o mesmo com que um cristão o faz?

Viver a família na fé ajuda-nos a perceber e a viver a grandeza do Amor de Deus por cada um dos Seus filhos que somos todos nós. Somos todos filhos únicos e completamente irrepetíveis.
Deus não fez, não faz nem fará outro igual a ti e a mim. O nosso molde foi único.

Para fazer esta experiência do Amor de Deus por cada um de nós, pela filiação divina,  não são necessárias coisas extraordinárias. Porque Deus ama a simplicidade e sabe-nos pequeninos. Bastará viver cada momento em família e procurar o que cada situação tem de divino. Procuremos porque tem. Nada acontece sem o consentimento do Pai do Céu.

Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades diferenciadas?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades peregrinas em busca da santidade?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs a permanência em lares luminosos e alegres?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades abertas à vida?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs  comunidades em permanente busca de amor, caridade e concórdia?
Será o acaso ou a loucura que fazem das famílias cristãs comunidades que têm consciência da sua filiação divina?  

Que sentido teria a vida se Jesus não tivesse morrido na cruz e ressuscitado para nos resgatar?
Ou por outra, que sentido teria a família – a nossa família – sem a presença diária do Mestre? Seriamos nós os mestres da nossa vida? Estaríamos bem…

Há dias escrevíamos que a vida é um peregrinar; que a morte é uma passagem para algo maior; é o chegar finalmente ao Santuário.

Quem acredita nasce mas jamais morrerá...

Nós, FEM, acreditamos!

domingo, 5 de julho de 2015

As tempestades

As leituras da missa deste Domingo são muito propícias à meditação pois revelam um diálogo incessante e profundo entre nós e Deus.
Vamos focar-nos na segunda leitura, onde São Paulo revela a sua humildade e exorta-nos à mesma.

Começa por falar num “espinho na carne”. Não especifica.

Alguns Padres da Igreja dizem tratar-se de doença física; outros de tribulações; outros ainda de tentações. São Paulo dizia sobre esse espinho ser algo que não lhe permitia a soberba e a exaltação.

São Paulo terá pedido três vezes ao Senhor que lhe retirasse esse obstáculo. Mas Deus, que sabe mais, negou-lhe o pedido. Mas não o deixou órfão. Pelo contrário, disse-lhe (e a nós) que “basta a Sua graça” que por sua vez “resplandece na fraqueza”.

Significa que para superar as dificuldades basta a presença do médico de todas as doenças.

É então que São Paulo diz que “quando sou fraco, então é que sou forte”.

Todas as famílias passam provações, tempestades, desertos, incompreensões, falta de meios económicos para fazer face a despesas emergentes. Todas as famílias têm os seus problemas. Alguns desnecessários. Diz-nos Monsenhor Escrivá para “não criarmos necessidades”. Muitas vezes somos obreiros dos nossos males.

Existem caminhos diferentes entre si quando a tribulação atinge as famílias. O primeiro, o desespero. O segundo, a conversão maior. Sobre o primeiro nada há a dizer senão exortar vivamente que jamais seja percorrido. Não nos leva a lado algum. Mas sobre o segundo há muito a dizer.

“A inteligência – iluminada pela fé – mostra‑te claramente não só o caminho, mas a diferença entre a maneira heróica e a maneira estúpida de percorrê‑lo. Sobretudo, põe diante de ti a grandeza e a formosura divina das tarefas que a Trindade deixa em nossas mãos.
In Falar com Deus de Francisco Fernández Carvajal

Na tribulação, as famílias devem unir-se mais e mais em si e a Deus. 
Cá em casa pensamos sempre como São Tomás de Aquino ensinou. Se Deus permite… é porque quer tirar um bem maior ainda que no imediato não saibamos qual. Ainda hoje, particularmente, procuramos respostas com vinte anos e ainda não as encontrámos. Mas sabemos que um dia ou noutra realidade, as encontraremos. Nada é acaso e nada é coincidência. Tudo é designado e tudo tem uma razão de ser.

As famílias são constituídas por seres frágeis e limitados. Somos pequenos. Na fragilidade e debilidade, a constância encontra muitas resistências. E caímos. Ficamos perturbados como se não houvesse nada mais, como se Deus não existisse, como se de travas se tratassem os dias que vivemos. Vem o mau humor, o desespero e o sentimento. O sentimento que tantas vezes nos escraviza. O sentimento que se apodera de nós e nos conduz a meditar a existência ou inexistência de Deus. Sobressai o EGO que nos diviniza e que nos faz acreditar da desnecessidade de rezar e privar com Deus porque, acreditamos, somos autossuficientes.

“O sentimento, pelo contrário, apega‑se a tudo o que desprezas, mesmo que continues a considerá‑lo desprezível. É como se mil e uma insignificâncias estivessem esperando qualquer oportunidade, e logo que a tua pobre vontade se debilita – por cansaço físico ou por perda de sentido sobrenatural –, essas ninharias se amontoam e se agitam na tua imaginação, até formarem uma montanha que te oprime e te desanima: as asperezas do trabalho; a resistência em obedecer; a falta de meios; os fogos de artifício de uma vida regalada; pequenas e grandes tentações repugnantes; rajadas de sentimentalismo; a fadiga; o sabor amargo da mediocridade espiritual... E, às vezes, também o medo: medo porque sabes que Deus te quer santo e não o és. 
In Falar com Deus de Francisco Fernández Carvajal

É então que devemos sair deste ciclo fechado e ler quem mais sabe, aprender dos Santos. 

São Josémaria Escrivá, no Sulco, Ponto 166, diz-nos “Permite‑me que te fale com crueza. Sobram‑te «motivos» para voltar atrás, e falta‑te arrojo para corresponder à graça que Ele te concede, porque te chamou para seres outro Cristo, «ipse Christus!» – o próprio Cristo. Esqueceste a admoestação do Senhor ao Apóstolo: «Basta‑te a minha graça», que é uma confirmação de que, se quiseres, podes”.

O mesmo Santo ensinava que não devíamos dialogar com tentação. Temos meios suficientes para o efeito, nomeadamente a oração, a mortificação, a fuga das ocasiões que nso fazem cair, a vida laboriosa e cumprimento dos deveres profissionais e o esforço por crescer no amor à Trindade e Maria.

Também devemos ter um DE (Director Espriritual) que nos ajuda imenso. 
Nada – absolutamente nada – lhe deverá ser ocultado. E deixar que ele cure a ferida ainda que doa. E deve doer. Se assim não for, a ferida não tratada aumentará e fará o membro apodrecer até cair, em definitivo.

As famílias enfrentam inúmeras adversidades. São muitos os espinhos encravados. Sejam eles tribulações, tentações, doenças, incompreensões entre outras. Muitas famílias enfrentam problemas financeiros. Muitas famílias enfrentam problemas de relações pessoais e quiçá elas se manifetem no seio da própria família.

É aí que devemos fazer como São Paulo. Rezar, entregar e confiar.  A providência acautelará.

Há uns anos terá faltado mel no Carmelo de Fátima. Um amigo nosso, sem o saber, levou mel às irmãs carmelitas. Insistimos, um amigo nosso sem saber da falta de mel levou-lhe esse alimento. A providência acautelou. E fá-lo sempre. Sempre. E existem tantos e tantos exemplos.

Sejamos perseverantes e coerentes. Sejamos Martas e Marias nos nossos lares e que eles sejam luminosos e alegres, ainda que a provação se faça sentir.


E sorrir na adversidade. Sorrir e às vezes rir, é o melhor remédio. 
O inimigo detesta que o façamos pois apenas quer o desespero. 
Ao sorrir e às vezes rir, derrotamo-lo. 

E essa força é a presença sólida de Deus nas nossas fraquezas

sábado, 4 de julho de 2015

Definam-se...

Nunca compreendemos o que são católicos não praticantes.
Ou se é ou se não é. E se é, não há possibilidade de ser sem o ser.
Ou seja, é impossível ser-se católico sem assumir uma conduta de vida onde o catolicismo não esteja entranhado.

Em termos práticos, é impossível dizerem-se católicos os que não têm prática religiosa e vida coerente com essa prática e afirmação. Seria o mesmo que se ser advogado sem o curso de direito ou médico sem o curso de medicina; ser-se engenheiro com o curso de enfermagem e economista com o curso de educação física.

No mesmo prisma, é difícil compreender a prática de muitos em saber a doutrina (melhor, parte dela), para um fim limitado. Isto passa-se nos CPM´s, nos baptismos e nas primeiras comunhões de forma reiterada.

Até ter o “diploma”, os não crentes simulam-se crentes. Isto é tão notório nas preparações para aqueles sacramentos. 
Nos primeiros, o tempo é curto e “suporta-se”. 


No derradeiro, é mais demorado. Mas vale a pena o esforço.

Assim, não é de estranhar que nas eucaristias e em tempos de catequese, os pais façam o esforço estóico de se levantarem ao Domingo e deixar o pequeno ou pequena na missa para que tenham a catequese. 
Este esforço é mais espaçado no tempo mas também ele de duração limitada. Enquanto o pequeno ou a pequena estão na missa com a catequista, os pais vão à sua vida (que não é esta... de todo).

Mas nem tudo é mau. Há uma espécie de descanso religioso quando as pausas das férias escolares se fazem sentir, pois nessas semanas nem pais nem crianças têm o ónus da missa e catequese. É o momento zen.

Casados, baptizados e com o sacramento da primeira comunhão realizado fica concluso o processo.

Tive uma tia profundamente ligada a um partido de esquerda que um dia me confidenciou ter sido baptizada e feito a “comunhão solene”. Perguntei-me o que tinha feito com os sacramentos…

Não é algo dramático. É real, factual. Mas impende sobre sacerdotes, leigos, catequistas e acima de tudo sobre as famílias um testemunho tão vivo e feliz que deixe o odor da felicidade sobre quem não a experimenta.

Devemos ser prosélitos, acima de tudo pelo testemunho e exemplo que deixamos. De nada serve criticar comportamentos alheios só porque sim. Aí, colocamo-nos num pedestal inútil que apenas gera mau ambiente e um ridículo orgulho próprio vazio de conteúdo.

A vocação cristã emerge de muitas formas. A conversão resulta de tantas maneiras que apenas devemos ser instrumentos úteis. Pelo exemplo, conduta, palavra, comportamento e fidelidade seremos prosélitos. Deus faz o resto.

A alegria cristã confunde os não crentes. Confunde-os de tal maneira que se questionam. E aí… entra Deus para fazer o resto.

As famílias devem ser exemplo. Exemplo de partilha, alegria, abnegação, prática cristã coerente, abertura à vida, condutas reiteradas que dignifiquem a fé recebida e sempre abertas ao diálogo.

Há muito trabalho a ser feito e nenhum cristão deve colocar-se de fora, pois na equipa de Cristo todos os cristãos são chamados à titularidade.

Aqueles que foram mencionados nas primeiras linhas do texto, se se sentirem bem acolhidos e observarem alguns pormenores tão vinculadamente cristãos, irão questionar-se. Assim tenham motivos. Dá-los, compete-nos. E se assim for, o curso normal das coisas é sentirem-se impelidos a frequentar os sacramentos.

Olha lá, já reparaste como aquela família é numerosa e feliz?” Ou ainda, “esta família levanta-se cedo todos os domingos para ir à missa. Serão tontos ou haverá algo que ainda não descobrimos?” E ainda “já reparaste que a nossa filha vem sempre feliz da catequese?

São estas perguntas e outras similares que devem acontecer. Para que tal suceda, são necessários cristãos à séria, prontos para se assumirem como tal na sociedade, como o soldado que está sempre pronto para servir quando é chamado. E nós já o fomos… em frente com afã apostótico!

Os soldados prontos a servir somos todos nós. Façamo-lo com inteligência e com convicção séria de que nos serão pedidas contas um dia. Mas não o façamos pelo receio. Não sejamos tíbios, nem medrosos, nem incoerentes e jamais nos guiemos por respeitos humanos.
Antes, confiantes, alegres, sem peias e coerentes. Testemunho vivo. 

Que muitos se questionem sobre nós. Se isso acontecer, é um sinal magnífico de que deixamos rasto

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Actividades para crianças em férias

Na semana passada iniciámos uma rúbrica em que sugerimos actividades para as crianças que se encontram de férias em casa.
Pois bem, hoje deixaremos mais uma forma de ocupar o tempo de uma forma lúdica e pedagógica.

Ontem, por aqui, foi dia de nos dedicarmos às costuras.
As meninas por influência da mãe quiseram aprender a coser. E assim foi…
Apesar do receio das picadelas das agulhas tudo correu bem!
A mais nova fez uma almofadinha para as agulhas e alfinetes, e ainda um Jesus bebé.
A mais velha, um presépio.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

5.000 VISUALIZAÇÕES

Família em Movimento

5 conselhos do Papa sobre internet e televisão

Nos dias que correm, em algumas famílias, pais e filhos deixam o diálogo e o tempo em família de lado e entregam-se ao individualismo, seja por via do telemóvel, televisão, computador, internet… Enfim, tudo razões de peso para se deixar o convívio familiar.

Com o intuito de valorar a Família, os seus valores e, acima de tudo o convívio familiar, o Papa Francisco deixa-nos alguns concelhos de como lidar com as novas tecnologias:

1­. Deitar livros fora. Mudar de canal. “Na época da imagem há que fazer o que se fazia na época dos livros: escolher o que me faz bem". Por isso, “há que saber escolher os programas, e esta é uma responsabilidade nossa. Se vejo que um programa não é bom para mim, que deita por terra os valores, que me torna vulgar, ou que contém cenas desonestas, tenho que mudar de canal. Como se fazia na minha época 'da lousa': quando um livro era bom, lia-se; quando um livro fazia mal, deitava-se fora".

2­. Fugir de ser escravos do computador. Cuidado com “a fantasia má, a fantasia que mata a alma. Se tu, que és jovem, vives ligado ao computador e te convertes num escravo do computador, perdes a liberdade. E se procuras no computador programas desonestos, perdes a dignidade". Tanto na televisão como na internet “há coisas sujas, que vão da pornografia à semi­-pornografia".

3­. Não à televisão-lixo. Atenção também “aos programas vazios, sem valores; por exemplo, programas relativistas, hedonistas, consumistas, que fomentam todas essas coisas. Nós sabemos que o consumismo é um cancro da sociedade. Falarei disso na próxima Encíclica, que sairá este mês".

4­. Computadores e televisões, num lugar comum da casa. “Há pais muito preocupados que não permitem que haja computadores nos quartos das crianças; os computadores devem estar num lugar comum da casa. Estas são pequenas ajudas que os pais encontram" para evitar que os filhos se exponham a todo este tipo de material.

5­. Não comer em família com o telemóvel. “Estar demasiado apegado a computadores, telemóveis, etc. faz mal à alma e retira a liberdade: faz-te escravo desses meios. É curioso, em muitas famílias os pais e as mães dizem-me: estamos à mesa com os filhos e eles, com o telemóvel, estão noutro mundo".



“É verdade que a linguagem virtual é uma realidade que não podemos negar; devemos levá-la pelo bom caminho, porque é um progresso da humanidade. Mas quando nos leva para fora da vida em comum, da vida familiar, da vida social e também do desporto, da arte... e ficamos presos ao computador, isso é uma patologia".

terça-feira, 30 de junho de 2015

A brincar também se faz oração

Há dias ao chegar ao quarto das meninas deparo-me com a mesa posta com serviço de chá e ao lado delas um lugar vazio.
Conversavam entre si.

Entretanto perguntou a mais velha:
- “Nossa Senhora queres mais chá?”

Eu sorri e elas deram pela minha presença. Disseram-me que estavam a tomar chá e que a sua convidada especial era Nossa Senhora.
Acredito que Ela estivesse ali com elas e de certo que se sentiu muito lisonjeada.
Pequenos gestos, pequenas jaculatórias que mimam e que fazem com que transmitamos a Nossa Senhora como a amamos.

Pois bem, depois deste episódio surgiram-me algumas questões.
Porquê brincar com Barbies e outros bonecos e por que não brincar com Nossa Senhora? Não será esta uma forma das crianças fazerem oração? Não será esta uma forma de as crianças se sentirem sempre na presença de Deus?
Acredito que vindo do coração inocente das crianças, a brincadeira seja agradável no céu!

Como tal, ontem fiz uma Nossa Senhora em feltro. Para que possam brincar com Ela.
Atrás possui uma bolsinha onde podem guardar desenhos, recados, orações que façam a Nossa Senhora.

O sucesso foi imediato. Fecharam-se ambas no quarto com a Mãe de Jesus e fizeram-lhe uma canção. A mais velha escreveu a letra num papelinho e colocou na bolsinha. Depois vieram as duas manas mostrar a sua canção a toda a família.

Dormiram com Ela à cabeceira. E assim que acordaram lá vieram as duas com Nossa Senhora ao colo. Como não podem pegar as duas ao mesmo tempo vão-se revezando.

Ficámos muito satisfeitos, porque descobrimos uma forma de as aproximar do céu através da Mãe de Deus.

Rezar é tão simples!


Aproveitamos a publicação e uma vez que a ideia surgiu e resultou magnificamente para expor o trabalho feito que, de hoje em diante, estará no blogue Pequenos Pormenores com Amor para eventuais encomendas de quem queira partilhar da simplicidade de orar e brincar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Educar a verdade

Quando éramos pequenos ouvíamos estórias de que os sacerdotes, após confissão, “faziam” os penitentes rezar vários terços e não sabemos quantos “padre nossos”.
Lembramo-nos todos de ouvir e quiçá alguns de presenciar.

Todavia, hoje não é assim. O arrependimento sincero na confissão (convém...), acarreta uma penitência mais leve. Por regra, digamos assim, uma Avé-Maria em singelo.
Não por causa da leveza da falta mas porque o fito é a reconciliação, a conversão, o arrependimento sincero e a luta (aí a luta!) por não repetir os erros.

Assim é com os filhos. De nada vale castigos severos. Aliás, se existem valores, educação e exigência em casa é de supor que as faltas dos filhos não sejam graves.

Será preferível uma palavra sincera e no rigor de não ser ao lado dos irmãos. Depois, não ocultar a estes para que possam aprender. E o castigo seja leve.

Que a reprimenda jamais implique algo que os prejudique. E que nada seja definitivo.

LeveQue compreendam a falta para que não a repitam. De nada serve castigar de uma forma agressiva e absurda que a consequência seja ouvi-los soluçar de tanto chorar. Isso é zero! 
Tal como é zero bater. Jamais!

Não se educa a gritar nem a bater. Quem ouve gritar, grita. Quem leva açoites aprende que contrariar a falta de terceiro implica a agressão física.

Por último, jamais qualquer agressão psicológica! Não é a destruir a auto-estima dos filhos que os fará crescer. Isso é zero!

Os pais querem nos filhos e estes nos pais, amigos. Amigos sinceros, genuínos. Amigos em quem confiem plenamente e sem reservas, na certeza de que em família devemos ser profundamente sinceros uns com os outros.

Voltando ao início, a benjamim da família fez no dia de ontem um disparate e não o assumiu. Claro está que sabíamos quem havia cometido o “delito”.
Que fizemos? Incentivámos a dizer a verdadeE depois de assumida, elogiámos a postura de verdade.

- “Muito bem. Estamos muito contentes contigo por teres dito a verdade. Mas repara, não voltes a fazer.” E explicámos a razão. Sim, ninguém diga para não se fazer algo se não explicar a razão de não fazer.

Não demos qualquer castigo. Mas se assim decidíssemos, seria algo tão leve quanto não comer uma goma depois do almoço. Algo que lhe causaria incómodo mas que, em rigor, em nada a prejudicaria.

E aqui temos a relação dos “castigos” da educação. Educar a verdade, sempre. E tal como ouvimos dos nossos confessores de hoje, que a penitência – se a houver – seja leve.

Importa isso sim que compreendam e aprendam. Isso sim, é educar.