Família em Movimento

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Actividades para as crianças de férias

As crianças estão em casa. 
Como fazer para que não passem o dia em frente da televisão, ou agarrados ao telemóvel, à tablet,...?
Anteriormente já tínhamos escrito sobre este assunto  e demos a ideia de se fazer um plano de férias. Pois bem.

Por aqui, dedica-se 40 minutos a 1 hora de trabalho escolar por dia. Depois vem a diversão e a ocupação do tempo de forma lúdica.

A presente rúbrica tem como objectivo partilhar algumas formas de ocupar esse tempo lúdico. Partilhamos semanalmente uma ou duas actividades possíveis para esses tempos.

Hoje é dia de culinária. As crianças gostam de pôr as mãos na massa!!
Primeiro lavamos as mãos. 
Colocamos os aventais a preceito e damos início à confecção da massa.

Aqui fica a receita dos bolinhos que faremos hoje.
São muito simples e as crianças podem dar asas à imaginação na forma que darão aos bolos.

Ingredientes:
1 ovo
100gr açúcar
125gr margarina
300gr farinha
Canela em pó ou raspa de limão

A preparação é muito simples.
Mistura-se tudo muito bem, envolve-se com amor e alegria.
E estão prontos a moldar!

Esperamos que gostem e acima de tudo que se divirtam!

Fraldas pintadas à mão pela FEM - Blogue Pequenos Pormenores com Amor



Link:
Pequenos Pormenores com Amor

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O regresso ao trabalho

O regresso de férias ao local de trabalho é sempre complicado. O trabalho pendente, as dezenas de e-mails recebidos que carecem de resposta e resolução, os prazos a cumprir, as decisões a tomar que aguardavam a chegada…entre tantas coisas mais. É normal e por graça, quando se regressa, diz-se sempre que já se desejam novas férias.

Bom, perante tal cenário é possível tomarem-se dois tipos de decisão.

A primeira e mais fácil, o desespero que nos leva ao stress. A reclamação com a vida e o disparar em todos os sentidos, transportando o mau humor para casa.
É mais fácil tomar a decisão mais humana, a qual já se apresentou.

A segunda, que exige maior esforço e vida sobrenatural, é a oferta sábia dos bons propósitos.


É mais difícil porque é sobrenatural mas mais sensata. Não leva ao desespero, afasta o stress e não gera danos colaterais em casa.

Assim, o primeiro passo é mesmo oferecer o trabalho e a complexidade de organizar o que está desorganizado; oferecer o trabalho que o próprio trabalho acarreta.

Em segundo lugar, a ordem. Ordenar e classificar as prioridades é bom pronúncio e tomará menos tempo à elaboração do que é necessário.

Em terceiro lugar, realizar o trabalho com competência. Não se realizam e muito menos se oferecem trabalhos mal feitos ou feitos pela rama. E não se oferecem trabalhos feitos de má vontade. E por último, não se oferecem trabalhos realizados com incompetência.

Relativamente ao derradeiro ponto, que sejamos conhecidos pelo empenho e pela competência que empregamos, as quais geram a qualidade. Brio profissional.

Não se resolverão todos os assuntos num dia. Uns sim. Os demais ficarão aptos a serem trabalhados. E mais logo, no regresso ao “nosso castelo”, o bom humor e o sorriso rasgado que todos esperam de nós.

Lares luminosos e alegres, sempre!
É difícil. Mas concretizável.

domingo, 21 de junho de 2015

Um serão diferente em família

O nosso serão em família, ontem, foi diferente.
O terço em família havia sido rezado antes do jantar pelo que, após a refeição, optámos por fazer algo diferente.
Ligámos o computador à televisão e vimos o filme Desenhos Bíblicos - Santos Católicos.

Pese embora sejam antigos, os desenhos animados prenderam toda a família e pudemos descobrir um pouco da vida de cada santo retratado.

Colocamos o filme nesta publicação e recomendamos a visualização do mesmo em família. 
Os mais novos irão agradecer...

Desenhos Bíblicos - Santos Católicos

sábado, 20 de junho de 2015

As famílias agradecem pais com saúde!

Um dia escrevemos sobre a necessidade de ter cuidado connosco e como isso influencia tudo o resto, nomeadamente a disponibilidade para a família.

Reiteramos o assunto. A quantidade de pessoas que hoje estavam no ginásio faz imediatamente reconhecer a vinda do Verão.
Claro, as barriguinhas tratadas a preceito nos meses que antecederam obrigam agora a um esforço extraordinário para se estar plenamente vistosos na praia.

Ainda que notícias recentes dessem conta que as barriguinhas bem notadas são um sucesso, a maior parte das pessoas continua a pensar o contrário.

Ora, o fito da publicação não é - como bem se depreende - a imagem que aparentamos.

É bom que haja auto-estima. Um cristão sem ela é enfadonho, triste, aborrecido.
Mas é bom notar que um cristão no seio da família deve estar em forma por outros motivos, nomeadamente acautelar e prevenir situações que impeçam a sua contribuição plena para ela.

Não somos donos da saúde, verdade. Mas somos donos das decisões que tomamos que contribuem decisivamente para acréscimo ou decrésimo dela.

Assim, importa ter cuidados com a alimentação. A visita ao nutricionista é sempre boa medida. 
Acrescem cuidados com o exercício físico. 

Aqui por casa, a alimentação e a forma física começaram a fazer mais sentido aquando do início do projecto família.

Por exemplo e insistindo, foram tomados cuidados com a alimentação após consulta ao nutricionista (se soubessem a quantidade de erros detectados na consulta...), e realizada uma aposta no exercício físico. 

É bom saber o que comer e a que horas comer. É bom saber o que ingerir consoante as horas do dia, por via a não serem feitos disparates. E por último, é bom saber que quantidades devemos ingerir.

No que concerne ao exercício, alguns argumentam a falta de disponibilidade para o ginásio, seja a disponibilidade aqui um conceito lato. 
Há solução! Por exemplo, caminhadas. São óptimas e recomendadas pelos médicos. 
Ah! Custam zero!
Também há quem argumente... enfim, melhor será escrever que também há quem não argumente que o cansaço do dia inviabiliza fazer o quer que seja. É uma mentira. A essas pessoas simpáticas recomendamos que se deixem de tolices e sejam enérgicos em prol de um bem maior.

Que mais se pode fazer? 
Cortes drásticos com o que é nocivo. 
Por exemplo, café e tabaco. E o drástico pode significar reduzir substancialmente.

Umas ideias que deixamos para auxiliar neste caminho. Há vários APPs para os telemóveis que podem ajudar

Por exemplo, há APPs que ajudam a controlar o número de cigarros fumados e incentivam à sua redução. Outro exemplo, para as caminhadas faço-me acompanhar por um APP "Running" da Nike (há outros) que vai informando ao longo do percurso os kms percorridos, calorias queimadas, entre outros pontos de interesse.

Mas para tudo isto acontecer é preciso... cabeça. Ela manda. Nós mandamos. 
Ou se quer ou se não quer. Ou se luta ou se acomoda. Ou se combate ou se é derrotado pela inércia e apatia. Combater o sedentarismo é... uma decisão. Ponto.

Uma pequena estória que guardo desde pequeno e que tem tudo a ver com este último parágrafo:

Um dia, na China antiga, um homem a cavalo passou por um monge que estava parado ao lado da estrada. 
O monge perguntou: "Cavaleiro, onde vais?"
O homem a cavalo respondeu: "Não sei, pergunta ao cavalo."

É positivo que sejamos senhores das decisões que tomamos pois contribuem decisivamente para a vida.

Pais de família devem ter cuidado com a saúde para que a idade não traga da boca do médico as palavras que levam tantas vezes a lamentar as decisões anteriormente tomadas e o modo de vida levado.

Mais. Os filhos precisam de pais com saúde e energia, sempre prontos como o soldado. 
O que não querem são pais tíbios, apáticos e doentes.

Que nunca nenhum de nós responda na vida o que o cavaleiro respondeu ao monge.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

15 minutos à conversa com...

Família em Movimento

15 minutos à conversa com...

Fomos agradavelmente surpreendidos pela entrevista da Família Power à Rádio Terranova, na Gafanha da Nazaré.

A entrevista e testemunho, que recomendamos, pode ser ouvida aqui



Ora, resultou uma ideia que, se tiver sucesso, potenciará o fito deste blogue e dará vida a uma faceta quase sempre estática do mesmo, promovida pela escrita.

Essa ideia não é mais nem menos que uma curta entrevista de 15 minutos a uma família, através da qual dar-se-á testemunho de vida familiar.

A ideia parece boa. Se ontem tivémos a dita de conhecer melhor a Família Power através da audição da entrevista, resulta que todos os amigos que lêem e visitam o blogue Família em Movimento beneficiarão desta nova rúbrica.

Se resultará, ignoramos. Se terá sucesso, não sabemos.

Sabemos, isso sim, que será algo trabalhoso mas presumivelmente compensatório.

Em frente!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

"Histórias de Deus pequenino" de Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

Um excelente livro para ser lido, por exemplo, nos serões em família, à noite, após o jantar.
Uma excelente alternativa para agregar pais e filhos num serão diferenciado.
Escrevemos por experiência própria e recomendamos vivamente.


terça-feira, 16 de junho de 2015

Obrigado a todos que nos lêem

Em 3 de Abril de 2015 iniciámos o blogue Família em Movimento.

Hoje, volvidos dois meses e alguns largos dias, aferimos ter mais de 4.000 visualizações.
Cumpre dizer obrigado a todos quantos procuram neste blogue algo que, de certo modo, podemos dar.
O projecto inicial mantém-se, pese embora dificuldades e alguma não correspondência.
Não sabemos quem nos lê. Aliás, temos noção de algumas pessoas, uma vez que se manifestam através de comentários às publicações. Mas em rigor, ignoramos quem são os mais de 4.000 que neste curto espaço nos visitaram.
Sagrada Família da FEM
Após alguns dias fora, abrimos o blogue hoje e aferimos com muita alegria uma meta ultrapassada. 

Obrigado a todos.

Mas em verdade, nem sempre o ânimo esteve presente.

No decorrer do tempo, tantas vezes, algumas perguntas foram colocadas, nomeadamente quando o desânimo se parecia querer impor.



Que perguntas foram essas?

- O que escrevemos aproveita a quem?
- Quem nos lê?
- Valerá a pena manter as publicações?
- Valerá a pena escrever quase diariamente?
- Terá alguma família mudado o quer que seja por alguma publicação?
- Será teimosia nossa ou, ao invés, o que escrevemos assume pertinência?

Bom, tantas perguntas e pouquíssimas respostas.

Alguém terá dito um dia que o tempo despendido no blogue era tempo de oração e que o próprio blogue era apostolado. Se assim é, em frente!

Na homilia da missa de hoje fomos confrontados com a temática do perdão aos inimigos, de acordo com o Evangelho do dia. O sacerdote aproveitou o tema para nos fazer pensar, meditar até, sobre cada acção.
Dizia o sacerdote que ser cristão não é rótulo. É atitude.

Fazer o que todos fazem não constitui mérito. Ser mais um entre muitos não distingue.

Amar quem nos ama ou fazer bem a quem nos faz o mesmo não representa, em si, uma evolução ou uma diferença.

No fundo, ser cristão é viver a unicidade de o ser, ainda que isoladamente. É tão mais fácil estar em grupo e agir segundo um padrão. O pior é fazer o inverso. Mas isso tem mais mérito.

Quão mais dura a luta, mais bonita se torna.

Aplicando a homilia à nossa vida corrente e no que ao blogue diz respeito, quando questionamos se valerá a pena manter uma atitude proactiva e a troco de quê, talvez a resposta mais acertiva seja "em prol do reino de Deus", ainda que não ocorram resultados imediatos e visíveis, ainda que tudo pareça nada.

Findamos. Não sabemos a quem aproveitamos e se aproveitamos a alguém. Ainda assim, por ora, mantemos a ideia firme de que se Deus nos pede "partilha", devemos partilhar. E devemos partilhar aquilo a que, desde início, nos propusemos: valores da Família.

Não temos a presunção de ser lidos apenas e só por católicos ou por cristãos. Nem queremos que assim seja. Os valores da família que defendemos vão além dos filtros, concorde-se ou não.

Ainda ssim, somos quem somos. Rotulados e identificados. 

Que a Sagrada Família nos permita continuar o caminho iniciado. 

Partilhamos nesta publicação a nossa Sagrada Família, a quem tanto nos agarramos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Férias escolares

Mais um ano que termina. Mais umas férias de Verão que começam.

Crianças e adolescentes em casa.

É preciso ajudá-los a aproveitar o tempo com coisas que estimulem o seu intelecto. 

Outrora o pião, o berlinde, o elástico, a apanhada, as escondidas, o prego… hoje o primeiro impulso é a televisão, a tablet, a playstation...

Todavia, cabe aos pais seleccionar o que ver e o que fazer. 

Proporcionar aos filhos momentos de brincadeiras, de jogos, de trabalhos manuais, de leitura, e claro de trabalhos da escola.

As crianças e adolescentes precisam descansar de um ano lectivo longo e trabalhoso. Contudo, não podem descurar o trabalho, para que não corram o risco de esquecer o que trabalharam durante o ano.

Conta, peso e medida.

Poderá ser interessante construir um plano de férias. Uma rotina em que se programa o que se fará em cada dia, com tempos de lazer e trabalho.

Aproveitar as férias para passar bons momentos em família é de extrema importância. Consolidar laços, estar (no verdadeiro sentido da palavra), com quem mais se ama.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Paciência para com os filhos

São crianças. 
Às vezes perguntam muitas vezes as mesmas coisas, e os pais inicialmente com muita paciência respondem. Mas ao fim da terceira vez já não há paciência que aguente.

O que pretendem as crianças? Porque repetem insistentemente a mesma pergunta?

As repetições que as crianças fazem servem primeiro para confirmarem algo que já sabem ou que que têm uma noção do que é. Segundo, para as ajudar  nalgum conflito ou dilema interior que as invade por enfrentar este mundo tão desconhecido.

Sede pacientes. Mesmo que seja difícil.

É importante responder as vezes que a criança ache necessário. Todavia, quando se achar que o limite da paciência já está a chegar ao fim, é igualmente importante que se converse, que se compreenda porque faz tantas vezes a mesma pergunta, ou porque insiste em repetir uma acção vezes sem conta.


Diálogo
É necessário em qualquer idade. 
Quando são mais novos deve-se ter conversas sobre o que querem saber. Nunca se deve exceder o que a criança quer saber. Proporcionar a esta apenas a informação que pretende, de forma concisa e clara e adequada à sua faixa etária.

É importante para os filhos perceberem que os pais se interessam pelas suas aprendizagens, pelos seus medos e angústias. Que se preocupam consigo como uma pessoa única e irrepetível.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

As tarefas são uma autoestrada sem portagens

“Aquela mulher é uma santa. Aturar um marido daqueles…”
Quantas vezes o ouvimos? O que não sabem essas pessoas é que os maridos fazem propositadamente com o fito da sua santificação…

Piadas à parte, assumimos todos a consciência que a cruz ou várias que temos de carregar vida fora servir-nos-á de muito, ainda que não tenhamos disso plena consciência hoje.

Ou o marido que santifica a esposa ou a esposa que o santifica a ele e nem o sabem, ou a enfermeira que faz o que mais ninguém quer fazer, ou a trabalhadora da cantina que faz o serviço mais difícil, a senhora que trabalha no lar e faz a higiene aos idosos, a freira que no convento trata as freiras mais idosas, entre tantas coisas que se poderiam escrever.


Mas para que a santificação aconteça não basta que seja “o pior serviço ou a pior tarefa”.

Aliás, em rigor, a tarefa não tem de ser em si penosa.
Basta ser uma tarefa que nos é afecta.

Inicialmente há que ter a predisposição de santificar a tarefa. Depois, oferecê-la. E vivê-la com consciência plena de que ela (a tarefa quotidiana) nos santifica e nos leva a Deus.

Só podemos oferecer o que é bem feito. Então, empenho em materializar e concretizar bem a tarefa a que nos propomos.

Deus é exigente mas em contrapartida é muito bom pagador.

Ora, podemos levar as tarefas a todos os terrenos e circunstâncias. A santificação ocorre em todo o lugar e em todas vertentes que assumamos. Nos hospitais, no escritório, na escola, na igreja, no infantário, no banco, etc.

O que tem este texto a ver com a família? Tudo.

As tarefas de casa são penosas? Façamo-las com um rasgado sorriso nos lábios.
Como é isso possível? – Perguntam muitos.

A regra é simples e foi escrita. Só oferecemos o que é bem feito e devemos disso assumir consciência.

Lavar a roupa e engomá-la, descascar batatas, limpar o pó, limpar a banheira, fazer as refeições, fazer as compras, cuidar da arrumação da casa, cuidar do aprumo pessoal e dos nossos, são tudo tarefas boas e necessárias que nos poderão levar mais longe, assim o queiramos.

A frase ou pensamento “que chatice, vou ter de ir passar a ferro” deverá ser substituída por “vou passar a ferro porque quero o aprumo dos meus e vou fazê-lo com todo o meu carinho, porque os amo” e oferece-se a tarefa. É perceptível a diferença?


Monsenhor Escrivá deu um exemplo da senhora que descascava batatas. Primeiro, ela descascava batatas. Depois, mais tarde, passou a santificar-se a descascar batatas. A mesma tarefa feita correctamente assume outro relevo.

E esta concepção é válida para marido, mulher e filhos. Todos têm deveres. Famílias, santifiquem-se nas pequenas coisas. Outras maiores serão dadas.

Os deveres de casa são de todos assim como o dever de se esforçarem por serem santos também os abrange na totalidade.

Maridos, não queiram ser excessivamente altruístas. Ajudem um pouquinho mais. Ainda que a santificação das esposas demore um pouco mais…

Em frente!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Com cadáveres não vou a lado nenhum

A frase é de Monsenhor Escrivá e acompanha-me há muitos anos.

O cadáver é o néscio e o tíbio.
Os cadáveres são todos quantos lhes falta ímpeto, vontade, zelo e energia.

A vida é difícil e o caminho nem sempre regular. Há sempre provas a superar.

Vae Victis – Ai dos vencidos!

As dificuldades da vida revelam a nossa constância. Uma vida calma e tranquila transforma o Homem num ser absolutamente reduzido pois não há quadros sem sombras.

Um cadáver com vida (no sentido figurado) é alguém amorfo que se fica pelos mínimos. O cadáver com vida tem a sua (sua!) vidinha e as coisas vão aparecendo e desaparecendo paulatinamente, sem estorvar, sem incomodar, sem merecer uma atitude viril.

Errada forma de vida, esta.

Queremo-nos enérgicos, cheios de vitalidade, cheios de esperança. Devemos ser Martas e Marias, na proporção devida. Ora, nem muito Martas, nem muito Marias.

Oração é necessária. O mesmo Monsenhor dizia que não conhecia nenhum santo sem oração. Um que fosse.
E além da oração, atitude proactiva. Marta e Maria.

Tudo o que é passivo cheira a mofo e não deixa rasto.

Exemplo? Recorde-se um falecido amorfo. Que esforço por encontrar um…
Agora o mesmo exercício para um que tenha sido exemplo… recordamos com mais facilidade mas em menor quantidade que desejávamos.

A vida não é um passeio, para ser “curtida”. Quão redutora esta imagem.

A vida é uma luta permanente, um caminho de santificação com uma meta muito definida, ainda que venham incompreensões, faltas de carácter e compromisso, maledicência de alguns quantos a vida nos pediu para cruzar.

Em frente! Valores, energia, proselitismo, família.

Que a família seja exemplo dessa vivência e que pela família sejamos exemplo a ser seguido.

Se assim não for, é porque não deixamos rasto. Seremos apenas mais uns no caminho, iguais a tantos outros, que o tempo apagará da história.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Família = Alicerce da Sociedade

A Família é sem dúvida nenhuma o alicerce de toda a sociedade.

Tudo começa na Família.

Se a Familia em que se nasce tiver valores cristãos e humanos, dará aos seus filhos esses bons frutos. Fará homens e mulheres honestos, sensatos, prudentes capazes de levar a cabo projectos nobres.
Uma Família estável que consegue superar e ultrapassar as dificuldades que se lhe apresentam, sempre unida com os olhos postos no seu fim , colaboradora do amor de Deus na Terra, conseguirá grandes feitos. 
E estes feitos não são coisas grandiosas e espectaculares aos olhos, mas sim no coração dos seus membros.

A Família é a escola do ser humano.

É nela que se formam pessoas e estas são sempre indubitavelmente o espelho da sua vivência no seio familiar.
E que mães e pais de Família se formarão nestas famílias. E quantos bons profissionais honestos desempenharão funções na sociedade.

Num campo mais alargado, a sociedade, no meu ponto de vista, deveria ser uma grande Famíliaem que cada um trabalha para um todo, para um bem comum.

No entanto, isto não acontece. Talvez porque existam "Eu's" demasiado grandes dentro de algumas famílias e por conseguinte na sociedade.
Trabalha-se tendo em vista o bem do outro? Ou o do próprio?
Vive-se em sociedade ou em individualidade?

A desvalorização da Família, a deteriorização dos valores familiares, a sua própria destruição levam a sociedade por que caminho?
Presumimos que a resposta seja o individualismo e culto do ego. Importará assim ser sempre maior que o outro, ganhar sempre ascendente sobre o outro.

Urge proteger a Família, valorar a Família, passar valores da Família.
E esta é uma tarefa de todos que deve começar já.

terça-feira, 2 de junho de 2015

O mau humor

É algo tão humano e normal mas com efeitos nocivos tremendos.
O mau humor contagia negativamente, nada resolve e influencia negativamente os demais que connosco privam.
E depois… quando ele passa e o sorriso aparece, olhamos para trás e aferimos que durante o tempo em que persistiu perdeu-se a paz.
Aqueles momentos que passaram são únicos e irrepetíveis. Irrepetíveis.

Como contrariar? É difícil. Mas existem técnicas. 
Rir de nós mesmos é uma delas. Rir do nosso ego, do nosso “eu”. Há alguma falta de humor que não resulte do ego?

O dia não correu bem; o fulano disse o que não gostámos;  acordamos assim porque sim; o trabalho no escritório correu pior; a mulher (ou marido) disse algo que magoou; faleceu pessoa mais querida; adoeceu pessoa que estimamos, etc.

Todas as coisas que influenciam o nosso humor estão directamente relacionadas connosco. É factual.

Para os crentes – pensamos – é mais fácil ultrapassar determinadas barreiras, pois a entrega e a noção de que o facto foi permitido por Deus ajudam a superar a nossa debilidade. Mas nem sempre, mesmo para aqueles, é fácil ultrapassar estados de alma mais negativos.
Pensamos que é um trabalho árduo que implica combate constante, oração, mortificação, domínio próprio (algo tão difícil). Mas trabalha-se.

Os não crentes, à partida, terão maiores dificuldades pois não vislumbram razões ou caminho de entrega. Mas nem por isso lhes é inviabilizada a luta. Devem fazê-la de acordo com a sua consciência e liberdade de pensamento. Também aqui, trabalha-se.

Uma casa de mau humor é uma casa armadilhada, onde a menor coisa, mais simples que seja, é motivo bastante para uma troca de palavras mais azeda ou, ao invés, um silêncio perturbador. O mau humor gera mau humor. É perigoso.

Por mais que nos custe, devemos erguer o semblante e sorrir. Entregar e mortificar. O facto de estar aborrecido não é condição necessária e obrigatória para que os outros que me rodeiam o fiquem, por minha causa.

Lembremos o palhaço. É um exemplo sempre oportuno. O palhaço, mesmo com a maior mágoa interior, faz rir os outros, ainda que chore por dentro.

Chama-se altruísmo e alma grande. E se possível, alma confiante. 
Nada, absolutamente nada, nos derrota.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A autoridade pelo diálogo

A autoridade conquista-se pelo diálogo. A autoridade não se conquista pela força.

Incomoda verdadeiramente os pais que manifestam a autoridade em razão dos gritos ou força. Essa autoridade não será autoritarismo?

É verdade que os filhos carecem de aprendizagem de valores, regras de conduta, regras de convivência em comunidade. Ora, a verdadeira autoridade conquista-se pelo diálogo. Mas antes do diálogo, pelo exemplo.
Se os pais são incoerentes entre o que fazem e o que dizem para fazer, os filhos tomam-nos por mentirosos. E são-no.
E se não dizem por medo, pensam-no. E que confusão naquelas cabeças, verdade?

Regra de ouro na autoridade é precisamente não colocar em cheque a palavra do consorte. Tantas e tantas vezes o pai diz para a esquerda e a mãe inverte a marcha para a direita e vice-versa.

Depois, bom depois vem o juízo da pequenada que se orienta pelo que é mais apetecível. “Vamos pedir à mãe” ou “vamos pedir ao pai”, sabendo de antemão qual o coração mole.

Rara ou nenhuma resposta tem de ser momentânea. A recomendação é que – fora as coisas triviais que suscitam habitual sintonia entre pais – os assuntos devam ser falados inicialmente pelos educadores e, tomada a decisão, a respectiva comunicação.

Se esta regra não é respeitada, não são apenas os pequenos que apreendem a quem devem perguntar ou pedir. Mais grave que isso é o facto dos pais não falarem entre si e promoverem aquela espécie de falta de sintonia que afecta a todos, incluindo os próprios.

Resumindo, a autoridade saudável conquista-se pelo diálogo. Antecede-lhe o exemplo. E por último, que nenhum tema que promova uma decisão seja tomado sem uma conversa prévia para que a tomada de decisão seja unânime e em plena sintonia.

"Amar os filhos é pô-los em situação de alcançar domínio sobre si mesmos; fazer deles pessoas livres. Para isso, é inegável a necessidade de fixar limites e impor regras, que sejam não só cumpridas pelos filhos, mas também pelos pais." ("A Educação em Família")

domingo, 31 de maio de 2015

31 de Maio - Dia dos Irmãos


"Se queres ver uma criança feliz, dá-lhe um irmão.
Se queres ver uma criança muito feliz, dá-lhe muitos irmãos."

Vídeo APFN