FEM é uma família católica numerosa constituída por um casal - cuja união assenta num pilar com mais de 20 anos - e seus filhos. Projectaram como serviço aos outros a partilha dos valores da família. No seu entendimento e apoiados na vivência conjugal e cristã, em palestras e leituras sobre a temática familiar, é imperativo pensar a Família. Urge transmitir valores. Que o blogue Família em Movimento seja veículo de comunicação e edificação. Família Cavaco.
domingo, 24 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
Tarefas e Lemas PARTE I
PARTE I - TAREFAS
Ambas interligam-se mas diferenciam-se.
Hoje escrevemos sobre as tarefas.
É importante que os lares sejam verdadeiras comunidades. Comunidades de amor, de justiça, entreajuda, solidariedade e espírito de serviço.
Atendendo ao lema "Um por todos e todos por um", não podemos deixar ninguém fora da equipa.
Ninguém está dispensado e todos estão ao serviço da comunidade.
Assim, impera a necessidade de serem distribuídas tarefas por todos os membros da família. Por um lado, a distribuição de tarefas traz mais sentido de justiça a todos e a cada um; por outro, alivia a carga dos que por regra (essa regra inoportuna que a ninguém faz crescer) trabalham para o todo, nomeadamente a mãe, a "faz tudo" dos lares. Não pode ser.
Sem prejuízo mas em complemento, a distribuição de tarefas edifica e acarreta o verdadeiro sentido comunitário.
Há crianças e pais mal habituados. A mãe é tantas vezes a serviçal da casa. Cozinha, passa a ferro, arruma e dobra a roupa, estende-a, prepara-a, arruma e lava a louça, vai às compras, entre outras.
Mentira? Não, não é.
Mas esta visão está absolutamente errada. A mãe não é a serviçal.
Essa ideia, esteja ou não fora de moda (detestamos modas), é em si redutora e não dignifica. Nem edifica.
O miúdo que se habitua a estar no sofá a pedir, por exemplo, água à mãe (e esta acede ao capricho), é um miúdo que não cresce. É um reizinho de ego cheio que à mínima queda não se levanta. Pobre miúdo. Ele não tem culpa. Tornaram-no rei e ele reina.
Não é assim que se educa. Fazê-los crescer implica a assunção de valores e a prática reiterada destes.
Pais e filhos, desinstalem-se. Abdiquem do comodismo por um bem maior, a vossa comunidade.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Palestras
Estimados amigos e muitos leitores que felizmente e para nossa alegria visitam o blogue Família em Movimento assiduamente,
Recebemos hoje um e-mail a perguntar se estaríamos disponíveis para prestar testemunho de família.
Já respondemos ao remetente e importa esclarecer que a segunda fase do nosso projecto passa por isso mesmo, dar testemunho.
São muitas as pessoas que necessitam “ouvir algo novo”, ouvir uma palavra de estímulo para perceber quão possível é obter a felicidade dentro de uma família.
Mesmo os cristãos têm necessidade de ouvir. Tal como nós tivemos e temos. Fez-se a experiência, conforme uma publicação antes publicada. E os frutos foram muitos.
Aliás, este projecto nasceu numa palestra, em que o palestrante foi o Sr. Dr. José Fraústo Ferreira.
É possível ser-se feliz dentro de uma família?
Sim é possível. Sim, é o mais possível.
Assim se saiba chegar à meta. A questão, tantas vezes, é o “como”.
E nós propomo-nos, com humildade e sentido de serviço, responder dentro daquilo que é a nossa vivência, tantas e tantas vezes aqui espelhada.
E nós propomo-nos, com humildade e sentido de serviço, responder dentro daquilo que é a nossa vivência, tantas e tantas vezes aqui espelhada.
Fica o esclarecimento que entendemos oportuno.
FEM
quarta-feira, 20 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
Estudo, Ordem e Alegria!
Algumas - poucas - observações sobre o comportamento e qualidade do estudos dos filhos.
Premissa: somos exigentes.
Partindo desta premissa exigimos o que entendemos dever exigir.
Se os filhos são estudantes, devem estudar. Não sejam meros transportadores de livros.
Assumimos o entendimento de que se lhes garantimos tudo, com a graça de Deus, lhes devemos exigir o que lhes é merecido receber como exigência: empenho nos estudos.
Ao fim e ao cabo têm comida, roupa e habitação. Têm igualmente o mais importante, o amor.
Têm acompanhamento. Têm estabilidade emocional.
Assim, apenas lhe exigimos que sejam competentes naquilo que fazem: estudar.
No nosso entendimento, os filhos devem ser responsáveis e responsabilizados.
Antes dos testes, por exemplo, perguntamos sempre se fizerem o que lhes competia: estudar.
Depois, poderão ficar muito tranquilos.
Por regra, as notas são o corolário do estudo e do empenho. Nunca nos preocupamos excessivamente.
Esta conduta é válida para o comportamento.
Não batemos. Não gritamos.
Basta o olhar do pai (aquele olhar...) ou o ralhete mais suave da mãe para os trazer à razão.
Aliás, o olhar do pai vale mais que qualquer palmada.
Mais a mais, convenhamos, quando os pais batem nos filhos custa-lhes exponencialmente mais que aos pirralhos. E vale de quê ? Nada.
Não são as palmadas que trazem a noção do respeito e da responsabilidade.
Custa-nos ver por vezes alguns comportamentos noutras crianças que revelam desordem. Revelam, quiçá, ligeireza na educação.
Uns são bons e outros maus? Não, de todo. Os pais apenas têm noções diferentes.
Sem prejuízo, temos pautado a nossa conduta por um prisma que nos parece assertivo e tantas vezes elogiado.
Costumamos dizer que nenhum dos filhos nos deixam mal em circunstância alguma, pois sabem estar.
Este discurso escrito faz aparentar uma espécie de quartel, verdade?
Nada mais errado. Bem pelo contrário. O que mais se nota "no nosso castelo" é a alegria. Mas uma alegria em obediência à ordem.
A liberdade não significa libertinagem e estar à vontade não é o mesmo que estar à vontadinha. São princípios.
As crianças podem brincar, serem livres e felizes dentro dos conceitos de ordem, respeito, valores, responsabilidade.
A exigência não as deixa diminuídas. Antes pelo contrário.
E é tão bom sentir que com o passar dos anos aumenta igualmente o sentido de responsabilidade, a noção do critério e o pensamento livre e esclarecido sobre que caminhos tomar.
Daqui resulta o lema: "Estudo, Ordem e Alegria!"
segunda-feira, 18 de maio de 2015
As discussões no casal
Todos os casais discutem por este ou por aquele motivo. É uma situação normal da vida de um casal.
As discussões mais ou menos sérias são sempre ocasiões que fazem perder a paz. E em que o "eu" de um se sobrepõe ao "eu" do outro.
Ao discutir, ambos os esposos tentam fazer valer e vincar o seu ponto de vista, a sua opinião, não tendo em conta a opinião do outro.E fazem-no de uma forma intempestiva, até mesmo agressiva.
Desta forma chegarão a alguma conclusão? Ou apenas perderão a paz um com o outro e por acréscimo com a família?
Com calma tudo se resolve.
Se tentarem compreender o ponto de vista um do outro, se expuserem o sua opinião com calma, rapidamente chegarão a um consenso.
Paciência, compreensão, entendimento, e muito amor. Se o marido quer o bem da mulher e a mulher o bem do marido estas virtudes crescem naturalmente, porque advêm do AMOR que os une.
Se o marido perde a calma é a vez da mulher ter paciência e esperar que este se acalme para depois conversarem e vice-versa.
É importante não esquecer que de uma discussão apenas saiem ressentimentos, incompreensões e afastamento dos esposos.
Quando um dos dois diz que não aguenta mais isto ou aquilo, que está farto... é mentira!
O Amor tudo suporta, tudo perdoa.
É muito importante atender ao facto de muitas vezes as discussões ocorrerem diante dos filhos.
É um erro do tamanho de um comboio.
Que os pais discutam casuisticamente, é normal. Não há casal que possa dizer o contrário. São duas pessoas, duas personalidades. Ponto.
Mas devem acautelar que as discussões não sejam tidas diante dos filhos.
Quando assim acontece, os filhos enervam-se, perturbam-se, perdem a paz, perdem a tranquilidade, adquirem ansiedade e as emoções misturam-se em catadupa.
Mais. Ajuizam. Distribuem culpas.
Discutir em frente dos miúdos é um péssimo serviço que os pais lhes prestam. Ruinoso, até.
Será preferível, como escrevemos, que se acalmem e depois, munidos com a força da razão e não com a razão da força, dialoguem e dirimam os pontos de vista em contradição.
Depois... as pazes.
É muito importante atender ao facto de muitas vezes as discussões ocorrerem diante dos filhos.
É um erro do tamanho de um comboio.
Que os pais discutam casuisticamente, é normal. Não há casal que possa dizer o contrário. São duas pessoas, duas personalidades. Ponto.
Mas devem acautelar que as discussões não sejam tidas diante dos filhos.
Quando assim acontece, os filhos enervam-se, perturbam-se, perdem a paz, perdem a tranquilidade, adquirem ansiedade e as emoções misturam-se em catadupa.
Mais. Ajuizam. Distribuem culpas.
Discutir em frente dos miúdos é um péssimo serviço que os pais lhes prestam. Ruinoso, até.
Será preferível, como escrevemos, que se acalmem e depois, munidos com a força da razão e não com a razão da força, dialoguem e dirimam os pontos de vista em contradição.
Depois... as pazes.
"O que importa é demonstrar que esses aborrecimentos não quebram o afecto, restabelecendo a intimidade familiar com um sorriso. Numa palavra, que marido e mulher vivam amando-se um ao outro e amando os filhos, porque assim amam a Deus." (S. Josémaria Escrivá)
sábado, 16 de maio de 2015
Imposição do Escapulário do Carmo
É
sempre bom ver os nossos assumirem compromissos que um dia também nós assumimos
ou, de outra forma, percorrerem etapas por nós percorridas há muitos, muitos
anos atrás.
Sinal
de que estamos com mais uns anos, verdade. Mas, também aqui de outro modo,
sinal de que passamos bem o testemunho.
Hoje
foi o dia da imposição do Escapulário do Carmo ao pirralho mais velho.
Foi imposto precisamente o Escapulário que há muitos anos atrás lhe tinha sido oferecido por uma
Irmã Carmelita.
Foi guardado até hoje.
É
uma partilha que fazemos e se o fazemos é com o propósito do apostolado.
É um
sinal, uma mensagem para fora, tão cheia de valor, que esperamos produza
frutos.
Que
frutos? Mais não seja produzir o desejo de imposição aos que ainda não o
fizeram. Got it?
O
que é o Escapulário do Carmo?
O Escapulário do Carmo é um símbolo da proteção da Mãe
de Deus aos seus devotos e um sinal da sua consagração a Maria.
Segundo a tradição foi entregue pela Santíssima
Virgem ao Geral da Ordem Carmelita, S. Simão Stock, com a promessa de uma
especial assistência de Nossa Senhora a quem o usar devotamente. Há uma
tradição, igualmente reconhecida pelo Papa Pio XII, de que a Virgem concederá
aos que morrerem com o Santo Escapulário e expiam no Purgatório as suas culpas
a graça de alcançar, quanto antes, a Pátria Celestial, ou, o mais tardar, no
Sábado seguinte à sua morte.
Para alcançar estas promessas supõe-se sempre um
esforço pessoal em colaboração com a graça de Deus, como nos ensina com toda a
claridade o concílio Vaticano II: “ A verdadeira devoção… nasce da fé, que nos
faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a
nossa Mãe e a imitar as suas virtudes”.
S. João Paulo II recordou em diversas ocasiões
que usava com devoção, desde criança, o escapulário do Carmo: “Também eu levo
no meu coração, desde há muito tempo, o Escapulário do Carmo! Pelo amor que
nutro pela Mãe celeste de todos nós, cuja proteção experimento continuamente”
(Mensagem, 25 de Março de 2001).
Foi curioso como o sacerdote, Reverendo Padre José Maria Moreira, abordou o tema para o universo de miúdos que fizeram a imposição:
- Já viram polícias que em missões vestem um colete à prova de bala?
Pois bem, garantem dessa forma que nenhuma bala lhes trespassa o peito, uma vez que são paradas pelo colete.
Assim é o Escapulário. É o colete da alma.
- Já viram polícias que em missões vestem um colete à prova de bala?
Pois bem, garantem dessa forma que nenhuma bala lhes trespassa o peito, uma vez que são paradas pelo colete.
Assim é o Escapulário. É o colete da alma.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Vocação é dizer SIM
Todos,sem excepção, temos uma vocação divina. Recebemo-la no baptismo.
Depois na história de vida de cada um, Deus intervém e vai chamando, tentado conduzir-nos e seduzir-nos.
Claro que Deus, que deu ao Homem o livre arbítrio, espera que este corresponda.
Se estivermos disponíveis para este chamamento, e dissermos SIM sem receios, confiantes na graça e providência divina, Deus fará maravilhas na nossa vida.
Se estivermos disponíveis para este chamamento, e dissermos SIM sem receios, confiantes na graça e providência divina, Deus fará maravilhas na nossa vida.
Com certeza de que só seremos realmente felizes no cumprimento da vontade de Deus.
Deus é Pai, um pai muito melhor, muito mais amoroso, misericordioso, compreensivo, que qualquer pai da terra.
E que pai não quer o melhor para os seus filhos?
Que pai não quer e não anseia pela felicidade dos seus filhos?
Dizendo SIM implica mergulhar de cabeça (não há rochas) e coração. E quando o fazemos... que mais importa?
Há dias vimos em família um desenho animado sobre as aparições de Fátima. Num dos diálogos o Francisco dizia à Jacinta "se me matarem... não me importo. Eu vou para o Céu". Esta convicção do Francisco, esta certeza (Maria havia dito que ele iria para o Céu, sim), esta confiança, este desprendimento é uma lição para nós.
Logo, assumamos a nossa vocação. Somos marido e mulher e pais de família.
Eis o que somos: família.
Vivamos em família. Mais. Vivamos para a família. O mais... que importa?
Com todo o respeito do mundo por todos quantos nos lêem, há uma diferença tão grande entre viver em e para a família com esta noção cristã (e mesmo com noção cristã, há uma diferença tão grande entre vivências) e fora dela.
Já experimentámos as três: fora, meio dentro e mergulhados. Das três, temos experiência diferentes. Mas a mais feliz é esta. E tanto assim é que o blogue faz parte do nosso apostolado. Transmitir para fora a alegria que sentimos é uma responsabilidade. E se sentimos foi por termos abraçado, por fim, a nossa vocação.
Temos de gritar bem alto o que somos: FAMÍLIA.
E pese embora esta certeza, nas contas entre deve e haver, se Deus nos pedisse contas hoje, teríamos saldo devedor.
Ainda assim e porque SIM, um puxa o outro para a santidade reciprocamente. Apenas cumprimos o que Deus quer de nós. Nada mais.
O que hoje queremos é que o nosso casamento se prolongue no Céu por toda a eternidade. E que os nossos filhos desejem o mesmo.
Dizendo SIM implica mergulhar de cabeça (não há rochas) e coração. E quando o fazemos... que mais importa?
Há dias vimos em família um desenho animado sobre as aparições de Fátima. Num dos diálogos o Francisco dizia à Jacinta "se me matarem... não me importo. Eu vou para o Céu". Esta convicção do Francisco, esta certeza (Maria havia dito que ele iria para o Céu, sim), esta confiança, este desprendimento é uma lição para nós.
Logo, assumamos a nossa vocação. Somos marido e mulher e pais de família.
Eis o que somos: família.
Vivamos em família. Mais. Vivamos para a família. O mais... que importa?
Com todo o respeito do mundo por todos quantos nos lêem, há uma diferença tão grande entre viver em e para a família com esta noção cristã (e mesmo com noção cristã, há uma diferença tão grande entre vivências) e fora dela.
Já experimentámos as três: fora, meio dentro e mergulhados. Das três, temos experiência diferentes. Mas a mais feliz é esta. E tanto assim é que o blogue faz parte do nosso apostolado. Transmitir para fora a alegria que sentimos é uma responsabilidade. E se sentimos foi por termos abraçado, por fim, a nossa vocação.
Temos de gritar bem alto o que somos: FAMÍLIA.
E pese embora esta certeza, nas contas entre deve e haver, se Deus nos pedisse contas hoje, teríamos saldo devedor.
Ainda assim e porque SIM, um puxa o outro para a santidade reciprocamente. Apenas cumprimos o que Deus quer de nós. Nada mais.
O que hoje queremos é que o nosso casamento se prolongue no Céu por toda a eternidade. E que os nossos filhos desejem o mesmo.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Ementa Semanal
Com vista a poupar e evitar gastos supérfulos, tivémos a ideia de fazer uma ementa semanal, para além de poupar trabalho a pensar diariamente o que fazer para as refeições.
Pensámos que também nos poderia ajudar nas compras. De que modo?
Através do planeamento.
Através do planeamento.
O planeamento limita o que vamos comprar, ou seja, compraremos apenas o necessário para confeccionar aquelas refeições.
Muitas vezes vamos ao hiper e adquirimos N produtos. Ou porque não os temos ou porque os temos em pouca quantidade. E adquirimos os produtos, colocando-os na despensa. Se pensarmos que parte desses produtos são adquiridos por uma das duas razões acima invocadas, temos com mediana clareza a noção de que não há uma necessidade imediata, antes mediata.
Neste prisma, podemos adquirir produtos cujo consumo será efectuado... no mês seguinte. Não obstante, já despendemos verba desnecessariamente.
Vamos fazer a experiência. Ementa semanal e compra dos produtos necessários. Depois, faremos contas. Logo se verá se a lógica com que o fazemos é ou não real.
Muitas vezes vamos ao hiper e adquirimos N produtos. Ou porque não os temos ou porque os temos em pouca quantidade. E adquirimos os produtos, colocando-os na despensa. Se pensarmos que parte desses produtos são adquiridos por uma das duas razões acima invocadas, temos com mediana clareza a noção de que não há uma necessidade imediata, antes mediata.
Neste prisma, podemos adquirir produtos cujo consumo será efectuado... no mês seguinte. Não obstante, já despendemos verba desnecessariamente.
Vamos fazer a experiência. Ementa semanal e compra dos produtos necessários. Depois, faremos contas. Logo se verá se a lógica com que o fazemos é ou não real.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Nossa Senhora do quadrado
O maior tributo que podemos fazer nesta
data tão querida e especialmente importante para os católicos e para a nossa
família é publicar algo sobre Maria, a mãe de Deus.
Fátima é o nosso último refúgio, local
das decisões importantes e dos milagres particulares que não aparecem na
comunicação social.
Fátima é uma linha directa, uma via sem
portagens para o Céu.
Partilhamos algo muito nosso. Sabemos as
inúmeras e justíssimas denominações e invocações a Nossa Senhora. Constam na
ladainha.
Há dias a benjamim da família, cheia da
sua natural graça, acrescentou uma invocação: Nossa Senhora do quadrado.
Foi desta forma que a pequena viu a imagem em Fátima.
Não sabendo pela tenra idade as figuras
geométricas, disse ser um quadrado. E disse muito bem.
Maria achará tanta graça quanto nós e a
invocação a Nossa Senhora do quadrado passou a ter a importância devida para
nós, tanta quanto as demais. É algo nosso. Mas não apenas nosso. É também de
Maria, a Rainha da Família que nos leva todos os dias ao centro da nossa vida,
Jesus.
APFN publicou texto da FEM
A APFN publicou, no dia de ontem, um texto da FEM na sua página do Facebook.
A publicação é um texto por nós escrito em 7 de Maio com o título "Também tu, Brutus?".
O nosso agradecimento à APFN.
Divulgar a temática da família não é apenas necessário. É imprescindível e urgente.
Continuaremos a escrever. Se possível, diariamente.
Família Cavaco
terça-feira, 12 de maio de 2015
A amizade entre pais e filhos
Diz São Josemaria Escrivá que a relação
entre pais e filhos deve ser, antes de tudo o mais, uma relação de
profunda amizade.
Os verdadeiros amigos partilham as
inquietações, os problemas mas também as vitórias e as alegrias.
Para tal – recomenda – é necessário união,
é necessário ouvir e saber ouvir a todos e a cada um, a sós,
individualmente.
É necessária astúcia para nos adiantarmos
e falar serenamente sobre os temas centrais e das diferentes etapas da vida,
tais sejam a origem e o fim último, as crises da adolescência, o namoro, a
vocação de cada um.
A relação entre pais e filhos não pode
ser redutora, baseando-se no simples passar de informação e conhecimento parco.
Dizia Bento XVI que a grande pergunta sobre a verdade não pode
ser descurada.
Os pais devem passar valores, identidade, conhecimento. Mas passar não como quem lê de cátedra. Errado caminho esse.
Não. Passar é sinónimo de vivenciar.
Eu só posso dizer que sou se o sou de
facto. O espelho que reflecte a minha imagem é traduzido pelo caminho, decisões
e condutas que assumo. Porque se assim não fosse seria incoerente e mentiroso.
Ou seja, não devem os pais temer falar
sobre todos os assuntos. E todos são todos. É necessário que os filhos cresçam
com identidade e sentido crítico. Aliás, o sentido crítico é o motor de todas
as decisões.
Mas atenção: os pais não sabem tudo. Os
pais devem crescer com os filhos porque estes também os ensinam. É ou não
verdade que as crianças trazem tantas vezes a noção de ingenuidade e pureza que
os pais perderam? Os filhos educam-nos porque não trazem filtros. É importante
meditar nisto e procurar trazer para nós, pais, esta sã sapiência que as
pequenas criaturas nos dão.
Pais esses que foram jovens, que
cometeram e cometem erros: admitam o erro. Admitir o erro quando se enganam só
traz confiança aos filhos. Nada se perde.
Que os filhos sintam absoluta confiança
nos pais. Se a sentirem, jamais ocultarão nada e poderão, nos momentos mais
difíceis, ser educados e aconselhados. Com total liberdade. Isso é crescer.
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Família = Comunidade de Amor
"Se há amor entre os pais, o ambiente que os filhos respirarão será de entrega, de generosidade. O clima no lar é criado pelos esposos com o carinho com que se tratam: palavras, gestos e mil detalhes de amor sacrificado" (in "A Educação em Família")
O primeiro amor do marido é a sua esposa. O primeiro amor da esposa é o seu marido.
Os filhos são fruto deste amor, desta união.
Os esposos têm de ser muito unidos, muito coesos. Têm de ser um só.
O amor que sentem um pelo outro transborda para os filhos. Os filhos são o "transbordar" do amor conjugal.
E onde é que as crianças aprendem a amar? No seio da Família. Imitando o amor que o pai e a mãe sentem um pelo outro, e por si.
A Família é uma comunidade de Amor.
Uma comunidade de amor sacrificado, em que só na doação que se faz uns dos outros, se encontra a verdadeira felicidade.
E é neste contínuo dar e receber que os filhos aprenderão dos pais.
domingo, 10 de maio de 2015
O terço em Família
A meditação de ontem do Falar com Deus foi sobre a oração do Rosário.
Pessoalmente, já rezei o terço a conduzir a moto (sim, coisa estranha... mas reza-se. Cada Avé-Maria é contada com pressão de cada dedo da mão esquerda no manípulo do guiador. Mas cuidado!), o carro, a passear, em casa, na Igreja, etc.
Todos os locais e circunstâncias são propícios e oportunos.

Todavia, a partir do momento em que enraizámos a nossa vocação familiar como caminho único de vida e nos distanciámos de grupo isolado que se reencontrava ao fim do dia, a oração do terço passou a ser feita em família. Acabaram-se as orações isoladas.
E quantos progressos. Até a benjamim da família reza a primeira parte da Avé-Maria, ainda que "comendo" algumas palavras. Nada importa. É um mimo.
Para motivar os pequenos, cada membro da família reza uma dezena.
A nossa identidade cresce dia após dia. É factual. A TV é desligada e o tempo é consignado à Rainha da Família.
Por vezes - é tão giro - e como antes escrevemos, ligamos o computador à TV e acedemos à Capelinha, acompanhando o terço rezado em Fátima. 21:30H. Quem não fez, experimente. Vale a pena.
Voltando ao início, a meditação de ontem foi oportuna e dela retiramos alguns pormenores que pretendemos partilhar, pois dizem-nos bastante.
A saber:
* O terço em família é uma fonte de bens para todos, pois atrai
a misericórdia de Deus sobre o lar. Diz o Papa João Paulo II: “Tanto a
recitação do Angelus como
a do terço devem ser para todo o cristão e muito
mais para as famílias cristãs como que um oásis espiritual no decorrer do dia,
para ganharem coragem e confiança”.
* Um dia o Senhor nos mostrará as conseqüências de termos
rezado o terço com devoção, ainda que também com algumas distrações: desastres
que se evitaram por especial intercessão da Virgem, ajudas a pessoas queridas,
conversões, graças ordinárias e extraordinárias para nós e para outros, e as
inúmeras pessoas que se beneficiaram desta oração e que nem sequer conhecemos.
* Deparamo-nos com pessoas, mesmo de boa vontade, que se
desculpam dizendo que se distraem com freqüência e que “se é para rezá-lo mal,
é melhor não rezá-lo” ou algo semelhante. Ensinava o Papa João XXIII que “o
pior terço é aquele que não se reza”. Nós podemos dizer aos nossos amigos que,
ao invés de abandoná-lo, devem compreender que é mais grato à Virgem procurar
rezá-lo da melhor forma possível, ainda que se tenham distrações. Também pode
acontecer que – como escreve Santo Afonso Maria de Ligório – “se tens muitas
distrações durante a oração, talvez seja porque o demônio se sente muito
incomodado com essa oração”
* “Uma triste forma de não rezar o terço: deixá-lo para o fim
do dia. Quando se deixa para o momento de deitar-se, recita-se pelo menos de má
maneira e sem meditar os mistérios. Assim, dificilmente se evita a rotina, que
afoga a verdadeira piedade, a única piedade”. “Sempre adias o terço para depois, e acabas por omiti-lo
por causa do sono. – Se não dispões de outros momentos, reza-o pela rua e sem
que ninguém o note. Isso te ajudará também a ter presença de Deus”
sábado, 9 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
O Caminho
Importa que marido e mulher sejam felizes.
E como conseguir essa felicidade?
É um trabalho diário e sempre com os olhos postos um no outro.
A felicidade do marido é a felicidade da mulher. A tristeza do marido é a tristeza da mulher.
Só nesta união verdadeira, de serem um só, se consegue a felicidade de todos os dias.
Há que viver o hoje. O amanhã ainda não existe. Hoje a mulher quer fazer o marido feliz e hoje o marido quer fazer a mulher feliz. São necessários apenas pequenos gestos, pequenos pormenores. Um elogio, um carinho, uma atenção, uma ajuda nas tarefas domésticas, uma preocupação com o bem estar do outro.
Deus nos livre de pensarmos em nós próprios, porque a verdadeira felicidade vem da doação da mulher ao marido e vice versa.
Homem e mulher devem caminhar lado a lado, passo a passo a caminho da sua santidade conjunta.
"(...) o sacramento do matrimónio é a forma que Deus concede àquele homem e àquela mulher, unidos em Cristo, para se ajudarem mutuamente a chegar ao céu." ("Esposos e Santos")
E os filhos serão contagiados por este desejo do céu, por esta felicidade dos pais. Os filhos são tão mais felizes quanto os seus pais se propuserem sê-lo.
A família é uma comunidade de amor. Primeiro entre os esposos, depois alargada aos filhos. O desejo da santidade dos pais será transmitido aos filhos naturalmente. Não pelo que os pais dizem, mas pelo que fazem.
"A santificação da vida familiar alicerçada no sacramento do matrimónio é caminho de santidade, caminho de verdade, caminho de amor, caminho de vida, caminho de alegria, caminho de luz, caminho para o Céu, caminho de Deus e para Deus." ("Esposos e Santos").
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Também tu, Brutus?
Sempre escrevemos sobre a necessidade de fazer dos nossos lares os nossos castelos. E castelos com muralhas. Não que estas sejam para impedir a entrada de alguém, antes para reforçar a "segurança", o conceito de unicidade.
Os nossos castelos são os nossos portos de abrigo. Os nossos lares são o lugar do encanto, do encontro e reencontro, das alegrias e tristezas partilhadas.
Em suma, os nossos lares são - ou deviam ser - o nosso local de eleição.
Mas nem sempre é assim. Provavelmente, não por estar relacionado com a arquitectura do imóvel. Antes com o conceito do que é uma casa ou, ao contrário, da absoluta necessidade da casa se transformar em algo mais elevado, um lar, o lar.
Não há neste texto uma ponta de crítica, fique claro. O que se pretende é a pura promoção do raciocínio.
Todos conhecemos, vemos, constatamos, observamos e até praticamos tantas e tantas vezes a chamada e indesejada deserção.
Há sempre bons motivos.
A visita e permanência no café depois do jantar; a visita e permanência à colectividade; a visita e permanência ao bar simpático do bairro; a visita e permanência à casa da vizinha.
E quando nos juntamos ao grupo do petisco? Ou mesmo dos jogos de cartas, dominó e damas?
Na verdade, há tantos e bons motivos para estar fora de casa. É tão mais agradável. Será? Não é.
O tempo adjudicado ao "lazer" é tempo retirado à família, impedindo-a de viver, ela mesma, períodos necessários e fundamentais daquele.
Há pais que trabalham até tarde e não há volta a dar. Quando chegam a casa pouco ou nenhum convívio podem ter. Força das circuntância e vicissitudes da vida. Ofereçam a Deus o sacrifício e procurem compensar oportunamente a família pela necessária e notada ausência.
Porém, outros há que tomam aquelas "actividades" por decisão pessoal, egoísmo.
Vamos projectar um cenário? A seguir ao jantar já se despedem dos filhos, pois sabem que quando chegam já estes levam 2 horas de avanço no sono. A mulher fica a arrumar a cozinha e contenta-se com um "até já". Ele vai, ela fica. Os miúdos ficam com a mãe entregues à novela. O pai, esse, distrai-se. Ao fim e ao cabo, trabalhou o dia todo e merece este bocadinho...
A mulher nada diz, mas pensa. Pior, fica a moer.
Não há unidade nem família que resista. A rotina assume a liderança.
Não se estranhe se...
O pior é quando pensamos que esta tese não nos toca. Pode tocar, sim. E se não forem os exemplos acima, serão outros. Os apelos são muitos e por vezes tão generosos.
Será então caso para perguntar como Júlio César: Também tu, Brutus?
É bom, muito bom, perceber se a nossa casa é um lar, um castelo, um refúgio, um porto de abrigo da família, onde esta se junta e une, onde assume a sua identidade e unidade, onde são fomentados os valores, onde reza e progride. É bom parar para pensar. E ajuizar. E se necessário, corrigir.
Os nossos lares são local de construção familiar e querem-se, citando São Josemaria, luminosos e alegres.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Chiara Corbella Petrillo
Foi no Carmelo que ouvimos falar, pela primeira vez, de Chiara.
A irmã que dela nos falou, nossa amiga há mais de 20 anos, teceu carinhosos e heróicos comentários a esta família, nomeadamente do seu trajecto, da sua fé, da sua entrega e, não menos importante, do seu testemunho.
Adquirimos imediatamente o livro.
Pelo que vimos na internet e pelo que lemos nas primeiras páginas desfolhadas, é testemunho duro e radical. Fomos avisados no Carmelo de que as lágrimas iriam aparecer muitas vezes.
Ao contrário das histórias de princípes e princesas, das histórias de amor humano repletas de pequenos contratempos e um final feliz, temos aqui uma história diferente. E, dependendo da perspectiva, assumiremos um final feliz ou não. Na verdade, com as devidas e necessárias distâncias, faz lembrar alguns programas televisivos em que o telespectador decide o final. Aqui não decidimos nada, excepto a maneira como o encaramos.
É duro viver a história de Chiara. Mas não apenas dela. Não podemos dissociar a família. Chiara foi e é grande na justa medida em que amou mais os seus e estes a ela.
Faleceu em Junho de 2012. Ou, de outra perspectiva, nasceu nesse ano (Dies Natalis).
Chiara foi santa nos 28 anos que viveu. E tudo leva a crer que os altares do mundo terão mais uma Santa dentro do tempo que Deus quiser.
Esta história de fé e amor (tão humano e tão sobrenatural) leva-nos a questionar:
- Seria eu capaz de fazer o que Chiara fez?
- Seria eu capaz de viver a decisão de Chiara como o marido a viveu?
Ao fim e ao cabo, é uma pergunta de fé, muito interior.
Os Evangelhos falam-nos tantas vezes do tamanho da fé. Que personangem assumiriamos? A dos homens de pouca fé ou da mulher a quem Jesus disse "grande é a tua fé"?
A história de Chiara é uma história de família, só possível a alguns a quem o ego e vanglória não existem, a quem apenas o amor os move.
Deixamos o vídeo da missa de corpo presente de Chiara. Faz alguma confusão. Ou talvez não . Depende da perspectiva com que o vejamos.
Nota 1: o senhor da viola que canta é... o marido de Chiara.
Nota 2: o site de Chiara está agora no lado direito deste blogues, nos links.
Nota 2: o site de Chiara está agora no lado direito deste blogues, nos links.
terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Chiara Corbella Petrillo
«Chiara Corbella Petrillo morreu com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro, por ter posto a vida da criança que trazia no ventre à frente da sua. Antes do nascimento deste filho, Francesco, em Maio de 2011, já Chiara e o seu marido Enrico tinham acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009, e Davide Giovanni, em 2010.»
Recomendamos vivamente a leitura deste livro.
Recomendamos vivamente a leitura deste livro.
10 reflexões do Papa Francisco sobre a Família
O Papa Francisco está a
realizar uma intensa catequese sobre a família. Falou das mães, dos pais, avôs
e avós, filhos e filhas…
Apresentamos algumas das suas frases.
“E esta é a grande
missão da família: arranjar lugar para Jesus que vem, receber Jesus na
família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós, porque
Jesus está aí."
“É na família onde aprendemos a abrir-nos aos outros, a crescer em liberdade e em paz."
"Sim, ser mãe não significa só trazer um filho ao mundo, mas é
também uma opção de vida: o que é que uma mãe escolhe? Qual é a opção de vida
de uma mãe? A opção de vida de uma mãe é a opção de dar vida. E isto é grande,
isto é belo."
"As mães são o antídoto mais forte contra a difusão do
individualismo egoísta. "Indivíduo" quer dizer "que não pode ser
dividido". As mães, pelo contrário, "dividem-se", a partir do
momento em que acolhem um filho para o dar ao mundo e fazê-lo crescer".
"Para ser um bom pai, o mais importante é estar presente na
família, partilhar as alegrias e as penas com a mulher, acompanhar
os filhos à medida que vão crescendo."
"O pai procura ensinar ao filho aquilo que ele ainda não sabe,
corrigir os erros que ainda não vê, orientar o seu coração,
protegê-lo no desânimo e na dificuldade. Tudo isso com proximidade, com doçura e com uma firmeza que não humilhe."
"Ser filhos permite-nos descobrir a dimensão gratuita do amor,
de ser amados antes de nada ter feito para o merecer,
antes de saber falar ou pensar e, mesmo, antes de vir ao mundo. É uma experiência
fundamental para conhecer o amor de Deus."
"Uma sociedade que descarta os seus idosos é uma sociedade sem
dignidade, perde as suas raízes e vigor; uma sociedade que não se
rodeia de filhos, que os considera um problema, um peso, não tem futuro."
"Que belo é o alento que o idoso consegue transmitir ao jovem
em busca do sentido da fé e da vida! É verdadeiramente a missão dos avós, a
vocação dos idosos. As palavras dos avós têm algo de especial para os
jovens. E eles sabem-no."
"As crianças recordam-nos outra coisa bela; recordam-nos que
somos sempre filhos. Mesmo se nos convertemos em adultos ou
idosos, mesmo se nos convertemos em pais, se ocupamos um lugar de
responsabilidade, por baixo de tudo isso permanece a identidade de filho. Todos
somos filhos. E isso reconduz-nos sempre ao facto de que a vida
não fomos nós que a demos a nós próprios, mas que a recebemos."
domingo, 3 de maio de 2015
Em Família, uma só Alma e um só Coração para Deus
Loca do Cabeço, 1 de Maio de 2015. Peregrinávamos.
Ouvimos a língua espanhola oriunda de uma família. A esposa estava sentada e cantava umas canções que o telemóvel utilmente lhe proporcionava para a ocasião. O pai e os filhos estavam mais perto da imagem do Anjo de Portugal e dos Pastorinhos. Um casal e três filhos. Ah! A senhora estava de esperanças (da Miriam).
- Olá. Posso fazer uma pergunta? Reparo que todos têm uma cruz. Que significa?
- É a cruz de Santo Agostinho. Ao meio, um coração recortado. Significa "Uma só alma e um só coração para Deus".
E dialogámos.
Hoje, antes do regresso, vimo-los no Santuário. Cumprimentámo-nos e despedimo-nos, não sem antes lhes mostrar algo: a cruz. E que risos!
- Sim, uma só alma e um só coração para Deus. Estaremos unidos.
Regressemos atrás. Quando ouvimos aquele casal espanhol falar no significado que a cruz assumia neles, percebemos que ali havia uma identidade. Mas... porque não acreditamos em coincidências, olhámo-nos e dissemos um ao outro: "Estamos a pensar a mesma coisa?..."
Corremos Fátima. Visitámos dezenas e dezenas de lojas. Por fim... ali estava a loja mais escondida e a única que tinha a cruz de Santo Agostinho. Comprámos em igual número dos membros da nossa família. Na missa das 18:30H, na Capela da Morte de Jesus, a benção dos objectos. Perfeito.
Quis Deus que ocorresse aquele encontro e aquela partilha. E quis Deus que nesta peregrinação trouxessemos uma identidade comum. Tudo foi assim providenciado. Nada foi acaso.
No diálogo que mentivemos com a família espanhola, percebemos a sua ligação, enquanto leigos, à ordem de Santo Agostinho. Não é o nosso caso. Mas a importância da mensagem, a importância do significado, do conteúdo, a importância da unidade, essa foi-nos dada, pedida.
O lema de Santo Agostinho foi um pouco alterado. Acrescentámos "Em Família" para que a plenitude da nossa vocação esteja agora ainda mais vincada.
Temos a certeza que nunca mais veremos aquela família. Nem trocámos e-mail ou qualquer contacto. Quis a providência que assim fosse. Naquele dia 1 de Maio, naquele momento exacto, as nossas famílias cruzaram-se na Loca do Cabeço. Apenas as duas famílias ali estavam naquele momento. E dali brotou algo mais: uma identidade, uma meta, um desafio permanente para nós.
Esta cruz que agora todos temos ao peito recorda-nos o lema:
"Em Família, uma só Alma e um só Coração para Deus"
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Aprender a desculpar
A meditação do Falar com Deus de hoje,
que versa do Evangelho do dia, é sobre aprender a desculpar.
Quantas vezes, no seio da família,
zangas e ausências de desculpa motivam o virar de costas entre pares, a ruína
entre pais e filhos ou mesmo entre irmãos?
Na verdade, há uma imensa fragilidade
humana que dita, tantas vezes, por motivos diversos, tantas vezes sem razão, a
cisão da família.
É preciso haver uma postura coerente de
todos com a sua fé, a identificação absoluta com os valores apreendidos. Não há
coisa pior que uma família destruída.
A
ideia da morte, tantas vezes, é preciosa. Se pensarmos
no outro com quem, tantas vezes por nada, estamos desavindos e, no
recolhimento, colocarmos a simples questão “o que seria de mim e da
minha vida se essa pessoa morresse hoje?”, teremos provavelmente o coração
inflamado e os olhos a lacrimejar, com vontade imensa de nos reconciliarmos o
quanto antes.
A par, perguntemos ao Mestre o que nos
dita sobre o assunto. E ouçamo-Lo. Os Evangelhos estão repletos de
ensinamentos. E ele fala-nos, igualmente, ao coração. Basta haver a
predisposição para acolher a resposta.
Findamos. Exortava São João Paulo II: “Família,
torna-te naquilo que és!”
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Perder a paz na família? É mau caminho.
Acontece a todos. O dia no trabalho
correu mal ou qualquer circunstância ou vicissitude alteraram o nosso ânimo.
Em consequência e porque é um
comportamento muitíssimo humano, as favas são pagas por quem está próximo. E
aqui está a nossa família.
A entrada e permanência em casa torna-se
pesada, o ar irrespirável. As coisas correram mal. Não apetece falar. Não há paciência
para uma brincadeira. O bom humor… não existe.
Consequência da consequência: os nossos
ficam em estado igual. O lar torna-se um sepulcro com vida.
Isto acontece-nos a todos. Nem todos os
dias são iguais e há aqueles que são mais felizes que outros. Mas mesmo nos
menos felizes, naqueles dias em que tudo correu mal, naqueles dias em que o
melhor teria sido nunca sair de casa… não se perca a serenidade. Na verdade,
nada é definitivo e provavelmente as preocupações do dia transformam-se no dia
seguinte e as soluções aparecem. Por vezes são ninharias mas a contrução mental
que fizemos torna o problemazinho em algo colossal. O pior, é que este ditou a
perca da paz no dia antecedente.
Como tal, aconteça o que acontecer,
jamais se deve perder a paz e a serenidade.
Entregar
o problema ao médico de todos os males é remédio. Entregar o problema e dizer “agora o
problema não é só meu, é também Teu. Ajuda-me.”, e perceber que deriva daí a
paz de termos entregue as nossas preocupações e não temer nada, absolutamente
nada. E nada é nada!
Quantas e quantas provas nos foram dadas
até hoje? É bem certo que não fazem manchetes e capas de jornais, mas no nosso
interior sabemo-lo. Ele está sempre presente e manifesta-Se quando e como quer.
Nada do que entregamos vai para um saco vazio. Nada.
Devemos pois dizer como o papa Clemente
XI: “Quero o que quereis, quero porque o quereis, quero como o quereis, quero
enquanto o quiserdes”. E encontraremos paz.
É caso então para nos levantarmos e
promovermos o sorriso, encontrada a paz, junto daqueles que amamos. São
Josemaria dizia que os lares cristãos deviam (devem) ser lares luminosos e
alegres. Acaso há alguma razão para que o não sejam?
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