Família em Movimento

Família em Movimento

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Relativizar o relativismo

Se há conduta importante a assumir na família é ter a clara noção dos tempos que vivemos.
Não há fuga possível. Não há possibilidade de viver o sonho que não existe nem existirá, onde tudo seria perfeito e de acordo à nossa filosofia de vida.
Ouve-se a frase se não os podes vencer, junta-te a eles. Errado. Se não os podes vencer, combate-os


Ainda que talvez não se vença a guerra, ter-se-á conseguido vencer muitas batalhas. E deixam marcas positivas que os tempos futuros recordarão.


Em tempo de relativismo, de nada vale amargurar nem perder a serenidade.

O truque está em relativizar o relativismo através do critério. Haja critério!

Adultos e crianças (em suma, a família) estão sujeitos a conceitos sobre tudo e nada, oriundos de filosofias que, tantas vezes, nada têm a ver com eles. Em catadupa, lemos, escutamos, ouvimos, vemos, assistimos, constatamos... teorias e teorias de que tudo é relativo. E não é.

A sociedade está mergulhada nesse conceito, é um facto.

Pergunta: e a nossa família? Estará ela a beber a filosofia e os conceitos que emergem de terceiros em detrimento dos conceitos livres, oportunos e responsáveis que temos?
Estarão os pais a fazer o seu papel máximo de educadores?
Estarão os pais conscientes que eles próprios e os filhos são susceptíveis?

Haja critério e filtrem-se as situações. Os pais devem estar atentos. Quantas vezes, no nosso castelo, chamamos à atenção em relação a programas televisivos ou mesmo relativamente a desenhos animados que as crianças vêem na sua profunda ingenuidade? Isso é necessário? Absolutamente.
Ainda anteontem chamávamos a atenção do filho mais velho em relação a um tema televisivo. Se não pensamos daquela forma, que critério temos se os deixarmos absorver tais conteúdos?

Não é só a televisão. Há tantos meios de comunicação e hoje em dia estamos tão sujeitos a ela que temos obrigação grave de estar atentos, nomeadamente em relação aos nossos filhos que tudo absorvem. E de tijolo a tijolo se constrói o edifício.

Pais, muita atenção. Somos livres e na liberdade temos poder e argumento de decisão. Usemo-lo em consciência.

Que nenhum dos nossos filhos se perca pela nossa falta de atenção. Alerta!

terça-feira, 21 de abril de 2015

25 Abr 17h30


Educar em Família

Os primeiros e mais importantes educadores dos filhos são sem dúvida nenhuma os pais. É deles que as crianças recebem o amor, o carinho, o afeto, a segurança e a protecção.

As crianças são muito inteligentes, possuem uma inteligência em constante desenvolvimento, são permeáveis a tudo o que se passa à sua volta e aborvem tudo o que os pais fazem e dizem.
É importante que não deixemos a educação dos filhos nas mãos de outros (educadores, professores e amigos) e esperar que cresçam. Embora estes assumam um papel extremamente importante no desenvolvimento cognitivo das crianças, a grande responsabilidade da educar, essa, pertence aos pais.

Os filhos são sempre - sempre! - o reflexo dos pais, sejam eles bons ou menos bons. E aprendem através do exemplo.

É no seio da família que se criam laços muito fortes, que se fazem as primeiras aprendizagens e que se toma coragem para fazer muitas mais. O amor e o carinho dos pais ajudam os filhos a ganhar auto-estima e auto-confiança para enfrentar o mundo que os rodeia.

É importante que se tome a pulso a educação dos filhos.

Porque quando Deus concede um filho a um casal, diz-lhes que tem confiança para que cuidem e amem uma criatura Sua.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A presença de Deus no dia-a-dia da Família

A presença de Deus manifesta-se mas também se procura.
São vários os relatos dos Evangelhos que nos indicam encontros circunstanciais que se mostraram decisivos, encontros com a cruz a caminho do calvário e encontros procurados por quem viu Jesus como Mestre e Senhor.

Jesus procura-nos todos os dias e manifesta-se. Jesus faz-se Amigo para que tenhamos n´Ele muita confiança. Mas Jesus gosta que O procuremos, que O cuidemos, que Lhe dediquemos atenção, que nos façamos de igual modo muito amigos.


A descoberta de que a santidade não é um estado exclusivo de religiosos faz-nos notar que podemos estabelecer um compromisso de vida e, querendo, o assumamos.

Podemos procurar Deus nas coisas mais simples da vida. E ali O encontraremos.

O levantar para mais uma jornada implica uma passagem pelo pequeno oratório. Olhando as imagens faz-nos lembrar, ainda com o sono que se dissipa, que pertencemos ao Céu.

Nesse instante podemos fazer o oferecimento de obras do dia que inicia.



Por aqui, cuidamos (todos) de nos benzer com água benta. Diz Santa Teresa de Ávila que nada é mais eficaz para afastar o inimigo.

A saída de casa não se faz sem visitar a imagem da Sagrada Família, onde uma pequena oração nos aproxima da realidade da nossa vocação matrimonial.

O caminho para o trabalho pode ser meio e oportunidade para realizarmos uma meditação, uma oração.

Também na jornada de trabalho podemos e devemos assumir cuidados.
Santificar o trabalho e santificar-nos (e os demais) no trabalho, são cuidados que atendem aos pormenores: o trato, o zelo, o brio, a competência, a responsabilidade, entre outros, são deveres graves do cristão.

Por regra, na hora de almoço, já tendo lido o evangelho do dia (através do EAQ e cujo link de subscrição se encontra aqui), há lugar ao Angelus e leitura da meditação do Falar com Deus.

Assim a oportunidade dite, e procuremos fazer a oração da tarde.

Desde que nos levantamos, como se afere, temos presença assídua de Deus. Assim O procuremos.

Devemos procurar assistir à missa diária. Infelizmente, são algumas poucas as paróquias onde se celebra a missa diariamente. Não faz sentido mas é algo real.

Se conseguirmos, façamos também a visita ao Santíssimo.

É possível fazer tudo? Claro. E muito mais. O dia não cessou ainda.

Há um pormenor que atendo. Vários são os locais de passagem diária. O café, uma dependência bancária, o hiper, a escola, o escritório, o restaurante, etc. Pergunto-me sempre se nesses locais de passagem Deus é lembrado. Dita a experiência que por regra a resposta assume tendência negativa. Façamos a diferença. Uma jaculatória (ah! as jaculatórias são tão decisivas) e quiçá uma palavra, que se pode revelar no trato e na simpatia ou mesmo na alegria.

Em família, já depois da jornada de trabalho, rezemos o terço. Às 21:30H pode ser rezado em conjunto com os peregrinos de Fátima, em directo da Capelinha (vide link neste blogue). 

Não esquecer o exame de consciência à noite. É fundamental.
Não esquecer a Direcção Espiritual nem a Confissão São fundamentais.
Não esquecer as mortificações
Não esquecer dar graças pelas refeições. Assume consciência de gratidão e lembra os que não têm o que comer. Devemos lembrar e agradecer quem preparou o alimento.

Enfim… muito mais havia a escrever. Costumo dizer que viver como cristão é para duros. Não há lugar para lamechas no cristianismo a sério.

É possível viver santamente e procurar o senhor nas tarefas do dia-a-dia. É possível viver-se a alegria do evangelho, como se fossemos uma personagem mais. É possível viver as contrariedades da vida sem perder o desalento ou perder a paz.

Escreveu-se "é possível viver". Não se escreveu "é possível saber-se a teoria mas fazer de conta que a mesma é para outros ou, quiçá, só muito de vez em quando para nós". É uma questão de coerência de vida.

Adiante. Viver o compromisso ajuda-nos a viver bem a Família. A oração e identidade com Cristo une-nos e fortalece-nos.

Se a Família é o edifício, Cristo assume os alicerces. Assim, os ventos e as tempestades da vida determinam o rumo daquele pelos seus alicerces. Ou o edifício cai, ou mantém-se firme.

Tudo tende para o compromisso de vida. Depende sempre da maneira como queremos viver a vida.

Nunca é tarde. Mas o tempo é demasiado curto.

domingo, 19 de abril de 2015

NOVO BLOGUE da Família Cavaco


Há um novo Blogue da Família Cavaco chamado Pequenos Pormenores com Amor, onde são publicados trabalhos manuais realizados por nós.


Esperamos a vossa visita.


Família Cavaco

E para que cresçam (bem) rápido...

... a benjamim da família entendeu que os copos cheios de água farão os feijões desenvolver e crescer  à velocidade da luz 




sábado, 18 de abril de 2015

Em Família, estamos juntos!

A semana retirou-nos, pelo menos, 50 horas de convívio familiar.

É pois tempo de retemperar forças e aproveitar o sol para fazer um passeio em família.
Casa do Lago, 18.IV.2015

É sempre importante viver estes momentos. 

Devemos ser amigos dos nossos filhos e que eles o sintam, para que possam sempre partilhar tudo, sem receios. 

Não devem existir filtros entre os filhos e os pais. Mas para que tal suceda é necessário criar empatia, profunda amizade. Estas geram a confiança.



Sem dúvida alguma afirmamos que ter tempo para a família, ter tempo para viver a família, ter tempo para ver brincar e crescer os filhos, em bons ambientes, é caminho.

O tempo de partilha e convívio proporciona-nos momentos únicos e irrepetíveis.

Em Família, estamos juntos!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A nossa vocação é a Família

Por vezes procuramos a felicidade onde ela não se encontra. Lugar comum? Talvez. Ainda assim, verdadeiro.

Queremos sucesso. Oh, se o queremos. Queremos ser bem sucedidos. Queremos ter meios económicos favoráveis. Queremos ter prestigio. Queremos ser reconhecidos. Queremos gozar de ascendente. 
Queremos que os nossos filhos sejam tudo aquilo que ambicionamos  e quiçá tudo aquilo que não fomos.

Queremos tudo isto e mais um par de botas.

E no meio de tantos quereres, queremos também ser felizes.

Que mundo perfeito. Que vida sublime. A imaginação flui...

 Queremos, queremos, queremos…

... e tantas vezes não olhamos para o lado e não nos detemos naquilo que verdadeiramente importa, naquilo que verdadeiramente nos fará felizes e bem sucedidos.

Atendei ao seguinte. A felicidade não está naquele enunciado. Não conheço ninguém que tendo tudo, tudo tenha tido.


A felicidade encontramos no que não temos (porque não teríamos de ter) e no que temos: a família. 
A descoberta pode ser tardia, mas será frutuosa. A nossa alegria reside na família. 
A nossa vocação é a família. 
Nada, absolutamente mais nada importa. 
Nada, absolutamente nada nos enche mais de alegria. 
Nada, absolutamente mais nada nos dá maior sentido à vida. 
Nada, absolutamente mais nada é caminho e missão de vida.

Deus ama-nos e alimenta este amor familiar, caminho fecundo, de encontro permanente e diário com Ele.

Pensai no chegar a casa ("ao nosso castelo", como chamamos por aqui): abraçar a nossa família é momento único e irrepetível, porque o dia é um só. Mas sempre renovável.

É bom parar e pensar que vocação temos. Se é a Família, o matrimónio,  cuidemos e façamos como São Josemaria exortou: “Defendei o vosso amor! O vosso amor conjugal! É santo! Defendei-o! Sede colaboradores! Colaboradores de Deus! E assim vos amareis muito e amareis os defeitos um do outro que não sejam ofensa a Deus. Tudo vos parecerá perfeição! E ajudar-vos-eis! E formareis... uma só carne! Um só coração!"

A família é o melhor negócio que temos. Absolutamente.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A importância da leitura

Na primeira publicação do blogue Família em Movimento foi recomendada a leitura do livro Esposos e Santos.
São vários testemunhos de casais.
É importante a leitura no casal? Absolutamente.
Ninguém se edifica por si nem tão pouco constrói modelos alternativos se não beber bons exemplos.
As pessoas, em regra, são confiantes de si. É algo muito humano. Tendemos a acreditar que os modelos que implementamos são generosos e saudáveis, rectos e acertivos.
Mas é bom notar que antes de nós outros nos precederam e em muitos deles encontramos testemunhos válidos que nos levam, no limite, a meditar. E tantas vezes, da meditação, surgem radicais alterações de paradigmas.
Há comportamentos que mudam. Há gestos que nascem. Há padrões que se eliminam em definitivo.

A premissa é o critério. Não há espaço para erros porque a influência positiva ou negativa que sofremos determinará consequências. Haja critério. E se não o temos, por variadíssimas razões, há sempre lugar ao pedido de conselho.
Depois, deve-se ler em conjunto. Ler para nós mesmos, além de um gesto egoísta, determina a não partilha de conteúdos. Naturalmente não estão em causa livros técnicos. 
Noutra publicação anterior, escrevíamos que os serões em família podem ser generosamente aproveitados com a leitura.
Na nossa família seleccionamos as leituras criteriosamente. Há a leitura familiar que se realiza uma ou duas vezes por semana após o jantar. Procura ser divertida e apelativa, passando valores (sempre!). 

Há de igual modo a leitura mais séria, agora para o casal, que proporciona a meditação e a edificação.
É um lugar comum afirmar-se que o livro é um amigo. Pode sê-lo. Assim haja critério.
E quando há, faz-nos bem.
É importantíssimo ler e conhecer, alargar horizontes, crescer com a vida de outros que são modelos e nos fornecem modelos. Exortamos à prática da (boa) leitura.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contrariar a rotina é boa prática familiar

Pode matar. Pode destruir

Pode ser um vírus lento que produzirá efeitos nefastos a médio e longo prazo.


A rotina é silenciosa. Não escolhe um padrão de vítimas. Todos o são. Também não escolhe idades. 

Ah! Contamina o ambiente e cria dependência.



O diccionário define a rotina da seguinte forma:

- Caminho já sabido ou habitualmente trilhado
- Hábito de fazer alguma coisa sempre da mesma maneira
- Prática constante
- Aversão às inovações

A rotina intala-se na família. Logo, deverão ser criados modelos que invertam as práticas comuns. 
Neste blogue temos dado dicas de comportamentos familiares que, assumidos, são uma claríssima negação à prática rotineira.

Mas importará tecer uma consideração muitíssimo especial relativamente aos casais.
A rotina destrói famílias em consequência da afectação do próprio casal. Que ninguém disso duvide e, caso assim não se pense, desengane-se.

É muito importante criar bons hábitos. Entre eles, gerar comportamentos que unam.

O casal carece estar só. Absolutamente. Importa namorar, sair, recuperar tempos que, por vezes, não se tenham estas boas práticas, e serão apenas memórias e recordações que o baú guarda...

É importante que homem e mulher tenham o seu próprio espaço.

Neste sentido, é boa prática que, pelo menos uma vez por mês, os filhos dêem espaço aos pais. E os pais aos filhos.

Os avós são educadores. E se há coisa que gostam é privar com os netos. Então, por que não aproveitar esse facto e deixar que a netos e avós convivam um fim de semana, possibilitando aos pais o necessário convívio entre si?

Conhecemos igualmente situações de outro género. Na impossibilidade ou inexistência de avós, que aqui é mera sugestão (pese embora seja um elo familiar fortíssimo), alguns casais (naturalmente com enornme amizade e profunda confiança) combinam entre si e, alternadamente, deixam os filhos em casa uns dos outros. A regra aqui é uma noite, um serão.

No fundo, há várias soluções. Haverá lugar a encontrar aquela que for melhor e ajustada. Invente-se!

Nesse fim de semana a dois, o casal deve procurar o namoro, o ir ao cinema, teatro, passear, almoçar e/ou jantar fora (as esposas merecem algum descanso, convenhamos), entre tantas e tantas coisas necessárias. Diriamos, verdadeiramente necessárias.

Os casais carecem estreitar laços, quebrar rotinas, ter o seu próprio espaço e momento, além de recuperar forças e ânimo que permitam alicerçar cada vez mais a família.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Oração em Família


Somos católicos. Temos uma só Fé. 

No Batismo assumimos o compromisso de transmitir a Fé aos nossos filhos.
E isso faz-se diariamente, com pequenos gestos, com hábitos.
Vamos à missa ao domingo, mas não basta. 
Deus está connosco todos os dias, a todas as horas e não apenas ao domingo.
Começamos por lhes ensinar o sinal da cruz, rezamos antes das refeições, temos imagens em casa que nos lembram "que o céu existe".
E por que não ter um momento de oração em Família? 
Por que não o terço? 
Pai-Nosso e Avé Maria são orações que as crianças conhecem; ao meditarmos os mistérios, as crianças também podem fazer os seus pedidos e agradecer o que lhes acontece de bom, coisas simples.
E o terço é uma oração muito simples, uma "arma" poderosíssima, que mantém a união familiar e, acima de tudo, faz crescer a partilha, a unidade e o amor.

domingo, 12 de abril de 2015

O erro de acompanhar as refeições com... a televisão

É um erro comum e generalizado. Dir-se-ia inclusive enraizado na actual cultura.
Quando tomamos a refeição em família e ligamos a televisão, há sempre alguém que diz "mete mais alto; sai da frente; cala-te e deixa ouvir". 
E o foco da refeição deixa de ser a família para ser a caixa mágica. Verdade?

É tão importante - nomeadamente ao jantar - que a família se centre em si mesma, assumindo conduta de diálogo, questionando o dia de cada um dos filhos, cuidando de apurar pormenores, utilizando a inteligência para consignar aquele momento único e irrepetível desse dia para saber e ouvir dos seus.


* Como foi o teu dia?

* Por que estás aborrecido?

* Como foi o teu passeio?

* Conta-nos tudo...

* Amanhã vais ter teste. Preparado?

* Estás a gostar do jantar? Atendeste ao modo como a mãe o preparou?



À refeição, o momento é da família. O momento é de partilha. O momento é de elevação e troca de experiências. O momento, no limite, é para apurar individualmente e no todo como se encontram, como estão, a razão do eventual semblante triste ou alegre daquele membro da família, entre outros.

Se pensarmos bem, esse é o único momento familiar que o dia nos proporiona. Se deixarmos que a televisão o roube, será mau caminho, será má decisão.

Para o efeito, bastará atender à experiência. Num dos dias a rainha da refeição é a televisão. Pais e filhos não falam entre si, não dialogam, nada partilham. Atenção e foco centrados no programa televisivo
Noutro dia, a televisão desligada. A aparelhagem poderá ecoar uma melodia que traga harmonia. Proporcione-se o diálogo e a partilha e a rainha da noite, da refeição, será a própria família.

Depois...  comparem-se as noites e afira-se qual delas frutificou.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Os serões em família

Há mais de um ano e agora mais recentemente assisti a palestras sobre a temática da família. 
O palestrante, Sr. Dr. José Fraústo Ferreira, entre muitas mais coisas, incentivava a que os pais, no decorrer da semana, fizessem um ou mais serões em família.
E revelou-se algo extraordinário.

O serão em família une. O serão em família rejeita o egoísmo. O serão em família potencia uma série de factores positivos e determinantes. O serão em família fomenta a identidade.

 É comum o quotidino agitado, a falta de tempo, o jantar que se faz e o olhar que teima em cruzar-se com o relógio porque... são horas de tudo e mais alguma coisa e ainda temos de dormir.

Além de que, ainda que assim não fosse, haveria sempre uma uma caixa mágica que capta a atenção de todos e gera a alienação familiar da sua própria realidade para vivenciar a ficção. 

Por exemplo, quantas famílias não ficam agarradas noite após noite a uma telenovela?
É um erro do tamanho de um comboio.

O truque está precisamente em saber gerir o tempo e proporcionar, no mínimo, um ou mais serões 
familiares por semana onde a caixa mágica está desligada. 
Se possível, uma melodia suave e convidativa a ecoar da aparelhagem.

Que fazer nesses serões?
Bom, um serão assim já teria o mérito de fazer os mebros da família a comunicar entre si. 
Mas, se além da comunicação verbal (que tanta falta faz) juntarmos uns jogos de família (aqueles com dados e sem comandos electrónicos, como antigamente), a leitura de um livro, a abordagem a um tema, o contar de umas anedotas, o cantar de cantigas, o fazer mímica...
enfim, são tantas as possibilidades e muitas mais que poderão surtir da imaginação.

Definitivamente, faz bem. Definitivamente, une. Definitivamente, educa. Definitivamente, edifica.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vídeo: "Uma oportunidade para ser felizes"



Neste documentário disponibilizam-se ensinamentos práticos de S. Josemaria e testemunhos de casais ingleses, escoceses e irlandeses que falam sobre os desafios da vida familiar.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Responsabilidade de Constituir Família

O dia é lindo! Um verdadeiro conto de fadas!
O vestido da noiva, o fato do noivo, os convidados... todos têm os olhos postos em nós!
A cerimónia. O que a envolve?
Será que naquele dia mágico, temos a noção da responsabilidade do compromisso que assumimos?

Talvez tenhamos uma noção... Mas não basta dizer "E viveram felizes para sempre..."

O compromisso é para sempre, mas é feito diariamente. Um dia após outro... E assim se tornam muitos e tantos dias felizes.
Com dificuldades próprias da vida em comum, em união... Mas sempre,sempre com os olhos postos no nosso fim último, o céu!

E a responsabilidade de receber e educar os filhos?

Amamos,amamos muito os nossos filhos... damos a vida por eles...

Temos o dever de os preparar para vida, de lhes dar a conhecer o mundo e a nossa Fé.

Temos de dizer sim, quando é para dizer sim; e não, quando é para dizer não.

Na educação dos filhos, só temos uma hipótese de acertar. Não dá para voltar atrás e fazer de novo. Por isso, há que fazer o que, em consciência, acharmos melhor. E se alguma vez tivermos a noção de que nos enganámos, de que não era assim que deveriamos ter feito, podemos sempre pedir-lhes desculpa. E continuamos em frente...

Sempre juntos e unidos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O primeiro afecto é-lhe (sempre) destinado

Ao chegar a casa, ao fim do dia, dá-se o momento magnífico do reencontro familiar.
É o momento esperado, desejado no decorrer do dia.


Os filhos, por regra, correm para o pai ou mãe que chega a casa. Mal ouvem a chave entrar na ranhura... dá-se aquele click, e medem esforços para ver quem se lança primerio no colo, qual porto de abrigo.


Mas é importante conservar a seguinte regra: o primeiro beijo, o primeiro afecto, o o primeiro carinho, é sempre para o marido/mulher. Sempre.


Os filhos contemplam e percebem que antes deles, já o pai e mãe os precediam e que foi da relação amorosa de ambos que foram gerados. Há uma ordem.

E creiam, não se importam nada. 
Se há coisa que os filhos gostam e lhes faz bem observar e vivenciar é o amor e a estabilidade da relação dos pais, a sólida relação familiar que se estabelece e se constrói dia a dia.

Não é menos verdade que para o casal, este gesto é fundamental. A unicidade e singularidade do outro é assim totalmente evidenciada.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O aburguesamento

Estamos cansados. Dia cheio. Foram e-mails, telefonemas, solicitações.

Nada como chegar a casa depois de um dia assim e assentar praça no sofá! 

Liguemos a tv (há jogo hoje?) e esperemos que a voz anunciei "o jantar está na mesa". Comamos com regalo e depois descansemos o corpo um pouco mais. Voltemos ao sofá. Se possível deixemo-nos adormecer com o comando na mão. 

Entretanto alguém lavará a louça. 

O último que feche a porta!

Esta história tem algo de verdade? Assim o creio. Mas está mal contada.


Se o dia foi mau para mim, terá sido melhor para a minha consorte?
Mais. Porque descansamos deixando os encargos e os trabalhos para ela?
Desinstalemo-nos!

O dia foi trabalhoso de parte a parte e nada como chegar ao lar para o encontro familiar que nos carregará com nova energia e encherá de alegria. Assim a saibamos viver.

O sofá fica bem como está. Deixemo-lo.

O jantar há que ser feito e em equipa. Os filhos podem ajudar. A mesa deverá ser posta e levantada.

São Paulo avisa os ociosos: "quem não quiser trabalhar, também não coma".

Mas mais que um aviso, é uma questão de princípio. É em si um acto burgês.

Pior: que imagem passamos para os nossos filhos? A mãe trabalha enquanto os demais tranquilizam-se e descansam?

Ninguém se iluda. Ela pode nada dizer, mas pensa. E enche...

Medite-se e acima de tudo, se alguém se revê na conduta, rectifique. Hoje mesmo!
 

domingo, 5 de abril de 2015

Bons Alunos = Pais Atentos

Todos nós temos o desejo de que os nossos filhos sejam bons alunos. É legítimo. Todavia, o que talvez não pensámos, é que está nas nossas mãos o sucesso escolar dos nossos filhos.

Na minha experiência como mãe e profissional de educação, deparo-me com sucessos e insucessos. 


Ninguém nasce ensinado. Somos nós pais, os primeiros e os principais educadores dos nossos filhos. Não tenhamos medo de exigir o melhor deles. Estejamos atentos aos trabalhos de casa (que se chamam "de casa" porque devem ser para fazer em casa, com os pais), às matérias, às dificuldades dos nossos filhos, aos sucessos (que tão bem devem ser elogiados), e a tudo o que diga respeito à escola.



Ao sentirem-se apoiadas, as nossas crianças irão dar o melhor de si, vão querer corresponder positivamente ao nosso interesse, ao nosso amor... E é tão simples!

Estudar com os filhos, ler uma história a par, falar abertamente sobre a escola. Em suma,
criar um clima de abertura, verdade e acima de tudo reciprocidade.

Mensagens

Recordo dois professores, Simão e Virgínia. Ele de francês e Virgínia de português.
Ambos, casados. Ambos, muitíssimo apaixonados.

Recordo os gestos que jamais esqueci. Quando um precedia o outro na aula, era deixado um bilhete apaixonado no Livro de Ponto.

Na aula, após abrir o livro, aleatóriamente, era esboçado um sorriso inspirador por um dos elementos do casal.

Só ele(a) sabe o que sentia, quanto vibrava, quanto o(a) inspirava tal gesto.


Assim devemos ser nós. Apaixonados como no princípio.

Temos os telemóveis. São uma boa ferramenta.


Devemos ter por princípio a máxima "faz o que deves e está no que fazes", não descurando o nosso profissionalismo e as tarefes que nos estão afectas.

Mas há sempre aquele momento que a oportunidade dita e nele, devemos dizer ao outro quanto o(a) amamos e que nele(a) pensamos.

Será inspirador. Fortalecerá os laços, asseguro.

sábado, 4 de abril de 2015

Carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família, nomeadamente do papel insubstituível dos pais na educação dos filhos

A carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família.

Tomamos a liberdade de colocar nesta publicação trechos da mesma, pela importância que assumem.

Na carta, além da sua própria escrita, D. Javier cita S. Josemaría Escrivá e o Papa Francisco, no seu discurso à Associação Nacional de Famílias numerosas de Itália.

As trechos por nós escolhidos:

"(...) é primordial o papel dos pais e das mães e, de certo modo, também dos restantes elementos da família: irmãos, avós, etc. Os pais, ou quem fizer as suas vezes, são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Ao falar dos diversos membros da família, o Romano Pontífice disse: Vós, crianças e jovens, sois os frutos da árvore que é a família: sois frutos bons quando a árvore tem boas raízes – que são os avós – e um bom tronco – que são os pais. Jesus dizia que cada árvore boa dá bons frutos; toda a árvore má dá maus frutos (cfr. Mt 7, 17). A grande família humana é como uma floresta, onde as árvores boas trazem solidariedade, comunhão, confiança, apoio, segurança, sobriedade feliz, amizade. A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. E por isso é muito importante a presença dos avós: uma presença preciosa quer pela ajuda prática quer sobretudo pela contribuição educativa. Os avós conservam em si os valores de um povo, de uma família, e ajudam os pais a transmiti-los aos filhos."

"(...) a primeira necessidade concretiza-se na presença habitual do casal e dos filhos no lar, com a persuasão de que essa casa pode e deve ser "sala de espera" do Céu e escola de caridade (...)."

S. Josemaria transmitiu-nos (...) fez-me nascer num lar cristão, como costumam ser os do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me uma liberdade muito grande desde pequeno, vigiando-me ao mesmo tempo com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã, e ali a adquiri mais do que no colégio, embora desde os três anos me tenham levado a um colégio de religiosas, e desde os sete a um de religiosos."

(...) Desde o primeiro momento, comentava, os filhos são testemunhas inexoráveis da vida dos pais. Não dais conta, mas julgam tudo, e às vezes, julgam-vos mal. De modo que as coisas que acontecem em casa influenciam para bem ou para mal as vossas crianças. Procurai dar-lhes bom exemplo, procurai não esconder a vossa piedade, procurar ser limpos no vosso comportamento: assim aprenderão, e serão a coroa da vossa maturidade e da vossa velhice. Para eles, sois como um livro aberto."

À mesa: Ordem e Alegria

Os pais são educadores. É bom ter esta permanente consciência.

A ordem e a alegria devem estar presentes em tudo. As refeições não são excepção.

Assim, assume valor inestimável que à mesa todos se sentem ao mesmo tempo e ninguém inicie a refeição antecipadamente.

Primeiro reza-se e agradece-se a refeição. Neste agradecimento devemos ter em consideração quem o preparou e o amor com que o fez. E só depois, inicia-se a refeição.


No decorrer da refeição, alegria e partilha. Sobre a alegria e partilha à mesa dedicaremos uma publicação mais à frente.


A ordem deve estar presente de igual modo no fim da refeição. Ninguém deve deixar a mesa antecipadamente. Se o fizer, deverá ser por motivo de força maior e deverá pedir autorização para o efeito.

A harmonia revela-se nos pormenores. Pormenor de pôr e levantar a mesa, por exemplo.

Os filhos devem viver a ordem e em consequência serão ordenados e disciplinados.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Leitura sugerida para casais

"Sempre te apoiarei, te confortarei, te defenderei das insídias do inimigo. (...) Eu mesma, da Terra ou do Céu te apresentarei a Deus como algo de meu e Ele te ajudará sempre, não por mim, mas porque já tudo o (que é) meu é inteiramente, totalmente, de Jesus".

Beata Maria Beltrame Quattrocchi