Família em Movimento

Família em Movimento

terça-feira, 14 de abril de 2015

Contrariar a rotina é boa prática familiar

Pode matar. Pode destruir

Pode ser um vírus lento que produzirá efeitos nefastos a médio e longo prazo.


A rotina é silenciosa. Não escolhe um padrão de vítimas. Todos o são. Também não escolhe idades. 

Ah! Contamina o ambiente e cria dependência.



O diccionário define a rotina da seguinte forma:

- Caminho já sabido ou habitualmente trilhado
- Hábito de fazer alguma coisa sempre da mesma maneira
- Prática constante
- Aversão às inovações

A rotina intala-se na família. Logo, deverão ser criados modelos que invertam as práticas comuns. 
Neste blogue temos dado dicas de comportamentos familiares que, assumidos, são uma claríssima negação à prática rotineira.

Mas importará tecer uma consideração muitíssimo especial relativamente aos casais.
A rotina destrói famílias em consequência da afectação do próprio casal. Que ninguém disso duvide e, caso assim não se pense, desengane-se.

É muito importante criar bons hábitos. Entre eles, gerar comportamentos que unam.

O casal carece estar só. Absolutamente. Importa namorar, sair, recuperar tempos que, por vezes, não se tenham estas boas práticas, e serão apenas memórias e recordações que o baú guarda...

É importante que homem e mulher tenham o seu próprio espaço.

Neste sentido, é boa prática que, pelo menos uma vez por mês, os filhos dêem espaço aos pais. E os pais aos filhos.

Os avós são educadores. E se há coisa que gostam é privar com os netos. Então, por que não aproveitar esse facto e deixar que a netos e avós convivam um fim de semana, possibilitando aos pais o necessário convívio entre si?

Conhecemos igualmente situações de outro género. Na impossibilidade ou inexistência de avós, que aqui é mera sugestão (pese embora seja um elo familiar fortíssimo), alguns casais (naturalmente com enornme amizade e profunda confiança) combinam entre si e, alternadamente, deixam os filhos em casa uns dos outros. A regra aqui é uma noite, um serão.

No fundo, há várias soluções. Haverá lugar a encontrar aquela que for melhor e ajustada. Invente-se!

Nesse fim de semana a dois, o casal deve procurar o namoro, o ir ao cinema, teatro, passear, almoçar e/ou jantar fora (as esposas merecem algum descanso, convenhamos), entre tantas e tantas coisas necessárias. Diriamos, verdadeiramente necessárias.

Os casais carecem estreitar laços, quebrar rotinas, ter o seu próprio espaço e momento, além de recuperar forças e ânimo que permitam alicerçar cada vez mais a família.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Oração em Família


Somos católicos. Temos uma só Fé. 

No Batismo assumimos o compromisso de transmitir a Fé aos nossos filhos.
E isso faz-se diariamente, com pequenos gestos, com hábitos.
Vamos à missa ao domingo, mas não basta. 
Deus está connosco todos os dias, a todas as horas e não apenas ao domingo.
Começamos por lhes ensinar o sinal da cruz, rezamos antes das refeições, temos imagens em casa que nos lembram "que o céu existe".
E por que não ter um momento de oração em Família? 
Por que não o terço? 
Pai-Nosso e Avé Maria são orações que as crianças conhecem; ao meditarmos os mistérios, as crianças também podem fazer os seus pedidos e agradecer o que lhes acontece de bom, coisas simples.
E o terço é uma oração muito simples, uma "arma" poderosíssima, que mantém a união familiar e, acima de tudo, faz crescer a partilha, a unidade e o amor.

domingo, 12 de abril de 2015

O erro de acompanhar as refeições com... a televisão

É um erro comum e generalizado. Dir-se-ia inclusive enraizado na actual cultura.
Quando tomamos a refeição em família e ligamos a televisão, há sempre alguém que diz "mete mais alto; sai da frente; cala-te e deixa ouvir". 
E o foco da refeição deixa de ser a família para ser a caixa mágica. Verdade?

É tão importante - nomeadamente ao jantar - que a família se centre em si mesma, assumindo conduta de diálogo, questionando o dia de cada um dos filhos, cuidando de apurar pormenores, utilizando a inteligência para consignar aquele momento único e irrepetível desse dia para saber e ouvir dos seus.


* Como foi o teu dia?

* Por que estás aborrecido?

* Como foi o teu passeio?

* Conta-nos tudo...

* Amanhã vais ter teste. Preparado?

* Estás a gostar do jantar? Atendeste ao modo como a mãe o preparou?



À refeição, o momento é da família. O momento é de partilha. O momento é de elevação e troca de experiências. O momento, no limite, é para apurar individualmente e no todo como se encontram, como estão, a razão do eventual semblante triste ou alegre daquele membro da família, entre outros.

Se pensarmos bem, esse é o único momento familiar que o dia nos proporiona. Se deixarmos que a televisão o roube, será mau caminho, será má decisão.

Para o efeito, bastará atender à experiência. Num dos dias a rainha da refeição é a televisão. Pais e filhos não falam entre si, não dialogam, nada partilham. Atenção e foco centrados no programa televisivo
Noutro dia, a televisão desligada. A aparelhagem poderá ecoar uma melodia que traga harmonia. Proporcione-se o diálogo e a partilha e a rainha da noite, da refeição, será a própria família.

Depois...  comparem-se as noites e afira-se qual delas frutificou.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Os serões em família

Há mais de um ano e agora mais recentemente assisti a palestras sobre a temática da família. 
O palestrante, Sr. Dr. José Fraústo Ferreira, entre muitas mais coisas, incentivava a que os pais, no decorrer da semana, fizessem um ou mais serões em família.
E revelou-se algo extraordinário.

O serão em família une. O serão em família rejeita o egoísmo. O serão em família potencia uma série de factores positivos e determinantes. O serão em família fomenta a identidade.

 É comum o quotidino agitado, a falta de tempo, o jantar que se faz e o olhar que teima em cruzar-se com o relógio porque... são horas de tudo e mais alguma coisa e ainda temos de dormir.

Além de que, ainda que assim não fosse, haveria sempre uma uma caixa mágica que capta a atenção de todos e gera a alienação familiar da sua própria realidade para vivenciar a ficção. 

Por exemplo, quantas famílias não ficam agarradas noite após noite a uma telenovela?
É um erro do tamanho de um comboio.

O truque está precisamente em saber gerir o tempo e proporcionar, no mínimo, um ou mais serões 
familiares por semana onde a caixa mágica está desligada. 
Se possível, uma melodia suave e convidativa a ecoar da aparelhagem.

Que fazer nesses serões?
Bom, um serão assim já teria o mérito de fazer os mebros da família a comunicar entre si. 
Mas, se além da comunicação verbal (que tanta falta faz) juntarmos uns jogos de família (aqueles com dados e sem comandos electrónicos, como antigamente), a leitura de um livro, a abordagem a um tema, o contar de umas anedotas, o cantar de cantigas, o fazer mímica...
enfim, são tantas as possibilidades e muitas mais que poderão surtir da imaginação.

Definitivamente, faz bem. Definitivamente, une. Definitivamente, educa. Definitivamente, edifica.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Vídeo: "Uma oportunidade para ser felizes"



Neste documentário disponibilizam-se ensinamentos práticos de S. Josemaria e testemunhos de casais ingleses, escoceses e irlandeses que falam sobre os desafios da vida familiar.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Responsabilidade de Constituir Família

O dia é lindo! Um verdadeiro conto de fadas!
O vestido da noiva, o fato do noivo, os convidados... todos têm os olhos postos em nós!
A cerimónia. O que a envolve?
Será que naquele dia mágico, temos a noção da responsabilidade do compromisso que assumimos?

Talvez tenhamos uma noção... Mas não basta dizer "E viveram felizes para sempre..."

O compromisso é para sempre, mas é feito diariamente. Um dia após outro... E assim se tornam muitos e tantos dias felizes.
Com dificuldades próprias da vida em comum, em união... Mas sempre,sempre com os olhos postos no nosso fim último, o céu!

E a responsabilidade de receber e educar os filhos?

Amamos,amamos muito os nossos filhos... damos a vida por eles...

Temos o dever de os preparar para vida, de lhes dar a conhecer o mundo e a nossa Fé.

Temos de dizer sim, quando é para dizer sim; e não, quando é para dizer não.

Na educação dos filhos, só temos uma hipótese de acertar. Não dá para voltar atrás e fazer de novo. Por isso, há que fazer o que, em consciência, acharmos melhor. E se alguma vez tivermos a noção de que nos enganámos, de que não era assim que deveriamos ter feito, podemos sempre pedir-lhes desculpa. E continuamos em frente...

Sempre juntos e unidos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

O primeiro afecto é-lhe (sempre) destinado

Ao chegar a casa, ao fim do dia, dá-se o momento magnífico do reencontro familiar.
É o momento esperado, desejado no decorrer do dia.


Os filhos, por regra, correm para o pai ou mãe que chega a casa. Mal ouvem a chave entrar na ranhura... dá-se aquele click, e medem esforços para ver quem se lança primerio no colo, qual porto de abrigo.


Mas é importante conservar a seguinte regra: o primeiro beijo, o primeiro afecto, o o primeiro carinho, é sempre para o marido/mulher. Sempre.


Os filhos contemplam e percebem que antes deles, já o pai e mãe os precediam e que foi da relação amorosa de ambos que foram gerados. Há uma ordem.

E creiam, não se importam nada. 
Se há coisa que os filhos gostam e lhes faz bem observar e vivenciar é o amor e a estabilidade da relação dos pais, a sólida relação familiar que se estabelece e se constrói dia a dia.

Não é menos verdade que para o casal, este gesto é fundamental. A unicidade e singularidade do outro é assim totalmente evidenciada.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O aburguesamento

Estamos cansados. Dia cheio. Foram e-mails, telefonemas, solicitações.

Nada como chegar a casa depois de um dia assim e assentar praça no sofá! 

Liguemos a tv (há jogo hoje?) e esperemos que a voz anunciei "o jantar está na mesa". Comamos com regalo e depois descansemos o corpo um pouco mais. Voltemos ao sofá. Se possível deixemo-nos adormecer com o comando na mão. 

Entretanto alguém lavará a louça. 

O último que feche a porta!

Esta história tem algo de verdade? Assim o creio. Mas está mal contada.


Se o dia foi mau para mim, terá sido melhor para a minha consorte?
Mais. Porque descansamos deixando os encargos e os trabalhos para ela?
Desinstalemo-nos!

O dia foi trabalhoso de parte a parte e nada como chegar ao lar para o encontro familiar que nos carregará com nova energia e encherá de alegria. Assim a saibamos viver.

O sofá fica bem como está. Deixemo-lo.

O jantar há que ser feito e em equipa. Os filhos podem ajudar. A mesa deverá ser posta e levantada.

São Paulo avisa os ociosos: "quem não quiser trabalhar, também não coma".

Mas mais que um aviso, é uma questão de princípio. É em si um acto burgês.

Pior: que imagem passamos para os nossos filhos? A mãe trabalha enquanto os demais tranquilizam-se e descansam?

Ninguém se iluda. Ela pode nada dizer, mas pensa. E enche...

Medite-se e acima de tudo, se alguém se revê na conduta, rectifique. Hoje mesmo!
 

domingo, 5 de abril de 2015

Bons Alunos = Pais Atentos

Todos nós temos o desejo de que os nossos filhos sejam bons alunos. É legítimo. Todavia, o que talvez não pensámos, é que está nas nossas mãos o sucesso escolar dos nossos filhos.

Na minha experiência como mãe e profissional de educação, deparo-me com sucessos e insucessos. 


Ninguém nasce ensinado. Somos nós pais, os primeiros e os principais educadores dos nossos filhos. Não tenhamos medo de exigir o melhor deles. Estejamos atentos aos trabalhos de casa (que se chamam "de casa" porque devem ser para fazer em casa, com os pais), às matérias, às dificuldades dos nossos filhos, aos sucessos (que tão bem devem ser elogiados), e a tudo o que diga respeito à escola.



Ao sentirem-se apoiadas, as nossas crianças irão dar o melhor de si, vão querer corresponder positivamente ao nosso interesse, ao nosso amor... E é tão simples!

Estudar com os filhos, ler uma história a par, falar abertamente sobre a escola. Em suma,
criar um clima de abertura, verdade e acima de tudo reciprocidade.

Mensagens

Recordo dois professores, Simão e Virgínia. Ele de francês e Virgínia de português.
Ambos, casados. Ambos, muitíssimo apaixonados.

Recordo os gestos que jamais esqueci. Quando um precedia o outro na aula, era deixado um bilhete apaixonado no Livro de Ponto.

Na aula, após abrir o livro, aleatóriamente, era esboçado um sorriso inspirador por um dos elementos do casal.

Só ele(a) sabe o que sentia, quanto vibrava, quanto o(a) inspirava tal gesto.


Assim devemos ser nós. Apaixonados como no princípio.

Temos os telemóveis. São uma boa ferramenta.


Devemos ter por princípio a máxima "faz o que deves e está no que fazes", não descurando o nosso profissionalismo e as tarefes que nos estão afectas.

Mas há sempre aquele momento que a oportunidade dita e nele, devemos dizer ao outro quanto o(a) amamos e que nele(a) pensamos.

Será inspirador. Fortalecerá os laços, asseguro.

sábado, 4 de abril de 2015

Carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família, nomeadamente do papel insubstituível dos pais na educação dos filhos

A carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família.

Tomamos a liberdade de colocar nesta publicação trechos da mesma, pela importância que assumem.

Na carta, além da sua própria escrita, D. Javier cita S. Josemaría Escrivá e o Papa Francisco, no seu discurso à Associação Nacional de Famílias numerosas de Itália.

As trechos por nós escolhidos:

"(...) é primordial o papel dos pais e das mães e, de certo modo, também dos restantes elementos da família: irmãos, avós, etc. Os pais, ou quem fizer as suas vezes, são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Ao falar dos diversos membros da família, o Romano Pontífice disse: Vós, crianças e jovens, sois os frutos da árvore que é a família: sois frutos bons quando a árvore tem boas raízes – que são os avós – e um bom tronco – que são os pais. Jesus dizia que cada árvore boa dá bons frutos; toda a árvore má dá maus frutos (cfr. Mt 7, 17). A grande família humana é como uma floresta, onde as árvores boas trazem solidariedade, comunhão, confiança, apoio, segurança, sobriedade feliz, amizade. A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. E por isso é muito importante a presença dos avós: uma presença preciosa quer pela ajuda prática quer sobretudo pela contribuição educativa. Os avós conservam em si os valores de um povo, de uma família, e ajudam os pais a transmiti-los aos filhos."

"(...) a primeira necessidade concretiza-se na presença habitual do casal e dos filhos no lar, com a persuasão de que essa casa pode e deve ser "sala de espera" do Céu e escola de caridade (...)."

S. Josemaria transmitiu-nos (...) fez-me nascer num lar cristão, como costumam ser os do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me uma liberdade muito grande desde pequeno, vigiando-me ao mesmo tempo com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã, e ali a adquiri mais do que no colégio, embora desde os três anos me tenham levado a um colégio de religiosas, e desde os sete a um de religiosos."

(...) Desde o primeiro momento, comentava, os filhos são testemunhas inexoráveis da vida dos pais. Não dais conta, mas julgam tudo, e às vezes, julgam-vos mal. De modo que as coisas que acontecem em casa influenciam para bem ou para mal as vossas crianças. Procurai dar-lhes bom exemplo, procurai não esconder a vossa piedade, procurar ser limpos no vosso comportamento: assim aprenderão, e serão a coroa da vossa maturidade e da vossa velhice. Para eles, sois como um livro aberto."

À mesa: Ordem e Alegria

Os pais são educadores. É bom ter esta permanente consciência.

A ordem e a alegria devem estar presentes em tudo. As refeições não são excepção.

Assim, assume valor inestimável que à mesa todos se sentem ao mesmo tempo e ninguém inicie a refeição antecipadamente.

Primeiro reza-se e agradece-se a refeição. Neste agradecimento devemos ter em consideração quem o preparou e o amor com que o fez. E só depois, inicia-se a refeição.


No decorrer da refeição, alegria e partilha. Sobre a alegria e partilha à mesa dedicaremos uma publicação mais à frente.


A ordem deve estar presente de igual modo no fim da refeição. Ninguém deve deixar a mesa antecipadamente. Se o fizer, deverá ser por motivo de força maior e deverá pedir autorização para o efeito.

A harmonia revela-se nos pormenores. Pormenor de pôr e levantar a mesa, por exemplo.

Os filhos devem viver a ordem e em consequência serão ordenados e disciplinados.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Leitura sugerida para casais

"Sempre te apoiarei, te confortarei, te defenderei das insídias do inimigo. (...) Eu mesma, da Terra ou do Céu te apresentarei a Deus como algo de meu e Ele te ajudará sempre, não por mim, mas porque já tudo o (que é) meu é inteiramente, totalmente, de Jesus".

Beata Maria Beltrame Quattrocchi