Neste documentário disponibilizam-se ensinamentos práticos de S. Josemaria e testemunhos de casais ingleses, escoceses e irlandeses que falam sobre os desafios da vida familiar.
FEM é uma família católica numerosa constituída por um casal - cuja união assenta num pilar com mais de 20 anos - e seus filhos. Projectaram como serviço aos outros a partilha dos valores da família. No seu entendimento e apoiados na vivência conjugal e cristã, em palestras e leituras sobre a temática familiar, é imperativo pensar a Família. Urge transmitir valores. Que o blogue Família em Movimento seja veículo de comunicação e edificação. Família Cavaco.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
A Responsabilidade de Constituir Família
O dia é lindo! Um verdadeiro conto de fadas!
O vestido da noiva, o fato do noivo, os convidados... todos têm os olhos postos em nós!
A cerimónia. O que a envolve?
Será que naquele dia mágico, temos a noção da responsabilidade do compromisso que assumimos?
Talvez tenhamos uma noção... Mas não basta dizer "E viveram felizes para sempre..."
O compromisso é para sempre, mas é feito diariamente. Um dia após outro... E assim se tornam muitos e tantos dias felizes.
Com dificuldades próprias da vida em comum, em união... Mas sempre,sempre com os olhos postos no nosso fim último, o céu!
E a responsabilidade de receber e educar os filhos?
Amamos,amamos muito os nossos filhos... damos a vida por eles...
Temos o dever de os preparar para vida, de lhes dar a conhecer o mundo e a nossa Fé.
Temos de dizer sim, quando é para dizer sim; e não, quando é para dizer não.
Na educação dos filhos, só temos uma hipótese de acertar. Não dá para voltar atrás e fazer de novo. Por isso, há que fazer o que, em consciência, acharmos melhor. E se alguma vez tivermos a noção de que nos enganámos, de que não era assim que deveriamos ter feito, podemos sempre pedir-lhes desculpa. E continuamos em frente...
Sempre juntos e unidos.
terça-feira, 7 de abril de 2015
O primeiro afecto é-lhe (sempre) destinado
Ao chegar a casa, ao fim do dia, dá-se o momento magnífico do reencontro familiar.
É o momento esperado, desejado no decorrer do dia.

Os filhos, por regra, correm para o pai ou mãe que chega a casa. Mal ouvem a chave entrar na ranhura... dá-se aquele click, e medem esforços para ver quem se lança primerio no colo, qual porto de abrigo.
Mas é importante conservar a seguinte regra: o primeiro beijo, o primeiro afecto, o o primeiro carinho, é sempre para o marido/mulher. Sempre.
Os filhos contemplam e percebem que antes deles, já o pai e mãe os precediam e que foi da relação amorosa de ambos que foram gerados. Há uma ordem.
E creiam, não se importam nada.
Se há coisa que os filhos gostam e lhes faz bem observar e vivenciar é o amor e a estabilidade da relação dos pais, a sólida relação familiar que se estabelece e se constrói dia a dia.
Não é menos verdade que para o casal, este gesto é fundamental. A unicidade e singularidade do outro é assim totalmente evidenciada.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
O aburguesamento
Estamos cansados. Dia cheio. Foram e-mails, telefonemas, solicitações.
Nada como chegar a casa depois de um dia assim e assentar praça no sofá!
Liguemos a tv (há jogo hoje?) e esperemos que a voz anunciei "o jantar está na mesa". Comamos com regalo e depois descansemos o corpo um pouco mais. Voltemos ao sofá. Se possível deixemo-nos adormecer com o comando na mão.
Entretanto alguém lavará a louça.
O último que feche a porta!
Esta história tem algo de verdade? Assim o creio. Mas está mal contada.
Se o dia foi mau para mim, terá sido melhor para a minha consorte?
Mais. Porque descansamos deixando os encargos e os trabalhos para ela?
Desinstalemo-nos!
O dia foi trabalhoso de parte a parte e nada como chegar ao lar para o encontro familiar que nos carregará com nova energia e encherá de alegria. Assim a saibamos viver.
O sofá fica bem como está. Deixemo-lo.
O jantar há que ser feito e em equipa. Os filhos podem ajudar. A mesa deverá ser posta e levantada.
São Paulo avisa os ociosos: "quem não quiser trabalhar, também não coma".
Mas mais que um aviso, é uma questão de princípio. É em si um acto burgês.
Pior: que imagem passamos para os nossos filhos? A mãe trabalha enquanto os demais tranquilizam-se e descansam?
Ninguém se iluda. Ela pode nada dizer, mas pensa. E enche...
Medite-se e acima de tudo, se alguém se revê na conduta, rectifique. Hoje mesmo!
domingo, 5 de abril de 2015
Bons Alunos = Pais Atentos
Todos nós temos o desejo de que os nossos filhos sejam bons alunos. É legítimo. Todavia, o que talvez não pensámos, é que está nas nossas mãos o sucesso escolar dos nossos filhos.
Na minha experiência como mãe e profissional de educação, deparo-me com sucessos e insucessos.

Ninguém nasce ensinado. Somos nós pais, os primeiros e os principais educadores dos nossos filhos. Não tenhamos medo de exigir o melhor deles. Estejamos atentos aos trabalhos de casa (que se chamam "de casa" porque devem ser para fazer em casa, com os pais), às matérias, às dificuldades dos nossos filhos, aos sucessos (que tão bem devem ser elogiados), e a tudo o que diga respeito à escola.
Ao sentirem-se apoiadas, as nossas crianças irão dar o melhor de si, vão querer corresponder positivamente ao nosso interesse, ao nosso amor... E é tão simples!
Estudar com os filhos, ler uma história a par, falar abertamente sobre a escola. Em suma,
criar um clima de abertura, verdade e acima de tudo reciprocidade.
Mensagens
Recordo dois professores, Simão e Virgínia. Ele de francês e Virgínia de português.
Ambos, casados. Ambos, muitíssimo apaixonados.
Recordo os gestos que jamais esqueci. Quando um precedia o outro na aula, era deixado um bilhete apaixonado no Livro de Ponto.

Na aula, após abrir o livro, aleatóriamente, era esboçado um sorriso inspirador por um dos elementos do casal.
Só ele(a) sabe o que sentia, quanto vibrava, quanto o(a) inspirava tal gesto.
Só ele(a) sabe o que sentia, quanto vibrava, quanto o(a) inspirava tal gesto.
Assim devemos ser nós. Apaixonados como no princípio.
Temos os telemóveis. São uma boa ferramenta.
Devemos ter por princípio a máxima "faz o que deves e está no que fazes", não descurando o nosso profissionalismo e as tarefes que nos estão afectas.
Mas há sempre aquele momento que a oportunidade dita e nele, devemos dizer ao outro quanto o(a) amamos e que nele(a) pensamos.
Será inspirador. Fortalecerá os laços, asseguro.
sábado, 4 de abril de 2015
Carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família, nomeadamente do papel insubstituível dos pais na educação dos filhos
A carta de Abril de D. Javier Echevarría versa sobre a Família.
Tomamos a liberdade de colocar nesta publicação trechos da mesma, pela importância que assumem.
Na carta, além da sua própria escrita, D. Javier cita S. Josemaría Escrivá e o Papa Francisco, no seu discurso à Associação Nacional de Famílias numerosas de Itália.
"(...) é primordial o papel dos pais e das mães e, de certo modo, também dos restantes elementos da família: irmãos, avós, etc. Os pais, ou quem fizer as suas vezes, são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Ao falar dos diversos membros da família, o Romano Pontífice disse: Vós, crianças e jovens, sois os frutos da árvore que é a família: sois frutos bons quando a árvore tem boas raízes – que são os avós – e um bom tronco – que são os pais. Jesus dizia que cada árvore boa dá bons frutos; toda a árvore má dá maus frutos (cfr. Mt 7, 17). A grande família humana é como uma floresta, onde as árvores boas trazem solidariedade, comunhão, confiança, apoio, segurança, sobriedade feliz, amizade. A presença das famílias numerosas é uma esperança para a sociedade. E por isso é muito importante a presença dos avós: uma presença preciosa quer pela ajuda prática quer sobretudo pela contribuição educativa. Os avós conservam em si os valores de um povo, de uma família, e ajudam os pais a transmiti-los aos filhos."
"(...) a primeira necessidade concretiza-se na presença habitual do casal e dos filhos no lar, com a persuasão de que essa casa pode e deve ser "sala de espera" do Céu e escola de caridade (...)."
S. Josemaria transmitiu-nos (...) fez-me nascer num lar cristão, como costumam ser os do meu país, de pais exemplares que praticavam e viviam a sua fé, dando-me uma liberdade muito grande desde pequeno, vigiando-me ao mesmo tempo com atenção. Procuravam dar-me uma formação cristã, e ali a adquiri mais do que no colégio, embora desde os três anos me tenham levado a um colégio de religiosas, e desde os sete a um de religiosos."
(...) Desde o primeiro momento, comentava, os filhos são testemunhas inexoráveis da vida dos pais. Não dais conta, mas julgam tudo, e às vezes, julgam-vos mal. De modo que as coisas que acontecem em casa influenciam para bem ou para mal as vossas crianças. Procurai dar-lhes bom exemplo, procurai não esconder a vossa piedade, procurar ser limpos no vosso comportamento: assim aprenderão, e serão a coroa da vossa maturidade e da vossa velhice. Para eles, sois como um livro aberto."
À mesa: Ordem e Alegria
Os pais são educadores. É bom ter esta permanente consciência.
A ordem e a alegria devem estar presentes em tudo. As refeições não são excepção.
Assim, assume valor inestimável que à mesa todos se sentem ao mesmo tempo e ninguém inicie a refeição antecipadamente.
Primeiro reza-se e agradece-se a refeição. Neste agradecimento devemos ter em consideração quem o preparou e o amor com que o fez. E só depois, inicia-se a refeição.
No decorrer da refeição, alegria e partilha. Sobre a alegria e partilha à mesa dedicaremos uma publicação mais à frente.
A ordem deve estar presente de igual modo no fim da refeição. Ninguém deve deixar a mesa antecipadamente. Se o fizer, deverá ser por motivo de força maior e deverá pedir autorização para o efeito.
A harmonia revela-se nos pormenores. Pormenor de pôr e levantar a mesa, por exemplo.
Os filhos devem viver a ordem e em consequência serão ordenados e disciplinados.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Leitura sugerida para casais
"Sempre te apoiarei, te confortarei, te defenderei das insídias do inimigo. (...) Eu mesma, da Terra ou do Céu te apresentarei a Deus como algo de meu e Ele te ajudará sempre, não por mim, mas porque já tudo o (que é) meu é inteiramente, totalmente, de Jesus".
Beata Maria Beltrame Quattrocchi
Beata Maria Beltrame Quattrocchi
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